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terça-feira, 29 de outubro de 2013

Bancada evangélica se articula e barra projeto de pensão a parceiros gays

bancada evangelicaMais uma vitória da bancada evangélica. O projeto de lei do ex-deputado Maurício Rands (PT-PE) previa a inclusão de parceiros homossexuais aos Planos de Benefícios da Previdência Social, que garantia os mesmos direitos previdenciários, como pensão, cedidos a casais héteros.

O projeto, no entanto, foi para a gaveta. O deputado Pastor Eurico (PSB-PE) deu parecer contrário a medida tirando a de votação. 

Atualmente existe  apenas uma decisão do INSS para pagamento de pensão a um companheiro homossexual. O caso foi avaliado e julgado pelo STF (Supremo Tribunal. No entanto, ainda não há nenhuma lei que regulamente a questão.

fonte: A Capa

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Goiás: Padre chama homossexuais de doentes

Homofóbico faria um belo trio com Jair Bolsonaro e Marco Feliciano

padre Cleidimar MoreiraBastante ativo no Facebook, o padre Cleidimar Moreira, de Goiânia, posta mensagens diárias sobre fé, amor e família para os seus quase 100 mil seguidores na rede social. Tudo muito bonito, claro, senão fosse a hipocrisia.

O mesmo homem que escreve “o mais importante é escolher sempre amar, independente quem seja” (sic), julga os homossexuais doentes e acredita na cura gay.

Seguidor da mesma religião cujo líder - Papa Francisco – já disse que homossexuais não devem ser julgados, Cleidimar prefere fazer escândalos no meio da rua e condenar LGBT.

Veja o que escreveu há alguns dias no Facebook: “Muitos estão se entregando a sentimentos falsos e acaba tomando decisões erradas, contrariando a vontade de Deus. Alguns dias atrás eu estava parado em um semáforo. Ao olhar de lado, estavam dois rapazes jovens se beijando. Eu buzinei e esbravejei, pois não concordo com isto. Os dois saíram rindo de mim, creio que também riem de Deus”.

E ele continua com uma explicação risível: “O que acho incrível é que nem casal heterossexual fica se beijando nas ruas por aí. (Oi??). Parece que fazem isto para afrontar a sociedade. Deus criou homem e mulher, qualquer outra realidade é patológica e para mim pode ser tratado. Não te entregue a sentimentos falsos, peça a Deus para lhe revelar o que é verdade do que é falso e sempre escolha pelo verdadeiro, por Deus”, escreve o moralista de plantão.

fonte: ParouTudo

terça-feira, 22 de outubro de 2013

Jair Bolsonaro em entrevista a jornalista inglês: “Nós, brasileiros, não gostamos de homossexuais”

jair Bolsonaro entrevistaStephen Fry é um jornalista inglês, gay assumido, que está produzindo o documentário “Out There”. A produção aborda os avanços da homofobia ao redor do mundo e mostra como crimes de intolerância sexual estão se expandindo.
Durante uma de suas viagens, Fry resolveu visitar o Brasil, apontado ao lado de Uganda e Rússia como um dos países nos quais políticos e líderes religiosos mais perseguem os homossexuais. Para ilustrar o fato, o jornalista resolveu entrevistar o deputado Jair Bolsonaro.

O encontro foi considerado por Fry uma das experiência mais “estranhas e sinistras” que teve na vida. Durante o bate-papo, Bolsonaro disparou as suas já tradicionais pérolas, de que nenhum pai tem orgulho do filho gay, além de ter ido mais adiante.

“Nós, brasileiros, não gostamos dos homossexuais”, declarou o deputado. O parlamentar disse ainda que no Brasil não existe homofobia e que as causas de mortes de homossexuais estão ligadas ao uso de drogas e prostituição.

Após a conversa, Fry considerou um exemplo claro de pessoas que incitam a violência contra a comunidade LGBT. “Bolsonaro é o típico homofóbico, que eu encontrei pelo mundo, com seu mantra de que os gays querem dominar a sociedade, recrutar crianças ou abusar delas. Mesmo num país progressistas como o Brasil, suas mentiras criam histeria entre os ignorantes, dos quais violência pode surgir”, afirmou o jornalista.

Outra entrevistada no Brasil foi Angélica Ivo, mãe de Alexadre Ivo, de 14 anos, que foi brutalmente assassinado por ser gay, em São Gonçalo, em 2010. O documentário “Out There” ainda não tem data de divulgação no Brasil. O teaser com o depoimento de Bolsonaro e Angélica você confere abaixo.

fonte: A Capa

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Deputado sobre o projeto que veta gays em templos: “A igreja é sagrada e precisa ser preservada”

O deputado Washington Reis (PMDB) está no mesmo patamar que Marco Feliciano (PSC), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara (CDH). Os dois parlamentares são evangélicos e causam polêmica por sua postura com relação à comunidade LGBT.

Mesmo afirmando que não é homofóbico e que “até” tem amigos e eleitores gays, Washington Reis é autor do projeto que proíbe a entrada de homossexuais em Igrejas, além de permitir que pastores se neguem a realizar casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

“A igreja é um templo sagrado e que precisa ser preservado. Os padres e pastores não têm proteção alguma da lei. Se chega dois cidadãos lá, do mesmo sexo, dizendo que querem se casar, aí o padre ou o pastor diz: `meu filho, o estatuto da igreja não permite isso`. Aí, chega um delegado, com uma ordem de um juiz, e prende esse pastor ou esse padre. É um absurdo”, declarou o deputado em entrevista ao O Globo.

Segundo Reis, a medida é simples e tem só um objetivo: colocar cada um no seu devido lugar. "Não sou homofóbico. Pelo contrário. Até tenho amigos e eleitores gays. Na minha equipe de rua tem vários gays. Merecem todo meu respeito. Acho um absurdo a violência que sofrem por aí. Temos que pedir a Deus por eles”, declarou.

O deputado diz ainda que sua preocupação é evitar “cenas escandalosas” de homossexuais dentro das igrejas. “Um namoro descabido ou alguém que queira de alguma maneira escandalizar, como um bêbado por exemplo”, afirmou.

O projeto de Washington Reis, que passou pela comissão de Feliciano, segue agora para a Comissão de Constituição e Justiça.

fonte: A Capa

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Evangélicos conseguem acabar com subcomissão de minoriais na Câmara

Jean Wyllys, que presidia a subcomissão, vai tentar reverter a decisão do presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves

Câmara FederalO presidente da Câmara, deputado Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), extinguiu uma subcomissão que tratava de temas relacionados a minorias dentro da Comissão de Cultura a pedido do evangélico deputado João Campos (PSDB-GO), aquele mesmo que propôs a “cura gay”.

A justificativa dada pelo presidente da Casa, de acordo com o portal “UOL” é que a subcomissão fugiu do escopo de cultura e invadiu a competência de outra comissão permanente da Casa que já trata desse tema: a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, o que é vedado pelo Regimento Interno.

A subcomissão era comandada pelo deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ), que deixou, junto com outros deputados, a CDHM, após ela ser liderada e tomada por evangélicos este ano.

Wyllys e deputados como Jandira Feghali (PCdoB-RJ) tentam reverter a medida. “A subcomissão era presidida por mim, com colegiado iniciado democraticamente, e tratava de temas importantíssimos, como as ameaças às culturas de matriz africana e/ou indígena e a inclusão social e a acessibilidade cultural”, disse Wyllys em perfil no Twitter.

fonte: ParouTudo

Noruega: Bispos luteranos são a favor do casamento gay

Igreja pode decidir em abril se celebrará uniões homossexuais

igreja luterana NoruegaDurante uma reunião da Igreja Luterana da Noruega, oito bispos, do total de 12, se pronunciaram a favor do casamento gay. A notícia chega em boa hora: em seis meses ocorrerá o sínodo da Igreja da Noruega e tudo indica que homossexuais ganharão mais direitos por lá.

Segundo informações da agência “AFP”, para não escandalizar tanto os bispos mais conservadores, a maioria que é a favor propôs que, em um primeiro momento, se introduza uma liturgia simples que acompanhe o casamento civil, algo que a minoria dos bispos conservadores também é contrária.

O casamento civil e a adoção por parte de casais gays são permitidos no país desde 2009, e a Igreja também autoriza a ordenação de homossexuais.

fonte: ParouTudo

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Comissão de Feliciano aprova projeto que permite expulsar gays de igreja

Sob o comando do deputado Marco Feliciano (PSC-SP), a Comissão de Direitos Humanos da Câmara aprovou nesta quarta-feira (16) projeto de lei que livra os templos religiosos, padres e pastores de serem enquadrados na lei de discriminação se vetarem a presença e participação de pessoas "em desacordo com suas crenças".

Na prática, a proposta quer evitar que os religiosos sejam criminalizados caso se recusem a realizar casamentos homossexuais, batizados ou outras cerimônias de filhos de casais gays ou mesmo aceitar a presença dessas pessoas em templos religiosos.

Autor do projeto, o deputado Washington Reis (PMDB-RJ) propõe alterar uma lei de 1989 que define como crime praticar, induzir ou incitar a discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Essa norma estabelece prisão de um a três anos para tais situações.

Segundo parlamentares, essa lei é utilizada atualmente por homossexuais que se sentem discriminados. A criação de uma lei específica contra a discriminação de gays sofre resistência no Congresso.

"Deve-se a devida atenção ao fato da prática homossexual ser descrita em muitas doutrinas religiosas como uma conduta em desacordo com suas crenças. Em razão disso, deve-se assistir a tais organizações religiosas o direito de liberdade de manifestação", afirmou Reis.

A posição foi reforçada pelo relatório do deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). "O alcance da lei, antes voltado mais à questão racial, tem sido ampliado, tendendo a estender proteção também à prática homossexual. Assim, [a proposta] esclarece melhor o alcance da referida norma ao diferenciar discriminação de liberdade de crença", disse ele.

"As organizações religiosas têm reconhecido direito de definir regras próprias de funcionamento e inclusive elencar condutas morais e sociais que devem ser seguidas por seus membros", completou Bolsonaro.

O texto, que foi aprovado pela comissão formada majoritariamente por evangélicos, segue para votação na CCJ (Comissão de Constituição e Justiça) da Câmara.

fonte: Folha de S.Paulo

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Estados Unidos: Tolerância em relação aos gays vem crescendo dentro da comunidade evangélica, diz pesquisa

Evangélicos começam a se manifestar a favor da união homossexual

Recentemente, a organização “Exodus Internacional”, que oferecia ajuda aos gays para supostamente reencontrarem o seu caminho, comunicou um pedido de desculpas pelas represálias aos casais do mesmo sexo. De acordo com Tony Moore, líder da entidade, “há uma nova geração de cristãos que está procurando mudanças. Eles querem ser ouvidos”, afirmou Tony à imprensa dos EUA.

Após esse pronunciamento, a Exodus disse que irá fechar as suas portas. O líder afirmou que o grupo "não honrava nossos companheiros, seres humanos, e nem tinha fundamentos bíblicos para suas represálias".

Para o pesquisador Brandon Martinez, da Universidade Baylor (EUA), “essa mudança de postura da comunidade evangélica terá fortes implicações para o debate sobre o casamento gay”.

Martinez descobriu que 24% dos evangélicos se enquadram na categoria ambivalente, ou seja, são pessoas que por questão morais são contra a homossexualidade, porém aceitam que pessoas do mesmo sexo tenham o direito de se casarem. "Nós sabíamos que os evangélicos moderados e ambivalentes estavam lá, mas agora eles estão realmente começando a ter uma voz e começando a serem mais políticos," disse o pesquisador.

Porém, há ainda diferença entre os evangélicos ambivalentes, os opositores aos direitos gays e os progressistas culturais. De acordo com a pesquisa, "os ambivalentes são semelhantes aos opositores dos direitos dos homossexuais quando se trata de nível de crença, frequência à igreja, vida de oração, leitura da Bíblia e ter amigos na igreja".

fonte: MixBrasil

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Marco Feliciano pede que Polícia Federal investigue dupla que dançou ‘Robocop gay’ em voo

marco feliciano 04O deputado federal Marco Feliciano publicou no perfil do Facebook o texto de um ofício que enviou para a Polícia Federal, pedindo que investigue os rapazes que se aproximaram dele em um avião, dançando e cantando a música “Robocop gay”, do grupo Mamonas Assassinas. Ele solicitou que a polícia instaurasse um inquérito para investigar o caso.

“Solicito a Vossa Excelência providências no sentido de instaurar Inquérito Policial para apurar fatos ocorridos na ultima quinta-feira em voo de Brasília-DF, com destino a Belo Horizonte- MG, com escala em São Paulo, voo nº 5019 – Azul Linhas Aéreas, onde fui atacado por um grupo de rapazes que se portavam de forma deseducada e com trejeitos aparentes de homossexuais, com ataques a minha pessoa, inclusive, com contato físico me tocando, causando danos a minha pessoa, perturbando meu sossego. Ações desse tipo, em reação a minha atuação parlamentar causa um grande mal à democracia em nosso país, e serve de mau exemplo para os jovens”, diz o ofício.

O pastor Marco Feliciano classificou a atitude do grupo de “abuso”, e frisou ainda que todos os passageiros do voo corriam risco caso houvesse um tumulto. Segundo o ofício, o comandante da aeronave ameaçou retornar para Brasília.

O grupo filmou o protesto no avião e depois publicou na internet. O vídeo deu o que falar. No Twitter, mais tarde, Marco Feliciano desabafou:

“O que todos viram no vídeo do avião, gravado por eles, é o que passo quase toda semana nas igrejas aonde vou pregar. É mais ou me os assim: eles se mobilizam pela mídia social onde fazem "terrorismo" com as igrejas onde vou ministrar, anunciam que irão com milhares de pessoas, munidos de instrumentos para atazanar o culto e com trios elétricos. O resultado é sempre igual, dos milhares anunciados, aparecem alguns. Esses alguns entram nos cultos aos gritos e colocam meninas para beijar meninas dentro dos templos, afrontando as famílias cristãs”, lamentou ele. “Difícil também é sair com minhas filhas pequenas, eles não respeitam e nos constrangem quer seja na rua, no shopping com gritos e palavrões”.

Eric Corazza facebook

Eric Corazza, um dos jovens que cantou e rebolou ao som de Robocop gay no avião, não ficou calado. No Facebook, ele desmentiu algumas entrevistas concedidas por Feliciano.

“Ele está se fazendo de coitado, falando que a tripulação e os passageiros defenderam ele. Mentira... o voo todo estava cantando ‘Feliciano, a sua hora vai chegar’”, escreveu Corazza.

Depois, em outra publicação, o jovem defende o protesto:

“Eu fiz a minha parte. Viva o Mamonas! A essa hora, eles estão lá no céu rachando o bico (gargalhando)”, escreveu.

fonte: Extra

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Rio Grande do Sul: Professora é acusada de pregar homofobia em sala de aula

“Homossexuais tinham que procurar ajuda”, teria dito professora durante aula de sexto ano

Colegio MaristaCrianças do sexto ano do colégio Marista Ipanema, na zona sul de Porto Alegre, teriam recebido ensinamentos homofóbicos vindos de uma professora de ensino religioso há cerca de dez dias. De acordo com a mãe de uma menina que estuda na turma, a professora declarou que “os filhos de homossexuais eram crianças infelizes”, “que a homossexualidade era uma doença que tinha que ser tratada”, e que “homossexuais tinham que procurar ajuda”.

Uma aluna postou em seu perfil no Facebook relatos do caso, explicando que a professora teria dito que “ser gay é um problema”. A menina então teria discutido, alegando que “Deus ama a todos”, o que levou à resposta de que “Deus criou o homem para a mulher” por parte da professora. Desde então, dois estudantes encaminharam uma reclamação para a diretoria da escola. A mãe de uma das alunas também entrou em contato com o colégio Marista Ipanema e exigiu a realização de uma reunião, que acontecerá na manhã desta quarta-feira (14), com a presença da professora e da diretoria.

Para a mãe de uma aluna de dez anos que assistiu à aula, as colocações da professora vão na contramão dos preceitos defendidos pelas escolas maristas. “Se você pegar o encarte da rede Marista, ali fala em ‘diminuir desigualdades’ e ‘compartilhar valores’. Ou seja, (a colocação da professora) vai completamente contra o que a escola diz”, explica. “Eles (a escola) me disseram: ‘foi apenas uma professora, foi um fato isolado’. Mas ela tem que saber quais os preceitos da rede Marista. Ela não pode ir para dentro de uma sala de aula e dizer uma besteira dessas”, completou.

Thales Vinícius Bouchaton, advogado, integrante da ATEA (Associação de Ateus e Agnósticos) e membro do Comitê de Liberdade Religiosa do governo estadual, explicou que foi informado do caso pelas postagens nas redes sociais. Para ele, a professora estava “destilando preconceitos” com suas declarações. “Por mais que o colégio seja católico, é crime incentivar esse tipo de coisa”, disse.

De acordo com a mãe que marcou a reunião com a escola, esse tipo de colocação é perigosa porque pode influenciar no pensamento das crianças do sexto ano, que têm entre dez e onze anos. Apesar de entender o caráter católico da instituição, ela defende que não é o papel da escola “evangelizar” os alunos, nem pregar a intolerância. “Eu não vou compactuar com esse tipo de preconceito horrível. A aula de religião é para ensinar sobre todas as religiões, não para catequizar”, afirmou.

A reportagem entrou em contato com o colégio Marista Ipanema, que, através de sua assessoria de imprensa, informou que não se manifestaria sobre este caso específico, mas que a instituição “está sempre aberta a receber as famílias”. Além disso, confirmou que haverá uma reunião para tratar do caso nesta quarta-feira (14).

fonte: Sul21

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Passageiros cantam Robocop Gay para Marco Feliciano em avião

"Querem respeito, mas não respeitam", desabafou o deputado no Twitter

Marco Feliciano no aviãoUm grupo de pessoas cantou e dançou a música "Robocop Gay", dos Mamonas Assassinas, para o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) durante voo entre Brasília e Guarulhos nesta sexta-feira.

Na cena, jovens se aproximam do pastor pelo corredor da aeronave da Azul e cantam trechos da canção adaptada: "Abra sua mente, gay também é gente. Baiano fala 'oxente' e come vatapá. Faça sua barba, faça seu bigode. Feliciano também pode, não tente disfarçar."

O deputado não reagiu e continuou com fones de ouvido olhando para um livro. Em um determinado momento, um dos "dançarinos" encosta na orelha do deputado e um passageiro sentado atrás do deputado intervém. O grupo volta para seus lugares e a gravação é finalizada. Confira o vídeo:

Após deixar o avião, o parlamentar contou pelo Twitter como ocorreu o episódio: "Ao decolarmos em Brasília, cerca de 10 gays me constrangeram. Dois vieram à minha poltrona gritando. Os passageiros me defenderam, o piloto ameaçou retornar para Brasília. Sofri xingamentos o voo todo. Haviam crianças no voo, famílias. Como não reagi, tocaram no meu rosto. Esses cidadãos colocaram em risco a segurança dos passageiros. Querem respeito, mas não respeitam. E assim fazem com qualquer pessoa que discorde de suas práticas. Que Deus nos guarde. Não sou contra gays, sou defensor da família natural!"

O deputado divulgou ainda um link do Youtube com o vídeo editado: "É assim que eles fazem, querem respeito, mas não respeitam."

Feliciano tem sido alvo de manifestações desde que assumiu o cargo de presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados por defender o polêmico projeto apelidado de "cura gay", que autoriza psicólogos a propor tratamento para reverter a homossexualidade. A proposta foi aprovada pela Comissão em junho:

fonte: Zero Hora

Distrito Federal: Casal evangélico gay celebra união em casamento coletivo

Cerimônia acontece a partir das 18h no São João do Cerrado, em Ceilândia. Pastora dará bênção ao casal, que pensa em ter filho de barriga de aluguel.

Éder Souza e Sérgio CamargosO estudante Sérgio Camargos e o administrador Éder Souza enviaram uma carta contando a história de amor deles e ganharam o direito de participar da cerimônia coletiva, que inclui festa, produção de noivas e noite de núpcias em um hotel de Brasília.

A cerimônia acontecerá às 18h no Ceilambódromo. Todos os noivos e noivas receberão um par de alianças, buquê, trajes emprestados e um DVD com fotos e filmagens da festa. Juntos há três anos, Sérgio e Éder contam que casar e constituir família era um sonho antigo, que esbarrava na dificuldade financeira.

Um casal evangélico gay vai trocar alianças neste sábado (10) em uma cerimônia coletiva com outros 99 casais durante o São João do Cerrado, que é realizado em Ceilândia, no Distrito Federal, desde quarta-feira (7).

"É um momento que esperávamos há muito tempo. Tivemos a sorte de termos sido selecionados entre tantos casais", disse o noivo Éder. "Nada é por acaso. Esse casamento, a gente sabe que é uma coisa abençoada por Deus", afirmou Sérgio.

Evangélicos praticantes, eles dizem que fazem questão da bênção, apesar de a cerimônia ser civil. Para isso, eles convidaram a pastora Márcia Dias, líder da comunidade que frequentam, para abençoar a união.

"Sempre fomos evangélicos. Nós nos afastamos como muito outros [homossexuais] se afastaram por ter uma certa rejeição [da igreja]. Mas hoje nós conhecemos uma igreja inclusiva, Comunidade Athos, que nos acolheu como uma família. Ela [pastora Márcia] vai estar nos abençoando, presente nesse casamento, na celebração", explicou o noivo.

Futuro
Dentre as mudanças que acontecerão no cotidiano do casal, os noivos destacaram a possibilidade de compartilhar o sobrenome e a inclusão de um cônjuge no plano de saúde. Planos para o futuro não faltam para os dois.

"O próximo passo é ter filhos", disse Éder, ao explicar que tentarão inicialmente uma inseminação artificial em barriga de aluguel. Porém, segundo ele, a possibilidade de adotar uma criança também é estudada.

fonte: G1

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Pará: MPF investiga se ativistas LGBT foram agredidos em evento com Feliciano

Deputado mandou polícia prender manifestantes LGBT

O Ministério Público Federal (MPF) abriu inquérito para apurar as denúncias de agressões contra ativistas LGBT que protestavam durante evento da igreja Assembleia de Deus, em Santarém, no oeste do Pará, no último dia 29.

As agressões teriam ocorrido no momento em que o pastor e deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) celebrava um culto. Revoltado com os militantes, que para protestar abriram uma bandeira com as cores LGBT, o parlamentar pediu que a Polícia Militar intervisse e os prendesse.

Antes da intervenção da polícia, seguranças do evento foram até os manifestantes e, de acordo com relatos dos ativistas, os agrediram com tapas, socos e armas de choque. Os policiais miliares chegaram somente depois e, segundo os manifestantes, usaram força desproporcional contra eles. Três militantes foram presos, entre eles um que filmava os acontecimentos.

Em nota, o MPF afirmou que irá pedir a identificação dos policiais que participaram da segurança do evento e ouvirá os manifestantes. A Procuradoria também requisitou laudos dos exames de corpo de delito realizados após as agressões.

Outro lado
Por volta de 18h15, a reportagem entrou em contato com o responsável pelo setor de comunicação da PM, mas ele afirmou que não seria possível emitir um posicionamento da corporação em função do fim do expediente.

A assessoria do deputado também foi procurada e afirmou que Feliciano só poderá falar sobre o episódio amanhã, pois hoje está com a família. A reportagem não conseguiu localizar representantes da Assembleia de Deus em Santarém.

fonte: UOL

Historiador relata que Igreja Católica realizava casamento gay

Igreja tentou apagar da história seu próprio passado

igreja casamento gayLançado há 19 anos, um livro polêmico e que muito nos interessa ganha versão digital no próximo mês. Escrito por John Boswell, “Uniões do Mesmo Sexo na Europa Pré-Moderna” mostra que a Igreja Católica, que hoje combate o casamento gay, celebrava uniões homossexuais por volta de 100 d.C.

O historiador, que morreu um ano após o lançamento do livro, analisou dezenas de registros e documentos de cerimônias da época e constatou que as uniões gays eram muito, muito parecidas com as cerimônias que celebravam uniões héteros. Um detalhe: ele não encontrou registro de uniões lésbicas, somente entre homens.

Segundo a publicação, na época as uniões não eram baseadas na procriação e sim em partilhas de bens. Tudo mudou no ano 1200 quando a Igreja Católica determinou outro foco para o casamento e teria feito um tremendo esforço para apagar as uniões do passado. O livro apenas apresenta os fatos e pede que os leitores tirem suas próprias conclusões.

fonte: ParouTudo

quarta-feira, 31 de julho de 2013

“Se precisar vamos até o Papa defender o padre Beto”, diz advogado

Ação contra Diocese de Bauru, SP, pedirá direito de defesa na Justiça. Pároco foi excomungado da Igreja Católica por declarações polêmicas.

Padre BetoOs advogados do padre Roberto Francisco Daniel, conhecido como padre Beto, excomungado da Igreja Católica pela Diocese de Bauru (SP) no final de abril deste ano, protocolaram na Justiça um pedido de medida cautelar para obter o direito de defesa no processo canônico que proibiu o religioso de celebrar e frequentar missas.

Antonio Celso Galdino Fraga, advogado do padre e especialista na área, diz que vai até onde for preciso para conquistar o direito de defesa. “Por uma questão de bom senso, a Diocese de Bauru pode resolver essa questão de uma forma inteligente, anulando o processo que inicialmente instaurou contra o padre Beto, iniciando um novo. Desde que respeitando o devido processo legal. E nós como advogados, estaremos aptos a defender o nosso cliente até o com o Santo Padre em Roma se for preciso”.

Uma ação deverá ser protocolada daqui a 20 dias. Os advogados acreditam que o caso é inédito na Justiça brasileira. “A ação principal será proposta provavelmente em 20 dias. O Código de Processo Civil estabelece o prazo de 30 dias da concessão da liminar, mas estamos propensos a ajuizar a ação anulatória. Talvez seja o primeiro caso que a Justiça brasileira enfrente oriundo de um processo eclesiástico. Tivemos no passado a notícia só da Suprema Corte reconhecendo a sua soberania para julgar a Igreja Católica instituída nos Estados Unidos em ações indenizatórias que pessoas propuseram por atos que caracterizariam abuso sexual no passado. Esperamos que a Justiça brasileira também se pronuncie no mesmo sentido de que a Diocese de Bauru, enquanto pessoa jurídica de direito privado, criada, organizada e submissa, portanto, ao nosso ordenamento jurídico, respeito a Constituição, anule esse processo que foi instaurado contra o padre Beto permitindo-lhe se defender”, enfatizou Fraga.

Antonio FragaO advogado informou também que a Constituição Brasileira tem que ser respeitada. E que padre Beto deve ter a chance de defesa. “Com um decreto de 2010, que é uma concordata, ficou muito claro que no exercício das atividades, das confissões, que são as instituições que a igreja mantém no Brasil, como a Cúria, a Diocese, todas são confissões. Elas têm de observar no exercício de suas atividades permitidas pelo Brasil enquanto estado laico, que respeitem a nossa Constituição e o nosso ordenamento jurídico. Então, no caso de uma excomunhão automática sem o respeito do devido processo legal, com acesso ao processo, instituição de um advogado para realizar os atos de defesa e execução de defesa propriamente, isso é incompatível e inaplicável no Brasil”.

Declarações polêmicas sobre temas como a homossexualidade, fidelidade e a necessidade de mudanças na estrutura da Igreja Católica, todas publicadas nas redes sociais, foram os motivos alegados pela Diocese, que excomungou Padre Beto por heresia e cisma. “São duas acusações sérias. O padre não teve condições de questionar a excomunhão que lhe foi aplicada. Ainda mais para ele, que foi ordenado, enfim, a ligação com a Igreja Católica, de não poder na circunstância que se encontra, de receber o sacramento. E até a extrema unção na hipótese de morte para ter a salvação”, completou Antonio Fraga. Ao lado dele no caso está o advogado Tito Costa.

‘Quero voltar’
Em meio aos conflitos, padre Beto lançou na noite de terça-feira (30), em Bauru, o livro intitulado “Verdades Proibidas”. Ele afirmou a reportagem que a ação na Justiça é para conseguir o direito de defesa da decisão da Igreja Católica e tentar reverter a decisão da excomunhão. "Nenhuma instituição pode fazer isso com uma pessoa. Me senti um adolescente em um internato. Quero voltar a celebrar missas. Não deixei de ser padre. Não foi uma decisão minha. Continuo me sentindo um padre”.

A Diocese de Bauru preferiu não se manifestar sobre o assunto.

Papa x Homossexualismo
Um dos motivos da excomunhão de padre Beto seriam as declarações polêmicas sobre o homossexualismo, por exemplo. Durante a visita do Papa Francisco ao Brasil na semana passada, uma declaração chamou a atenção. O pontífice disse que “se uma pessoa é gay e busca a Deus, quem sou eu para julgá-la?”.

O discurso e a postura do Papa tiveram a aprovação do padre bauruense. “Ele mostrou que devemos pensar teologicamente. Racionar e refletir. São novas realidades que estamos vivendo. Não podemos seguir uma cartilha. Temos que pensar como Deus agisse. O Papa Francisco mostrou claramente que a discussão é algo necessário. E isso é o que tentei fazer durante toda minha vida como padre. A postura é essa. É preciso revisar”.

De acordo com o padre, a decisão de entrar com a ação partiu antes da vinda do Papa ao Brasil. “Já estava decidida antes porque não tivemos acesso ao processo. Assinei uma procuração para os meus advogados no início de julho”.

No entanto, ele também afirmou que está mais motivado e confiante com as declarações do pontífice em relação a temas polêmicos. “Deixa a gente mais confiante. A vinda do Papa nos animou com suas declarações. A postura dele de ser gente como a gente. Com uma postura teológica do encontro e não do afastamento. Ele resgata a questão da igreja do povo de Deus”.

Livro
Já em relação ao livro “Verdades Polêmicas”, padre Beto disse que pretendeu mostrar o que há de obscuro em temas como família. “É preciso refletir determinadas verdades que a igreja e a sociedade não querem enxergar. Não se discute, por exemplo, que a família é um poço de neurose. As crianças são ensinadas a vestir máscaras e representar papéis. Em casa é uma coisa e fora dela é outra”, finalizou.

fonte: G1

Points gays do Rio tiveram movimento maior durante Jornada Mundial da Juventude

por Mônica Bergamo

JMJ 2013Alguns points gays do Rio de Janeiro tiveram movimento maior durante a Jornada Mundial da Juventude. A Le Boy, a mais tradicional boate de Copacabana, registrou 30% a mais de público na terça-feira da semana passada. "Tivemos mais de 200 pessoas, recorde para uma noite chuvosa", relata o funcionário Júlio César Gomes. O TV Bar abriu as portas excepcionalmente na quarta. "A festa teve nome sugestivo: Me Papa", relata o assessor Carlos Pinho.

Balada
No Galeria Café, em Ipanema, o público foi 50% maior que na semana anterior à JMJ. "Reforçamos até o estoque de bebidas", diz Alexandra Di Calafiori, sócia da casa, que contratou freelancers para reforçar a equipe no período do evento.

Pelo Grindr, aplicativo de paquera gay para smartphones, um rapaz de 23 anos, com sugestivo apelido de Paulista JMJ, postou um recado aos baladeiros da jornada: "Atrás de Cristo e de outras coisas".

Arco-íris
Para Lula Ramires, coordenador da ONG LGBT Corsa (Cidadania, Orgulho, Respeito, Solidariedade, Amor), "há um contingente gay enorme na comunidade católica". "É preciso entender que os fiéis não são necessariamente conservadores." Já Julian Rodrigues, coordenador de Políticas para LGBT da Prefeitura de SP, acha "meio incongruente ser gay e católico". "Mas que tem, tem."

fonte: Folha de S.Paulo

Feliciano chama mídia de ‘desonesta’ ao repercutir fala de Papa sobre gays

O presidente da Comissão de Direitos Humanos (CDH) da Câmara dos Deputados, Pastor Marco Feliciano (PSC-SP), criticou nesta segunda-feira a imprensa, e afirmou que os veículos de comunicação distorceram as declarações do papa Francisco sobre homossexuais de forma "desonesta".

Nesta segunda-feira, ainda no avião, em sua viagem de volta ao Vaticano, Francisco afirmou que os homossexuais não devem ser discriminados e sim integrados à Igreja. “Se uma pessoa é gay, busca Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?”, disse o Papa.

Em sua página no Twitter, Feliciano publicou uma série de cinco mensagens, e disse concordar com o representante maior daIgreja Católica. De acordo com o parlamentar, porém, a imprensa tratou a declaração de forma "desonesta".

“Li todas as reportagens da entrevista com o Papa sobre homossexuais. O que ele diz faz sentido, ninguém pode julgar ninguém, Mateus 7:1. Também concordo que as igrejas estejam abertas para receber os gays que procuram Deus, aliás isso sempre foi feito pela igreja evangélica. A imprensa só deveria ser mais honesta e colocar com letras garrafais que, entretanto, o Papa disse que a igreja não muda seus posicionamentos. Ou seja, ela ama o pecador mas não ama o pecado. Aceita o homossexual, mas não aceita o ato homossexual. A igreja não muda o que a bíblia diz. Ao fazerem uma matéria com o tema que fizeram a mídia é desonesta, dá-se a entender q o Papa liberou o que a bíblia proibiu”, afirmou.

fonte: Terra

terça-feira, 30 de julho de 2013

Ex-padre gay argentino escreve carta ao Papa Francisco

Andrés Gioeni pediu que o pontífice se adapte aos 'novos paradigmas'. Depoimento foi publicado em sua conta no Facebook.

ex-padre argentino Andrés GioeniUm ex-padre argentino gay, que aposentou o hábito após confessar sua orientação sexual, escreveu uma carta ao Papa Francisco em que pediu que ele se adapte "aos novos paradigmas do mundo contemporâneo" depois que o pontífice disse que não julga os homossexuais.

Andrés Gioeni, que trocou o sacerdócio pelo trabalho de ator e escritor, comemorou "o ar fresco' que a chegada de Francisco ao Vaticano representou, mas advertiu "que há um longo caminho a percorrer".

"Já fui sacerdote católico, pastor, partilhei desse ímpeto missionário e dessa necessidade de reivindicação de abertura eclesial. Até que decidi seguir outro caminho quando descobri minha própria tendência homossexual e admitir minha impossibilidade de exercer o ministério pastoral em celibato", admitiu Gioeni na carta, publicada em sua conta do Facebook.

"Atrevo-me a me tornar porta-voz de uma grande quantidade de pessoas que pertencem à comunidade homossexual. E simplesmente, com humildade, pedir encarecidamente que incentive, estimule, promova e acompanhe um maior aprofundamento na Teologia moral sexual sobre o lugar e a experiência da pessoa homossexual", solicitou o ex-padre, que explicou que se sente "feliz e realizado" após passar dez anos vivendo com um parceiro.

Gioeni deixou claro que não pretende que o novo pontífice renuncie à doutrina eclesiástica mas "a ajude a continuar crescendo e se adequando aos novos paradigmas do mundo contemporâneo que nos desafiam a encontrar novas respostas".

"De verdade, o amor de duas pessoas, sendo do mesmo sexo, não demonstra nem reflete nada do amor de Deus?", questionou o ator, que perguntou também se "a Igreja com seus silêncios vai permitir que continuem se estigmatizando tantos jovens em tantos países onde continuam sendo assassinados somente por sua tendência".

O argentino concluiu pedindo a Francisco que ajude a comunidade homossexual a descobrir por onde pode "transitar pela fé" sem renunciar a sua "experiência de amor".

Durante uma entrevista coletiva a bordo do avião de volta a Roma do Rio de Janeiro, o Papa afirmou que não julga os homossexuais.

"Se uma pessoa é gay, busca o Senhor e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la? O catecismo da Igreja Católica explica e diz que não se devem marginalizar essas pessoas e que devem ser integradas à sociedade", disse Francisco.

fonte: G1

segunda-feira, 29 de julho de 2013

Papa diz que gays não devem ser julgados ou marginalizados

Papa Francisco 02O papa Francisco disse que os gays não devem ser julgados ou marginalizados, e que devem ser integrados à sociedade, nas palavras de maior compaixão por parte de qualquer pontífice a respeito dos homossexuais.

Em conversa com jornalistas a bordo do avião que o levou de volta do Brasil para Roma no domingo à noite, Francisco defendeu os gays contra a discriminação, mas também fez referência ao catecismo universal da Igreja Católica, que diz que a orientação homossexual não é pecado, mas os atos homossexuais, sim.

Na conversa, o papa também falou sobre o papel das mulheres na Igreja, e disse que a proibição às sacerdotisas é "definitiva". No entanto, disse que gostaria de ver as mulheres assumindo maior papel de liderança na administração da Igreja e em atividades pastorais.

"A Igreja conversou e diz não... a porta está fechada", disse Francisco, em seus primeiros comentários públicos sobre o tema.

O papa desembarcou em Roma nesta segunda-feira de manhã após uma viagem triunfal de uma semana ao Brasil para presidir as celebrações da Jornada Mundial da Juventude. A missa de encerramento, no domingo de manhã, reuniu mais de 3 milhões de pessoas na praia de Copacabana, segundo a prefeitura.

fonte: Terra

sábado, 27 de julho de 2013

Sul-africano Nobel da Paz condena homofobia: “Deus não odeia gays”

O arcebispo Desmond Tutu foi uma das principais figuras da luta contra o apartheid sul-africano

arcebispo Desmond TutuO arcebispo emérito da Cidade do Cabo na África do Sul e prêmio Nobel da Paz Desmond Tutu disse nesta sexta-feira que não acredita que Deus odeie os homossexuais, e comparou a homofobia com o racismo.

"A muitos de nós causa angústia imaginar que Deus pode criar alguém e dizer: 'Te odeio. Te odeio por como te fiz", disse o líder religioso anglicano na Cidade do Cabo, durante a apresentação de uma campanha da ONU pela igualdade das minorias sexuais.

"Vocês podem imaginar alguém como eu, que disse que é injusta a punição por algo que não temos escolha como cor e sexo, se cale quando pessoas são perseguidas e assassinadas por sua orientação sexual?", acrescentou o antigo ativista contra o regime racista do apartheid.

"Eu penso que isso (a homofobia) é tão injusto como o racismo", acrescentou Tutu, que lembrou também que os homossexuais "não são uma raça à parte", como afirmam alguns, informou hoje a agência local de notícias "Sapa". "Não gostaria de ir para um céu homofóbico. Pediria desculpas e diria que gostaria de ir para outro lugar", acrescentou Tutu.

"Temos que construir uma sociedade tolerante, e não teremos uma sociedade livre até que todas e cada uma das pessoas sejam reconhecidas e aceitas pelo que são", disse o arcebispo, que acrescentou ter consciência de que muitos líderes religiosos consideram a homossexualidade como um pecado.

Tutu, 81 anos, participou do início da campanha global da ONU "Livres e Iguais", que pretende conscientizar sobre a violência e a discriminação contra as minorias sexuais. O prêmio Nobel da Paz de 1984 disse que muita gente não pode escolher livremente seu estilo de vida devido aos "preconceitos" e à "violência potencial" que podem enfrentar.

Esta não é a primeira vez que o líder religioso defende a homossexualidade: em dezembro pediu ao governo de Uganda que rejeitasse uma minuta de lei que pretende endurecer as penas contra essa minoria. "Com grande dor contemplo a submissão e a repressão de irmãos africanos cujo único crime é a prática do amor. O ódio, em nenhuma de suas formas, tem lugar na casa de Deus", disse Tutu.

Apesar de ser o único país africano que reconhece legalmente a união homoafetiva e o direito de adoção para casais do mesmo sexo, os ataques às minorias e as discriminações são frequentes na África do Sul, especialmente entre a maioria negra, pobre e com pouca escolaridade.

fonte: Terra

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