segunda-feira, 23 de julho de 2012

Minas Gerais: Parada do Orgulho Gay reúne mais de 30 mil pessoas na capital

A multidão carregou uma bandeira gigante com as cores do movimento. Os trios elétricos desfilaram pelas principais ruas de Belo Horizonte. Ao passar entre os prédios, o movimento recebeu o apoio de muitos moradores

Foto SMADCEm Belo Horizonte, o domingo (22) foi de festa e militância na Parada do Orgulho Gay. Shows no palco e festa pelas ruas. "Esse ano eu vim de Cavaleiro do Zodíaco. Queria trazer uma mensagem de paz para todo mundo, respeito e dignidade sempre”, conta um participante.

Muita criatividade para chamar a atenção contra o preconceito. “Nós viemos de predador, contra a homofobia”, conta outro participante.

De acordo com a Polícia Militar, 30 mil pessoas participaram da Parada do Orgulho LGBT, que completou 15 anos na capital mineira. A data foi comemorada com balões e a tradicional valsa de debutante.

A multidão carregou uma bandeira gigante com as cores do movimento. Os trios elétricos desfilaram pelas principais ruas de Belo Horizonte. Ao passar entre os prédios, o movimento recebeu o apoio de muitos moradores.

“Nós queremos uma sociedade que respeite a nossa comunidade LGBT. Nós não somos melhores, nem piores. Somos apenas diferentes e merecemos respeito”, afirma o coordenador da parada, Carlos Magno.

fonte: G1

sábado, 14 de julho de 2012

São Paulo: “Falta coragem para enfrentar a ditadura gay”, dispara o vereador Carlos Apolinário

Autor da proposta de criação do Dia do Orgulho Heterossexual, o vereador evangélico Carlos Apolinário garante que não tem nada contra os homossexuais, só combate o que classifica como privilégios da opção sexual: 'Eles querem ser uma categoria especial de pessoas'

vereador de São Paulo Carlos Apolinário (foto: Veja)Ele figura na lista dos dez brasileiros mais homofóbicos, já propôs a criação do Dia do Orgulho Heteressexual, mas o vereador paulistano Carlos Apolinário, do PMDB, garante que não tem nenhum preconceito contra gays. “O que eu não aceito é alguém querer se esconder atrás de sua opção sexual”, afirma.

Evangélico, Apolinário é um dos apoiadores da Marcha para Jesus, que acontece neste sábado na cidade e é o evento que mais rivaliza com a Parada Gay. Ele recebeu o site de VEJA para explicar, afinal, qual é a sua posição em relação aos homossexuais: “Eu combato os privilégios. O dia em que os gays lutarem por leis que valham tanto para eles quanto para os heterossexuais, eles terão muito mais sucesso.”

Confira os principais trechos da entrevista:

O senhor é homofóbico? De maneira nenhuma. Pode procurar, você não vai encontrar uma única declaração minha em que eu desrespeite a figura humana do gay.

Então por que o senhor está na lista dos dez mais homofóbicos do Brasil? Porque eu combato os excessos deles. Não acho que eu tenha o direito de ir à piscina coletiva do meu prédio, ou a um restaurante, e ficar dando beijos exagerados ou acariciando a minha mulher em público. Se um heterossexual agir dessa maneira, vão chamar a polícia e ele pode ser enquadrado por atentado violento ao pudor. Mas se chamarem a atenção de duas pessoas do mesmo sexo que estejam se beijando excessivamente dentro de um restaurante, por exemplo, eles acusam quem os repreendeu de homofobia.

Os gays não podem demonstrar afeto? Podem, mas dentro do razoável. Se eles chegam de mãos dadas num restaurante, por exemplo, é razoável. O que eu combato é o excesso, que muitas vezes eles adotam não por amor, mas para chocar, confrontar a sociedade, para dizer: ‘vocês têm que nos engolir’. Como diz o Agnaldo Silva, autor de novelas da Globo, o gay no Brasil é folgado. Não é o Apolinário quem está dizendo, é o autor da novela Fina Estampa. E eu concordo com ele, apesar de acreditar que nem todos sejam assim.

Por que o senhor propôs a criação do Dia do Orgulho Heterossexual? Meu objetivo era o de levantar o debate em relação aos privilégios dos gays.

Privilégios? Em geral os gays reclamam de que são perseguidos... Pois eu digo que hoje eles são cada vez mais protegidos. A OAB está fazendo um verdadeiro tratado a favor dos gays, a ONU está preocupada com eles, o mundo está preocupado com os gays.  Parece que vamos ter dois mundos: um antes e outro depois dos gays.

E os casos de violência contra homossexuais? Essa é uma mentira das maiores que tem. Aqui em São Paulo, por exemplo, o único lugar onde tem havido esse problema é na Avenida Paulista, de vez em quando. Mas eu não tenho tomado conhecimento de outros casos em São Paulo ou no Brasil. O que acontece é o seguinte: se você bate o carro e o cidadão do outro automóvel é heterossexual, o máximo que vai acontecer é uma ocorrência da batida; mas se o motorista do outro carro é gay e acontece uma briga, uma discussão, vai sair no jornal “motorista bate em casal de gays”. A briga não aconteceu em função da opção sexual, mas eles transformam nisso.

Os gays se dizem discriminados... Pelo contrário. Eu não conheço um único restaurante em São Paulo que proíba a entrada de gay. Não conheço nenhuma igreja católica, evangélica ou espírita que proíba a entrada de gay. Eu, que sou evangélico, já sofri muito preconceito. Quando era criança, na escola, zombavam de mim. Eu levava a Bíblia escondida dentro da blusa, quando ia para a igreja, para não ser gozado. Eu sei o que é o preconceito. Hoje, vale a pena dizer que é gay. Virou um escudo. Estamos na seguinte situação: se um gay furar a fila no supermercado, é melhor deixar ele lá. Porque se você for brigar, vão dizer que você é homofóbico.

O que o senhor acha da proposta de emenda constitucional do deputado Jean Wyllys, que permite o casamento gay? Se eu estivesse no Congresso, votaria contra. Só que eu vivo em um país democrático. Mesmo que eu seja contrário, se o Congresso aprovar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, vou respeitar a lei. O que não significa que vou passar a ser favorável a isso. São coisas diferentes. Continuarei acreditando que o casamento deve acontecer entre um homem e uma mulher. Mas mesmo sendo contrário, eu respeito, se essa for a vontade da sociedade. E isso nós não sabemos, porque o casamento foi autorizado pelo Supremo Tribunal Federal e não pelo Congresso Nacional.

O STF não tem poder para decidir a questão? Na minha opinião, não. Essa matéria deveria ser discutida por deputados e senadores e, uma vez aprovada, teria de ser sancionada pela presidente da República. São etapas necessárias para que a sociedade amadureça a ideia. Ao decidir daquela forma, o Supremo legislou no lugar do Congresso e isso é errado.

Por que o STF assumiu o papel do Congresso Nacional nessa questão? Porque o STF está sendo acionado pelos gays para se pronunciar. Eles têm pressa, querem acelerar esse processo. A maioria do Congresso Nacional, hoje, não quer o casamento entre pessoas do mesmo sexo, nem aceita a adoção de crianças por casais de homossexuais. Só que os gays querem enfiar isso tudo goela abaixo do Congresso e da sociedade. Os gays precisam aprender a conviver com quem não concorda com eles. Eles têm de se acostumar ao fato de existirem pessoas que continuarão contrárias ao casamento gay, mesmo que ele seja aprovado. É um direito individual, e a democracia me dá o direito de me expressar. Mas eles não aceitam isso. Eles querem a lei da mordaça, querem ser uma categoria especial de pessoas. E é contra isso que eu luto. Se ninguém falar nada, vai chegar o tempo em que os jornais não poderão mais fazer reportagens sobre os gays porque a lei vai proibir. Eles querem calar a sociedade e ninguém tem coragem de enfrentá-los.

fonte: Veja.com

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Itália: Manual para Polícia Militar associa gay à necrofilia e ao incesto

Texto foi modificado após sofrer críticas por organizações dos direitos dos homossexuais

Um manual polêmico, que indicava que o homossexualismo seria uma “degeneração” comparável a zoofilia, a necrofilia e ao incesto, foi rapidamente modificado pela Polícia Militar depois de sofrer críticas por organizações dos direitos dos homossexuais na Itália. O parágrafo foi retirado do manual da Escola de Carabineiros, datado de dezembro de 2011, e destinado a preparar os exames para aspirantes a ajudantes de marechais. “Tratava-se de material erroneamente incluído num texto antiquado e já revisto” explicou dias depois um comunicado da Polícia Militar.

Para o comandante Leonardo Gallitellu, comandante dos carabineiros, “foi um infeliz mal entendido”. O texto foi descoberto pelo jornal italiano “Corriere della Sera”. Aprovado pelo coronel Pasquale Santoro, o manual foi usado pelos candidatos que se apresentaram no fim de junho ao exame.

O resumo do texto que foi retirado indicava os passos que um bom ajudante deve seguir para completar os dados de delinquentes, detentos em prisão domiciliar, membros do crime organizado, invasores ou pessoas socialmente perigosas. No manual, os aspirantes ao posto eram lembrados de que é importante definir as doenças mentais dos indivíduos e concretamente suas degenerações sexuais, porque “o instinto sexual faz parte ativa da formação do caráter e do desenvolvimento das atividades individuais”.

O conteúdo do exame gerou fortes críticas na comunidade gay italiana. Para a a deputada Paola Concia, membro do Partido Democrata, as observações no texto podem ser classificadas como “homofobia de Estado”.

- É vergonhoso. Tenho de conter minha raiva, mas me custa muito. Os que teriam que nos defender, são os mesmos que afirmam que a homossexualidade é como zoofilia, uma perversão. Com isso, se alguém agredir a um gay é porque ele merece - afirmou a deputada, lésbica assumida, ao jornal espanhol “El Mundo”.

fonte: O Globo

Rio Grande do Sul: Primeiro casamento gay agita cidade na Grande Porto Alegre

foto: reprodução Facebook/Lado AO corretor de imóveis Christopher Allves, 21, e o técnico em enfermagem Ricardo Caldeira, 39, se uniram em matrimônio na manhã desta sexta-feira 13 em Guaíba, Rio Grande do Sul.  Os gaúchos se conheceram por meio de amigos em comum e viviam juntos há um ano. A cerimômia de casamento civil foi realizada às 10h da manhã de hoje no Cartório de Registros Civil de Guaíba.

Segundo Caldeira, foi amor a primeira vista e oito dias depois eles já estavam trocando alianças. “Temos muito orgulho de fazer parte desta conquista”, afirmou o mais novo homem casado de Guaíba que saiu da capital para viver com seu companheiro guaibense. O amigo que os apresentou foi padrinho de casamento do casal.

“Eu acho quem em Guaíba tem menos preconceito do que Porto Alegre, a gente anda aqui junto e nos sentimos seguros”, revela o casal que teve que assinar o livro do cartório citando “ele” para Allves e “ela” para Caldeira. O fato é comum no Rio Grande do Sul, que mesmo realizando as uniões do mesmo sexo, como manda decisão do Supremo Tribunal Federal de maio do ano passado, não encontram bom senso em realizar a cerimônia referindo-se aos dois cônjuges no masculino e nem uma lei nova para alterar os formulários oficiais.

O casal sai hoje em Lua de Mel e amanhã comemora com amigos em um pub de Guaíba o casamento inédito na cidade.

fonte: Lado A

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Inglaterra: Pai gay briga na Justiça pela guarda de criança com casal de lésbicas

Antes da criança nascer, doador de sêmen concordou em não manter contato com o filho do casal

Está ocorrendo na Grâ-Bretanha uma batalha judicial pela guarda de um menino, de dois anos, que tem duas mães e um pai.

A mãe biológica fez um “pacto” com o pai, antes da criança nascer, de que ela e sua companheira seriam as mães e que ele teria contato limitado com o garoto. Após o nascimento da criança, o pai entrou na justiça pedindo o direito de ver o menino e que ele durma ocasionalmente na sua casa, assim como também passe férias. Relação parecida com a de casais divorciados com filhos.

De acordo com o advogado das mães, Charles Howard, elas dizem ter planejado juntas sua família e se soubessem que o pai tomaria essa posição teriam optado por um doador de sêmen desconhecido.

“Apesar de sua sexualidade e de elas aceitarem que, nesse sentido, elas são uma família alternativa, a mãe e sua parceira têm visões muito tradicionais sobre a vida familiar e nunca escolheriam colocar uma criança em outra situação que não uma família intacta, com apenas dois responsáveis”, disse Howard.

O caso segue em julgamento em Londres.

fonte: Dykerama

Pastor presbiteriano compara perseguição de evangélicos à gays ao nazismo

pastor Alexandre CabralO pastor e teólogo presbiteriano Alexandre Cabral comparou a perseguição de lideranças evangélicas aos gays ao nazismo, que, aliás, disse, teve vínculos profundos com o cristianismo.

“Isso é um absurdo”, afirmou. Porque, disse, o Brasil é um país de cultura pluralista cuja Constituição é laica. “E os homossexuais não estão tendo o direito de viverem de maneira laica, no Estado laico.”

Em entrevista ao programa Conexão Jornalismo, transmitido pela internet, ele lamentou que lideranças evangélicas estejam usando a democracia para “legislar não em nome do povo, mas contra o povo, contra a pluralidade". “O país tem de frear esse movimento que se assemelha ao nazismo.”

O pastor reconheceu que o cristianismo nunca soube lidar com a sexualidade, corporeidade, prazer e sedução, o que explica a sua sexofobia. “Tudo isso sempre foi muito problemático na história do cristianismo.”

Para contornar essa limitação, disse o pastor, o cristianismo defende o casamento e o sexo apenas com a função de procriar.

Ocorre que o relacionamento homossexual não permite essa sublimação, afirmou, colocando em xeque, portanto, toda a moralidade cristã, ao mesmo tempo em que a contemporaneidade liberou o prazer sexual, com o advento dos contraceptivos. E essa liberação proporciona a busca do prazer pelo prazer, “independentemente da vontade divina e da sacramentalização da família”.

Cabral argumentou que o ápice do cristianismo são as revelações de Jesus, e nas quais não há nada que condene a homossexualidade.

Por isso ele criticou os pastores que fazem uma leitura seletiva da Bíblia com o objetivo de perseguir os homossexuais. Argumentou que nem tudo o que está Bíblica deve ser seguido, como matar quem não usa barba ou quem come crustáceos ou ainda manter a mulher confinada em seu período de menstruação.
“Não me consta que haja pastor que faça isso com a sua mulher.”

“Esses trechos da Bíblia estão justamente ao lado dos trechos que faltam contra a homossexualidade.”

O pastor afirmou que não entende como uma pessoa que, por causa da homossexualidade, persegue amigos, filhos e parentes pode dizer que tem uma profunda fé em Cristo.

“Esses evangélicos são intolerantes”, disse, “porque querem impor a sua tradição religiosa a todos, em um país plural e democrático”

Veja o vídeo com a entrevista com o pastor presbiteriano:

www.conexaojornalismo.com.br

fonte: O Girassol

Rússia: Ativistas são presos por fazerem “propaganda homossexual”

As coisas não andam bem na “mãe Rússia”, que, cada vez mais, dá provas de que está se tornando madrasta. No último final de semana, oito ativistas de direitos gays foram presos em São Petersburgo por tentarem fazer comícios alusivos ao Orgulho Gay. Três deles foram presos em um parque e os outros cinco, mais tarde, no complexo de Smolny.

Em março deste ano, a cidade russa aprovou uma lei que proíbe a “propaganda homossexual”. Os comícios foram uma tentativa de protestar justamente contra essa lei, que já existe em outras três cidades do país, mas, segundo relatos, apenas nove pessoas compareceram para se juntar à manifestação. Os ativistas conseguiram uma autorização para o evento, que, no entanto, foi revogada no último minuto.

Atualmente, S. Petersburgo pune a “propaganda gay” com multas que vão de 5 mil, para pessoas comuns, a 50 mil rublos (moeda local), para titulares de cargos públicos. As multas são multiplicadas por 10 em caso de pessoas jurídicas.

fonte: A Capa

Índia: Governo compra cartas que podem indicar homossexualidade de Gandhi

Mahatma Gandhi 2Uma conta de US$ 1,28 milhão. Foi o que desembolsou o governo da Índia para obter um arquivo de correspondências trocadas entre o líder Mahatma Gandhi e seu amigo Hermann Kallenbach. O acerto contém cartas que podem indicar se Gandhi teve ou não um amante do mesmo sexo.

No ano passado, a biografia Mahatma Gandhi e Sua Luta com a Índia, escrita por Joseph Lelyveld, incluiu passagens que alguns leitores interpretaram como sugestões de que Gandhi e Kallenbach, um arquiteto judeu alemão que se tornou próximo dele durante o período em que os dois moraram na África do Sul, eram mais do que amigos - o que irritou muitos indianos, incluindo políticos e parentes do líder.

O livro chegou a ser proibido no estado natal de Gandhi, Gujarat, já que a sugestão de que o pai da pátria pudesse ser gay, algo que Lelyveld nega, é considerada uma blasfêmia.

Com o anúncio da compra pelo governo da Índia na última terça-feira (10), a amizade de Gandhi e Kallenbach volta a ganhar relevância, já que, segundo o próprio governo, o acervo foi adquirido depois que especialistas recomendaram a compra como uma “questão de alta prioridade”.

O arquivo, cujo significado vai além do relacionamento pessoal entre os dois, inclui cerca de 1 mil cartas, documentos e telegramas trocados por eles entre 1905 e 1945, assim como presentes que Gandhi deu a Kallenbach. O acervo, que pertencia a Kallenbach e cuja maior parte não foi publicada, foi colocado à venda pela sobrinha-neta do arquiteto.

Sanjiv Mittal, do Ministério da Cultura indiano, disse que a compra do material não tem nada a ver com a polêmica sobre a sexualidade de Gandhi - e lembrou que o Arquivo Nacional já tem parte da coleção e tão-somente estava ansioso para completá-la. Será?

fonte: A Capa

Chile: Após ataque homofóbico, é promulgada nova Lei Antidiscriminação

Depois da comoção causada por um jovem gay nas mãos de um grupo de supostos neonazistas, o Chile promulgou nesta quinta-feira uma Lei Antidiscriminação, que sanciona os atos arbitrários motivados pelo sexo, raça ou condição social, avançando contra seu tradicional conservadorismo.

A iniciativa foi batizada como “Lei Zamudio”, em homenagem a Daniel Zamudio, um homossexual de 24 anos, que morreu dia 27 de março depois de agonizar durante três semanas. Ele recebeu golpes na cabeça e no corpo, queimaduras com cigarros e marcas de símbolos e slogans nazistas, de um grupo que o atacou por sua condição sexual ao encontrá-lo dormindo bêbado em uma praça.

Sua morte emocionou a sociedade chilena e conseguiu agilizar a tramitação no Congresso desta iniciativa, parada desde 2005 por causa da oposição de legisladores direitistas, e busca abrir caminho para o casamento homossexual, proibido na atual legislação.

“Graças ao sacrifício de Daniel, hoje temos uma nova lei que, estou certo, vai nos permitir enfrentar, prevenir e sancionar as discriminações arbitrárias que causam tanta dor”, disse o presidente chileno Sebastián Piñera, ao assinar a nova lei no palácio do governo.

Estavam presentes na cerimônia representantes das comunidades judaicas, árabes, indígenas, portadores de deficiências e os pais de Daniel Zamudio, entre outros convidados.

“Estou muito orgulhosa de que a lei tenha saído e que tenha seu sobrenome. Meu filho não será esquecido nunca”, disse a mãe de Daniel, Jacqueline Vera.

O novo texto da lei, que define o conceito de discriminação arbitrária como “toda distinção, exclusão ou restrição que careça de justificativa razoável”, é considerada um passo à frente da sociedade chilena, que vai contra seu tradicional conservadorismo, apenas oito anos depois de o país estabelecer o divórcio.

Até 2004, o Chile era um dos últimos países ocidentais que não estabelecia a dissolução do vínculo matrimonial em sua legislação, devido à férrea oposição da Igreja católica, a qual pertence 80% da sociedade chilena.

Em 1999, foi abolida uma regra que punia homossexuais (“a sodomia”) com penas de prisão.

“Este é um bom dia. O Chile é hoje um país melhor país para se viver”, disse Rolando Jiménez, presidente do Movimento de Integração e Libertação Homossexual (Movilh, na sigla em espanhol), que contabiliza 17 mortos e 800 agressões a homossexuais desde 2002, motivados pela orientação sexual.

“Antes, temas como a discriminação simplesmente não apareciam no debate público. Hoje, contudo, a sociedade chilena parece adquirir um status de modernidade. Tudo foi muito rápido, depois de muitos anos de estagnação”, afirmou à AFP o jornalista Oscar Contardo, autor do livro “Raro’, que narra a história da homossexualidade no Chile.

O autor atribui esta transformação ao declínio da influência da Igreja católica depois de notórios escândalos de pedofilia e a uma nova geração educada depois do fim da ditadura de Augusto Pinochet, em 1990.

“A Igreja católica passou, em pouco tempo, de uma das instituições mais reconhecidas a uma das mais questionadas. Tem a ver também com uma nova geração que cresceu na democracia e que teve acesso a mais informações”, explicou Contardo.

O último escândalo na Igreja Católica envolve o prestigioso sacerdote, Cristián Pretch, considerado um símbolo da defesa dos direitos humanos durante a ditadura de Pinochet.

Contudo, no Chile, o aborto não é permitido sob nenhuma circunstância, assim como o matrimônio homossexual, apesar de, há dois anos, ter começado no Parlamento uma iniciativa para regular as uniões de fato.

A nova Lei Antidiscriminação permite que uma pessoa que se sinta discriminada, seja por raça, etnia, nacionalidade, necessidades especiais, condição social, religião ou orientação sexual possa entrar com uma ação contra o agressor. O julgamento deve ser sancionado em 90 dias e as penas são multas que vão de 400 a 4.000 dólares.

As sanções para todo tipo de delitos também se agravam em caso de ser demonstrado que foram motivadas por preconceito e se impõe ao Estado a obrigação de elaborar políticas públicas contra a discriminação.

fonte: AFP

Defesa de Macarrão pode processar advogado de Bruno por caso gay

Bruno e Macarrão (Foto: Lucas Prates/Futura Press)A defesa de Luiz Henrique Romão, o Macarrão, informou nesta quarta-feira que pediu, no Fórum Lafayette, em Belo Horizonte (MG), explicações do advogado do goleiro Bruno Fernandes sobre as afirmações de que Macarrão é homossexual. Rui Pimenta afirmou ao jornal O Estado de S. Paulo que seu cliente tinha um relacionamento amoroso com o amigo, o que Bruno nega, segundo um segundo defensor. Conforme Leonardo Diniz, após as explicações, pode ser proposta ação penal por difamação. Os advogados estudam, ainda, pedir indenização por danos morais.

Na edição desta semana, a revista Veja divulgou uma carta que seria de Bruno a Macarrão. Na correspondência interceptada, Bruno diz ao amigo que, após conversar muito com os advogados, eles chegaram à conclusão de que "a melhor forma para resolvermos isso é usando o plano B". Segundo a revista, o plano A seria negar envolvimento no desaparecimento da ex-amante de Bruno, Eliza Samudio. No plano B, Macarrão assumiria a culpa para livrar o goleiro da cadeia.

Pimenta, no entanto, discordou da interpretação da revista. "Naturalmente, pela masculinidade dele, um gladiador, eu entendo que o relacionamento entre eles existia. Eu levo a carta para esse lado, ele queria terminar essa relação."

Em nota, a Secretaria de Estado de Defesa Social de Minas Gerais informou que "nos registros de correspondências enviadas e recebidas por detentos do Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Nova Contagem, não consta carta escrita pelo preso Bruno Fernandes de Souza ao preso Luiz Henrique Ferreira Romão". Porém, Bruno confirmou a autoria da carta através de Pimenta. Leonardo Diniz afirmou que a defesa e Macarrão desconhecem a existência da carta.

Segundo Diniz, Macarrão ficou "profundamente ofendido" com as informações divulgadas recentemente. Conforme o advogado, os dois romperam a amizade devido a "falácias ditas a esmo" pela defesa de Bruno, que considerou que Macarrão é homossexual e matou Eliza por ciúmes. Na terça, Diniz já havia dito que seu cliente não assumiria o crime.

fonte: Jornal do Brasil

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