segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Segundo o Censo, 47% dos casais homossexuais se declaram católicos

Pela primeira vez na história, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) pesquisou o número de casais homossexuais que dividem uma residência. O número já havia sido revelado: são cerca de 60 mil no País. O que o Censo 2010 ainda não havia mostrado e o instituto divulgou nesta quarta-feira é que quase metade destes casais têm uma religião. E logo uma que condena este tipo de comportamento.

Quarenta e sete por cento dos casais homossexuais que dividem o mesmo teto se declaram católicos - 20,4% não tem religião. "É um dado bastante surpreendente, quando a gente percebe que a maioria dos casais em união consensual declara não ter religião. Entre os homossexuais esta taxa é maior", declarou o pesquisador Leonardo Queiroz Athias, do IBGE.

É uma estatística que vai de encontro ao que costuma ocorrer nas uniões consensuais - quando o casal opta por "não oficializar" o casamento nem no civil nem no religioso -, que é como 99,6% dos homossexuais declaram a relação. Entre os casais em geral que mantêm este tipo de união, 59,9% afirmam não ter religião. Dos casais que optam pela união consensual, 37,5% são católicos.

O Censo 2010 percebeu que as uniões consensuais são mais frequentes entre pessoas até 39 anos de idade e têm crescido, enquanto os matrimônios têm diminuído. No Censo de 2000, 28,6% das uniões eram consensuais. Em 2010, este número passou para 36,4%. Já o casamento civil e religioso passou de 49,4% dos casos há 12 anos atrás para 42,9% no último levantamento do IBGE.

"Esses números têm a ver com os modos atuais. Hoje em dia a união consensual é mais aceita pela sociedade. Por outro lado, as pessoas também podem esperar mais tempo para casar. Primeiro estão procurando viver novas experiências, fazer uma série de coisas, viajar e trabalhar, por exemplo, e depois pensa em casar", destacou Athias.

A distribuição por sexo das pessoas em uniões homossexuais mostrou que 53,8% delas são entre mulheres e 46,2% entre homens. Cerca de 25% das pessoas neste tipo de união declararam possuir curso superior completo. O Sudeste concentra 52,6% das uniões homoafetivas, e o Nordeste 20,1%. O Sul concentra 13% dos casais homossexuais, enquanto o Centro-Oeste tem 8,4% e o Norte, 5,9%.

fonte: Cena G

Marta Suplicy cria Comitê de Cultura LGBT no ministério

Ações visam combater a homofobia e promover direitos humanos, segundo texto publicado hoje no Diário Oficial da União

Marta Suplicy ministraA ministra da Cultura Marta Suplicy (PT) criou o Comitê Técnico de Cultura para Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transexuais (LGBT). A decisão foi publicada hoje (12) no Diário Oficial da União. Ao comitê competirá “apresentar subsídios técnicos e políticos para apoiar a implementação de políticas culturais voltadas para a população LGBT e demais grupos da diversidade sexual.”

Segundo a publicação, o foco do Comitê serão ações que fomentam e valorizam manifestações e expressões artísticas do grupo, sempre visando o combate ao preconceito e à homofobia. Além disso, será estimulada a produção de conhecimento sobre a cultura LGBT.

“Queremos deixar claro para a sociedade que há uma cultura produzida por este grupo e que a cultura é também um meio de combate à homofobia”, explica Thais Werneck,  da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SCDC/MinC). 

Segundo ela, a pasta vem trabalhando em ações com o segmento LGBT desde 2004, quando foi criado o programa Brasil Sem Homofobia, com o objetivo de promover os direitos humanos do grupo. “Já tínhamos ações voltadas para a valorização e o fomento à cultura do segmento”. 

Coordenado pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), o principal eixo do Brasil Sem Homofobia é o apoio a projetos de fortalecimento de instituições não-governamentais que atuam na promoção da cidadania LGBT e no combate à homofobia.

Foi por uma solicitação do próprio movimento LGBT, que reivindicou junto ao MinC a criação de um grupo técnico de especialistas, que o Comitê foi criado. Thais ressalta que as ações serão pensadas em conjunto com a sociedade. 

Entre os integrantes do Comitê, além de pessoas ligadas ao próprio MinC e à Presidência da República, serão indicados dois representantes do meio acadêmico que tenham como foco de estudo a cultura LGBT e cinco representantes da sociedade de notório conhecimento e atuação na área.

A indicação destes representantes será feita via chamada pública, que deve ser publicada no Diário Oficial da União ainda nesta semana. “Após prazo para as inscrições, a SCDC/MinC irá analisar os currículos e indicar os nomes para a ministra”, explica Thais.

Para o Ministério, o universo LGBT tem um modo próprio de se expressar artisticamente. "A cultura é o modo de ver e de se comportar diante do mundo”, afirma Thais. A parada do orgulho LGBT, que acontece anualmente em algumas cidades do país, como São Paulo, Juiz de Fora e Brasília, está entre uma das iniciativas apoiadas pelo MinC.

Entre os 16 integrantes do Comitê serão convidados representantes da Secretaria da Cidadania e da Diversidade Cultural do Ministério da Cultura (SCDC/MinC), da Secretaria de Políticas Culturais do Ministério da Cultura (SPC/MinC), da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (SDH/PR), da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República (SEPPIR/PR), da Secretaria de Política para as Mulheres da Presidência da República (SPM/PR) e da Secretaria Nacional de Juventude da Presidência da República (SNJ/PR).

Também irá compor o Comitê um representante do Conselho Nacional de Combate à Discriminação e Promoção dos Direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República (CNCD-LGBT), além dos representantes da sociedade.

fonte: Rede Brasil Atual

Robert Pattinson diz que só faria continuação de Crepúsculo se seu personagem fosse gay

Robert PattinsonEm entrevista para o programa de Ellen DeGeneres, o galã Robert Pattinson declarou, em tom de brincadeira, que só faria uma continuação da série Crepúsculo se seu personagem, o vampiro Edward, fosse gay.

“Só se tivesse uma espécie de invasão alienígena ou tipo a série ‘Will and Grace’ e Edward virasse gay”, brincou o ator.

fonte: MixBrasil

Ator de pornô gay entra para o reality show do UFC

Dakota CochraneA 15ª. temporada do reality show The Ultimate Figther nos Estados Unidos (o mesmo que a Globo exibiu neste ano) vai contar com um participante que já fez filme pornô gay. O loiro lindo Dakota Cochrane já trabalhou como ator de filmes pornográficos gay da Sean Cody. Ele 16 filmes sob o pseudônimo de Danny. O gato diz, agora, que abandonou faz tempo sua vida de ator pornô e que só trabalhou na área pela grana (e que não é gay, of course) mas que se fosse gay, não teria problema em admitir.

Dakota Cochrane 02Dana White, o poderoso dono do UFC, disse recentemente que “deva existir gays” no UFC e que gostaria que eles se assumissem. “Digo agora mesmo: se tivesse um lutador gay no UFC, queria muito que ele se revelasse. Não poderia me importar menos para este fato. Provavelmente existe e existe mais de um . Quer dizer, é 2012, me dê um tempo”, afirmou. A gente também conta com isso.

fonte: MixBrasil

Cacá Diegues fará documentário sobre a vida dos gays nas favelas

Cacá DieguesO cineasta Cacá Diegues vai realizar mais um filme da série 5X. Em 1962, um grupo de cineastas, formado por Miguel Borges, Joaquim Pedro de Andrade, Cacá Diegues, Marcos Farias e Leon Hirszman, realizaram uma incursão coletiva em favelas. O trabalho deu origem a cinco curta-metragens e o filme "Cinco Vezes Favela", que marcou o cinema novo no Brasil.

Em 2010, foi a vez do "5X Favela, Agora Por Nós Mesmos", filme no qual Cacá coordenou o trabalho de cinco jovens cineastas dos morros.  Agora, em 2012, foi a vez do "5X Pacificação", que mostra diferentes visões do processo de implementação das Unidades de Polícia Pacificadoras no Rio.

Para o próximo filme da série. O diretor adiantou que o foco centro serão os gays que vivem nos morros e nasceram nas comunidades. As gravações do "Favela Gay" terão início no próximo ano.

"O Rodrigo Felha (um dos diretores descoberto pela Central Única das Favelas) me propôs um projeto de uma originalidade fantástica: fazer o terceiro filme da série com o tema 'Favela gay'. Já batemos o martelo e vamos começar a gravar no início do próximo ano. Queremos retratar a vida dos gays que vivem nos morros, mas homofobia existe em todo lugar", disse Cacá em entrevista ao colunista Bruno Astuto, da revista "Época".

fonte: A Capa

James Franco curtiu a noite de São Paulo em boate gay

Ator curtiu a noite em boate gay. Soltinho, soltinho...

James Franco 02James Franco caiu na noite paulistana neste domingo (11.11). O ator, que está no Brasil a convite da Gucci para a inauguração a flagship da label no Shopping Cidade Jardim, resolveu aproveitar o dia de folga na noite da pauliceia desvairada. Seu destino? A Lôca, famosa boate paulista LGBT localizada na Frei Caneca.

Quem o viu por lá jurou que Franco estava soltinho, soltinho, na companhia de alguns rapazes. Aê, Franco!

fonte: RG

Lady Gaga mostra em São Paulo por que seu discurso pró-gay não é ultrapassado

por James Cimino

Lady Gaga tour São pauloMesmo com alguns setores vazios, a popstar Lady Gaga chegou a São Paulo com sua "Born This Way Ball Tour" disposta a botar as 50 mil pessoas presentes ao estádio do Morumbi (10 mil a mais que no Rio de Janeiro) para "just dance".

Não apenas, claro. Com o eco de sua legião de "little monsters", apelido com que a cantora chama seus fãs, Gaga como sempre pregou contra o bullying e a favor da igualdade de gêneros por meio de performances eletrizantes como a da faixa título de seu show.

"Born this Way", a canção cuja base musical bebe nas fontes de "Express Yourself" de Madonna, mostra Gaga nascendo de uma vagina inflável. Os fãs deliram, pulam e cantam cada verso a plenos pulmões. Ok. Todo mundo já sabe que Madonna foi pioneira nesse aspecto, mas por  mais que o tema pareça batido, ao ver o público presente ao show é possível entender a importância que a "mother monster" tem para uma geração que ainda hoje sofre com a violência gerada pela intolerância.

Claro que isso tudo tem muito pouco a ver com música. Mas Lady Gaga não é só discurso. O poder de performance da americana se dá quando ela mostra sua superioridade vocal em hits como "Judas", o hino "Bad Romance" e as divettidas "Just Dance" e "Telephone".

Carismática com sua platéia fiel, Gaga conversa, diz que ama São Paulo e elogia a roupa de uma das presentes: "Nice fit, bitch!" ("Bela roupa, vadia!").

No segundo bloco, depois de entrar em cena montada em uma motocicleta cenográfica, com uma bailarina simulando sexo sobre si, Gaga diz que não dá a mínima para o que dizem dela. A fim do discurso, mostra a bunda, já sem grande parte das celulites que se espalharam como viral pela internet.

O público joga presentes no palco o tempo todo, mas ela não se irrita. Senta-se e abre alguns. Ganha um colar, uma pulseira. Depois abre um caixa e lê um bilhete escrito por cinco de seus fãs. Junto a isso, outro colar. Simpática, os convida a visitar o backstage, não sem antes trazer três deles ao palco para acompanhá-la durante a execução de "Hair".

Era tudo que eles queriam. Atenção de seu ídolo e sentir que pelo menos por uma noite eles não são discriminados pelo que são. Que há um território onde ser um "alien" é a regra.

E não parece ser fingimento de popstar. Em meio a toda a confusão de presentes, alguém lhe acerta com outro embrulho na cabeça. O público ensaia uma vaia, mas Gaga, muito fofa, pede que não façam isso. "Eu estou bem."

E segue por seu assombroso castelo arrancando lágrimas no excelente número de rock "You and Ï" e na latina "Americano", em que aparece com seu icônico vestido de carne, pendurada em meio a peças de um açougue.

Embora a produção possa ser meio kitch, meio caótica, Madonna não precisa se preocupar. Gaga não é ela. Só meio parecida. E essa semelhança nem parece ser por plágio, apenas é fruto de um tempo em que ainda se faz necessário defender o direito à diferença.

fonte: UOL

domingo, 11 de novembro de 2012

Em livro, pai narra luta para fazer o filho aceitar a própria homossexualidade

John Schwartz enxerga o sofrimento do filho depois de uma tentativa de suicídio e lança livro sobre o difícil caminho que o garoto percorreu para se aceitar

Oddly NormalJeanne Mixon, esposa do jornalista do New York Times John Schwartz, entrou em casa uma tarde para encontrar o filho de 13 anos, Joe, incoerente, de “olhos esbugalhados” e nu no banheiro. Frascos de comprimidos estavam espalhados pelo chão e havia uma faca dentro da banheira. Joe tentou se matar.

A cena – um pesadelo para todos os pais - abre o livro de memórias de John Schwartz, “Oddly Normal: One Family’s Struggle to Help Their Teenage Son Come to Terms With His Sexuality”(ainda sem título em português, mas que pode ser traduzido como ‘Estranhamente normal: a luta de uma família para ajudar seu filho adolescente a aceitar sua sexualidade’).

A publicação é um relato emocionante do aprendizado de Joe para conseguir aceitar sua sexualidade, assim como o esforço de seus pais para protegê-lo da homofobia e ajudá-lo a suportar um sistema escolar que continua a marginalizar crianças que precisam de compreensão.

Schwartz está no trabalho quando Jeanne liga para lhe dizer que o filho tentou se matar. Ele corre para o hospital, onde se senta ao lado da cama de Joe, implorando ao filho que beba uma solução que neutralizará o efeito das drogas ingeridas. É possível sentir sua angústia quando ele tenta persuadir o filho: “vamos, Joseph. Mais um gole. Vamos. Um golinho mais apenas."

Anos antes, o casal já tinha reparado na paixão de Joe por seus “lindos” brinquedos, como ele mesmo definia, e suas bonecas. John e Jeanne sabiam que seu filho era gay. Ao contrário de muitos pais, eles estavam ansiosos para ver o menino sair do armário e se assumir. 

Drogas poderosas
Mas mesmo pais compreensivos como os da família Schwartz não poderiam proteger seu filho da implacável experiência escolar, nem de si mesmo. O livro conta um episódio quando Joe, sentindo-se mais corajoso depois de assumir sua homossexualidade, repreendeu um grupo de meninos sobre a forma que eles classificavam as meninas. Ele passou a classificar os meninos também: "você é nota sete. Você é nota cinco.” À medida que os meninos iam ficando desconfortáveis, Joe zombava de todos e os desafiava: “os garotos estão com medinho do menino gay?", perguntava.

As crianças contaram o que aconteceu para um conselheiro da escola e a história se espalhou deixando Joe deprimido. Horas mais tarde, ele engoliu mais de duas dezenas de cápsulas de Benadryl(anti-histamínico vendido em farmácia). “Se tivéssemos mantido drogas mais poderosas em casa, poderíamos ter perdido nosso filho”, escreve Schwartz.

Adolescentes LGBT
Schwartz relata que as estatísticas sobre adolescentes gays que cometem suicídio, ou pelo menos tentaram, “são obscuras”, mas sua análise o leva a concluir que uma investigação melhor sobre o assunto acabará mostrando uma taxa substancialmente mais elevada de suicídio e uma maior incidência de pensamentos suicidas entre os adolescentes LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e travestis) do que na população em geral.

Muitos adolescentes gays tiraram as próprias vidas, incluindo Tyler Clementi, o estudante americano que pulou da ponte George Washington depois de saber que um colega de quarto colocou na internet imagens dele beijando outro homem e enviou mensagens no Twitter incentivando outros estudantes a assistirem a cena.

Schwartz ainda ressalta que a intimidação ostensiva não é o único tipo de bullying que afeta crianças gays. De acordo com uma pesquisa, cerca de 90% dos estudantes gays disseram ter ouvido a palavra “gay” sendo usada de forma pejorativa e 72% relataram ter ouvido palavras homofóbicas como “bicha”. O resultado, Schwartz escreve, “são filhos gays que podem carregar um valentão internamente que os faz se sentir miserável, não importando se tem ou não alguém mexendo com eles pessoalmente.”

Transtornos psiquiátricos
A tentativa de suicídio de Joe parecia uma reação ao ostracismo na escola, mas Schwartz tem o cuidado de não aceitar explicações muito simples diante da profundidade do desespero de seu filho. Joe foi ridicularizado durante boa parte de sua infância porque ele era diferente, e não só por ser desajeitado em esportes e efeminado. Ele também era dado a explosões de raiva dirigidas a outras crianças e professores. Além disso, há indícios de que ele poderia ter tido um ou mais transtornos psiquiátricos.

Schwartz também olha para si mesmo e descreve suas próprias falhas como pai. Ele narra dolorosamente os erros que ele e a mulher cometeram, incluindo as tentativas anteriores de suicídio de Joe que nunca foram percebidas pelos pais. Scwartz conta que uma vez chegou a aceitar as desculpas do filho quando encontrou sinais de que Joe poderia ter tentado estrangular a si mesmo. Schwartz escreve: “a esta altura você pode estar pensando que éramos cegos. Em retrospecto, a única resposta que eu posso dar é ‘sim, é basicamente isso’”.

É claro que a leveza que permeia a história deste pai, que tentou desesperadamente ajudar o filho homossexual, só é possível porque a tentativa de suicídio de Joe não se concretizou - ao contrário de muitos outros, incluindo o caso de Tyler Clementi.

fonte: iG

Vaticano promete combater casamento gay após vitória nos Estados Unidos e Europa

O Vaticano, reagindo a fortes conquistas para o casamento gay nos Estados Unidos e na Europa, prometeu no sábado nunca parar de lutar contra as tentativas de "apagar" o papel privilegiado do casamento heterossexual, que descreveu como sendo "uma conquista da civilização".

Pelo segundo dia consecutivo, a mídia do Vaticano publicou editoriais contundentes declarando a inequívoca oposição da Igreja Católica Romana.

"Está claro que nos países ocidentais há uma tendência disseminada de modificar a visão clássica do casamento entre um homem e uma mulher, ou então de renunciar a ela, apagando seu reconhecimento legal específico e privilegiado em comparação a outras formas de união", disse o padre Federico Lombardi em um duro editorial na Rádio Vaticano.

Eleitores nos Estados norte-americanos de Maryland, Maine e Washington aprovaram o casamento entre pessoas do mesmo sexo na terça-feira, a primeira vez que os direitos matrimoniais foram estendidos a casais do mesmo sexo por voto popular.

O editorial de Lombardi na Rádio Vaticano, que é transmitida para o mundo todo em cerca de 30 línguas, descreveu os votos como míopes, afirmando que "a lógica deles não pode ter uma percepção de longo alcance pelo bem comum".

Lombardi, que também é o principal porta-voz do Vaticano e diretor da Rádio Vaticano e da Televisão do Vaticano, disse ser "conhecimento público" que o "casamento monogâmico entre um homem e uma mulher é uma conquista da civilização".

fonte: Estadão

sábado, 10 de novembro de 2012

“Sei como é caro comprar ingresso no meu show”, diz Lady Gaga ao abrir turnê no Brasil

A forte chuva que caiu no Rio de Janeiro nesta sexta-feira (9) não foi capaz de diminuir a empolgação dos quase 30 mil fãs de Lady Gaga que ocuparam o Parque dos Atletas, zona oeste da cidade, para o primeiro show que a cantora norte-americana fez no país. A turnê "Born This Way Ball" passará ainda por São Paulo e Porto Alegre.

Lady Gaga Tour Rio

Comunicativa, Gaga agradeceu a presença do público e admitiu que os ingressos - que chegaram a custar R$ 750 - foram caros. "Sei como é caro comprar ingressos do meu show. Vocês precisaram trabalhar muito, né? Obrigado pela presença de cada um de vocês", disse ela que chegou a cometer deslizes em sua tentativa de soar "carioca". "Eu não falo brasileiro, me desculpem", prosseguiu.

A espécie de ópera pop estrelada por Gaga começou às 22h25 e durou pouco mais de duas horas. Vestida de preto e montada em um cavalo cenográfico, ela apresentou a faixa "Highway Unicorn (Road to Love)", na sequência veio "Government Hooker". O cenário, um enorme castelo, era ocupado pela banda que acompanhou a cantora.

Em seguida, Gaga surgiu no palco para o que seria o seu "nascimento". A artista saiu de uma enorme vagina para delírio da plateia que em coro cantou "Born This Way". Sem se preocupar com a chuva, ela dançou na passarela externa ao palco. Com alguns quilinhos a mais era possível perceber que a rápida coreografia deixou Gaga ofegante.

Famosa por se aliar a campanhas anti-bullying e à favor do casamento gay, Gaga disse ser uma "alien" e não um "homem masculino" ou uma "mulher feminina".

"Rio, eu sou você. Nós compartilhamos a mesma esperança, os mesmos desejos. O Brasil é o futuro", opinou a cantora. Ela ainda ressaltou que "não imaginava encontrar tanto amor na cidade".

Lady Gaga Tour Rio 03

"Visitei uma favela e lá conheci as pessoas mais amáveis do mundo. O Rio se tornou um dos meus lugares favoritos em todo o mundo", elogiou Gaga após cantar o hit "Bad Romance".

Um dos momentos de maior comoção do show foi quando a cantora escolheu três fãs para subirem ao palco. Bastante emocionada, Gaga entoou "Hair" e entre carinhos e lágrimas, garantiu que "nunca havia se sentido tão feliz".

"Sabe quando dizem que um sonho se torna realidade? O meu se tornou nesta noite. A felicidade está no meu rosto. Vocês mudaram a minha vida", agradeceu Gaga.

A apresentação contou ainda com os sucessos "Alejandro" e "Poker Face". "Scheibe" fechou a noite com Gaga mandando beijos para o público ajoelhada no chão. No bis, após tocar no piano "The Edge of Glory", ela convocou sete novos fãs para subirem ao palco e encerrarem o show com "Marry The Night".

Luiz Antonio Lima Neves Junior, um dos contemplados, ainda não acreditava no que tinha acontecido. "Foi incrível, perfeito. Estou muito emocionado, tremendo até agora", disse ele.

Ao longo de toda a apresentação da "Born This Way Ball", Lady Gaga usa aproximadamente 15 figurinos. A maioria inspirada em seus clipes. Estão lá os chapéus de "Just Dance", a máscara de "Bad Romance" e roupa cor da pele usada em "Born This Way".

Lady Gaga Tour Rio 02

Doze bailarinos acompanham Gaga que mostra mais talento vocal do que coreográfico. "Hair", "You and I" e "The Edge of Glory" comprovam o talento da americana como intérprete.

Se em sua vida pública, Gaga chama atenção por figurinos extravagantes, no show, mesmo o vestido de carne ou o sutiã de armas - uma referência clara a Madonna - soam menos imponentes diante da atitude dela em relação aos fãs.

"Rio, eu te amo" e "Brasil, eu te amo" foram frases repetidas à exaustão pela artista. "A Gaga é diferente de todos os artistas porque ela é muito humana, as pessoas acham que ela é estranha, mas na verdade ela só quer mostrar outro ponto de vista", opinou a estudante Alexandra Bugarin, de 16 anos.

Já Beatriz Pecegueiro, de 12 anos, disse que as letras de Gaga "dão força para os diferentes". "A Gaga tem um estilo diferente e apóia o diferente, a diversidade, isso é o mais importante", ressaltou.

fonte: UOL

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...