domingo, 18 de novembro de 2012

França: Mais de 100 mil pessoas se manifestam contra o casamento gay

Hollande pretende legalizar a união entre homossexuais até o próximo ano

Manifestação contra casamento gay Lyon França

Mais de 100 mil pessoas se manifestaram neste sábado em várias cidades da França para denunciar o projeto de lei do governo socialista de autorizar o casamento gay e a adoção por parte de homossexuais, segundo cifras oficiais obtidas pela AFP.

Segundo a polícia, 70.000 pessoas participaram nas manifestações em Paris. Para os organizadores, fomra 200.000. Em Lyon foram 22.000 e em Marselha entre 6.000 e 8.0000.

No domingo serão realizadas outras manifestações convocadas pelo instituto Civitas, próximo aos católicos fundamentalistas.

O Papa Bento XVI convocou neste sábado a igreja francesa a fazer com que sua voz seja ouvida 'sem parar e com determinação nos debates da sociedade'.

A manifestação de Paris era composta por pessoas de todas as idades, algumas com camisetas e balões brancos, azuis e rosas que mostravam o mesmo desenho de duas pessoas de sexo oposto segurando duas crianças pela mão.

A manifestação recebeu o apoio de movimentos como o grupo 'Por uma humanidade duradoura', das Associações Familiares Católicas (AFC), dos Filhos da França, de muçulmanos 'patriotas' ou da associação pró-vida Alianza Vita.

Fanny Neige e Anais, duas homossexuais em desacordo com a manifestação, chegaram para demonstrar seu ponto de vista, se beijando em frente à multidão.

'Estamos aqui como lésbicas, porque fundaremos uma família, queiram eles ou não', explicou Fanny Neige.

Segundo uma pesquisa publicada na quinta-feira, 61% dos franceses são favoráveis ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas apenas 48% apoiam a adoção por parte de casais homossexuais.

fonte: G1

Mato Grosso: Parada Gay leva centenas às ruas da segunda maior cidade do estado

Chuva atrapalhou início do evento que coloriu ruas de Várzea Grande. Evento foi realizado pela primeira vez na cidade.

Parada Gay Várzea Grande 2012A chuva bem que tentou atrapalhar a realização da 1ª edição da Parada Gay na segunda maior cidade de Mato Grosso, Várzea Grande, na região metropolitana de Cuiabá, neste sábado (17).

Assim que a chuva deu trégua, duas horas depois do previsto, às 16h (horário de Mato Grosso), gays, lésbicas, travestis, transexuais e simpatizantes formaram o tradicional arco-íris na Avenida Couto Magalhães, uma das maiores da cidade.

Com o tema “Com educação se cria novos seres”, o evento, segundo a organização, teve como objetivo mostrar a diversidade e a quebra do preconceito em relação à comunidade LGBT. “[A parada serve para mostrar] que os gays pagam impostos, trabalham, estudam e merecem o respeito de todos", afirmou um dos organizadores do evento, Adriano Gomes.

Entre as centenas de pessoas que estiveram na parada, a representante comercial Norma Oliver, de 39 anos, disse ao G1 que participou pela primeira vez de uma parada gay. A experiência, segundo ela, vai ficar na memória.

“Eu não sou gay, mas fui nesta parada e me diverti muito. Deu para cumprir o percurso com tranqüilidade. O mais bacana é que os carros que passavam próximo se uniram à parada que se transformou em uma grande carreata”, explicou.

Além da Avenida Couto Magalhães, a parada ainda percorreu a Avenida Filinto Müller. O evento foi encerrado no ginásio ‘Fiotão’ que concentrou uma série de apresentações artísticas.

fonte: G1

sexta-feira, 16 de novembro de 2012

Camarões: Violência contra homossexuais e lésbicas no país preocupa a ONU

Escritório para os Direitos Humanos salienta que indivíduos presumivelmente homossexuais seriam alvos de assédio, intimidação e prisão.

O Escritório das Nações Unidas para os Direitos Humanos disse estar "profundamente preocupado" com relatos sobre a situação das pessoas suspeitas de serem gays ou lésbicas nos Camarões.

Um comunicado, publicado esta sexta-feira, em Genebra, salienta que indivíduos presumivelmente homossexuais seriam alvo de assédio, intimidação e prisão.

Prisão e Multa
O Escritório defende que o atual Código Penal do país, da África Ocidental, criminaliza "relações sexuais com uma pessoa do mesmo sexo", e prevê uma pena de até cinco anos de prisão e multa.

Para o escritório, a lei viola os instrumentos internacionais de direitos humanos assumidos pelo país além dos direitos à privacidade e à liberdade contra a discriminação garantidos pelo Pacto Internacional sobre os Direitos Civis e Políticos.

fonte: UOL

Jogos Nacionais da Diversidade entram para o calendário oficial da Parada Gay de São Paulo

jogos da diversidadeO Comitê Desportivo GLS do Brasil firmou uma parceria com a Associação da da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT) para que os Jogos Nacionais da Diversidade – JODS entrem para o calendário oficial do mês do Orgulho LGBT da cidade.

A proposta veio após a primeira edição do evento, que seria realizado entre os dias 15 a 18 de novembro na cidade de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, ter sido adiada e transferida para o mês de junho na cidade de São Paulo. Em entrevista ao Mix, o presidente do CDG, Érico Santos, esclareceu que o comitê organizador em Campo Grande, que unia prefeitura e governo estadual, não fez a captação de apoiadores por meio de Lei de Incentivo ao Esporte.

Criado com o objetivo de promover a visibilidade e a cidadania da comunidade LGBT nos esportes, os JODS busca a celebrar a paz e o respeito aos direitos humanos em uma espécie de “Olimpíada Gay”, com participação livre e aberta independente da orientação sexual em um evento único, como já existe em diversos países da Europa e da América do Norte.

fonte: MixBrasil

DJ Filipe Guerra estará no ‘TV Xuxa’

DJ Filipe Guerra TV XuxaO DJ Filipe Guerra será um dos convidados do programa “TV Xuxa” desta sábado (17). Ele irá animar a plateia presente na atração comandada pela rainha dos baixinhos, Xuxa Meneghel.

Filipe tocou alguns de seus sucessos como “After All” e “Brand New Day”, seu novo hit “Moving On”, além de um remix para “Somebody That I Used To Know”, de Gotye.

O “TV Xuxa” também tem entre as atrações musicais o cantor Thiaguinho, a banda mexicana Maná, o grupo Capital Inicial. A cantora Lorena Simpson estará presente como uma das juradas no quadro “Batalha no Salto”.

fonte: GOnline

Inglaterra: Ex-militar realiza cirurgia e se torna mulher depois de 25 anos servindo o Exército

Russell JacksonRussell Jackson passou 25 anos no Exército britânico enfrentando perigo e lidando com a perda de seus colegas. No entanto, nada o angustiava mais do que sua identidade de gênero.

Desde pequeno, o ex-militar guardava para si o desejo de se tornar mulher. E foi somente aos 47 anos que ele criou coragem e começou os tratamentos para realizar sua cirurgia de readequação sexual.

Hoje, Russel, que agora se chama Jennine, se declarou completamente satisfeita com seu corpo, em reportagem ao jornal “The Sun”.

"Desde nova eu sabia que era diferente. Eu não estava feliz com o que eu era, mas fiz o contrário do que queria fazer. Tentei ser um homem", afirmou.

Jennine, que realizou sua última cirurgia em 2011, resolveu só agora tornar pública a sua história e mostrar que nunca se sentiu tão bem com seu corpo.

fonte: A Capa

Nigéria tramita lei contra casamento gay e manifestações de afeto entre homossexuais

Organizações que lutam por direitos dos homossexuais também se tornariam ilegais

Na Nigéria, os legisladores deram mais um passo para a aprovação de uma lei que proíbe o casamento homossexual e demonstrações públicas de afeto entre pessoas do mesmo sexo. O projeto, aprovado no Senado, foi ratificado agora por unanimidade pela Câmara dos Representantes e prevê uma pena de prisão de até 14 anos para o casal e de 10 anos para quem for conivente com a união. Organizações que lutam pelos direitos dos homossexuais se tornariam ilegais de acordo com a noa lei, o que pode prejudicar o trabalho de ONGs que auxiliam no tratamento da Aids.

- O matrimônio entre pessoas do mesmo sexo é algo estranho à nossa cultura e à nossa sociedade, e não foi ordenado por Deus. Esta prática não tem lugar na nossa cultura, na nossa religião, na Nigéria e em nenhum lugar da África. É imoral e supõe uma degradação da nossa cultura - disse Mulikat Akande-Adeola, líder da maioria no Congresso.

Femi Gbajabiamila, que lidera a minoria na casa, afirmou que a lei representa a "convergência da lei e da moralidade".

Cada cláusula do projeto ainda será revisada para passar por uma última votação no Congresso. O documento será, então, apresentado ao presidente Goodluck Jonathan, que deve sancioná-lo e transformá-lo em lei.

A aprovação da lei no Senado em novembro de 2011 suscitou fortes críticas da comunidade internacional, incluindo países como Reino Unido, Estados Unidos e Canadá. Alguns, inclusive, consideraram encerrar a ajuda humanitária ao país caso a lei fosse aprovada. A Anistia Internacional afirmou que o projeto ameaça os direitos humanos de um grande número de pessoas.

Na época, o presidente do Senado, David Mark, ignorou os pedidos:

- É injusto vincular a assistência que estão prestando à Nigéria às leis que aprovamos em defesa dos interesses de nossos cidadãos. Se é assim, pensaremos que esta ajuda é feita com segundas intenções. Se ela tem o objetivo de hipotecar nosso futuro, nossos valores, nossos costumes e nossa forma de vida, então acabem com essa assistência - sentenciou.

A população da Nigéria é religiosa, sendo que parte significativa dos 160 milhões de cidadãos são cristãos ou muçulmanos. O país mais povoado da África é dividido em mais de 200 grupos tribais e sofre com muitas tensões pelas diferenças políticas, religiosas e territoriais.

fonte: O Globo

Dinamarca: Pinguins gays 'adotam' filhote em zoológico

Pinguins-imperadores machos começaram a agir como casal há dois anos. Zoo cogitou 'adoção' após os dois tentarem roubar ovos de outros pinguins.

pinguins gayUm casal de pinguins gays "adotou" um filhote recentemente no Zoológico Odense, na Dinamarca, segundo uma nota divulgada pela instituição. Os animais, dois pinguins-imperadores machos, começaram a demonstrar comportamento de casal há dois anos, o que não é novidade na espécie, de acordo com o zoo.

Os tratadores dos pinguins perceberam que os dois machos tentaram roubar ovos de outros animais durante a época de reprodução. Isso levou os funcionários a cogitar a "adoção" para o casal.

É comum que algumas espécies de pinguins tenham comportamento monogâmico, isto é, um parceiro durante toda a vida, diz o zoo. No caso da espécie dos pinguins-imperadores, o casal divide a tarefa de chocar os ovos.

O problema de "paternidade" do casal de machos do Zoológico Odense foi resolvido após uma fêmea da espécie agir de forma incomum, tendo botado dois ovos produzidos com dois machos diferentes, para depois abandoná-los, segundo a nota.

Os tratadores decidiram deixar um dos ovos abandonados com o casal de pinguins machos. Para garantir que eles aprenderiam a chocar, foram usados ovos artificiais, em testes realizados pelo zoo.

Os dois pinguins-imperadores machos cuidaram do ovo e se dividiram para recolher comida, como faria qualquer casal da mesma espécie.

O filhote "adotado" nasceu há um mês. A "família" está separada do resto da colônia para adaptação do filhote, por enquanto, informa o zoo. Em breve eles devem ser reintroduzidos ao grupo de pinguins-imperadores, quando o bebê tiver adquirido mais algum tempo de vida.

fonte: G1

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Rio de Janeiro: Exposição LGBT espera reunir mais de 20 mil pessoas

1ª Expo Rainbow se propõe a ser a maior feira LGBT da América Latina. Objetivo é ministrar palestras, manifestos, shows, concursos e fazer festas.

Gabi AmarantosA 1ª Expo Rainbow, que promete ser a maior feira LGBT da América Latina, acontece no Rio neste feriado prolongado, entre os dias 15 e 19 de novembro, no Espaço Ação da Cidadania, na Saúde, na Zona Portuária. Segundo a organização do evento, o público esperado é de mais de 20 mil pessoas, para negócios, debates, palestras, shows e festas.

Cada uma das cinco noites será fechada por uma grande festa, com início previsto para às 23h30. A cantora ícone do tecno-brega, Gabi Amarantos, vai fazer um show na festa de segunda-feira (19).

Segundo o organizador do evento, Cláudio Pepper, um dos destaques da feira é o Espaço Sensation, onde os visitantes podem entrar em túneis escuros, de olhos vendados, com objetivo de ter experiências sensoriais com sons, temperatura e toque. “Existe uma carência, por conta do preconceito, de lugares públicos onde os gays podem se relacionar. A feira tem intuito de estimular as relações entre as pessoas”, disse.

De acordo com Cláudio, a realização de casamentos entre os visitantes, previstos na programação da Expo Rainbow, foi cancelada por questões judiciais. "Existem juízes que apoiam, outros que são contra. Por conta disso preferimos cancelar."

Os ingressos variam entre R$ 25 e R$ 30 para a feira e R$ 60 e R$ 120 para entrar nas festas do evento. O Espaço Ação da Cidadania fica na Avenida Barão de Tefé, 75, na Saúde, Centro do Rio de Janeiro. A programação completa está disponível no site do evento.

fonte: G1

Comparação infeliz em texto da “Veja” estimula preconceito contra gays

por Marcelo Semer

“Um homem não pode se casar com uma cabra. Pode até manter uma relação estável com ela, mas não pode se casar”.

Foi esse tipo de argumento que o jornalista José Roberto Guzzo utilizou para se contrapor ao casamento civil igualitário, no artigo que fez da revista Veja um dos trending topics folclóricos da semana.

> "Veja" publica artigo contra casamento gay e criminalização da homofobia

Consistente como declarações do deputado Jair Bolsonaro ou espalhafatosa como piadas de Rafinha Bastos, o texto prosseguiu adiante com uma suposta pretensão de defender os homossexuais dos danos praticados por seu próprio ativismo.

A tendência de olharem para si mesmo como classe à parte, aponta Guzzo, vai na direção oposta à aspiração de serem cidadãos idênticos aos demais.

A lógica é mais ou menos a mesma do vereador Carlos Apolinário, quando propôs a criação do dia do “orgulho hetero”, na Câmara Municipal de São Paulo, em reação à parada gay.

E não se distância, na essência, daqueles que bradam pelo “orgulho branco”, em contraposição à proclamação da consciência negra.

A comparação, todavia, só reafirma a discriminação, ao desprezar a diferença fundamental que reside na situação de poder ou de vulnerabilidade.

Os movimentos negros e gays (tal como o feminista, por exemplo) se organizam pela igualdade e procuram se afirmar para combater a discriminação –já o "poder branco" busca, ao reverso, reavivá-la.

Orgulho hetero, ou qualquer outra xenofobia parecida, nunca quer igualdade, mas supremacia.

O que está em jogo é um paralelismo que não existe concretamente. Um olhar formal e abstrato que finge desconhecer a enorme discriminação que mutila quem se encontra à margem.

Só isso justificaria, por exemplo, o sarcasmo no texto de Guzzo com a crescente agressão homofóbica, sob o singelo pretexto de que no cotidiano da violência urbana, afinal de contas, morrem muito mais heterossexuais.

Tal qual o "orgulho hetero" se impunha como resgate da moral e dos bons costumes e a deputada Myriam Rios equiparava homossexualidade e pedofilia, a comparação do casamento gay com a zoofilia é aberrante.

Em todos esses argumentos perpassa, no fundo, a indisfarçável ideia do “homossexualismo” como anormalidade ou desvio –o que pode ser mais anormal no matrimônio, enfim, do que casar com uma cabra?

E é essa consideração do anormal que vitamina enormemente o preconceito na sociedade.

Atribuir aos homossexuais a culpa por sua própria discriminação é redobrar a violência contra quem tem sido vítima. É o mesmo que assinalar às cotas a responsabilidade pela sobrevivência do racismo.

Um cinismo típico que clama pela isonomia apenas quando ela serve de álibi para perpetuar desigualdades.

É preciso, então, aprender com Boaventura de Souza Santos a destrinchar o aparente paradoxo da emancipação: “temos o direito de ser iguais sempre que a diferença nos inferioriza; temos o direito de ser diferentes sempre que a igualdade nos descaracteriza”.

Em outros termos, defender o casamento aos homossexuais é afirmar a igualdade; construir uma política de combater a homofobia é respeitar a diferença.

Se o próprio jornalista anteviu que a comparação entre casamento igualitário e relação com uma cabra podia ser mesmo ofensiva, defendeu-se antecipadamente com uma emenda tão ruim quanto o soneto:

“A lei não obriga nenhum cidadão a gostar de homossexuais ou de espinafre”.

Que mais se pode dizer?

fonte: Terra Magazine

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