sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Cassandra Peterson, a Elvira, revela que drag queens foram sua grande inspiração

ElviraQuem se lembra da diva sombria Elvira, a Rainha das Trevas? A personagem interpretada por Cassandra Peterson fez sucesso no fim da década de 1980 com a dança sensual com os seios, reproduzida até hoje em diversas festas de halloween. A atriz, que pode ser confundida com uma drag queen por conta das roupas e performances, revelou, em recente entrevista, de onde veio sua inspiração para compor a Elvira.

Segundo a diva, se há um responsável pela formação da personagem, esse alguém é o público gay, em especial as transformistas. “Nesse ramo, eu aprendi tudo o que eu sei com as drag queens”, revelou a atriz, que tem consiência de sua importância para a comunidade LGBT. “Eu tenho noção que influencio os homossexuais. Quando comecei, não tinha ideia, mas acabou por ser uma justiça divina para mim”, comemorou.

Bem-humorada, Cassandra ainda revelou que já recebeu muitos elogios sobre sua beleza e sex appeal, tanto de héteros quanto de gays. Entretanto, os gays foram sempre os mais ousados. “O melhor elogio que recebi de um gay foi ‘eu amo os seus seios’”, contou.

fonte: Pheeno

Portugal: Conservadores barram direito de adoção a casais gays

Lei que pretendia alterar proibição do direito de adoção vigente para os casais homossexuais desde que estas uniões foram legalizadas em Portugal há 3 anos

Os partidos conservadores majoritários do Parlamento português rejeitaram admitir a votação final da medida que garantia o direito dos casais de mesmo sexo adotarem filhos de um dos integrantes, uma norma que já havia sido aprovada no último mês de maio em uma primeira votação.

Os partidos Social Democrata (PSD, centro-direita) e democrata-cristão (CDS-PP), formações que compõem o governo de coalizão de Portugal, decidiram não submeter ao veredicto final do Parlamento a proposta aprovada através do respaldo da esquerda moderada, da marxista e de vários deputados conservadores.

Procedente do Partido Socialista (PS), o principal da oposição, o projeto de lei aprovado em maio contou com 99 votos a favor - a maioria dos deputados de esquerda -, 94 contra e 9 abstenções, já que os deputados tinham liberdade de voto (16 políticos do PSD votaram a favor na ocasião).

Deste modo, a lei que pretendia alterar a proibição total do direito de adoção vigente para os casais homossexuais desde que estas uniões foram legalizadas em Portugal, há três anos, fica sem aplicação.

O adiamento da votação da medida está atribuído a uma proposta da juventude do PSD, que querem que o direito de adoção seja submetido a uma consulta popular.

Este projeto de "coadoção", diferente de uma adoção sem limites, daria permissão aos casais (ou uniões de fato) homossexuais maiores de 25 anos adotarem filhos que tenham "responsabilidade parental".

Em caso de maiores de 12 anos, essa decisão precisa do consentimento do próprio menor.

A deputada do PS Isabel Moreira lamentou a falta de "lealdade parlamentar" e acusou os partidos conservadores de não seguir o leito institucional ao recorrerem a um possível referendo.

A Associação de Lésbicas, Gays e Transexuais (ILGA) de Portugal já se tinha pronunciado sobre a urgência de sancionar esta lei para garantir a segurança dos menores e para acabar com o que qualificou como uma "agressão tanto para a criança como para sua família".

O casamento homossexual foi aprovado em Portugal no ano de 2010 com uma proposta do PS, então no governo, a qual foi rejeitada pelos partidos conservadores e apoiada pela esquerda.

A lei foi levada perante o Tribunal Constitucional pelo presidente da república, o conservador Aníbal Cavaco Silva, quem finalmente a autorizou depois da favorável resposta do Alto Tribunal, que também não deixou de manifestar seu desacordo.

O direito integral à adoção por casais homossexuais foi rejeitado anteriormente pelo Parlamento português em fevereiro de 2012. 

fonte: Exame.com

Estados Unidos: Peça acusada de conteúdo homofóbico é cancelada pela Universal Studios

Peça acusada de conteúdo homofóbico é cancelada pela Universal Studios

supermanA GLAAD (Aliança de Gays e Lésbicas Contra a Difamação) resolveu criticar e denunciar uma das peças da Universal Studios por conter conteúdo homofóbico. Trata-se de um especial de Halloween baseado nos personagens Bill e Ted, vividos por Alex Winter e Keanu Reeves no filme de 1989.

A apresentação, que acontece em Los Angeles, foi descrita por um crítico da Vice como “bizarra”, devido as situações em que Bill e Ted passam ao ficarem perdidos na Terra de Oz. Para saírem de lá, os dois precisam matar quatro bruxas e pedem ajuda a um Super-Homem, que ao ter contato com um pó mágico se transforma em gay. 

"Após se tornar gay, a voz e postura do Super-Homem mudam. Seus lábios se contraem, seus polegares apontam para si, e seus pulsos amolecem. Sua nova voz se parece um homofóbico imitando Richard Simmons, com o frequente uso da palavra 'faaabuloso'", relatou o jornalista da Vice, Jamie Lee Curtis Taete.

superman sem camisa"Ele também arranca sua camisa. Porque homens gays odeiam camisetas tanto quanto eles odeiam mulheres. Bill e Ted, então, ficam decepcionados. Seu ânimo inicial por terem o Super-Homem ao seu lado se torna decepção, porque, obviamente, agora que ele é gay, não será de qualquer utilidade a eles. 'Quem poderia ser um Super-Homem pior', pergunta Bill. 'Ben Affleck?', responde Ted. Então, o Super-Homem agora manda beijos para Bill e Ted, dá tapa em seus traseiros. E, conforme faz isso, Bill e Ted dizem 'Ah, cara!', com vozes de nojo”, continuou o crítico.

Ao tomar conhecimento da peça, a GLAAD classificou o show de "antigay" e elogiou a decisão da Universal em cancelar a apresentação. "A NBC Universal tomou uma atitude forte e rápida em relação ao assunto, e também iniciou um diálogo produtivo sobre a programação de 'Bill & Ted' para assegurar que todos os visitantes do parque possam ter uma experiência boa", declarou, Wilson Cruz, representante da instituição.

fonte: A Capa

Rússia: Situação de direitos humanos no país desafia patrocinadores olímpicos

A pouco mais de cem dias da Olimpíada de Inverno de Sochi, os patrocinadores enfrentam o desafio de divulgar sua marca sem serem associados negativamente à situação dos direitos humanos na Rússia.

A preocupação internacional com a lei russa que proíbe a apologia da homossexualidade abre a possibilidade de que a opinião pública acabe se voltando contra marcas como Coca-Cola, McDonald's e Samsung, patrocinadoras do evento a ser realizado em fevereiro no balneário russo de Sochi.

A imagem da Rússia também ficou prejudicada com a detenção, em setembro, de 30 ativistas do Greenpeace que protestavam contra a exploração de petróleo no Ártico, e por casos de ofensas racistas de torcedores locais a jogadores de futebol negros.

"Sochi receberá possivelmente os Jogos do perigo", disse Peter Walshe, diretor global de contas da empresa de marketing Millward Brown. "Com esses grandes eventos mundiais, as empresas estão buscando um efeito halo para a marca. Sochi é grande e importante, mas tais eventos estão se tornando plataformas para protestos sociais e políticos."

Tentativas de separar as Olimpíadas do contexto político sempre acabam se revelando inúteis, e atualmente, com as redes sociais, os grupos de ativistas nem precisam ir até o local para protestar.

"A mídia social transformou para sempre o grau de risco que os patrocinadores e atletas assumem nos eventos", disse Andy Sutherden, diretor global de esportes na firma de relações públicas Hill+Knowlton.

Uma campanha que circula atualmente na Internet conclama os executivos da Coca-Cola a se manifestarem contra a lei russa sobre a homossexualidade e a pressionarem o presidente russo, Vladimir Putin, que investe seu prestígio pessoal no sucesso dos Jogos.

Patrocinadores na mira
O Comitê Olímpico Internacional (COI) já admitiu que patrocinadores, em especial norte-americanos, estão preocupados com o impacto da legislação sobre os gays na Olimpíada de Inverno, que vai de 7 a 23 de fevereiro.

A lei proíbe a disseminação de informações sobre a homossexualidade para menores. Críticos dizem que isso é sinal da crescente intolerância às minorias na Rússia, embora Putin negue que a lei pretenda privar os homossexuais dos seus direitos.

Os críticos ganharam mais munição nesta semana quando o jogador marfinense Yaya Touré, do Manchester City, foi alvo de ofensas racistas de torcedores do CSKA durante jogo pela Liga dos Campeões em Moscou.

Na sexta-feira, Touré disse que jogadores negros deveriam boicotar a Copa do Mundo de 2018, a ser realizada também na Rússia, caso o país não coíba o racismo nas arquibancadas. A Uefa, entidade que dirige o futebol europeu, instaurou um procedimento disciplinar contra o CSKA.

O movimento olímpico é parcialmente financiado por dez patrocinadores globais, que pagam cada um cerca de 100 milhões de dólares pelos direito comerciais durante um ciclo de quatro anos, abrangendo uma edição da Olimpíada de Inverno e uma da Olimpíada de Verão.

Os organizadores dos Jogos de Sochi também fizeram acordos pontuais com empresas como a alemã Volkswagen, que será a fornecedora oficial de veículos para o evento.

Os patrocinadores têm se empenhado em enfatizar seu apoio à diversidade, mas sem entrar no mérito das críticas à Rússia.

"Não avalizamos abusos aos direitos humanos, intolerância e discriminação de qualquer tipo em qualquer lugar do mundo", disse a Coca-Cola em nota divulgada recentemente. "Como patrocinador desde 1928, acreditamos que os Jogos Olímpicos são uma força positiva, que une as pessoas por meio do interesse comum pelos esportes."

A japonesa Panasonic e a sul-coreana Samsung divulgaram notas semelhantes, salientando sua crença no espírito olímpico. O próprio COI emitiu em julho uma mensagem dizendo que a legislação russa contra a apologia da homossexualidade não afetará os espectadores e participantes da Olimpíada de Inverno.

fonte: O Globo

Cher sobre novo albúm: “Nem eu sou fã de Cher, mas eu gosto deste álbum”

Cantoras, que está com CD novo, falou que está feliz com o resultado de 'Closer to the Truth' e ainda soltou a lenha na homofobia russa

cher 08Cher, 67, surpreendeu a todos os fãs ao dar uma entrevista ao tabloide The Sun. Segundo ela, que está com novo álbum na praça, Closer to the Truth, o resultado saiu melhor do que o esperado. E olha que a crítica veio justamente dela mesma. "Nem eu sou fã de Cher, mas eu gosto deste álbum", disse ela.

Segundo a publicação, nem ela mesma acredita o sucesso que o novo disco está fazendo. Nunca pensei que eu faria outro álbum. Apenas não pensei nisso. Achei que era muito tarde e eu tinha acabado para a música". Porém, eis que seu 25º álbum diz o contrário e já viu que valeu a pena o esforço. "Mas então meu empresário disse que eu deveria ir em frente. Eu estava cantando realmente bem, então pensei: 'vou começar e vemos o que acontece. E aqui estamos nós'".

O time não poderia dar errado, já que com a voz de Cher, veterana com mais de 50 anos de carreira e letristas como Pink, Paul Oakenfold (que já escreveu letras para Britney Spears e a boyband Westlife), Wayne Hector e Billy Mann (letrista de Pink e Westlife). "Pink me deu I Walk Alone e Lie To Me, canções que eu adorei. Gosto dela. Ela é forte e de pés no chão. Ela é meu tipo de mulher".

Sobre o ex-marido, Sonny Bono, que gravou o hino I Got You Babe com Cher nos anos 60, ela relembra: "Há muitas coisas que eu não gostava no Sonny e muitas coisas que não eram muito legais. Mas ele era brilhante e histérico, com um dos melhores sensos de humor que existe".

Com um filho, Chaz Bono, que nasceu mulher e mudou de sexo, Cher, que ainda defende as causas LGBT com afinco, bem como os direitos das mulheres, não deixou de falar sobre a homofobia que assola a Rússia atualmente. "Pessoas estão cometendo suicídio porque são gays. Isso é errado. Eu tenho amigos russos, já fui à Rússia. Eu ia voltar para os Jogos Olímpicos de Inverno ano que vem, mas está uma loucura lá. Não vou. Estou boicotando. Sou norte-americana e gosto de falar alto. F****-se eles", alfinetou.

fonte: Quem

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Inglaterra: Rapaz gay perderá virgindade em galeria de arte

Aluno da Central Saint Martins, em Londres, ainda não contou aos pais sobre sua performance que será apresentada em janeiro

escola de arteClayton Pettet, estudante de artes da universidade Central Saint Martins, em Londres, decidiu que a perda de sua virgindade será em público e em nome da arte.

O projeto chamado de “Escola de arte roubou minha virgindade” estava na sua cabeça há três anos e será posto em prática na galeria de arte Hackney, na capital londrina, em 25 de janeiro, em frente a 50 ou 100 pessoas.

“Eu agarrei a minha virgindade por 19 anos, e eu não estou jogando-a fora de forma leve. Basicamente é perder o estigma sobre virgindade. Quero que o público veja se algo mudou entre mim e meu parceiro”, disse o rapaz de 19 anos ao “Huffington Post”.

Clayton Pettet“Uma vez que culturalmente damos bastante valor à idéia de virgindade, eu decidi usar a minha e a perda dela para criar uma peça que eu acho que vai estimular o debate interessante e perguntas sobre o assunto”, explicou Pettet.

A ideia é ele e um amigo transarem – com preservativos – e depois verem a reação das pessoas. O estudante, que está no segundo ano do curso, já comunicou a seus tutores na universidade, mas ainda não aos seus pais.

fonte: ParouTudo

Artistas se reúnem em vídeo para pedir o fim da homofobia e da conivência com a violência

Novo vídeo contra a homofobia reúne elenco estrelado.

Fernanda Lima

Homofobia é crime e quem cala consente. Esta é a ideia principal de um novo vídeo divulgado na internet para abrir os olhos do Brasil sobre o aumento assustador no número de casos de crimes motivados por intolerância à orientação sexual de pessoas LGBT. E a produção é das boas, reunindo nomes de peso para pedir o fim desse ódio contra a diversidade sexual.

Com concepção, texto e direção de Aloisio de Abreu e câmera, edição e finalização de Eduardo Llerena, “Homofobia é crime #1” tem participação de Cissa Guimarães (atriz), Fernanda Lima (apresentadora), Lucinha Araújo (presidente da Sociedade Viva Cazuza), Ricardo Waddington (diretor), delegada Marta Rocha (chefe da Polícia Civil do Rio), José Maurício Machline (criador do Prêmio da Música Brasileira), Marcelo Serrado (ator), Fred Tkotz (músico) e Beth Goulart (atriz).

Eles se reúnem em uma só tela para lembrar que a violência contra pessoas LGBT deve ser punida e ressaltam ainda que quem cala frente a essas agressões homofóbicas consente com esse tipo de ódio.

Confira:

fonte: MixBrasil

Estados Unidos: Semana Gay de Esqui em Aspen terá casamento coletivo e muita festa para celebrar as uniões

esqui gayA próxima edição da Semana Gay de Esqui de Aspen promete um feito inédito: um casamento coletivo de casais homossexuais.

O evento será realizado dia 18 de janeiro no Colorado, estado americano que aprovou a união civil entre pessoas do mesmo sexo em maio deste ano.

A cerimônia será aberta e acontecerá às 11h na praça Wagner Park, no centro de Aspen. Parceiro desta edição, o The Limelight Hotel vai oferecer champanhe e bolo para todos.

Os casais que oficializarem a união ganham ainda ingressos para a famosa gôndola Silver, para comemorarem a união no topo da montanha de Aspen.

A Semana Gay de Esqui de Aspen, que acontecerá entre 12 e 19 de janeiro, surgiu em 1977 quando um grupo de amigos moradores da cidade e turistas decidiu organizar uma série de festas celebrando a diversidade. Hoje, o evento inclui exibições de filmes, aulas de esqui, drinques, jantares e concursos de fantasia. 

Toda a renda do evento é destinada às organizações LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transgêneros e Transexuais) locais.

fonte: A Capa

Tom Hardy vai interpretar Elton John no cinema

Filmagens de "Rocketman" começam no segundo semestre de 2014

Tom Hardy 02Após muita especulação, finalmente se confirmou: o delicioso Tom Hardy interpretará Elton John em um filme que vai contar a história do cantor.

O musical “Rocketman” terá roteiro de Lee Hall (do sensível “Billy Elliot”) e direção de Michael Gracey, em sua estreia nas telas. As filmagens estão programadas para começarem no segundo semestre de 2014.

O longa vai mostrar a vida de Elton John desde que ele era considerado um garoto prodígio por seus professores na prestigiada Royal Academy of Music até sua fase adulta.

O próprio artista vai colaborar com o filme regravando alguns de seus sucessos para a trilha sonora. O marido de Elton, David Furnish, será um dos produtores.

Este não é o primeiro papel gay no cinema de Tom Hardy. Em “RocknRolla” (2008), dirigido pelo ex-marido de Madonna, Guy Ritchie, o loiro interpretou um criminoso gay.

fonte: ParouTudo

Gaviões da Fiel acusa de plágio a torcida corintiana gay Gaivotas Fiéis

Advogado alega que versão gay não teve autorização para imitar símbolos. Polícia investiga denúncia de crime contra marca; criador nega ter copiado.

gaviões da fiel x gaivotas fiéisA Gaviões da Fiel, maior torcida organizada do Corinthians (com 98 mil associados), acusa de plágio a Gaivotas Fiéis, torcida gay do clube de futebol criada há dois meses. A Polícia Civil de São Paulo apura a denúncia e investiga se o responsável pela Gaivotas cometeu crime contra registro de marca ao imitar o nome e os símbolos da Gaviões sem autorização. O criador da Gaivotas, o jornalista e apresentador Felipeh Campos, de 39 anos, que é gay assumido e se declara corintiano 'roxo ou cor-de-rosa', negou ter plagiado a Gaviões.

Além de fazer alusão ao nome Gaviões da Fiel, a Gaivotas Fiéis tem outros símbolos que remetem à torcida mais famosa. Na nova versão, há uma gaivota no lugar de um gavião segurando o emblema do Corinthians. Os remos dão lugar a pincéis de maquiagem e a âncora é um suporte para espelho. Dentro dele aparece a bandeira do estado de São Paulo, mas com as cores do arco-íris, numa menção ao grupo LGBT (sigla para Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros).

“Ingressamos com uma petição hoje requerendo instauração de inquérito policial porque entendemos que esse cidadão que criou a Gaivotas Fiéis incorre em crime ao induzir a população a confusão com a marca Gaviões da Fiel”, disse nesta quarta-feira (23) um dos advogados da Gaviões, Ricardo Cabral.

“Ele está imitando a nossa marca de modo indevido. Imita a Gaviões tanto no nome quanto no logotipo, dando a entender que Gaivotas Fiéis podem ser extensão da própria Gaviões da Fiel, o que não é verdade”, explicou Cabral.

Segundo ele, a Gaviões não está contra a comunidade gay, apenas não concorda com o uso de sua marca sem autorização. “Não temos nada contra ele abrir uma torcida gay do Corinthians. O que a gente não quer é que ele use de plágio com o nome da instituição Gaviões, que tem 44 anos de existência, para confundir o consumidor”, argumentou o advogado. “Espero que quem criou essa torcida, não use mais o nome Gaivotas da Fiel e nem os nossos símbolos copiados”.

Questionado se a Gaviões pretende criar uma versão gay da sua torcida, Cabral foi enfático. “A Gaviões não tem intenção em fazer torcida gay. Não somos contra e nem a favor”.

De acordo com o delegado Fulvio Mecca, assistente do 1º Distrito Policial de Guarulhos, na Grande São Paulo, que recebeu a denúncia do departamento jurídico da Gaviões, ela será investigada.

Polícia
“A polícia investiga a denúncia de plágio da marca Gaviões da Fiel. A acusação é que estão usando indevidamente e sem autorização os símbolos da Gaviões e do próprio Corinthians”, disse o delegado Fulvio Mecca. “O plágio, nesse caso, se caracteriza por usar marca sem autorização ou imitar e induzir a confusão. A reclamação da Gaviões é em relação a essas cópias”, afirmou.

Segundo Mecca, o próximo passo da investigação será o de chamar a Gaviões e a Gaivotas para serem ouvidas. De acordo com a petição encaminhada pelos advogados da Gaviões ao 1º DP, a Gaivotas cometeu crime contra a propriedade industrial, pelo o artigo 189, inciso 1º, segunda parte, da Lei nº 9.279/1996, dos Crimes Contra Marcas.

Segundo a resolução, comete crime quem imita a marca “de modo que possa induzir confusão”. Se for considerado culpado, o autor pode ser condenado pela Justiça a pena de detenção de um a três meses ou multa.

No documento, a Gaviões alega que tem 44 anos de história e a sua marca está registrada no Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) e que “foi surpreendida com a criação de uma marca a qual se assemelha muito com a sua”.

“Dessa forma, a denominação ‘Gaivotas Fiéis’ aliado ao seu logotipo são extremamente assemelhados com os de nossa agremiação, fazendo alusão e incorrendo em manifesta confusão com relação a marca ‘Gaviões da Fiel’, de modo que incorre em crime, uma vez que manifesta similitude fonética e visual entre as marcas da mesma categoria (Torcida Organizada do Sport Clube Corinthians Paulista, suficiente para gerar confusão induzindo o consumidor em erro, explorando indevidamente o prestígio de marca alheia, fazendo parecer que a mesma seria uma extensão da Agremiação Gaviões da Fiel Torcida”, diz trecho do pedido feito pelos advogados Ricardo Cabral e Davi Gebara Neto.

Gaivotas Fiéis
Felipeh Campos, criador da Gaivotas Fiéis, negou ter plagiado a Gaviões da Fiel. "Em primeiro lugar: o distintivo do Corinthians não é da Gaviões. Não é de torcida nenhuma. Eu posso usar o distintivo da forma que quiser. Eu não estou copiando nada. Não é um gavião é uma gaivota", afirma Campos.

"Eles querem meu pincel emprestado? Eu empresto”, disse, ele que chegou a dar entrevistas à imprensa neste mês sobre a criação da torcida. “Não foi um plágio. O jurídico da Gaviões devia tomar cuidado com agressões nos estádios. Se eles querem me processar por uma coisa pequena, eu acho hipocrisia. Consultei um advogado, a torcida que criei tem até estatuto”, disse.

“Eu não estou fazendo isso para incitar nenhuma torcida. Quero inserir os gays nos estádios de futebol. Um dia quiseram bater em um colega gay meu, que é jornalista, e estava trabalhando na cobertura de um jogo. O conceito da Gaivotas Fiéis é gay, mas não será uma torcida preconceituosa ao ponto de vetar mulher, heterossexual e criança.”
“Alguém precisa levantar a bandeira. Se eu morrer, eu morro feliz. Não tenho medo. Se eles quiserem vir para cima eles que venham. Antes de ser gay, sou homem. Se eles quiserem dar porrada eu vou descer o cacete. Não estou incitando a agressão”, disse Felipeh, que não esta frequentado estádios por conta das ameaças que vem recebendo pela internet.

Na web, alguns corintianos estão ameaçando o criador da Gaivotas por conta da comparação que estão fazendo com a Gaviões. Também foram criadas páginas nas redes sociais com o nome 'Gaivotas Fiéis' e "Gaivotas DA FIEL'. "Nenhuma delas é oficial. A oficial ainda será criada", disse Felipeh, que pretende confeccionar camisas oficiais da torcida gay. "Mais de 500 mil pessoas querem se associar a Gaivotas".

“Se alguém não der o primeiro passo... Quem disse que gay não pode ir a estádios de futebol, não pode torcer e participar do futebol brasileiro?", indagou Felipeh.

Emerson Sheik 02Memória
Não é a primeira vez que uma torcida do Corinthians se envolve com o tema homossexualidade. Em agosto deste ano, a Polícia Civil informou que chamaria o jogador Emerson Sheik e a Camisa 12, respectivamente jogador de futebol e torcida organizada do clube, para falarem sobre a polêmica envolvendo a publicação da foto do atleta nas redes sociais dando um selinho em um amigo.

A Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi) queria saber do atacante se ele deseja fazer uma representação contra alguns torcedores que o teriam ameaçado depois do beijo que deu em Isaac Azar, dono do restaurante Paris 6, nos Jardins.

A Decradi  investigava cinco integrantes da Camisa 12 por suspeitas de ameaça contra Sheik e homofobia contra a presença de gays no time. Além da ameaça, os investigados também poderiam responder por injúria, que necessitaria de uma queixa-crime por alguém que tenham se sentido ofendido pelos comentários homofóbicos dos torcedores.

A reportagem não conseguiu localizar o atacante ou os representantes da organizada para comentarem o assunto. O atacante corintiano, que se declara heterossexual, se tornou alvo de protestos de um grupo ligado à torcida organizada na segunda-feira (19) ao postar no dia anterior no seu perfil, no Instagram, uma imagem dele beijando o amigo.

fonte: G1

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