terça-feira, 28 de maio de 2013

Governo da Bahia patrocinará trio elétrico da Daniela Mercury na Parada de São Paulo

Daniela Mercury trio eletricoO órgão oficial de turismo da Bahia, Bahiatursa, vai patrocinar o trio elétrico da cantora Daniela Mercury na Parada Gay de São Paulo, que acontece neste domingo, dia 2 de junho. Além de comandar seu próprio trio elétrico, Daniela deverá cantar o Hino Nacional de abertura do evento.

O objetivo da Bahiatursa com a ação é divulgar o Estado da Bahia como destino gay friendly.

fonte: MixBrasil

Rio de Janeiro: Após dois casos de agressão, boate gay será interditada

Vítima está em coma.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro investiga dois casos de agressão em uma boate gay na zona oeste da capital. Em um dos casos, a vítima está internada no Hospital Lourenço Jorge, em coma e em estado gravíssimo. A Boate Queen, em Jacarepaguá, onde os dois casos ocorreram, será interditada nesta terça-feira (28), de acordo com o delegado Antonio Ricardo Nunes, titular da 32ª DP (Taquara), que investiga o caso.

Nunes não descarta a hipótese de crime de homofobia, mas também apura se uma cantada mal sucedida pode ter sido o motivo das agressões. Segundo a assessoria da Polícia Civil, o suspeito seria um segurança da casa.

O caso começou a ser investigado na segunda-feira (27), quando a família do cabeleireiro Luiz Antonio Jesus, 49, denunciou o espancamento. Ele saiu para ir à boate no sábado (25) e não voltou, o que chamou a atenção das irmãs - ele mora no fundo do imóvel, em uma quitinete. 

"Minha filha o levou à boate. Ele disse que voltaria de táxi. Estava feliz, disse que queria dançar", disse Rosalina Brito, irmã da vítima. "Mas, domingo, na hora do almoço, fomos ver o que tinha acontecido porque ele não voltava. Fomos até a boate e nos disseram que ele tinha sofrido um 'acidente'."

Segundo ela, a proprietária da boate disse à família que Jesus havia caído no banheiro e que ele foi levado ao hospital Lourenço Jorge. No banheiro, segundo Rosalina, havia sangue na pia e na porta.

"Chegamos ao hospital e nem conseguimos identificá-lo. Ele está totalmente desfigurado. Com cortes por todo o rosto, a cabeça inchada e também com roxos no pescoço", disse a irmã do agredido. "Como alguém cai e fica assim? Ele foi espancado. Para que fazer isso?"

De acordo com a assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde, o estado de saúde de Jesus é gravíssimo. Ele sofreu trauma encefálico, segundo o órgão, e está na UTI (Unidade de Terapia Intensiva).

Investigação
O delegado disse que não descarta a hipótese de crime de intolerância, mas não crê na força dessa suposição pois a boate é destinada ao público gay. Na noite anterior à da agressão a Jesus, outro caso de violência também ocorreu na boate. O suspeito foi identificado e pode ter participação nos dois crimes.

"Vou ouvir hoje a família do Luiz e amanhã devo ouvir o outro agredido e o suspeito", disse o delegado. Segundo Nunes, a casa será interditada nesta terça porque tem irregularidades administrativas relacionadas a autorizações dadas pela Polícia Civil, como a cautela de armas na entrada da boate. 

A reportagem tentou entrar em contato com a boate, mas ninguém atendeu aos telefonemas. Pelo Facebook, a boate reafirma que houve um acidente no banheiro no sábado, e não agressão. A casa também afirma que, no outro caso, um cliente foi convidado a sair por estar importunando clientes. Ele registrou o caso na 32ª DP. A boate também esclarece que vai informar à polícia que tem um circuito interno de câmeras e também controle de entrada e saída de clientes.

fonte: UOL

Prefeito de São Paulo participará da Parada Gay deste domingo

Data: 07/03/2012       <br />Editoria: Politica<br />Reporter: Cristiane Agostine Goncalves<br />Local: Diretorio municipal do PT, Sao Paulo, SP<br />Pauta: entrevista com o pre-candidato do PT a Prefeitura de Sao Paulo, Fernando Haddad.<br />Setor: Politica<br />Tags: entrevista, politico, intelectual, professor, candidatura, programa de governo, estrategias.<br />Personagem: Fernando Haddad, pre-candidato a prefeitura de SP e ex-ministro da Educacao, fotografado em sua sala durante a entrevista com o Valor.<br />Foto: Ana Paula Paiva/ValorA Parada Gay de São Paulo, marcada para o próximo domingo, dia 2 de junho, terá como participante o prefeito Fernando Haddad. Ele deve fazer o discurso de abertura do evento. A última vez que um prefeito da cidade fez o discurso de abertura foi durante a gestão de Marta Suplicy. Nos anos Serra-Kassab, os prefeitos estiveram na Paulista no dia da Parada mas não fizeram discurso.

Haddad deverá participar da coletiva de imprensa do evento, na manhã de domingo, e chegar à Paulista com sua família por volta de meio dia. O discurso de abertura está marcado para acontecer entre meio-dia e 12h30, logo antes do Hino Nacional que será executado pela Daniela Mercury. 

fonte: MixBrasil

Mato Grosso: Justiça condena jovem a 15 anos de prisão por matar travesti em Cuiabá

Réus já tinham sido condenados por morte de outro travesti na capital. Vítima foi morta com socos, pauladas, chutes e facadas em lagoa.

Um jovem de 21 anos foi condenado pelo Tribunal do Júri de Cuiabá a cumprir 15 anos de prisão em regime fechado pela morte de Maildo Silva de Souza, de 25 anos, em Cuiabá. O crime ocorreu em junho de 2011 próximo da Lagoa Encantada, nos fundos do mini-estádio do bairro CPA 3. Na ocasião, a vítima, que era travesti, foi morta por quatro pessoas com golpes de faca, chutes e pauladas. As agressões se concentraram principalmente na região da cabeça, o que fez com que o travesti tivesse o rosto desfigurado. O julgamento ocorreu nesta segunda-feira (27).

De acordo com a decisão da juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da Primeira Vara Criminal da capital, o jovem foi considerado culpado diante do crime, que impossibilitou qualquer defesa da vítima. A juíza considerou que o crime foi cometido de forma cruel e por motivo torpe. Em relação ao segundo réu, um jovem de 24 anos, a justiça absolveu o rapaz, já que não foi comprovado a participação e culpa dele no crime. Durante todo o processo o jovem negou ter participado do homicídio. Inicialmente foi levantada a hipótese de que o travesti devia quantia de R$ 200 pela compra de pasta base de cocaína. No entanto, conforme a decisão, não foi comprovada tal dívida de entorpecente.

''Usando de dissimulação, [o réu] atraiu a vítima para a morte e, sem qualquer compaixão, em um ato de verdadeira selvageria a atacou com golpes de faca, pedaços de madeira, socos e chutes", diz trecho da condenação. Os jovens estavam presos desde setembro de 2011 na Penitenciária Central do Estado (PCE).

Além dos dois réus, outros dois adolescentes foram denunciados pelo Ministério Público. Um deles responde em liberdade sob as condições de não sair da cidade onde mora, comparecer mensalmente na comarca, não frequentar bares e casas de jogos após às 23h e ser acompanhado pelo Conselho Tutelar pelo período de seis meses.

Os dois jovens de 21 e 24 anos já foram condenados pela morte outro travesti chamado Alisson Otávio da Cruz, de 20 anos, em abril deste ano. Um deles foi condenado a 15 e outro a 16 anos de prisão em regime fechado pelo crime. Os assassinatos dos dois travestis ocorreram em um intervalo de 11 dias.

fonte: G1

Reino Unido: Após ameaças de morte, duas paquistanesas muçulmanas se casam

As duas pasquistanesas precisaram sair do país de origem para selar união

Rehana Kausar e Sobia KamarUm casal de lésbicas do Paquistão fizeram história como o primeiro casal gay muçulmano a se casar no Reino Unido.

Rehana Kausar, de 34 anos, e Sobia Kamar, de 29, tiveram uma cerimônia civil no início deste mês em Leeds, West Yorkshiree.

Acompanhadas de advogados e dois amigos, o casal usou vestidos brancos tradicionais na ocasião e, em seguida, pediram asilo político alegando que suas vidas estariam em perigo  caso voltassem para casa.

Vindas de Lahore e Mirpur, as jovens disseram ter recebido ameaças de morte de opositores no Paquistão, onde atos homossexuais são ilegais e considerados contra a religião islâmica.

Desde que a notícia sobre o casamento começou a se espalhar, ambas afirmam que passaram a receber ameaças de morte também no Reino Unido. As informações são do tabloide britânico Daily Mail.

Até mesmo o escrivão aconselhou que o casal pensasse seriamente sobre a decisão, por conta dos pontos de vista de alguns muçulmanos sobre relacionamentos gays.

Rehana Kausar afirma que essa é uma decisão muito pessoal e que está em um país que lhe garante esse direito.

— Não é problema de ninguém o que fazemos com nossas vidas pessoais. O problema com o Paquistão é que lá todos acreditam que ele é responsável pela vida de outras pessoas e pode decidir melhor sobre a moral dos outros, mas esse não é o caminho certo e estamos nesse estado por causa do nosso clérigo, que sequestrou nossa sociedade, que já foi tolerante e respeitava os direitos individuais.

Sua parceira, Sobia Kamar, diz que Rehana é sua alma gêmea e que ambas estão profundamente apaixonadas.

Elas se conheceram no Reino Unido, após deixarem o Paquistão para estudar, e moraram juntas durante um ano até decidirem se casar.

Um parente não identificado definiu a cerimônia como controversa e condenou as jovens por não terem seguido as leis do casamento islâmico, além de ressaltar que elas jamais poderão voltar ao Paquistão.

Muitos estudiosos da sharia, a lei islâmica, veem a homossexualidade como um delito punível. Não há punição específica prescrita, mas, em casos extremos, os homossexuais podem ser condenados à morte.

fonte: R7

Rio de Janeiro: Estado tem pelo menos quatro grupos neonazistas

Alvos são nordestinos, negros e homossexuais. Em 15 meses, há registro de 386 casos só de homofobia. Por ironia, um dos acusados é alagoano e outro é filho e neto de negras.

Rio de janeiro grupo neonazistaHá exatamente um mês, a prisão em Niterói de seis homens e uma mulher chamou a atenção para a existência de grupos até então desconhecidos no Rio: os de neonazistas. A maioria dos detidos vestia camisas de exaltação à ideologia, e alguns tinham tatuagens com o símbolo da suástica e a cabeça raspada, imitando os skinheads. A média de idade deles é de 30 anos: o mais velho tem 34 e há, ainda, um menor de 16. Eles trabalham em empregos de baixa remuneração e dois são universitários.

Os alvos do bando são nordestinos, negros e homossexuais. Por ironia, um dos acusados é alagoano e outro é filho e neto de negras, mas todos são contra as chamadas minorias. Numa analogia à Alemanha de Adolph Hitler, a grosso modo, os grupos enaltecem a raça pura. Há informações de pelo menos quatro deles atuando no estado: eles estão em Niterói e São Gonçalo, na Região dos Lagos, na Baixada Fluminense e até na capital. A Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) investiga se há crime por incitação ao preconceito.

Não há estatísticas que revelem exatamente quantas pessoas foram vítimas desses grupos, mas, de acordo com levantamento exclusivo solicitado pelo GLOBO à Polícia Civil, de 9 de fevereiro do ano passado até a última sexta-feira, foram registrados 386 casos só de homofobia no estado, praticamente um caso por dia. Desse total, 123 vítimas foram mulheres que denunciaram crimes de injúria, ameaça ou lesão corporal. A contagem só pôde ser feita porque a chefe de Polícia Civil, Martha Rocha, instaurou a portaria 574, criando um campo no registro de ocorrência para a inserção do termo homofobia, referente ao crime presumido. Também foi determinada a inclusão do nome social de travestis e transexuais no boletim. Mas, por enquanto, para crimes de racismo, não é possível fazer a mesma contagem, pois não há um espaço específico para esse tipo de anotação.

Habeas corpus negado pelo TJ
O crime de racismo, um dos delitos pelo qual responde o grupo de Niterói, é inafiançável. Os integrantes foram flagrados agredindo o potiguar Cirley Santos de Araújo, de 33 anos, por ironia, aos pés da estátua do índio Arariboia, em frente à estação das barcas do município, numa manhã de sábado. Eles continuam presos. Passaram quatro dias em Bangu 2 e, no momento, aguardam julgamento no presídio da Água Santa, depois de dois pedidos de habeas corpus negados pelo Tribunal de Justiça do Rio. Além dos crimes de racismo e formação de quadrilha, eles são réus em processo que corre na 1ª Vara Criminal de Niterói por lesão corporal leve e corrupção de menor. Apenas um deles, o estudante de gastronomia Caio Souza Prado, de 24 anos, tem antecedentes criminais por lesão corporal e injúria.

No passado, o desempregado Cirley foi amigo de um dos agressores, Tiago Borges Dias Pitta, de 32 anos. Mas, segundo a vítima, ao perceber a intolerância de Tiago a negros e gays, acabou se afastando. Em consequência disso, o nordestino conta que passou a ser perseguido. Ao reencontrá-lo no dia 27 de abril, foi xingado e agredido:

— Tiago gritou que eu era um nordestino de merda e me deu um soco na cara. Depois, falou “Heil Hitler” (saudação nazista que significa salve Hitler), erguendo um dos braços. Há três anos, ele já tinha me atacado com um canivete. Dessa vez, eles me pegaram de surpresa — disse Cirley, que, na agressão, teve a lente direita dos óculos escuros quebrada.

Material de propaganda nazista
A amizade entre Cirley e Tiago vinha desde 1999, embalada pelo rock de bandas heavy metal. Um frequentava a casa do outro, inclusive nos aniversários. A mudança de Tiago começou há cerca de sete anos, quando ele passou a enaltecer ideologias neonazistas.

— Ele dizia pertencer ao grupo White Power, poder branco. Há pelo menos uns quatro grupos desse tipo aqui no Rio — contou Cirley, que pesquisou as gangues.

No dia em que Tiago, Caio, Carlos Luís Bastos, de 34 anos; Davi Ribeiro de Morais, de 32; Philipe Ferreira Ferros de Lima, de 22; Jéssica Oliveira Charles Ribeiro, de 27; e um menor foram detidos, a polícia apreendeu farto material de propaganda nazista no carro de um deles. Havia cartazes, duas bandeiras com a suástica (símbolo do nazismo) e cartilhas com alusão a Hitler, além de quatro facas, bastões e um soco inglês. Os integrantes alegaram que estavam indo para um churrasco, mas a mãe de Davi, a dona de casa Iracema de Morais, de 60 anos, desconfia que o evento seria uma espécie de “iniciação” para a inclusão de novos adeptos ao neonazismo, incluindo o filho dela:

— Davi sempre foi sério e calado, mas trabalhador. Não bebe, não fuma. Nem palavrão ele fala. Ele não tem tatuagem pelo corpo, nem cabelo raspado. Não consigo entender o que aconteceu. Eu e a avó dele somos negras. Que preconceito é esse? Só posso atribuir isso à cabeça fraca dele, pois ele é facilmente influenciado. Só podem ser más companhias.

Davi trabalha como estoquista, ganha salário mínimo e cursa faculdade de fisioterapia. É pai de um menino de 7 anos. Recentemente, ele reclamou que teve a conta do Facebook cancelada.

— Eu perguntei por que isso aconteceu. Ele respondeu que havia escrito umas bobagens — disse sua mãe.

O pai dele, Durval de Morais, trabalha com população de rua e diz que vai resgatar o filho. Para os pais de Davi e de Philipe, o grupo se formou a partir de encontros em shows de rock. Depois de se conhecerem, os integrantes passaram a trocar mensagens racistas pelos sites de relacionamento.

— Ele é alagoano e filho de nordestinos. Meu bisavô era neto de escravos. É um menino calmo. Quer fazer faculdade de administração. Só pode ter sido o rock. Eu preferiria que ele tivesse morrido num acidente a passar por tudo isso. Estou vendendo até o carro para pagar o advogado — disse X., pai de Philipe, pedindo para não ser identificado.

As defesas dos réus dizem que todos têm emprego e endereço fixos. Tiago, que deu endereço errado à polícia, é administrador. Jéssica é telefonista e namorada do estudante M.P.B., de 16 anos. Morador da Zona Sul, Carlos ganha a vida como enfermeiro, enquanto Philipe é atendente.

Ataque em ônibus
Há cerca de um ano, o ativista de direitos humanos Felipe Gomes, de 32 anos, foi vítima de um grupo homofóbico — formado por dois homens e uma mulher — ao defender um cadeirante que embarcava num ônibus, em São Cristóvão:

— Eles começaram a gritar com o motorista e o deficiente físico por causa da demora. Eu perguntei: “será que vocês não veem que ninguém está isento disso?” Um dos homens me disse: “Você não é nem homem para se defender. É um veado, e ainda quer defender os outros”. Depois, me jogaram do ônibus em movimento.

Felipe disse que procurou a polícia, mas, na hora de identificar os agressores, foi desencorajado a denunciar, pois disseram que seria difícil chegar aos autores. O registro acabou não sendo feito.

fonte: O Globo

Astro da NFL assume posição contra casamento gay: ‘Não estou com isso’

MVP pelo Minnesota Vikings, Adrian Peterson garante amar os gays, mas frisa que não acredita na união estável entre duas pessoas do mesmo sexo

Adrian PetersonAstro da NFL, o running back do Minnesota Vikings Adrian Peterson, eleito o MVP da última temporada, jogou mais fogo na polêmica sobre a liberação do casamento gay nos Estados Unidos. No domingo, o presidente Barack Obama falou abertamente pela primeira vez sobre o seu apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Nesta segunda-feira, o MVP da NFL não compartilhou da mesma opinião.

Em entrevista à Rádio NFL, o jogador se mostrou contra o casamento gay.

- Eu não estou com isso. Não é algo em que eu acredite - disse o jogador.

Mesmo assim, Peterson garantiu ter parentes gays e deixou claro seu amor e respeito por todos.

- Eu não concordo, mas tenho parentes gays. Eu não sou preconceituoso em relação a eles. Trato-os da mesma forma. Eu os amo, mas é cada um na sua - frisou Peterson.

Coincidência ou não, Peterson jogou ao lado de Chris Kluwe no Minnesota Vikings. Seu ex-companheiro de clube, além de ter posição diferente de Peterson, é um dos maiores defensores dos ativistas gays. Adrian teve palavas amigáveis para seu ex-parceiro.

- Ele era um grande amigo meu aqui no time. Um cara muito legal. Ele provavelmente é um dos caras mais inteligentes que eu já tive por perto. Ele é diferente - garantiu Peterson.

O MVP acredita que a saída de Kluwe, que acertou com o Oakland Raiders, nada tem a ver com a sua defesa a favor do casamento gay.

- Eles conhecem Kluwe. Sabem que ele é sincero.

fonte: globoesporte.com

Por que sair do armário? Gays como Félix, de “Amor à Vida”, são amargos e invejosos, diz especialista

Psicóloga avalia os danos provocados nos homossexuais que optam por levar uma vida de aparências, assim como o vilão Félix, de “Amor à Vida”.

Mateus Solano 03O vilão Félix (Mateus Solano) tem roubado a cena em apenas uma semana de exibição da novela “Amor à Vida”. Logo nos primeiros capítulos, foi revelado ao público que o personagem tem uma vida dupla. O "homem de família", como ele se auto intitula, escondia até pouco tempo atrás da mulher que é gay.

Na vida real, são muitos os casos de homossexuais que escondem sua verdadeira atração sob um casamento de fachada. Em entrevista, a psicóloga Vera Oliveira avaliou as razões para a geralmente tão complicada decisão de sair do armário.

"Os motivos são vários e vão desde o medo de serem descriminados pela sociedade, família e colegas, até o medo de sofrerem agressões (de origem física ou moral) nesses mesmos núcleos. Muitos homossexuais estabelecidos financeira e profissionalmente sentem medo de se assumirem e por conta disso perderem essas conquistas", considerou a especialista.

A exemplo do administrador do hospital San Magno, ser bem sucedido pode dificultar ainda mais o desejo de se assumir publicamente. "Na grande maioria das vezes, o que leva um homossexual a resistir em sair do armário, tendo ele uma posição social de destaque, é o fato de sentir, por conta do preconceito forte imposto pela sociedade, que tanto seu sucesso quanto posição social correm sérios riscos de serem desconsiderados", explicou Oliveira.

Amor A Vida Edith Félix amante

Após ser descoberto com outro homem, Félix confessou para a mulher Edith (Bárbara Paz) que sente atração por homens desde a juventude, mas que estava disposto a se reprimir em favor da família. "Assim como na trama da novela, o que pode acontecer na vida real é a pessoa dizer para a esposa que foi um deslize, que isso não vai perdurar, que não é uma decisão e sim um descuido ou ainda o homem assumir para a esposa que só tem essa atitude heterossexual para ser aceito como um homem normal, e a partir da descoberta, se propor a enfrentar a realidade sexual", observou a psicóloga.

Os danos ocasionados pela manutenção da uma vida de aparência podem ser graves e refletir numa própria personalidade deficiente. "Pode-se perceber no personagem, o que também percebo na minha experiência profissional, que homossexuais que insistem em ficar no armário, fingindo uma condição social, sexual e afetiva de mentira, tendem a ser pessoas amargas, frustradas e na maioria das vezes invejosas e agressivas. Brigam internamente com uma figura que não é real, sentem-se infelizes", afirmou a profissional.

Famosos que saíram do armário
A mais recente declaração homoafetiva que chocou a opinião pública foi da cantora Daniela Mercury, que revelou seu amor por Malu Verçosa em uma rede social. Ricky Martin, Elton John, Anderson Cooper também decidiram se assumir mesmo com uma carreira já consolidada.

fonte: Caras

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Grandes empresas ainda têm receio de associar marca ao público gay, dizem especialistas

por Rodrigo Bertolotto

São paulo GayAinda há um temor das grandes empresas no Brasil de associarem suas marcas ao mercado LGBT. Essa é a conclusão ao ouvir especialistas e a organização da Parada Gay de São Paulo, que acontece no próximo dia 2 de junho.

Nesta edição, a parada terá como maiores patrocinadores a Caixa Econômica Federal e a Petrobras, duas estatais – a única empresa privada é a fabricante de preservativos Olla.

"Nesse ano procuramos por quarenta agências e empresas que nos disseram 'não'. Cada vez com uma justificativa diferente. Temos que cobrar uma posição dessas empresas, fazer uso político do nosso consumo, exigindo uma postura de parceria, assumindo que estão do nosso lado", disse Fernando Quaresma, presidente da entidade que organiza a Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transsexuais).

A manifestação que parte da avenida Paulista está longe (não apenas no espaço) de suas similares de San Francisco (EUA) e Amsterdã (Holanda), que contam há anos com bancos, montadoras de carro, cervejarias e telefônicas entre seus "sponsors".

"Há muito receio e, sobretudo, falta de diálogo interno nas empresas sobre o tema. O apoio às Paradas e outros eventos da comunidade LGBT indicam isso, o que não acontece com as mesmas empresas presentes nos EUA. Em parte, a matriz das empresas com sede nos EUA tolera a omissão de suas filiais brasileiras", relata Reinaldo Bulgarelli, professor da Unicamp e FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Ferdinando Martins, coordenador do programa USP Diversidade, concorda com essa situação. "Há receio ainda das empresas em se associarem ao público gay. Alguns anos atrás, houve o caso de uma empresa automobilística que se comprometeu a apoiar a parada, mas na hora H mudou de ideia, deu o apoio financeiro, mas pediu para isso não ser divulgado", conta Martins.

Há vários bancos que oferecem produtos voltados para o público homossexual (como crédito imobiliário para casais do mesmo sexo), mas não associam sua marca a evento da comunidade.

"As empresas que temem esse mercado estão bobeando e perdendo uma chance de crescer", afirma Samy Dana, professor de economia da Fundação Getúlio Vargas. Dana usa a expressão "homosexualis economicus" para esse gay que é primeiro reconhecido como consumidor antes de conquistar direitos como cidadão.

"Reduzir cidadania a consumo é algo empobrecedor, mas cidadania sem inclusão econômica, sem que o mercado enxergue e até considere aquele segmento específico, também é empobrecedor", argumenta em outras palavras Bulgarelli.

Para o organizador da Parada Gay de São Paulo, ela sairia mesmo sem a ajuda de patrocinadores e da prefeitura de cidade, que apoiou depois que viu o potencial turístico do evento (só perde em arrecadação para o GP de Fórmula 1). "A Parada em 1997 começou pela luta de seus militantes. Fazíamos cartazes com a ajuda de sindicatos, como dos trabalhadores na construção civil e costureiras, e ocupávamos a avenida Paulista. Se hoje não tivéssemos a ajuda dos órgãos governamentais, continuaríamos sendo movimento social e ocupando a Paulista.", afirma Quaresma.

A prefeitura, com órgãos como a SPTuris e a secretaria da Participação e Parceria, ajuda na logística da Parada, afinal, 40% dos participantes são turistas, gastando uma média de R$ 1.272 em aproximadamente quatro dias de estadia na cidade.

fonte: UOL

Mato Grosso do Sul: Universidade avalia postagem de professor contra “bichonas” e ele pode ser demitido

Kleber KruegerUm professor da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) causou polêmica ao publicar, em seu perfil do Facebook, uma mensagem em que chama os homossexuais de “viados” e defende o fechamento de “cursos de gente colorida” e “formadores de bichonas”.

O texto, publicado na última sexta-feira (24), já foi retirado da página. Nele, Kleber Kruger, 24, professor substituto do curso de ciência da computação e sistemas de informação, critica pichações feitas em paredes da universidade, que fica em Campo Grande.

“Hoje cheguei na Federal e encontrei algumas paredes dos cursos de computação e engenharia pichadas com frases como: ‘O amor homo é lindo’, ‘Homosexualismo é lindo!’, ‘Fora machismo’… aaah, se fu***, seus viados fila da p***!!!”, diz o texto publicado pelo professor.

Kleber Kruger facebook

Na mensagem, Kleber diz que “tá na moda defender homossexualismo” e que a onda de raiva aos homossexuais é provocada por eles mesmos. Em um comentário na própria postagem, o professor considera que a pichação das paredes da universidade foi uma “provocação”. “Depois eles tomam uma surra, morre um viado lá no Campus, sai no jornal e pronto!”, finaliza.

O jornalista Guilherme Cavalcante, 27, que é aluno de mestrado na UFMS, afirma que ficou surpreso ao ler o texto e considera que a mensagem publicada por Kleber revela despreparo do professor. “Espero que ele reflita sobre o que falou, que entenda que o mundo é diverso e que o professor também tem uma função social”.

Demissão
Na internet, uma petição virtual recolhe assinaturas para pressionar a UFMS a demitir o professor, que tem um contrato temporário com a instituição. O documento, direcionado à reitora Célia Maria Silva Correa Oliveira, alega que “nenhum estudante gay deve continuar a ser submetido ao constrangimento de ter aulas e de ser avaliado por pessoa homofóbica”.

A petição pede o afastamento do profissional e substituição “por um professor mentalmente equilibrado”. O documento virtual foi criado no domingo (26) e já foi assinado por 318 pessoas.

A assessoria de comunicação da UFMS informou que o conteúdo da mensagem publicada pelo professor será analisado pela administração superior, que vai decidir se abre um procedimento administrativo ou encaminha o caso para a comissão de ética da universidade.

As penalidades vão desde uma advertência até o rompimento do contrato e afastamento do professor. Não há prazo definido para a conclusão dessa análise.

Arrependimento
O professor disse que está arrependido e que lamenta o que considera ter sido um “mal entendido”. “Foi um momento em que não pensei para falar. Estou envergonhado e muito arrependido”.

Kleber explicou que a mensagem foi um desabafo pessoal contra as pessoas que picharam as paredes da universidade e comparou os xingamentos às reações de torcedores que agridem verbalmente os adversários. “É como se eu, que sou são paulino, xingasse um corintiano depois de perder um jogo”.

Kleber também fez questão de deixar claro que não fez o comentário como professor da UFMS e garantiu não ter preconceito contra homossexuais. “Sei de pessoas que sofrem muito com isso, que têm pais que não aceitam”.

Surpreso com a repercussão causada pelo texto, o professor disse que, se tivesse oportunidade, pediria desculpas às pessoas que se sentiram ofendidas.

fonte: Lado B

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