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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Rússia: Putin insinua que gays serão muito bem recebidos para as Olimpíadas de Inverno

Vladimir Putin - CópiaSenta, que lá vem história. De acordo com declarações do presidente do Comitê Olímpico Internacional, Thomas Bach, que organiza as Olimpíadas de Inverno, o presidente da Rússia, Vladimir Putin, disse que está fazendo de tudo para que os gays se sintam confortáveis em Sochi, cidade russa que receberá a próxima edição dos jogos, em 2014.

A grande questão é que na Rússia foi aprovada uma série de medidas e leis que limitam ou proíbem manifestações homoafetivas, o que gerou comoção mundial, principalmente de ativistas dos direitos humanos. Portanto, é muito difícil acreditar que Putin, que aprovou e aceitou toda essa homofobia, esteja dizendo “estamos fazendo de tudo para que os participantes e convidados se sintam confortáveis ​​em Sochi, independentemente da nacionalidade, raça ou orientação sexual”, como sugeriu Bach.

O evento acontecerá entre os dias 07 e 23 de fevereiro do próximo ano, mas para a diretora da organização pró-direitos humanos Watch na Rússia, Jane Buchanan, muita coisa precisa ser feita para que a competição seja agradável para todos. “Com os Jogos de Sochi a 100 dias de começar, o tempo está se esgotando para o COI e o presidente Bach para limpar a Rússia de suas leis e práticas abusivas. Não pode haver uma grande celebração quando o país é tão descaradamente contra os princípios olímpicos da dignidade humana e da não discriminação”, comentou Buchanan.

fonte: Pheeno

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Chris Brown volta a ser acusado de homofobia e é preso por agressão

Cantor já havia se envolvido em polêmicas com a comunidade gay, mas andava bastante respeitoso com os LGBT

Chris Brown 02Violência e homofobia são duas coisas que não são novas ao universo de Chris Brown. O cantor foi preso no final de semana após quebrar o nariz de um homem que tentou fotografá-lo com duas mulheres na saída de um clube em Washington D.C., nos Estados Unidos.

A vítima contou ao site “TMZ” que o cantor disse que “não era para aquela merda gay”, antes de agredi-lo e mandá-lo para o hospital. O rapaz não entendeu porque o cantor teve um comportamento homofóbico, mas já avisou que está contratando um advogado para processá-lo.

O problema maior para Chris Brown é que ele está em condicional desde que agrediu a ex-namorada Rihanna, em 2009. Sites internacionais especulam se este incidente pode fazer com que perca a condicional e passe os próximos quatro anos preso. Um de seus seguranças também foi detido.

Em janeiro, o rapper assumido Frank Ocean acusou o cantor de homofobia e de tê-lo ameaçado de morte após uma confusão em um estacionamento.

Depois disso, Brown estava hiper fofo com a comunidade gay. Ele lançou uma música em apoio ao amor gay e postou, há um mês, mensagem em respeito à comunidade LGBT. Vamos ver se o novo incidente manchará sua boa reputação com os cidadãos arco-íris.

fonte: ParouTudo

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Rússia: Situação de direitos humanos no país desafia patrocinadores olímpicos

A pouco mais de cem dias da Olimpíada de Inverno de Sochi, os patrocinadores enfrentam o desafio de divulgar sua marca sem serem associados negativamente à situação dos direitos humanos na Rússia.

A preocupação internacional com a lei russa que proíbe a apologia da homossexualidade abre a possibilidade de que a opinião pública acabe se voltando contra marcas como Coca-Cola, McDonald's e Samsung, patrocinadoras do evento a ser realizado em fevereiro no balneário russo de Sochi.

A imagem da Rússia também ficou prejudicada com a detenção, em setembro, de 30 ativistas do Greenpeace que protestavam contra a exploração de petróleo no Ártico, e por casos de ofensas racistas de torcedores locais a jogadores de futebol negros.

"Sochi receberá possivelmente os Jogos do perigo", disse Peter Walshe, diretor global de contas da empresa de marketing Millward Brown. "Com esses grandes eventos mundiais, as empresas estão buscando um efeito halo para a marca. Sochi é grande e importante, mas tais eventos estão se tornando plataformas para protestos sociais e políticos."

Tentativas de separar as Olimpíadas do contexto político sempre acabam se revelando inúteis, e atualmente, com as redes sociais, os grupos de ativistas nem precisam ir até o local para protestar.

"A mídia social transformou para sempre o grau de risco que os patrocinadores e atletas assumem nos eventos", disse Andy Sutherden, diretor global de esportes na firma de relações públicas Hill+Knowlton.

Uma campanha que circula atualmente na Internet conclama os executivos da Coca-Cola a se manifestarem contra a lei russa sobre a homossexualidade e a pressionarem o presidente russo, Vladimir Putin, que investe seu prestígio pessoal no sucesso dos Jogos.

Patrocinadores na mira
O Comitê Olímpico Internacional (COI) já admitiu que patrocinadores, em especial norte-americanos, estão preocupados com o impacto da legislação sobre os gays na Olimpíada de Inverno, que vai de 7 a 23 de fevereiro.

A lei proíbe a disseminação de informações sobre a homossexualidade para menores. Críticos dizem que isso é sinal da crescente intolerância às minorias na Rússia, embora Putin negue que a lei pretenda privar os homossexuais dos seus direitos.

Os críticos ganharam mais munição nesta semana quando o jogador marfinense Yaya Touré, do Manchester City, foi alvo de ofensas racistas de torcedores do CSKA durante jogo pela Liga dos Campeões em Moscou.

Na sexta-feira, Touré disse que jogadores negros deveriam boicotar a Copa do Mundo de 2018, a ser realizada também na Rússia, caso o país não coíba o racismo nas arquibancadas. A Uefa, entidade que dirige o futebol europeu, instaurou um procedimento disciplinar contra o CSKA.

O movimento olímpico é parcialmente financiado por dez patrocinadores globais, que pagam cada um cerca de 100 milhões de dólares pelos direito comerciais durante um ciclo de quatro anos, abrangendo uma edição da Olimpíada de Inverno e uma da Olimpíada de Verão.

Os organizadores dos Jogos de Sochi também fizeram acordos pontuais com empresas como a alemã Volkswagen, que será a fornecedora oficial de veículos para o evento.

Os patrocinadores têm se empenhado em enfatizar seu apoio à diversidade, mas sem entrar no mérito das críticas à Rússia.

"Não avalizamos abusos aos direitos humanos, intolerância e discriminação de qualquer tipo em qualquer lugar do mundo", disse a Coca-Cola em nota divulgada recentemente. "Como patrocinador desde 1928, acreditamos que os Jogos Olímpicos são uma força positiva, que une as pessoas por meio do interesse comum pelos esportes."

A japonesa Panasonic e a sul-coreana Samsung divulgaram notas semelhantes, salientando sua crença no espírito olímpico. O próprio COI emitiu em julho uma mensagem dizendo que a legislação russa contra a apologia da homossexualidade não afetará os espectadores e participantes da Olimpíada de Inverno.

fonte: O Globo

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Artistas se reúnem em vídeo para pedir o fim da homofobia e da conivência com a violência

Novo vídeo contra a homofobia reúne elenco estrelado.

Fernanda Lima

Homofobia é crime e quem cala consente. Esta é a ideia principal de um novo vídeo divulgado na internet para abrir os olhos do Brasil sobre o aumento assustador no número de casos de crimes motivados por intolerância à orientação sexual de pessoas LGBT. E a produção é das boas, reunindo nomes de peso para pedir o fim desse ódio contra a diversidade sexual.

Com concepção, texto e direção de Aloisio de Abreu e câmera, edição e finalização de Eduardo Llerena, “Homofobia é crime #1” tem participação de Cissa Guimarães (atriz), Fernanda Lima (apresentadora), Lucinha Araújo (presidente da Sociedade Viva Cazuza), Ricardo Waddington (diretor), delegada Marta Rocha (chefe da Polícia Civil do Rio), José Maurício Machline (criador do Prêmio da Música Brasileira), Marcelo Serrado (ator), Fred Tkotz (músico) e Beth Goulart (atriz).

Eles se reúnem em uma só tela para lembrar que a violência contra pessoas LGBT deve ser punida e ressaltam ainda que quem cala frente a essas agressões homofóbicas consente com esse tipo de ódio.

Confira:

fonte: MixBrasil

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Jair Bolsonaro em entrevista a jornalista inglês: “Nós, brasileiros, não gostamos de homossexuais”

jair Bolsonaro entrevistaStephen Fry é um jornalista inglês, gay assumido, que está produzindo o documentário “Out There”. A produção aborda os avanços da homofobia ao redor do mundo e mostra como crimes de intolerância sexual estão se expandindo.
Durante uma de suas viagens, Fry resolveu visitar o Brasil, apontado ao lado de Uganda e Rússia como um dos países nos quais políticos e líderes religiosos mais perseguem os homossexuais. Para ilustrar o fato, o jornalista resolveu entrevistar o deputado Jair Bolsonaro.

O encontro foi considerado por Fry uma das experiência mais “estranhas e sinistras” que teve na vida. Durante o bate-papo, Bolsonaro disparou as suas já tradicionais pérolas, de que nenhum pai tem orgulho do filho gay, além de ter ido mais adiante.

“Nós, brasileiros, não gostamos dos homossexuais”, declarou o deputado. O parlamentar disse ainda que no Brasil não existe homofobia e que as causas de mortes de homossexuais estão ligadas ao uso de drogas e prostituição.

Após a conversa, Fry considerou um exemplo claro de pessoas que incitam a violência contra a comunidade LGBT. “Bolsonaro é o típico homofóbico, que eu encontrei pelo mundo, com seu mantra de que os gays querem dominar a sociedade, recrutar crianças ou abusar delas. Mesmo num país progressistas como o Brasil, suas mentiras criam histeria entre os ignorantes, dos quais violência pode surgir”, afirmou o jornalista.

Outra entrevistada no Brasil foi Angélica Ivo, mãe de Alexadre Ivo, de 14 anos, que foi brutalmente assassinado por ser gay, em São Gonçalo, em 2010. O documentário “Out There” ainda não tem data de divulgação no Brasil. O teaser com o depoimento de Bolsonaro e Angélica você confere abaixo.

fonte: A Capa

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Novo single de Eminem com letra homofóbica é lançado

Música foi direto para o topo das mais vendidas no iTunes

EminemA música mais vendida nos Estados Unidos no momento na loja do iTunes é uma canção homofóbica. “Rap God”, novo single do álbum “The Marshall Mathers LP 2″, de Eminem, fala de Bill Clinton, vários rappers famosos e também debocha dos homossexuais e os discrimina.

As citações pejorativas aos gays aparecem em diversos momentos da música. Logo no começo da canção, Eminem fala sobre quebrar “a porra de uma mesa sobre o dorso de um par de bichas e quebrá-la ao meio “. Depois diz, “vocês, bichas, acham que é tudo um jogo”.

Mais para frente, ele gasta inúmeros versos para seu discurso homofóbico. “Viadinho parecendo menino/Tão gay que eu mal posso dizer/Com uma cara hétero parecendo/Você testemunhando um massacre/Como se assistisse a uma reunião da igreja/Tome lugar, cara que parece menino”.

E continua: “Você fica com um polegar para cima, tapinhas nas costas/Ei, garoto que parece menino, o que você diz?/Saia da minha frente, garoto que parece menino/Basicamente, garoto, você nunca será capaz/De manter o mesmo ritmo, garoto que parece menino”.

fonte: ParouTudo

terça-feira, 15 de outubro de 2013

Inglaterra: 3 em cada 4 não denunciam agressão homofóbica

LGBT britânicos não denunciam agressão à polícia e, na maioria das vezes, não contam nem para os amigos

Se você acredita que a violência homofóbica é grande no mundo de acordo com os relatórios divulgados pelos governos, não se engane: ela é muito, muito maior do que tomamos conhecimento.

Um estudo divulgado pela entidade arco-íris Stonewall, na terça-feira, 15, mostra que 3 em cada 4 britânicos não denunciam à polícia quando são vítimas de homofobia. Ainda mais silencioso: dois terços não contam a ninguém.

Cerca de 17% dos LGBT disseram terem sido vítimas de crimes de ódio nos últimos três anos. Do número total de vítimas, 10% relataram terem sido agredidas fisicamente e uma em cada oito sofreram violência sexual.

E os agressores são jovens. Metade dos que sofreram algum tipo de violência responderam que o ataque veio de pessoas com menos de 25 anos. Pior: quase 30% conheciam o responsável -  do bairro, do trabalho ou mesmo da própria família.

“Apesar de medidas radicais para tornar as forças policiais mais responsáveis perante o público, este estudo mostra números profundamente perturbadores de violência e intimidação encarados todos os dias por gays, lésbicas e bissexuais na Grã-Bretanha”, afirmou Ruth Hunt, vice-presidente-executiva da organização.

E alarmou-se: “O fato de que dois terços dos gays que vivenciaram um crime ou incidente de ódio não reportaram a ninguém, mostra a dimensão do desafio que o nosso sistema judicial enfrenta”.

fonte: ParouTudo

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Pernambuco: PM faz postagem homofóbica em rede social defendendo a 'cura gay'

PM confirmou que ele faz parte dos quadros da corporação. Entidade repudia discriminação e preconceito; foto foi retirada do ar.

pernambuco pm cura gayUma foto incentivando o preconceito sexual e a homofobia, postada por um PM, fez com que a Polícia Militar de Pernambuco se manifestasse, na tarde desta terça-feira (27). A corporação confirmou que o autor da publicação, feita na rede social Facebook, realmente faz parte da corporação. Em nota oficial, a PM-PE informou que é contrária "a toda e qualquer forma de discriminação e preconceito".

Na postagem, datada do dia 9 de agosto, o policial militar divulgou a foto de um amigo que segurava um porrete de madeira, onde se leem as palavras "cura gay". O perfil do PM continua disponível, sem fotografia que identifique o seu rosto, e a imagem em questão foi retirada da postagem.

Em outro trecho da nota, a PM informa que "não coaduna com nenhuma forma de comportamento homofóbico e repudia veementemente qualquer manifestação contrária à harmonia social e às suas formas de diversidades".

Por fim, a Polícia Militar esclarece que a postagem representa a opinião pessoal do policial e não os valores institucionais da corporação. "Portanto, a PM aproveita a oportunidade para esclarecer que as doutrinas de formação policiais militares priorizam o respeito e a defesa dos direitos humanos", encerra o documento.

fonte: G1

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Rússia: Grupo cria “safári” de “caça” aos gays

russia safariTudo é articulado pela internet, com direito a tabela de preços. É assim o chamado "safári" russo, criado pelo grupo "Occupy Pedofilia", que "caça pedófilos e homossexuais" na Rússia. Quem quiser participar do ato absurdo, tem que pagar 250 rublos (R$ 18).

Em sua página no Vkontakte, uma das mais importantes redes sociais do país, o grupo explica que a busca por pedófilos e homossexuais trata-se de uma "nobre causa para proteger as crianças russas".

O movimento criou ainda um banco de dados de pedófilos para que "qualquer um possa conferir se tem algum colega, professor ou médico" que no perfil alvo do Occupy. Na página, com mais de 160 mil seguidores, é possível encontrar anúncios (foto acima) com a seguinte mensagem: "pise em um homossexual como merda".

Russia safari grupoApós as denuncias contra o grupo, uma foto começou a circular na internet. Na imagema aparecem Maksim "Tesak" Martsinkevich (de regata preta e verde), fundador do grupo, com membros do grupo Occupy Pedofilia, em Kiev, capital da Ucrânia.

fonte: A Capa

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Polícia investiga torcida por ameaça contra Sheik após foto com selinho

Heterossexual, Emerson Sheik postou selinho em amigo contra homofobia. Membros da Camisa 12 contrários à divulgação cobram desculpas do atleta.

Emerson Sheik beijo instagram 02A Polícia Civil de São Paulo vai investigar a Camisa 12, uma das torcidas organizadas do Corinthians, por suspeitas de ameaças contra o jogador Emerson Sheik, que publicou uma foto nas redes sociais dando um selinho em um amigo, e também de praticar homofobia ao buscar proibir a presença de homossexuais no time.

> Jogador do Corinthians Emerson Sheik receberá prêmio do Grupo Gay da Bahia
> Emerson Sheik reclama de machismo no futebol e 'preconceito babaca' após selinho

O atacante corintiano, que se declara heterossexual, se tornou alvo de protestos de cinco torcedores na segunda-feira (19) ao postar no dia anterior no seu perfil, no Instagram, uma imagem dele dando um selinho no amigo Isaac Azar, dono do restaurante Paris 6, nos Jardins.

O caso na Polícia Civil é apurado pela Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Intolerância (Decradi). Em entrevista nesta terça-feira (20), a delegada Margarette Barreto afirmou que quer ouvir a presidência da Camisa 12 para tentar identificar os integrantes da torcida e saber o que eles têm a dizer sobre o protesto que fizeram.

Também disse que pretende chamar Sheik à delegacia para saber se ele se sentiu ameaçado e se pretende fazer uma representação contra os membros da torcida. No caso da injúria é preciso uma queixa-crime.

“Para que a Decradi instaure um inquérito policial é preciso, no entanto, que o atleta represente ou que haja uma queixa-crime”, disse a delegada Margarette Barreto. “O que a delegacia está fazendo é uma investigação sobre uma ameaça de torcedores contra um jogador porque ele publicou uma foto beijando outro homem”, explicou.

Comentário em foto
Ao publicar a imagem, Sheik disse que tinha o objetivo de se manifestar contra o preconceito e homofobia. "Tem que ser muito valente para celebrar a amizade sem medo do que os preconceituosos vão dizer", escreveu como legenda da foto. A foto foi tirada após a vitória por 1 a 0 do Corinthians sobre o Coritiba, pelo Campeonato Brasileiro, no Pacaembu.
No dia seguinte, cinco torcedores ligados à Camisa 12 foram à frente do Centro de Treinamentos Joaquim Grava e exibiram faixas contrárias a Sheik por ele ter divulgado foto na qual beija os lábios do colega.

"Viado não" e "Vai beijar a P.Q.P., aqui é lugar de homem" foram as frases escritas contra o atacante que participou da campanha mais importante da história do Corinthians: as conquistas da Taça Libertadores e do Mundial de Clubes. O grupo prometeu mais protestos contra Sheik nos próximos dias até que ele peça desculpas e se retrate publicamente.

Prevenção
Segundo Margarette Barreto, uma das atribuições da Decradi é monitorar grupos de intolerância justamente para prevenir e evitar que eles ajam contra grupos ou pessoas. “Esse preconceito contra o Sheik pode gerar um efeito onda. Homofobia é uma coisa séria. Para evitar que um mal maior aconteça já decidi pedir a investigação do caso. Existe o risco de o atleta ser agredido, ou de outros atletas e até gays serem agredidos por conta disso”, disse.

No entendimento da delegada, se os cinco torcedores da Camisa 12 forem identificados, eles poderão responder pelos crimes de ameaça (contra Sheik) e injúria (contra gays). “Fizeram ameaças de continuarem pressionando Sheik a pedir desculpas e também disseram que gay não joga no time porque futebol é lugar de homem”.

Para Margarette, a atitude de Sheik foi louvável. “Acho importantes que os atletas se engajem nisso porque futebol é um universo muito machista. Foi bem bonito e corajoso o que ele fez. Mais jogadores poderiam se engajar nessa causa contra o preconceito e contra a homofobia”.

Procurada para comentar o assunto, a Camisa 12 informou que ficaria com o contato da equipe de reportagem para depois retornar a ligação.

A reportagem também procurou a assessoria de imprensa do Corinthians para tentar um contato com Sheik. De acordo com uma assessora, o atleta estava concentrado nesta tarde em Lucas do Rio Verde, em Mato Grosso, para um jogo da Copa do Brasil contra a Luverdense, na quarta-feira (21).

Isaac Azar também não foi encontrado, mas em entrevista ao GloboEsporte.com afirmou que a foto era um protesto contra pessoas que acreditam, por exemplo, na cura gay.

fonte: G1

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

Emerson Sheik reclama de machismo no futebol e 'preconceito babaca' após selinho

Atacante corintiano postou foto polêmica em seu Instagram e fez com que cinco torcedores fossem ao CT do Timão para protestar: 'A galera levou para um lado negativo'

Emerson Sheik beijo instagramEmerson Sheik demonstrou enorme revolta ao falar da polêmica foto que postou no Instagram, dando um selinho no amigo, dono de um famoso restaurante em São Paulo. Vítima de um protesto por parte de alguns corintianos no CT do Timão, na manhã desta segunda-feira, o camisa 11 reclamou do machismo e, principalmente, do "preconceito babaca" que envolve o tema.

- O mundo do futebol é muito machista. Em nenhum momento, quero deixar bem claro, desrespeitei ninguém, e se alguém sentiu isto, desculpa. Lá era a pessoa Emerson, não o atleta Emerson. Tenho imenso carinho pelo Izac (dono do restaurante), que agrega muito na minha vida, é um queridão. A esposa dele está grávida de nove meses e galera levou para um lado negativo. É um preconceito babaca - reclamou o jogador, em entrevista para a TV Bandeirantes.

Depois das diversas manifestações na internet, a postagem do atacante gerou a reclamação de alguns corintianos nesta manhã. Após o treinamento, cinco torcedores que integram a organizada Camisa 12 aproveitaram o horário de almoço para levar faixas ao CT contra a atitude do jogador. Com faixas com as inscrições "Viado não" (sic) e "Vai beijar a P.Q.P, aqui é lugar de homem,", eles cobraram um pedido de desculpa do atacante.

- Com todo o respeito que tenho pelo torcedor corintiano, não chamo ninguém de babaca, mas o preconceito é babaca, desnecessário. Tem outras fotos desta, eu dando selinho no meu filho, em duas amigas. A Hebe beijava todo mundo - acrescentou o jogador, que alegou saber que a foto iria gerar confusão.

- Ali não foi nada sem vergonha, de maldade. A brincadeira foi abordar um assunto que todo mundo bate o pé. Quem se sentiu ofendido, desculpa, mas este sou eu fora de campo - completou.

fonte: Lance.net

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

São Paulo: Primeira vereadora travesti se afasta de cargo após ataques em Piracicaba

Madalena (PSDB) pediu licença da cadeira no Legislativo por 30 dias. Suplente Gilmar Tanno (PSDB) assumirá cargo durante esse período.

vereadora MadalenaA vereadora de Piracicaba (SP) Madalena (PSDB), cujo nome de batismo é Luiz Antônio Leite, anunciou nesta quinta-feira (15) que irá se licenciar do cargo por 30 dias por recomendações médicas. A parlamentar, que é a primeira travesti a ocupar cargo eletivo no município, trata de câncer de próstata e foi diagnosticada com um quadro depressivo depois de ter sofrido ataques racistas pela internet.

No lugar de Madalena, o suplente Gilmar Tanno (PSDB) vai assumir a função pelos próximos 30 dias. O período de afastamento da vereadora pode ser maior caso, mas a definição dependerá do resultado de exames médicos que serão feitos na semana que vem. Segundo sua assessoria, este resultado pode definir se a parlamentar passará por uma cirurgia ou se retomará sessões de quimioterapia.

Ameaças, doença e preconceito
Logo depois de eleita, em outubro de 2012, Madalena recebeu ligações anônimas e ameaças de pessoas que diziam que a matariam caso assumisse a cadeira na Câmara. O caso chegou a ser investigado pela polícia, mas ninguém foi indiciado pelo crime.

No dia da posse, em 1º de janeiro, a vereadora precisou ser levada da Casa de ambulância depois de desmaiar. Dias depois do ocorrido, Madalena explicou a razão para ter passado mal: lutava contra um câncer de próstata há alguns meses e o tratamento a debilitava.

O capítulo mais recente da série de problemas foi o ato racista de um portal na internet, que fez a montagem de uma foto da vereadora com o rosto de um chimpanzé.

De acordo com a assessoria da vereadora, tanto o oncologista que acompanha seu caso quanto o psicólogo com quem ela se consultou recomendaram o afastamento das funções e um período de repouso. Passado o mês, será avaliado se Madalena terá condições físicas e psicológicas de retomar suas funções.

fonte: G1

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Rússia: Novos vídeos mostram jovens gays sendo torturados

Russia video homofobiaVárias partes do mundo se mobilizam contra a onda de homofobia na Rússia.

Depois que o presidente Wladimir Putin assinou a lei contra a "propaganda gay" em junho passado, que proíbe qualquer tipo de manifestação homossexual no país, vários casos de torturas de jovens gays estão sendo noticiados.

Grupos de neo-nazistas filmam os momentos de coação e tortura dos adolescentes e postam na internet.

As imagens mostram jovens sendo humilhados de forma violenta em lugares públicos. Um dos adolescentes morreu após a sessão de tortura. Não se sabe se em decorrência das escoriações ou se ele cometeu suicídio por não suportar a pressão.

Um dos membros do grupo extremista é Denis Kazak. Em uma rede social russa, ele defende a conversão dos gays através de tortura psicológica, publicando fotos, textos e vídeos dos seus atos de violência.

Seu objetivo é salvar as crianças das mãos dos homossexuais, comparando a homossexualidade com a pedofilia.

Asilo na Alemanha
Políticos da Alemanha defendem asilo no país para homossexuais russos. O encarregado de direitos humanos do Partido Liberal Democrático (FDP) da Alemanha, Markus Löning, classificou como "insustentável" a situação de lésbicas e gays russos.

Em entrevista publicada pelo jornal Welt am Sonntag no último domingo (11), ele pediu aos estados alemães que atendam "de forma descomplicada aos homossexuais da Rússia que procurem asilo em nosso país".

Um petição na internet e políticos de vários países pedem um boicote às Olimpíadas de Inverno de 2014, que serão realizadas na cidade russa de Sóchi.

Alguns solicitam a transferência do evento para Vancouver, no Canadá, onde foi realizada a última edição dos jogos. Já outros pedem que as delegações dos países participantes não compareçam ao do torneio.

Apesar de manifestar indignação pela legislação discriminatória de Putin, os governos dos EUA e do Reino Unido se declararam contra o boicote ao torneio esportivo no ano que vem.

"Seremos capazes de combater melhor os preconceitos se participarmos, em vez de boicotarmos os Jogos de Inverno", declarou o primeiro-ministro britânico, David Cameron.

Abaixo você confere vídeos com imagens de gays sendo sequestrados, sofrendo tortura psicológica e violência física.

fonte: A Capa

Rio Grande do Sul: Professora é acusada de pregar homofobia em sala de aula

“Homossexuais tinham que procurar ajuda”, teria dito professora durante aula de sexto ano

Colegio MaristaCrianças do sexto ano do colégio Marista Ipanema, na zona sul de Porto Alegre, teriam recebido ensinamentos homofóbicos vindos de uma professora de ensino religioso há cerca de dez dias. De acordo com a mãe de uma menina que estuda na turma, a professora declarou que “os filhos de homossexuais eram crianças infelizes”, “que a homossexualidade era uma doença que tinha que ser tratada”, e que “homossexuais tinham que procurar ajuda”.

Uma aluna postou em seu perfil no Facebook relatos do caso, explicando que a professora teria dito que “ser gay é um problema”. A menina então teria discutido, alegando que “Deus ama a todos”, o que levou à resposta de que “Deus criou o homem para a mulher” por parte da professora. Desde então, dois estudantes encaminharam uma reclamação para a diretoria da escola. A mãe de uma das alunas também entrou em contato com o colégio Marista Ipanema e exigiu a realização de uma reunião, que acontecerá na manhã desta quarta-feira (14), com a presença da professora e da diretoria.

Para a mãe de uma aluna de dez anos que assistiu à aula, as colocações da professora vão na contramão dos preceitos defendidos pelas escolas maristas. “Se você pegar o encarte da rede Marista, ali fala em ‘diminuir desigualdades’ e ‘compartilhar valores’. Ou seja, (a colocação da professora) vai completamente contra o que a escola diz”, explica. “Eles (a escola) me disseram: ‘foi apenas uma professora, foi um fato isolado’. Mas ela tem que saber quais os preceitos da rede Marista. Ela não pode ir para dentro de uma sala de aula e dizer uma besteira dessas”, completou.

Thales Vinícius Bouchaton, advogado, integrante da ATEA (Associação de Ateus e Agnósticos) e membro do Comitê de Liberdade Religiosa do governo estadual, explicou que foi informado do caso pelas postagens nas redes sociais. Para ele, a professora estava “destilando preconceitos” com suas declarações. “Por mais que o colégio seja católico, é crime incentivar esse tipo de coisa”, disse.

De acordo com a mãe que marcou a reunião com a escola, esse tipo de colocação é perigosa porque pode influenciar no pensamento das crianças do sexto ano, que têm entre dez e onze anos. Apesar de entender o caráter católico da instituição, ela defende que não é o papel da escola “evangelizar” os alunos, nem pregar a intolerância. “Eu não vou compactuar com esse tipo de preconceito horrível. A aula de religião é para ensinar sobre todas as religiões, não para catequizar”, afirmou.

A reportagem entrou em contato com o colégio Marista Ipanema, que, através de sua assessoria de imprensa, informou que não se manifestaria sobre este caso específico, mas que a instituição “está sempre aberta a receber as famílias”. Além disso, confirmou que haverá uma reunião para tratar do caso nesta quarta-feira (14).

fonte: Sul21

sábado, 3 de agosto de 2013

Professores gays têm medo de repreender homofobia na escola, diz estudo

professor sala de aulaUm estudo da Universidade de Millersville, na Pensilvânia, nos Estados Unidos, afirma que professores gays repreendem menos os alunos que cometem homofobia na escola. De acordo com o levantamento, eles temem que a repressão chame a atenção para a sua homossexualidade e prejudique a sua carreira. As informações são da revista TES. 

A pesquisa ouviu mais de 350 professores e diretores, e perguntou como eles lidavam com incidentes envolvendo homofobia na escola.

Dois terços responderam que raramente ou nunca veem outro professor intervir quando presencia algum comentário homofóbico. E 59% disseram que já ouviram comentários homofóbicos feitos por outros professores. 

Docentes gays, lésbicas, bissexuais ou transgêneros também têm medo de intervir quando os estudantes usam palavras homofóbicas, inclusive quando praticam bullying chamando outra criança de "gay".

"Eles temem pelo trabalho ou pela repercussão de serem vistos como gays", afirmou Tiffany Wright, que participou da pesquisa, à revista TES.

Segundo a pesquisadora, mais de um terço dos professores entrevistados temem que seus empregos fiquem em risco, caso a sua sexualidade seja descoberta.

"Nós crescemos em uma época em que 'gay' é comparado a algo negativo", disse Wright à revista TES. De acordo com a pesquisadora, isso é tão "entranhado nas pessoas", que ela já ouviu um colega professor dizer "isso é tão gay" ao invés de usar "isso é tão estúpido".

fonte: UOL

Mato Grosso do Sul: Pai é indiciado por torturar filho gay e ameaçar arrastá-lo pela rua em Três Lagoas

Um pecuarista de Três Lagoas (328 km de Campo Grande) foi indiciado pelo crime de tortura ao agredir o filho – um adolescente de 16 anos –, que é homossexual. Segundo a polícia, o homem de 46 anos também usou uma corda para amarrar os pés do filho ao engate de uma caminhonete, ameaçando arrastá-lo pela rua, por causa da orientação sexual do rapaz.

As agressões foram cometidas na madrugada de segunda-feira (29). Segundo o delegado Paulo Henrique Rosseto de Souza, da 1ª Delegacia de Polícia de Três Lagoas, o pai ficou irritado depois que o filho chegou em casa, supostamente depois de um encontro. De acordo com o relato do adolescente, depois de dar um soco em seu rosto, o pai o jogou no chão e continuou com as agressões, dizendo que iria "arrancar o demônio a unha".

A mãe e o irmão mais velho conseguiram levar o adolescente à casa da avó. Mesmo assim, ainda conforme o que a vítima contou à polícia, o pai voltou a agredi-lo, batendo sua cabeça contra o chão. Depois da sessão de espancamento, o próprio pai levou o filho ao hospital, mas, segundo o rapaz, para que fosse "curado" da homossexualidade. Foi neste trajeto que o pecuarista ameaçou arrastar o adolescente.

Homofobia
O caso foi denunciado à Polícia Civil na terça-feira (30) pelo Conselho Tutelar, que foi acionado pela mãe do rapaz. O pai foi convocado para prestar depoimento, e, segundo o delegado, permaneceu calado durante todo o interrogatório. Rosseto diz que, além dos relatos da mãe e da vítima, outras duas testemunhas confirmaram as agressões.

O adolescente chegou a ficar um dia internado. Ele teve lesões no rosto e na perna e passou por exame no Instituto Médico Legal. O delegado responsável pelo caso aguarda o laudo para concluir o inquérito. "Infelizmente, em pleno século 21, ainda lidamos com casos de violência por causa de homofobia", disse Rosseto.

Como a legislação penal brasileira não prevê o crime de homofobia, o delegado decidiu indiciar o pecuarista pelo crime de tortura, que prevê pena de dois a oito anos de prisão. "Mas não há dúvidas de que as agressões foram motivadas por homofobia." O acusado também vai responder por injúria cometida contra o filho e a mulher.

"De família"
O pecuarista foi liberado, mas, segundo o delegado, não está descartado o pedido de prisão preventiva, caso ocorram novas agressões. Pai e filho estão em casas separadas, e a mãe pediu medidas protetivas à Justiça, para que o homem não se aproxime da residência.

Ainda de acordo com a polícia, o pecuarista é de uma conhecida família de classe média alta de Três Lagoas e é reincidente em crimes de agressão e violência doméstica, registrados em 2012. Em outras ocasiões, o adolescente já teria sido inclusive trancado no quarto pelo pai.

Até a conclusão dessa reportagem, não haviamos conseguido falar com o homem indiciado por torturar o filho.

fonte: UOL

terça-feira, 30 de julho de 2013

Piauí: Teresina é considerada a capital mais homofóbica do país

Segundo dados do relatório sobre violência homofóbica no Brasil, do Grupo Gay da Bahia, Teresina, no Piauí, proporcionalmente ao número de habitantes, é considerada a capital mais homofóbica do país.

Um estudo realizado em 2012 mostra uma média de 15,6% de assassinatos homofóbicos para uma população de pouco mais de 800 mil habitantes.

Segundo Erika Mourão, delegada de direitos humanos, a maioria dos agressores são pessoas próximas das vítimas. "Vizinhos e muitas vezes familiares que são os autores dos crimes. Algumas pessoas tem até receio de se assumirem e as vezes deixam de vir a delegacia. É importante que venham até aqui, façam o registro de ocorrência", declarou em entrevista ao G1.

Para Maria dos Reis, presidente do grupo de travestis e transexuais, os números mostram um retrocesso contra a homofobia. "Parece que quando damos um passo pra frente damos três pra trás. As pessoas ainda insistem em nos martirizar", afirmou.

fonte: A Capa

sábado, 27 de julho de 2013

Rússia: Jovens gays são torturados por neonazistas e obrigados a gravar vídeo com humilhações

russia grupo neonazistaO grupo ativista LGBT Spectrum Human Rights Alliance, do Leste Europeu, divulgou um relatório aterrador. Neonazistas russos, liderados por um ultranacionalista do alto escalão, estão criando perfis falsos em uma popular rede social russa, a VK.com, para atrair jovens adolescentes gays para sessões de tortura e humilhação apenas por conta de serem homossexuais.

Segundo a organização, as torturas estão acontecendo a luz do dia, com direito a vídeos gravados e amplamente divulgados, sem qualquer ação da polícia. Ainda de acordo com a denúncia, muitos adolescentes, profundamente traumatizados, acabam por cometer suicídio. Junto com o texto, a Spectrum divulgou vídeo de uma vítima menor de idade da capital Moscou. Na gravação, ele sofre bullying, é torturado por várias pessoas e recebe jatos de urina em via pública.

Outro vídeo mostra o atual perigo de ser gay no país
Intitulada “russo gay ordinário apanha” (em tradução livre), a gravação evidencia o quão perigoso se tornou ser LGBT na Russia. O país proibiu em 2012, pelos próximos 100 anos, paradas gays em sua capital Moscou e, em 2013, aprovou lei que proíbe propaganda que promova a diversidade sexual para os menores de idade. Recentemente, o jovem Vladislav Tornovoi, de 23 anos, foi torturado, mutilado e morto por amigos, com muita crueldade, após revelar ser gay. O crime aconteceu na cidade russa de Volgograd.

fonte: Pheeno

sexta-feira, 19 de julho de 2013

São Paulo: Vereador de Avaré tem mandato cassado por homofobia

Depois de fala considerada homofóbica em rádio do interior paulista, vereador tem mandato cassação

“O cara que fala que tem depressão e tem tudo na vida, isso é coisa de viado”, esta é a declaração que o vereador Rodivaldo Rípoli (PP-SP), do município de Avaré, interior de São Paulo, fez no início de 2013 na rádio da região. O resultado foi a cassação do mandato de vereador de Rípoli na última semana. “O vereador foi convocado antes mesmo de a casa entrar em recesso, entretanto, ele não apareceu, tampouco nenhum dos advogados que o representava. Ele sumiu, tentamos de várias maneiras falar com ele. Foi até publicada no Diário Oficial a convocação dele para a audiência”, explica a presidente da Câmara dos vereadores de Avaré, Bruna Silvestre (PSB-SP).

Em entrevista à TV Tem, Rípoli disse que não foi convocado. Entretanto, a advogada de defesa convocada pela OAB para defender o vereador, Vera Cristina Fernandes, disse em conversa ao Mix que “ele foi convocado até pelo Diário Oficial, na verdade ele atravessou todo o processo. Agora resta ele recorrer. Ele já veio conversar comigo para saber se continuo no caso, mas ainda não decidimos nada. O Rípoli tem muitos advogados e todos foram convocados. Como ninguém apareceu, fui chamada pela AOB”.

De acordo com Vera, “com certeza ele vai recorrer e existem brechas para ele conseguir o cargo de volta. Mas pelo o que analisei, como técnica de defesa do vereador, eu acredito que esta situação é muito mais uma questão política do que de fato relacionada à declaração infeliz do vereador na rádio”. Rípoli foi condenado depois de fazer parte da presidência da CPI do Carvalho, em que o prefeito da cidade, (nome dele), é investigado por usar a máquina pública e funcionários para colocar carvalho em sua fazenda"

Em conversa ao Mix, o vereador Denilson Zirol (PSC-SP), que votou a favor da cassação de Rípoli, diz que “não é luta política. O processo foi dado pelo teor homofóbico contido nas palavras que o vereador Rípoli pronunciou na Rádio para cerca de 200 mil pessoas da região. A questão da CPI do Carvalho acontece há anos, o erro é que o prefeito não tinha pessoas capacitadas em informar que não é correto o tipo de prática”.

O suplente do vereador Rípoli, Marcelo Mariano de Almeida (PP-SP), já está no cargo de vereador. Como informado pela advogada Vera, cabe a Rípoli recorrer da decisão.

fonte: MixBrasil

quarta-feira, 17 de julho de 2013

Conselho Nacional LGBT tem encontro com Ministro da Justiça

Conselho conseguiu a aprovação de um grupo de trabalho e apoio do ministro da Justiça ao PLC 122/06

O Conselho Nacional LGBT foi recebido, na segunda-feira, 15, em Brasília, pelo Ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo. O objetivo principal do encontro é garantir a aprovação do PLC 122/06, que criminaliza a homofobia.

O ministro declarou apoio ao PL e designou a secretária Nacional de Segurança Pública da Casa, Regina Miki, para acompanhar a tramitação do projeto no Senado Federal. “O apoio do ministério ao PLC 122 é um marco importante para a aprovação dessa legislação, que é nossa principal prioridade”, afirmou Gustavo Bernardes, presidente do Conselho Nacional LGBT e coordenador de politicas LGBT da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República.

Foi aprovada, durante a reunião, a criação de um grupo de trabalho sobre a temática LGBT, no âmbito da Secretaria Nacional de Segurança Pública do MJ. Uma das funções desse grupo, que deverá contar com três representantes do Conselho LGBT, será a criação de um desenho de boletim de ocorrência (B.O), que permita, entre outras coisas, a caracterização de crimes homofóbicos e a inclusão do nome social, nos casos em que a vítima for transexual.

fonte: ParouTudo

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