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terça-feira, 9 de abril de 2013

Procuradoria Geral da República pede que STF aceite denúncia contra Feliciano por discriminação

Plenário ainda vai decidir se abre ou não ação penal contra o deputado. Em defesa, ele disse que História e Bíblia mostram 'maldição' contra África.

A Procuradoria Geral da República  (PGR) enviou ofício ao Supremo Tribunal Federal (STF) na segunda (8) no qual pede que o plenário da corte aceite denúncia feita contra o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) pelo crime de discriminação. Em todos os inquéritos, a PGR deve confirmar se mantém a denúncia ou não. A informação consta no andamento do processo, mas o documento ainda não está disponível para consulta.

Em janeiro deste ano, o procurador Roberto Gurgel denunciou o deputado, alvo de protestos desde que assumiu a presidência da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, porque considerou homofóbica a seguinte frase postada pelo parlamentar no microblog Twitter no dia 30 de março de 2011: "A podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam ao ódio, ao crime, à rejeição". Como não existe na legislação o crime de homofobia, o procurador enquadrou o ato como crime de discriminação, com pena de um a três anos de prisão.

O relator do inquérito é o ministro Marco Aurélio Mello. O ministro terá de levar o caso para ao plenário do STF decidir se aceita ou não a denúncia da Procuradoria. Se a maioria dos ministros aceitarem, o Supremo abrirá ação penal e transformará o parlamentar em réu.

Em defesa apresentada ao STF no fim de março, Feliciano disse que a frase foi dita em um contexto teológico. No documento, ele afirmou que a Bíblia e a história mostram que os africanos foram alvos de uma "maldição" de Noé por conta do "primeiro caso de homossexualismo da humanidade".

Outra frase postada no Twitter citava a "maldição", mas Gurgel não fez a denúncia por essa frase por entender que poderia ser uma interpretação bíblica. Na ocasião, Feliciano escreveu que "Africanos descendem de ancestral amaldiçoado por Noé. Isso é fato. O motivo da maldição é a polêmica. Não sejam irresponsáveis twitters".

O texto de defesa de Feliciano apresentado ao STF argumenta que a interpretação é que Noé amaldiçoou seu neto, Canaã, porque o neto havia visto o avô nu e zombado dele.

"Ao comentar acerca da maldição que acomete o continente africano e do primeiro caso de homossexualismo da humanidade, o parlamentar denunciado na verdade discorreu sobre a crença dos cristãos de os problemas e obstáculos não surgirem necessariamente de atos do governo e ou empresários, mas do Céu, ou seja, como se a humanidade expiasse por um carma, nascido no momento em que Noé amaldiçoou o descendente de Cão [Cam] e toda sua descendência, representada por Canaã, o mais moço de seus filhos, e que tinha acabado de vê-lo nu", diz o texto da defesa.

O deputado afirmou que "vem sendo vítima de uma perseguição fria e calculista por uma simples interpretação teológica" que realizou de um trecho da Bíblia. "Em momento nenhum houve a intenção de tratar de forma injusta ou desigual os homossexuais, mas tão somente a explicação, baseada em conhecimentos teológicos."

Ação por estelionato
O deputado federal também responde a uma ação que o acusa de estelionato. Na semana passada, ele prestou depoimento sobre o caso.

A denúncia de estelionato foi feita pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul em 2009, antes de Feliciano tomar posse como deputado federal. O processo foi remetido ao STF em razão do foro privilegiado que ele adquiriu ao se tornar parlamentar.

A acusação afirma que o parlamentar, que é pastor evangélico, firmou contrato para participar de um evento religioso, mas não compareceu. Na ação, o deputado é acusado de obter para si a vantagem ilícita de R$ 13.362,83 simulando um contrato "para induzir a vítima a depositar a quantia supramencionada na conta bancária fornecida".

O advogado Rafael Novaes da Silva afirmou que se trata de um "desacordo comercial". Segundo ele, Feliciano não compareceu em razão de outros compromissos e, inicialmente, tentou devolver os valores recebidos, mas os organizadores não quiseram receber. Posteriormente, afirma o advogado, os valores foram ressarcidos.

fonte: G1

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Neta de Lampião processa autor de livro que diz que o avô era gay

Virgulino FerreiraA família do cangaceiro mais famoso do Nordeste, Virgulino Ferreira, o Lampião, entrou com dois processos na Justiça contra o juiz aposentado Pedro de Morais, autor do livro censurado Lampião, o Mata Sete, em que sustenta que o Rei do Cangaço era gay.

A neta de Lampião, Vera Ferreira, quer uma indenização de R$ 2 milhões nas duas ações: uma por danos morais e outra por Pedro ter vendido os livros na II Bienal de Salvador, que ocorreu em 6 de novembro de 2011.

"Um dia antes, dia 5, vendi os livros nas principais livrarias da Bahia", afirmou Morais. A decisão da Justiça proibindo o lançamento e a comercialização da obra só aconteceu no dia 25 de novembro do ano passado. Ele informou que tem toda documentação da venda dos exemplares nas livrarias e que irá apresentar a defesa na próxima segunda-feira, na 13ª Vara Cível Aracaju.

A perplexidade é porque a venda e o lançamento do livro continuam suspensos e processo sequer foi julgado pelos desembargadores. "Não foi nem transitado em julgado e recebi mais essa ação."

A polêmica começou com as revelações contidas em Lampião, o Mata Sete, de que o cangaceiro teria sido homossexual, Maria Bonita era adúltera e Expedita não era filha do homem mais temido do sertão.

Em novembro passado, o advogado de Vera, Wilson Winnie, havia declarado que a publicação fere a honra da família de Lampião e que a ação na Justiça pretende impedir a circulação do livro de forma definitiva.

O juiz da 7ª Vara Cível de Aracaju, Aldo Albuquerque, expediu uma liminar proibindo o lançamento e a venda do livro. O processo está com os desembargadores do Tribunal de Justiça de Sergipe, que ainda não se decidiram sobre o processo.

fonte: UOL

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Índia: Governo compra cartas que podem indicar homossexualidade de Gandhi

Mahatma Gandhi 2Uma conta de US$ 1,28 milhão. Foi o que desembolsou o governo da Índia para obter um arquivo de correspondências trocadas entre o líder Mahatma Gandhi e seu amigo Hermann Kallenbach. O acerto contém cartas que podem indicar se Gandhi teve ou não um amante do mesmo sexo.

No ano passado, a biografia Mahatma Gandhi e Sua Luta com a Índia, escrita por Joseph Lelyveld, incluiu passagens que alguns leitores interpretaram como sugestões de que Gandhi e Kallenbach, um arquiteto judeu alemão que se tornou próximo dele durante o período em que os dois moraram na África do Sul, eram mais do que amigos - o que irritou muitos indianos, incluindo políticos e parentes do líder.

O livro chegou a ser proibido no estado natal de Gandhi, Gujarat, já que a sugestão de que o pai da pátria pudesse ser gay, algo que Lelyveld nega, é considerada uma blasfêmia.

Com o anúncio da compra pelo governo da Índia na última terça-feira (10), a amizade de Gandhi e Kallenbach volta a ganhar relevância, já que, segundo o próprio governo, o acervo foi adquirido depois que especialistas recomendaram a compra como uma “questão de alta prioridade”.

O arquivo, cujo significado vai além do relacionamento pessoal entre os dois, inclui cerca de 1 mil cartas, documentos e telegramas trocados por eles entre 1905 e 1945, assim como presentes que Gandhi deu a Kallenbach. O acervo, que pertencia a Kallenbach e cuja maior parte não foi publicada, foi colocado à venda pela sobrinha-neta do arquiteto.

Sanjiv Mittal, do Ministério da Cultura indiano, disse que a compra do material não tem nada a ver com a polêmica sobre a sexualidade de Gandhi - e lembrou que o Arquivo Nacional já tem parte da coleção e tão-somente estava ansioso para completá-la. Será?

fonte: A Capa

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Morre último gay que viveu em campos de concentração nazistas

Morre na França Rudolf Brazda, o último integrante dos triângulos rosas

Rudolf BrazdaConhecido por ser o último sobrevivente dos chamados "triângulos rosas", os homossexuais internados por Adolf Hitler em campos de concentração durante a Segunda Guerra Mundial, Rudolf Brazda morreu de causas naturais dormindo aos 98 anos na última quarta-feira, 3, em Bantzenheim, no leste da França.

O corpo de Rudolf será incinerado na próxima segunda-feira, 8, em Mulhouse, ao sul de Bantzenheim. Nomeado cavaleiro da Legião de Honra em abril, Brazda viveu com seu companheiro (falecido em 2003) em Kingersheim, perto de Mullhouse, e foi internado em julho em um hospital de Bantzenheim.

Ele nasceu em 26 de junho de 1913 na Saxônia, no leste da Alemanha, e foi detido duas vezes nas prisões nazistas antes de ser deportado para o campo de Buchenwald, no centro da Alemanha. Ele era acusado do “crime” de manter relações homossexuais e sua pena incluía trabalhos forçados, humilhações e agressões.

fonte: MixBrasil

segunda-feira, 2 de maio de 2011

França: Sobrevivente gay do Holocausto recebe condecoração

Rudolf BrazdaO aposentado Rudolf Brazda, 97 anos, considerado o último sobrevivente dos cerca de 10 mil homossexuais detidos em campos de concentração nazistas durante a 2ª Guerra Mundial, recebeu, na semana passada, a mais alta condecoração da França, a Ordem Nacional da Legião da Honra.

Brazda nasceu na Alemanha em 1913 e foi naturalizado francês em 1960.

Ele passou três anos detido no campo de concentração de Büchenwald, na Alemanha, sob o registro de número 7592, categorizado como um "triângulo rosa", código dado pelos nazistas aos homossexuais.

Lançado recentemente no Brasil, o livro reconta o cotidiano de Brazda em Büchenwald.

fonte: Cena G

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Inglaterra faz o casamento real mais gay de sua história

Casamento real tem vestido de estilista gay e casal assumido na igreja

william-kateChamada de “o casamento do século”, a união entre Kate e o príncipe da Inglaterra William na manhã desta sexta-feira, 29, em Londres, foi o casamento real mais gay já visto (ou pelo menos documentado) na história da monarquia mundial. Com o casamento de William, agora resta só o ruivo Harry para o mundo inteiro, inclusive os gays, sonhar com o próximo casamento real na Grã-Bretanha.

Agora princesa Catherine, a noiva deu fim ao grande mistério sobre qual vestido iria usar dentre os três modelitos que mandou fazer e surgiu em um tradicional Alexander McQueen, estilista inglês assumidamente gay morto no ano passado. Cumprindo o ritual real de valorizar seu reino, o vestido era todo feito em tecido inglês e foi comparado pelas especialistas em moda ao usado pela atriz também plebeia Grace Kelly.

Catherine entrou vestida de McQueen em uma cerimônia grandiosa e cheia de pompa que começou pontualmente às 11h na Abadia de Westminster. Dentre tantos convidados ilustres, o novo casal real contou com a presença colorida do sir inglês Elton John e seu marido, David Furnish, ambos abertamente homossexuais.

elton john e companheiro casamento wilian 1Eles chegaram juntos acenando para as milhares de pessoas que se aglomeraram em frente à abadia e permaneceram lado a lado durante todo o casamento, para todo mundo ver. Só para lembrar, não foram convidados para a cerimônia nomes como o do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, e do ex-ministro inglês Tony Blair.

Uma cerimônia com poucas referências gays a um primeiro olhar, mas dado o tradicionalismo extremo dos ritos da monarquia, ainda mais a inglesa, considerada uma das mais inflexíveis, pode-se dizer que nem o casamento do ícone gay Lady Di interessou tanto aos gays.

fonte: MixBrasil

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Sobrevivente conta como era o sexo gay no campo de concentração nazista

livro triangulo_rosaDe 1937 a 1945, cerca de 500 homens usavam o triângulo rosa no campo de concentração de Buchenwald, na Alemanha. Era assim que os nazistas identificavam os homossexuais, principalmente efeminados. Entre eles, estava Rudolf Brazda, filho de pais tchecos, deportado para lá por ser gay. Ficou preso durante 32 meses. Último sobrevivente homossexual de Buchenwald, ele conta agora sua história no livro "Triângulo Rosa", lançamento da Mescla Editorial.

No campo de concentração, os gays eram usados como cobaias. No fim de 1944, o médico dinamarquês Carl Vaerner, nazista convicto, testava tratamentos de "inversão da polaridade sexual" com homossexuais.

"Sua especialidade? O implante de uma glândula artificial na virilha do sujeito para liberar hormônios aí. Ele tem esperança nos efeitos positivos sobre a preferência sexual de suas cobaias", relata o livro na página 128.

Quem portava o triângulo rosa e soava efeminado era a presa preferida dos abusos sexuais no campo de concentração. Não precisava nem ser gay.

"Nos dormitórios, não raro um preso desliza de um leito para o outro, homossexual ou não. Quando não pertencem ao mesmo barracão, certos prisioneiros podem também se encontrar durante o dia. É o caso daqueles que trabalham fora do campo e são menos vigiados, como os telhadores. Os telhados, as dependências, as escadas podem tornar-se um local propício para os contatos sexuais", narra a obra na página 134.

O sobrevivente conta que havia relações consentidas e que só poucos prisioneiros se ofendiam de verdade. Era preciso não chamar atenção, a fim de evitar ser surpreendido pela SS (guarda nazista). A SS supeitava de atos homossexuais entre os prisioneiros, mas não os toleravam, pois eram considerados uma violação do regulamento do campo.

Histórias sobre as humilhações e insultos que os gays sofriam em Buchenwald acrescentam um capítulo terrível sobre o Holocausto, abordando um assunto antes tabu nos tradicionais relatos sobre os crimes nazistas. "Triângulo Rosa" vai além de narrar apenas a experiência emocionante de um único sobrevivente. Também ilustra como o ódio aos homossexuais naquele tempo sinistro da história ainda se assemelha muito com os recentes casos de homofobia no mundo.

fonte: Folha.com

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Itália: Professor diz que os gays foram os culpados pela queda do império romano

Roberto de MatteiNa Itália, o professor Roberto de Mattei está sofrendo repreensão e pode ser demitido por causa de uma declaração que fez durante uma entrevista quando afirmou que os gays foram os responsáveis pela queda do império romano.

O professor de 63 anos, que é vice-presidente do Centro Nacional de Pesquisa de Roma, disse que "o colapso do império romano e a chegada dos bárbaros foi devido à disseminação da homossexualidade. A colônia romana de Cartago era um paraíso para os homossexuais e eles infectaram muitas outras (colônias). A invasão dos bárbaros foi vista como punição por estas transgressões morais".

Por causa desta declaração, alguns grupos LGBTs e políticos italianos estão pedindo a demissão do professor.

fonte: Cena G

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Encontrado esqueleto de 5 mil anos de idade de possível transgênero

Foi encontrado um esqueleto de aproximadamente 5 mil anos de possível transgênero.

esqueleto de 5 mil anosApesar de anatomicamente homem, o esqueleto encontrado nos subúrbios de Praga foi enterrado com rituais e tradições geralmente utilizadas para mulheres na cultura da Era do Cobre.

Homens dessa era eram enterrados com armas e suas cabeças em direção ao oeste, enquanto a cabeça das mulheres ficavam em direção ao leste e eram enterradas com jarros, como o esqueleto masculino descoberto.

"Pela história e etimologia", Kamila Remišová, chefe da equipe de pesquisa, disse durante uma conferência de imprensa, "sabemos que quando uma cultura tinha regras funerais estritas eles nunca cometiam enganos com esse tipo de coisa".

A arqueologista Kateřina Semrádová, da equipe de pesquisa, ainda acrescentou, "Acreditamos que essa é um dos primeiros casos do que poderia ser descrito como 'transsexual' ou 'túmulo do terceiro sexo' na República Checa".

fonte: G.Online

quinta-feira, 24 de março de 2011

Espanha: Monumento para homenagear gays é inaugurado

monumento gay BarcelonaNo último domingo (20) a cidade de Barcelona recebeu um monumento em homenagem aos LGBTs vítimas de repressão e perseguição no passado. O evento de inauguração foi realizado pelo prefeito da cidade, Jordi Hereu e contou com a presença de mais de 200 pessoas. O objeto é um triângulo rosa esculpido em pedra bruta com os dizeres “Em memória de gays, lésbicas e transgêneros que sofreram perseguição e repressão ao longo da história”.

Para Hereu, embora a Espanha seja um país que possuí leis que promovem os direitos homossexuais, existem algumas melhorias que podem ser feitas. “ainda há um longo caminho a percorrer, principalmente na vida cotidiana e aceitação de toda a sociedade espanhola”.

Confira o vídeo que mostra a cerimônia de inauguração:

fonte: G.Online

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Reino Unido: Vítimas gays do Holocausto são lembradas

gays holocaustoUma celebração silenciosa relembrou os dias de horror que foram responsáveis pela morte de mais de 6 milhões de pessoas na Europa na década de 40, durante o Holocausto e a Segunda Guerra Mundial, sob o regime nazista. No dia mundial em memória das vítimas do holocausto, 27 de janeiro, uma celebração em especial lembrou os mais de 60 mil homossexuais perseguidos e mortos pelos nazistas. Uma bandeira negra com um triângulo rosa invertido – símbolo usado por Hitler para demarcar os homossexuais presos nos campos de concentração – foi hasteada no último sábado no Memorial da Paz de Liverpool, na Inglaterra.

Dois minutos de silêncio marcaram a cerimônia que foi organizada pelo prefeito Cllr Hazel Williams e representantes de ONGs que também celebram na cidade o mês LGBT. O diretor do grupo Homotopia, Gary Everett, um dos organizadores do evento, afirmou: “O Holocausto foi um dos capítulos mais horripilantes e desumanos da história moderna. É importante nós relembrarmos a execução de homossexuais antes e nos dias de hoje e prestarmos nossas homenagens às almas perdidas”. Lembrou ele, referindo-se a discriminação e mortes que acontecem em países que criminalizam a homossexualidade, como o Malawi, Uganda e o Iran.

fonte: Lado A

segunda-feira, 13 de setembro de 2010

Desenvolvimento da agricultura fez diminuir aceitação da bissexualidade, afirma estudo

agriculturaEstranho pensar que a agricultura familiar possa ter ajudado a intolerância à bissexualidade e a decadência de uma visão liberal sobre sexo, mas o historiador George Mason, dos EUA, crê que isso é verdade. Em seu livro “História da Sexualidade”, recém-lançado no Brasil, ele mostra que a fixação geográfica das famílias e o interesse econômico engedraram maior controle do desejo carnal.

Quando o ser humano apenas caçava e coletava frutos, as coisas eram mais prazeirosas. Em entrevista ao jornal Folha de S. Paulo, Mason diz que, nessa época, ser bissexual era algo comum. Entretanto, com a família agrupada, algo ocasionado pelo cultivo da terra, tornou-se mais fácil vigiar cada integrante. Além disso, os casamentos heterossexuais tornaram-se interessantes porque passaram a ter dotes e a prover heranças.

O livro também mostra como a homossexualidade se tornou maldita na Idade Média, época em que o sexo passou a ser visto como sujo, o que levou inclusive à idéia de Jesus Cristo ter tido de nascer de uma virgem. Em compensação, o autor diz que a urbanização vivida desde o século 20 tem feito com que tabus comecem a cair, inclusive o impedimento à diversidade de orientação sexual.

fonte: G Online

sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Nazistas obrigavam gays a transarem com prostitutas, conta o livro de Daniel Borrillo

1148998-250x250Com a intenção de "tratar" a homossexualidade e recuperar a capacidade de reprodução de homossexuais, integrantes da polícia nazista obrigavam gays a transarem com prostitutas durante a Segunda Guerra. Se a conversão não dava certo, essas vítimas em eram castradas a fim de que não mais sentissem prazer.

Este cenário é retratado em "Homofobia - História e Crítica de um Preconceito", do jurista ítalo-argentino Daniel Borrillo, lançado pela editora Autêntica. A obra procura traduzir o significado e as origens do ódio aos homossexuais.

Por meio de um discurso maciço, explica o livro, a discriminação dirigida a gays constrói uma supremacia heterossexual. A ideia é explicada a partir da constante desvalorização da homossexualidade - alvo de piadas e encarada como pecado.

Professor de Direito na França, Borrillo investiga e analisa as ramificações da homofobia nos vários campos da atividade humana. Longe de cair em um vitimismo barato, "Homofobia - História e Crítica de um Preconceito"aborda a perseguição da igreja católica e explica o holocausto gay.

Apesar da veia acadêmica, a linguagem é acessível e de fácil compreensão.

fonte: UOL

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

Exposição revela que sexo gay era praticado há 27 mil anos atrás

Mostra ‘Sexo na Pedra’ revela pela primeira vez o sexo na pré-história

sexogayprehistoriaA liberdade sexual vem da pré-história. É o que vai mostrar uma exposição organizada pelos pesquisadores do maior sítio arqueológico do mundo, o de Atapuerca, na Espanha.

As inscrições rupestres encontradas pelos arquiólogos indicam que o sexo homossexual era comum no Paleolítico e que o homem pré-histórico era adepto de um verdadeiro "Kama Sutra".

Uma gravura sobre uma placa de pedra da caverna francesa de La Marche mostra o que parece ser uma mulher tendo relação com outra. Também em La Marche, uma placa de 12 mil anos contem desenhos de dois homens fazendo sexo anal.

Numa outra caverna de pedra calcária em Dordogne, os desenhos revelam duas mulheres com pernas entrelaçadas na posição conhecida como tesoura sendo datada de 27 mil anos atrás.

Outras peças mostram vários casais de lésbicas nas margens do Reno. Numa delas, de 12 mil anos atrás, duas delas aparecem esfregando os seios em atittude amorosa.

Os estudos arqueológicos são considerados homofóbicos por não tratarem da homossexualidade na pré-história. Dessa vez tudo mudou. "Quase não existem estudos e os congressos não tratam do tema. Entretanto, os primeiros Homo Sapiens que chegaram na Europa eram anatômica e cerebralmente igual a nós" explica o coordenador de cavernas pré-históricas de Cantabria, na Espanha, Marcos García Díez.

Um verdadeiro "Kama Sutra"
A mostra "Sexo na Pedra" revela que nossos ancestrais eram adeptos de um verdadeiro "Kama Sutra" no Paleolítico. As gravuras mostram sexo com animais, sexo a três, voyerismo, masturbação, sexo oral e uso de vibradores, além da abertura para relações homossexuais.

A exposição estreia em setembro na sede da Fundação Atapuerca, em Ibeas de Juarros (Burgos), ao norte da Espanha, e vai até 2011.

"Se nos vincularmos a etnografia, e olharmos para os grupos primitivos atuais, a homossexualidade existe. No Paleolítico existia também, mas não se era estudada por uma questão de mentalidade porque ficamos fixos com a idéia de família na cabeça. Creio que dentro de 10 ou 15 anos se falará disso com naturalidade" ressalta Diez.

fonte: Toda Forma de Amor

terça-feira, 13 de julho de 2010

Homossexualidade era comum nas civilizaçõs pré-colombianas

Maias: sexo gay como rito de passagem Estudar civilizações é algo interessante tanto para quem pesquisa quanto para quem lê/vê/ouve o que foi pesquisado. Sendo assim, arqueólogos mexicanos utilizaram as civilizações pré-colombianas do México e da América Central como objeto de estudo, com ênfase em seus costumes sexuais.

A pesquisa rendeu a publicação de vários ensaios sobre o tema, revelando segredos ocultados pelos espanhóis (chocados com as práticas destas civilizações) que chegaram a região no século XVI, por quase 500 anos.

Segundo Enrique Vale, editor da revista Arqueologia Mexicana, que publicou os ensaios, o sexo era um elemento de ordem social  e não se prendia à moral e a religião, como o sexo europeu. Os ensaios concluem que a homossexualidade era uma prática usual entre os maias, vista como um 'plus' na formação dos jovens, aonde o menino se transformava em homem em uma relação sexual que caracterizava-se como um rito de passagem.

As culturas pré-colombianas tem a homossexualidade como parte de sua história, contudo, essa concepção homoerótica foi interpretada de várias maneiras pelas diferentes civilizações.

fonte: G Online

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Lésbica, rainha Cristina da Suécia biografou o bissexual Julio Cesar.

historico Imperador romano que amou homens e mulheres teve vida contada por rainha lésbica. Leia biografias:

Cristina da Suécia
“Nada falso,nada artificial”

Pelos pensamentos, palavras e obras e pelos fatos que cercaram seu nascimento, juventude, maturidade e fim de vida, a trajetória da Rainha Cristina,  que governou a Suécia por 22 anos, parece a mais  interessante  das histórias.

"Nada falso, nada artificial" era a divisa da Rainha Cristina (1626-1689), amada filha do Rei Gustavo Adolfo II da Suécia, feminista que estava adiante de seu tempo e procurou viver como pensava. Intelectual, mecenas das artes e interlocutora de Descartes.

No dia 6 de junho de 1654, farta de dez anos de reinado, abdicou solenemente em Upsala, em favor de seu primo Carlos Gustavo - que pretendia desposá-la - mudando o rumo da história, deletando a dinastia dos Vasa e assumindo, publicamente, seu amor pela Condessa Ebba Sparre.
Depois deste ato, as mulheres foram excluídas da sucessão, lei que foi  revogada em 1980 para permitir que a Princesa Victoria seja sucessora do atual rei Carlos Gustavo.

Antes de subir ao trono, a questão da sucessão já preocupava a Corte. A Rainha não tinha a menor pressa em pensar na possibilidade de casamento e rejeitou inúmeros pretendentes.
Cristina era considerada meio masculinizada, tinha grande interesse em aprimorar o intelecto e amava estudar. Não tinha interesse por moda, cuidados com cabelos e usava acessórios masculinos.

Cristina foi grande apoiadora das artes e tinha uma coleção de telas com mulheres em poses eróticas. Construiu um teatro no local do convento Tor di Nona, substituindo os castrati por mulheres cantoras de ópera.

Escreveu uma autobiografia e ensaios sobre Alexandre, o Grande e Julio César. Mantinha correspondência com grandes intelectuais da Europa.


Caio Júlio Cesar,”latin lover”.
“Non nova, sed nove”
Não coisas novas, mas tratadas de modo novo.

Caio Julio Cesar  nasceu no dia 13 do mês Quintilis (que depois de sua morte passou a ser conhecido como Julho)  do ano 100 a.C, filho do homônimo Caio Julio Cesar e de Aurelia Cottae.  A família se julgava descendente  da deusa Vênus, pelo ramo de Enéas, herói de Tróia.

Cesar, em poucos anos, galgou todos os  escalões do poder  em seu tempo.

Com um exército praticamente invencível conquistou imensa área na Europa e na África.

Oito anos foram necessários para pacificar as Gálias. Nas batalhas contra germanos e britânicos, Cesar, com um efetivo nunca maior que 50 mil homens, enfrentou mais de 3 milhões de guerreiros, fez escravos um milhão dos vencidos, conquistou 800 cidades e dominou 300 nações. Jamais na história, um General havia conseguido vitória de semelhante nível.

Lutou numa guerra civil com a facção conservadora do senado romano, liderada por Pompeu, tornou-se ditador vitalício (no conceito romano do termo) e iniciou uma série de reformas administrativas e econômicas em Roma. A sua generosidade ao perdoar os inimigos custaria um preço alto: a vida.

O seu assassinato nos Idos de Março - 14 de março de 44 a.C – por Brutus, a mando de um grupo de senadores,  abriu caminho a uma instabilidade política que viria a culminar com o fim da República e início do Império Romano.

A vida privada  do Imperador e sua assumida bissexualidade eram um prato cheio para os inimigos, que provocavam o tempo todo. Bibulo o chamava de Rainha (Regina). Era chamado também de “o marido de todas as mulheres e a mulher de todos os maridos”

Mesmo casado 3 vezes e tendo numerosos casos extraconjugais com mulheres, jamais negou sua relação com Nicomedes IV, da Bittinia.

Ainda jovem, foi enviado por Marco Antonio àquela região da Ásia Menor para dar suporte naval na reconquista da ilha de Lesbos, ali aconteceu a ligação amorosa. Cesar ainda voltou uma segunda vez para ver o amado, usando como desculpa esfarrapadíssima, o pagamento de resgate por um soldado preso.

fonte: MixBrasil

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