O boletim de AIDS divulgado ontem estampa as dificuldades que o governo enfrenta para reverter duas tendências anunciadas: o aumento de casos entre mulheres e gays jovens. Campanhas já foram feitas, como a estrelada pela cantora Kelly Key, para tentar mostrar às meninas a importância de exigir o uso de PRESERVATIVOS de seus parceiros. Mas os números não caíram. Para o próximo carnaval, uma nova campanha dirigida para o mesmo público será preparada.
Entre gays, o problema é mais grave. Na faixa etária de 13 a 24 anos, o número de registros subiu de 29% para 43,2%, no período entre 1997 e 2007.
"Não é fácil mudar comportamento", reconhece a diretora do Departamento de DST-AIDS e Hepatites Virais do Ministério da Saúde, Mariangela Simão. No caso dos gays jovens, ela atribui o aumento ao fato de eles não terem convivido com os horrores da AIDS durante a primeira fase da epidemia, principalmente a discriminação. "A homofobia sempre existiu, mas agora há outro ingrediente: o fato de haver contaminação no grupo."
Além de campanhas - que, Mariangela reconhece, por si só não são suficientes - o departamento investe em ações de saúde em 55 mil das 120 mil escolas de ensino médio do País.
Foi observado também que a AIDS avança mais nas cidades com até 50 mil habitantes, enquanto nos grandes centros urbanos a tendência é de queda ou estabilização na incidência. É o que mostra o boletim epidemiológico divulgado ontem pelo Ministério da Saúde. Nos municípios com menos de 50 mil habitantes, a incidência (número de casos por 100 mil habitantes) passou de 4,4 para 8,2 entre 1997 e 2007. Situação inversa ocorreu nas cidades com mais de 500 mil habitantes. Em 1997, esse índice estava no patamar de 32,3, e a taxa chegou a 27,4 em 2007.
fonte: Cena G
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