domingo, 28 de abril de 2013

Japão: Parada gay reúne 3 mil pessoas na capital

Ativistas passaram pelas ruas de Tóquio, neste domingo (28). Ato no Japão recebeu o nome de 'Orgulho do arco-íris de Tóquio'.

Cerca de 3 mil pessoas participaram de parada gay neste domingo (28), em Tóquio, no Japão. Os ativistas realizaram o chamado "Tokyo Rainbow Pride", que significa "orgulho do arco-íris de Tóquio", com a presença de gays lésbicas e simpatizantes pelo bairro de Harajuku.

Parada Gay Toquio 2013 01
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fonte: G1

sábado, 27 de abril de 2013

Colômbia: Silêncio do governo prejudicou lei de casamento gay

Influência da Igreja e divisão na sociedade ajudaram a derrubar projeto

Colombia Ativistas protestam em frente ao CongressoNa mesma semana em que o Senado da Colômbia discutia um projeto de lei que reconheceria o casamento entre pessoas do mesmo sexo, ativistas de direitos humanos já pensavam no próximo passo jurídico a tomar diante de uma derrota iminente. A previsão se cumpriu na última quarta-feira: depois de dois adiamentos e muitos protestos, a iniciativa foi vetada no Congresso por 51 votos a 17, contrastando com a onda favorável ao tema em outros países. A Colômbia reflete um caso particular: além da resistência da Igreja Católica e dos setores conservadores, o projeto se deparou com o silêncio do governo, que não se manifestou sobre o tema, nem comprou a briga com a oposição. O empenho governista fez toda a diferença para o avanço dessa legislação este mês no Uruguai e na França. Mas o fracasso não se atém ao âmbito político: para analistas, ele reflete uma sociedade também dividida.

Desde 2007, a Colômbia reconhece um tipo de união civil que garante aos casais do mesmo sexo alguns direitos civis e patrimoniais, mas sem o conceito de casamento, nem o direito à adoção de crianças. Nos últimos 13 anos, sete projetos que ampliariam as garantias aos homossexuais foram barrados na Justiça. Esta semana, pela primeira vez se votou um projeto que alteraria a definição de casamento, na Constituição, de união entre homem e mulher para união entre duas pessoas, sem distinção de sexo. Na ocasião, uma pesquisa realizada pelo jornal colombiano “El Espectador” apontava que 45% dos colombianos seriam contrários à aprovação do casamento homossexual.

- A influência do conservadorismo da Igreja nos costumes sociais e nos assuntos de Estado ainda é muito forte. Parte da sociedade não se mostra preparada para apoiar um projeto desse tipo, apesar de que já há muitos modelos familiares que fogem do tradicional homem-mulher. E as elites políticas tampouco têm acompanhado essas mudanças — explicou ao GLOBO Fabián Sanabria, diretor do Instituto de Antropologia e História da Colômbia.

Argentina, Uruguai e a Cidade do México enfrentaram debates parecidos antes de legalizar o casamento homossexual. O descompasso entre o avanço das leis e a aceitação da sociedade provocou discussões fervorosas de ambos os lados. No caso da Colômbia, a divisão começa na própria classe política. Na votação, o senador Roberto Gerlein, da bancada conservadora, reconheceu que o Estado é laico, mas afirmou que “a população representada por ele não é” e, por isso, não votaria a favor de um tipo de união “contrário a seus princípios”.

Suposta prioridade a negociação com as Farc
Do outro lado, os defensores do projeto de lei acusam o governo de não fomentar o debate.

- O governo ficou dentro do armário. (O presidente Juan Manuel) Santos quer ficar bem com todos. Como é um tema que divide a sociedade, não quis polêmicas, mesmo dominando a coalizão no Congresso - disse ao GLOBO a vereadora de Bogotá Angélica Lozano, do movimento Progressistas.

O projeto foi apresentado em 2011 pelo senador Armando Benedetti, do Partido Social de União Nacional. Para ele, o desfecho já era esperado:

- O Congresso continua sendo cavernícola. Insiste nos argumentos de sempre, na lei de Deus, e onde fica a defesa dos direitos das minorias?

Para o senador, o governo não teria apoiado o projeto, também, para não prejudicar as negociações de paz com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc), retomadas esta semana.

- A Igreja está muito envolvida nas negociações. Para o governo não conviria desagradar-lhe - diz.

Os ativistas vão recorrer à Corte Constitucional.

fonte: O Globo

HBO grava piloto da versão gay de ‘Sex and the City’

Jonathan Groff e namoradoQuinze anos após a estreia de "Sex and the City" (1998-2004), a HBO retorna ao formato de uma das séries mais premiadas [e repetidas] da tevê, mas dessa vez as aventuras profissionais e amorosas das mulheres serão trocadas pelas de três amigos gays. O cenário será a cidade de São Francisco, EUA.

Os atores confirmados para protagonizar a nova série gay são Jonathan Groff, que recentemente estreou em "Glee", Frank Alvarez e Murray Bartlett, que se tornou conhecido justamente depois de ter participado de alguns episódios da 'Sex and the City' original.

Murray BartlettO piloto já foi gravado, mas ainda não há informações sobre título e data de estreia. A primeira versão conseguiu o feito de ser exibida em mais de 50 países.

Jonathan (primeira foto, de camiseta verde) e Murray (ao lado, sentado) são gays assumidos na vida real e já foram flagrados com seus namorados. Mas quem é Frank Alvarez?

fonte: Identidade G

Rio de Janeiro: Artista plástico e travesti dizem que foram vítimas de homofobia

Dupla estava em bar de Barra do Piraí. Polícia Civil instaura inquérito para investigar denúncia

Kléber Cardoso e o travesti Alexsandro da CruzO delegado titular da 88º DP (Barra do Piraí), José Mário Omena, disse nesta sexta-feira que instaurou inquérito para apurar denúncia de um suposto caso de homofobia envolvendo o artista plástico Kléber Cardoso, de 56 anos, e o travesti Alexsandro da Cruz de Oliveira, a “Kelly”, de 25. Os dois alegam que estavam num bar, no distrito de Dorândia, também em Barra do Piraí, quando teriam sido chamados de “viadinhos” e expulsos do estabelecimento por um dos frequentadores. O delegado foi informado que o agressor seria um homem conhecido como Baiano.

De acordo com Kléber e Alexsandro, ao saírem do estabelecimento, o acusado de agressão bateu duas vezes na traseira do carro que era conduzido por Kléber. O policial disse que, pela versão do artista plástico, o agressor o agarrou pelo pescoço pela janela do carro e ele acabou batendo num barranco.

Segundo o delegado, no entanto, testemunhas informaram que a confusão não teria começado por motivação sexuais, mas porque o artista plástico estava visivelmente embriagado e teria batido no carro do acusado.

— Ele fez o teste do bafômetro, que indicou altos índice de embriaguez — disse Omena.

O artista plástico confirmou que tinha bebido, mas não estar embriagado. Ele confirmou que foi levado ao posto da Polícia Rodoviária Federal, passou pelo bafômetro e pagou fiança de R$ 700.

O artista plástico disse que chegou a ser medicado antes de ser levado para a delegacia. Ele reclamou ainda do descaso de policiais militares. O delegado disse que está ouvindo testemunhas, mas que, por enquanto, não vê, motivação homofóbica. Para o policial, o artista plástico pode ter sido vitima de lesão corporal, quando o autor agarrou seu pescoço.

— Fui informado que o artista plástico estava embriagado e bateu no carro do agressor, quando ele e o amigo saíram do bar. Mesmo assim, localizamos esse homem apenas como Baiano — disse o delegado.

Os dois moradores do distrito de Vargem Alegre tomaram a iniciativa de denunciar o caso ao Ministério Público, após serem incentivados por uma ativista do Movimento Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT).

fonte: O Globo

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Bahia: Aluno da UFBA usa salto em formatura em protesto contra preconceito

Aluno de Artes e Gestão Cultural, Manasses Pessoas ousou no figurino. Jovem afirma que atitude é uma expressão política e teve apoio de família.

Manasses PessoaUm aluno da Universidade Federal da Bahia (UFBA) usou salto alto para compor a beca da sua colação de grau do curso de Bacharelado Interdisciplinar (BI) em Artes e Gestão Cultural. A cerimônia ocorreu no auditório da Reitoria, no bairro do Canela, em Salvador, na terça-feira (23). O formando Manasses Pessoa foi o orador da turma.

“É um protesto contra o preconceito a homossexuais e a falta de oportunidade que a maioria deles sofre na sociedade. Gays e travestis, muitas vezes, são marginalizados por não ter o apoio da família, de amigos e da própria sociedade”, disse. Segundo Manasses, ele escolheu o salto alto como “símbolo de um ato político”.

O objetivo foi chamar atenção para a reflexão sobre o preconceito, principalmente o que ele diz sofrer por ser afeminado. Na plateia, estavam presentes duas irmãs, a sobrinha do estudante e o companheiro, relacionamento de oito anos. O estudante disse que todos ficaram surpresos e emocionados com a atitude, e que ele tem apoio total da família e dos amigos sobre a sua orientação sexual.

A assessoria da UFBA disse a atitude é inédita e que não há nenhuma restrição. A universidade baiana informou que o estudante estava de beca e cumpriu todos os procedimentos obrigatórios no ritual de colocação.

"Alguns espectadores ficaram sem entender, outros acharam que foi um espetáculo artístico, já que a formatura era de Artes, mas o fato é que minha atitude foi uma expressão política, um ato político para dizer que luto por uma minoria que sofre diariamente com a opressão, o desrespeito e a descriminação", disse o jovem em um comunicado postado em rede social.

fonte: G1

"Ser bissexual não foi uma fase", diz Evan Rachel Wood

Atriz diz que esperou contar para a família e que declaração não fosse entendida como oportunista

Evan Rachel Wood 02A bela Evan Rachel Wood, estrela de filmes como “Aos Treze” (2003), esclareceu ao site “The Daily Beast” que ser bissexual não foi uma fase pela qual passou e que não queria que a saída do armário fosse considerada oportunista.

“Para mim, a razão pela qual eu me assumi é porque eu senti, como agora, que era o momento de não ficar mais em silêncio sobre isso … Eu queria esperar o momento certo e esperar para que as pessoas soubessem que não era uma fase e que eu não estava fazendo isso para chamar a atenção”, disse a atriz de 25 anos.

“Esta é uma parte de quem eu sou, e eu tenho idade o suficiente para saber realmente quem eu sou agora. E eu tive que esperar até que eu dissesse a minha família também, o que me deixou bem nervosa também.” Evan assumiu-se bissexual em abril de 2011.

fonte: ParouTudo

Rondônia: Justiça autoriza casamento gay no Estado

Estado é o primeiro da Região Norte a aprovar a união homo

A Região Norte entrou no mapa da legalização do casamento gay. Rondônia se tornou o primeiro da região e a 11ª unidade da Federação a autorizar a união entre pessoas do mesmo sexo.

Publicado nesta sexta-feira, 26, no Diário da Justiça Eletrônico, pela Corregedoria-Geral da Justiça do Estado, o Provimento 008/2013-CG tem como base o que estabelece a Constituição Federal com relação ao respeito à dignidade da pessoa humana e a isonomia de todos perante à lei, sem distinções de qualquer natureza, inclusive sexo, conforme os princípios explícitos no inciso III do artigo 1º, no inciso IV do artigo 3º, no caput e no inciso I do art. 5º.

O juiz auxiliar da Corregedoria, Dr. Rinaldo Forte, confirmou que o provimento tem o mesmo valor que nos outros Estados em que a união foi aprovada. Com a prescrição, fica determinado que os Cartórios de Registro Civil de Pessoas Naturais do Estado de Rondônia deverão receber os pedidos de habilitação para casamento de pessoas do mesmo sexo, procedendo na forma do § 1º do art. 67 da Lei nº 6.015/73.

Também fica determinado que as serventias (cartórios) devem, caso seja solicitado, fazer a conversão de união estável em casamento de pessoas do mesmo sexo. Rondônia se junta a outros nove Estados – São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Espírito Santo, Bahia, Sergipe, Alagoas, Ceará e Piauí – e ao Distrito Federal. Bem-vindo ao grupo, Rondônia!

fonte: ParouTudo

Rússia: Governo ameaça modificar adoção com países que autorizam união gay

Nesta semana, França se tornou o 14º país a aprovar lei. Na América do Sul, Argentina e Uruguai têm leis desse tipo.

Vladimir Putin 02A Rússia ameaça modificar os acordos de adoção com os países que autorizam o casamento entre pessoas do mesmo sexo, afirmou o presidente russo Vladimir Putin, três dias depois da França legalizar o matrimônio homossexual.

"Considero que temos o direito de fazer modificações. Devemos reagir ao que está acontecendo ao nosso redor", declarou Putin durante um encontro com deputados, quando destacou as "tradições culturais e as normas éticas" da Rússia.

O Parlamento russo provocou polêmica recentemente ao proibir a adoção de crianças russas por famílias americanas.

A lei foi aprovada, em parte, como represália por uma legislação relativa aos direitos humanos adotada pelo Congresso americano.

A Rússia descriminalizou o homossexualismo em 1993 e oficialmente o eliminou da lista de transtornos psiquiátricos em 1999.

Mas a homofobia ainda é muito forte no país e quase nenhuma personalidade pública admitiu ser gay.

Putin é famoso por sempre tentar divulgar uma imagem viril.

fonte: G1

Estados Unidos: Testes de vacina contra HIV são interrompidos

teste vacinaUm estudo que testava uma vacina experimental contra o HIV desde 2009 foi suspenso pelo Instituto Nacional de Saúde dos EUA (NIH), pois o comitê concluiu que a vacina não era eficaz no combate ao vírus e nem reduzia sua presença no sangue.

O experimento envolveu 2.504 voluntários em 19 cidades dos EUA, avaliando homens que faziam sexo com outros homens e transexuais que faziam sexo com homens.

O Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas dos EUA, que patrocinou os testes, garantiu que continuará acompanhando os participantes do estudo para avaliar de forma mais precisa os dados colhidos.

fonte: Cena G

Assexuados dizem sofrer os mesmos preconceitos do que os gays

Grupo que não gosta de sexo representaria 1% da população mundial. 'A sociedade apresenta o sexo como uma obrigação', afirma entidade.

Associação para a Visibilidade dos AssexuadosUm grupo de pessoas que se declaram assexuadas diz sofrer os mesmos preconceitos que os gays. Homens e mulheres que não sentem desejo ou a atração física, nem por homens nem por mulheres, representariam 1% da população mundial, segundo estimativas.

"Compreendi que era assexuado ao ver um programa de TV a respeito", explicou o engenheiro informático francês de 27 anos, que antes achava que sua ausência de interesse pelo sexo algo 'anormal' e que, por isso, tentava reprimir o sentimento.

Julián mantinha relações sexuais com a namorada, mas só para dar prazer a ela e não por ser levado pelo próprio desejo, admitiu.

Depois de ter compreendido que não tinha impulsos sexuais ou vontade de manter uma vida sexual, Julian navegou na web, em alguns fóruns especializados sobre o assunto, e conheceu outra jovem, assexuada como ele, com quem agora compartilha uma relação feliz e casta.

Os assexuados começam a se organizar na França, onde, nesta sexta-feira, realizam um dia destinado a defender o direito de ter uma opção sexual diferente da grande maioria.

"A sociedade apresenta o sexo como uma obrigação", analisa o vice-presidente da Associação para a Visibilidade dos Assexuados (AVA), que se identifica apenas como Paul.

O contrário da promoção abusiva do sexo, a ausência de vida erótica, também é considerada uma espécie de perversão, lamentou.

"Ser assexuado é uma forma de sexualidade. Faz parte da diversidade das sexualidades humanas e é muito mais importante reconhecer sua existência que tentar criticá-la", enfatizou.

O certo é que não é fácil viver esta diferente orientação sexual em uma sociedade onde as relações sexuais são consideradas uma das chaves do bem-estar e desenvolvimento pessoal, disse ainda.

Há dois anos, uma conhecida jornalista parisiense, Sophie Fontanel, contou que parou de fazer sexo, em um romance intitulado "L'Envie".

O livro provocou críticas e valeu reprovações a sua autora de afirma não amar os homens.

O romance vendeu bem, e muitas leitoras agradeceram a ela por colocar em palavras sua própria ausência de desejo.

A falta de desejo sexual geral complicações e problemas para os assexuados em suas relações que pessoas que têm vontade de desfrutar do sexo, admitem.

'Conheci uma mulher há cinco meses e me apaixonei por ela, mas não sinto nenhum desejo sexual e acho que ela está se distanciando de mim, e sei que é difícil porque ela me ama', escreveu um homem no site especializado .

"Que sofrimento, eu até choro de raiva!", acrescentou o homem inscrito sob o pseudônimo 'Empático de Lyon', cidade do centro-oeste da França.

Segundo o vice-presidente da AVA, muitos assexuados formam casais com pessoas com a mesma condição.

Em 2004, um professor canadense da Brock University, Anthony Bogaert, estimou que os assexuados representam 1% da população mundial.

E a Comunidade de Visibilidade e Educação Sexual (Asexual Visibility and Education Network - AVEN), fundada em 2001 pelo americano David Jay, indica que possui 70.000 membros no mundo.

Bogaert também estima que esta comunidade sofre discriminações. "A média dos heterossexuais sente por eles menos consideração do que pelos gays e lésbicas", assinala.

O termo assexuado começou a ser conhecido no final dos anos 90 graças à internet e seus fóruns especializados.

Em 2010, foi realizada nos Estados Unidos uma semana dedicada aos assexuados, com ações de sensibilização.

Os organizadores do primeiro Dia da Assexualidade na França estão dispostos a realizar iniciativas modestas, como o envio de poemas ao site.

fonte: G1

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