sexta-feira, 17 de junho de 2011

Conselho da ONU declara igualdade de direitos para gays

assembleia onuO principal organismo da Organização das Nações Unidas (ONU) para os direitos humanos declarou na sexta-feira que não deve haver discriminação nem violência contra pessoas com base em sua orientação sexual, numa votação considerada histórica pelos países ocidentais, mas rejeitada pelos países islâmicos.

A resolução polêmica marcou a primeira vez que o Conselho de Direitos Humanos reconheceu direitos iguais para lésbicas, gays, bissexuais e transexuais, disseram diplomatas.

O texto, apresentado pela África do Sul, foi aprovado com 23 países a favor, 19 contra, 3 abstenções e uma delegação ausente durante a votação do conselho. A Líbia, que era membro do fórum de Genebra de 47 assentos, foi suspensa em março do conselho.

'Hoje, demos um passo importante adiante em nosso reconhecimento de que os direitos humanos são de fato universais. Reconhecemos que é errada a violência contra uma pessoa por causa de quem ela é', disse a embaixadora norte-americana Eileen Chamberlain Donahoe, elogiando a 'resolução simples, mas histórica'.

'O direito de escolher quem amamos e de compartilhar a vida com aqueles que amamos é sagrado. Além disso, enviamos uma mensagem inequívoca de que cada ser humano merece proteção igual', afirmou ela.

Delegações de países como Paquistão, Arábia Saudita, Barein, Catar e Bangladesh se retiraram da sala para rejeitar a iniciativa.

O embaixador da Mauritânia na ONU em Genebra, xeique Ahmed Ould Zahaf, disse que a questão não está no âmbito de nenhum tratado internacional de direitos humanos.

'Essa questão não tem nada a ver com direitos humanos', disse ele, antes da votação. 'O que encontramos aqui é uma tentativa de mudar o direito natural de um ser humano por um direito não natural. É por isso que exortamos todos os membros a votar contra ela.'

No geral, a homossexualidade é um tabu nos países islâmicos e é considerada uma violação dos valores religiosos e culturais. Os homens homossexuais no Golfo Pérsico são frequentemente presos e condenados à prisão.

fonte: G1

terça-feira, 14 de junho de 2011

Líder da Frente Evangélica questiona número de assassinatos de gays no Brasil e pede investigação

Deputado João Campos, líder dos evangélicos em Brasília, duvida do número de assassinatos de gays

Deputado João CamposOs números de assassinatos de homossexuais que o GGB (Grupo Gay da Bahia) divulga todos os anos estão sendo questionados pelo deputado federal João Campos, do PSDB de Goiás. Ele quer que o ministério da Justiça investigue esses números.

O GGB sempre deixou claro que o levantamento de assassinatos é feito através de notícias publicada sem jornais e sites. Por falta de um número oficial, este número é usado como fonte em todo o Brasil, inclusive pelo governo federal. O deputado João Campos, que é coordenador da Frente Parlamentar Evangélica, duvida dos números que indicam 260 assassinatos motivados por homofobia em 2010.

“Estão dizendo que, em todos os casos de assassinato de homossexuais, a motivação foi a homofobia. Será que é verdade? Qual o perfil dos autores desses assassinatos? São os companheiros ou terceiros? Será que tem alguma motivação relacionada com droga, álcool, prostituição? Será homofobia ou o gay está sendo vítima de violência da mesma forma que o heterossexual?”, questiona João Campos. “Nós precisamos passar essas informações a limpo, para ninguém ser induzido ao erro”, afirmou.

Os números do GGB são usados na maioria das discussões em torno do PLC 122, projeto de lei que pretende criminalizar crimes motivados por homofobia. A Frente Evangélica é bastante contrária ao PLC 122.

Um novo projeto para substituir o PLC 122
A Frente Evangélica quer apoiar um novo projeto, o PL 6418/2005, de autoria do senador Paulo Paim (PT-RS), que tem caráter mais geral e torna inafiançáveis e imprescritíveis crimes de discriminação no mercado de trabalho, de injúria resultante de preconceito e de apologia ao racismo _mas não criminaliza diretamente discursos contra a homossexualidade.

“O PL 122 é flagrantemente inconstitucional. Quando ele propõe a criminalização da homofobia, esse projeto subtrai da sociedade aquilo que é o sustentáculo da democracia: a livre manifestação do pensamento e a inviolabilidade da crença e da consciência”, defendeu João Campos ao site Congresso em Foco. “O nosso encaminhamento é para apoiar um projeto do senador Paim, que caminha nessa mesma direção, mas sem esses vícios de constitucionalidade”, disse.

O deputado João Campos disse, ainda, que a homossexualidade não é normal e que a Frente Evangélica vai se posicionar contra qualquer ampliação de direito para essa parcela da população. Ao Congresso em Foco, João também disse que seus 80 parlamentares filiados não irão negociar nada em relação a união homoafetiva nem a adoção de crianças por casais homossexuais.

Vale lembrar que na semana passada o mesmo deputado propôs uma proposta de decreto que derrubaria a decisão do Supremo que garantiu a união homoafetiva. Mas o presidente da Câmara, deputado Marco Maia, não acatou o pedido.

fonte: MixBrasil

Ministro da Saúde informa que homossexuais podem doar sangue

O Grupo Matizes aproveitou o Dia do Doador de Sangue para fazer um protesto em frente ao Hemopi contra o impedimento de homens gays e bissexuais serem doadores.

Durante o ato, a coordenadora do grupo, Marinalva Santana, recebeu uma ligação do assessor especial do Ministro da Saúde informando que o ministro Alexandre Padilha assinou uma portaria incorporando novos elemento à orientação da Anvisa.

Uma das novidades é que a doação é voluntária e não se pode criar obstáculos, como orientação sexual. A determinação indica ainda que sejam lançados editais para pesquisa sobre a confiabilidade e segurança do sangue doado.

fonte: Cena G

Estados Unidos: Duas mulheres, um negro e um gay são pré-candidatos republicanos

Grupo se apresentou pela 1ª vez ao público dos EUA nesta segunda (13). Eles disputarão primária para escolher quem enfrentará Obama em 2012.

pre candidatos estados unidos

Um negro, duas mulheres e um judeu homossexual: o grupo heterogêneo representa metade dos candidatos republicanos às eleições presidenciais americanas de 2012.

O partido de Ronald Reagan, George W. Bush e John McCain foi representado por muito tempo por homens brancos, experientes. Mas a realidade mudou ante a batalha de 2012 contra o presidente Barack Obama, com a apresentação de um amplo leque de pré-candidatos às primárias republicanas.

Uma das mudanças mais visíveis é a presença de duas políticas, a congressista Michele Bachmann e a ex-governadora do Alasca Sarah Palin - duas figuras do movimento conservador 'Tea Party '-, como protagonistas.

Michele Bachman já anunciou oficialmente a candidatura e participou na segunda-feira em um debate na TV entre republicanos em New Hampshire, enquanto Sarah Palin faz uma viagem por todo o país.

Até hoje, nenhuma mulher chegou à presidência dos Estados Unidos, cargo ocupado atualmente por um negro, que - embora pouco provável - pode ter um adversário negro em 2012.

As pesquisas mais recentes do instituto Gallup mostram Herman Cain, ex-executivo da rede de 'fast food' "Godfather's pizza", como o terceiro colocado entre os republicanos, atrás de Sarah Palin e de Mitt Romney, branco, heterossexual e mórmon.

Mas Herman Cain minimiza o aspecto racial.

"Sou realmente negro?", respondeu, com um sorriso, ao ser questionado pela AFP se era importante para os republicanos ter encontrado um candidato negro.

"Acredito que a maioria das pessoas já superou o tema da raça. O que importa é que sou um conservador afroamericano".

Sem dúvida, os republicanos flexibilizaram o credo do homem protestante branco, mas a tentativa de Fred Karger de ser o primeiro judeu homossexual candidato do Partido Republicano à presidência parece tentar levar a mudança ainda mais longe.

Durante um comício republicano em New Hampshire no fim de semana, o ex-colaborador de Ronald Reagan distribuiu 'frisbees', ao mesmo tempo que convidava os membros do partido a ter mais diversão.

Karger afirmou à AFP que no momento sua estratégia consiste em conseguir participar em um dos debates televisivos para que as pessoas comecem a conhecê-lo, o que o levaria a enfrentar as personalidades políticas mais populares.

A batalha de Karger se revela difícil, como demonstrou rapidamente o público essencialmente branco, mais velho e inflexível, que depois de ouvir seu discurso sobre a luta contra os democratas manifestou desacordo.

Tim Pawlenty, ex-governador de Minnesota e um dos homems brancos e protestantes do campo republicano, foi ovacionado ao se declarar contra o casamento gay.

Mas para Don Holden, analista de segurança informática, somente a presença de Karger já demonstra que o partido mudou de verdade.

"Ele não foi vaiado nem retirado da sala", destacou.

fonte: G1

França: Deputados votam contra legalização de casamento gay

Como esperado pela oposição, deputados franceses vetaram a proposta de legalização do casamento entre homossexuais. O Partido Socialista, no entanto, afirmou que a união gay será uma das principais reformas da legenda se esta ganhar as eleições presidenciais no ano que vem.

Membros da Assembleia Nacional, o equivalente à Câmara no Brasil, rejeitou a medida por 293 votos contra 222. O partido conservador de Nicolas Sarkozy, o UMP, liderou a campanha pelo "não", enquanto socialistas e outros partidos de esquerda apoiaram a criação da lei.

O movimento pró-casamento gay alega que a França precisa estar alinhada com outros países europeus, como Espanha, Portugal e Holanda, onde o casamento homossexual já é legalizado. No início do ano, o tribunal mais alto da França determinaram que leis que proíbem as relações entre pessoas do mesmo sexo não violam a Constituição.

fonte: Extra Online

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Rio de Janeiro: Casal de mulheres são agredidas por taxista

Um casal de lésbicas foi vítima de homofobia após sair de uma festa em Santa Teresa, no Rio de Janeiro.

A publicitária Eliza Shinner, 29 anos, levou um tapa no ouvido esquerdo, dado por um motorista de táxi após sair do carro do agressor de mãos dadas com a namorada. Segundo Eliza, a viagem durou poucos minutos, mas o suficiente para o taxista dar arrancadas e freadas bruscas. A moça contou que o motorista reagiu dessa forma depois que viu as moças se beijando no banco de trás.

Com o tapa que levou, Eliza teve 70% da audição prejudicada. O motorista não foi identificado porque, com a confusão, a placa não foi anotada.

fonte: Cena G

Ministro da Educação garante que kit anti-homofobia será refeito e distribuído ainda em 2011

Fernando HaddadO Ministro da Educação, Fernando Haddad, anunciou que o kit anti-homofobia será refeito a tempo de ser distribuído ainda neste ano para 6 mil escolas brasileiras.

O ministro confirmou que a base do material e os objetivos serão mantidos, mas a elaboração vai ser feita com mais discussões, como havia pedido a presidente Dilma. Depois de pronto, o kit anti-homofobia ainda deve receber o aval da comissão de publicação do Ministério da Educação (MEC) e só depois disso seguir para a aprovação do Governo Federal.

fonte: Cena G

Estados Unidos: TV censura beijo entre Rihanna e Britney Spears

Rihanna beija Britney Spears na boca, mas emissora de TV censura cena

Britney Spears e RihannaA emissora de televisão norte-americana ABC está sendo acusada de ter censurado um beijo lésbico entre as divas gays Rihanna e Britney Spears, que se apresentaram juntinhas no palco da premiação Billboard Music Awards 2011, realizada na noite do último dia 22, em Las Vegas.

Rihanna estava arrasando cantando seu hit “S&M” quando, não mais que de repente, Britney surgiu de dentro do palco para um dueto. Rihanna teria ficado tão feliz com o resultado da apresentação que teria beijado Britney na boca, uma cena que a ABC não mostrou.

Assista a versão que foi ao ar pela rede ABC:

fonte: MixBrasil

Site da ABGLT sofre ataque e exibe mensagem contra a homossexualidade

O site da Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT) sofreu um ataque de hackers na noite de terça-feira e exibiu na seção de notícias um texto cujo título era “Diga não ao homossexualismo”. Postada às 22h14m, a mensagem trazia frases atribuídas à Bíblia:

“Não te deitarás com um homem, como se fosse mulher: isso é toevah (também no grego bdelygma, ambos significam impureza" ou "ofensa ritual"). - Levítico 18:22”, dizia o início do texto.

“(...) as suas mulheres mudaram o uso physiken (natural, usual comum) em outro uso que é para physin (não natural, fora do comum, inusitado). Do mesmo modo também os homens, deixando o uso physiken da mulher, abrasaram-se (sic) em desejos, praticando uns com os outros o que é indecoroso e recebendo em si mesmos a paga que era devida ao seu desregramento" - Apóstolo São Paulo Carta aos Romanos 1:18-32”, afirmava outro trecho da mensagem.

site ABGLT

A ABGLT foi procurada, mas não foi encontrada para comentar o caso.

No mês passado, o site da cantora Preta Gil saiu do ar após a invasão de hackers. Foram dois ataques. No primeiro, foram publicadas mensagens homofóbicas. No segundo, foi postada uma mensagem e um vídeo: "Bolsonaro para presidente do Brasil. O episódio aconteceu depois que a cantora fez uma pergunta, durante o programa “CQC”, da Band, ao deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ). Preta perguntou o que o parlamentar faria se o filho se apaixonasse por uma negra.

- Não vou discutir promiscuidade com quer que seja. Eu não corro esse risco. Os meus filhos foram muito bem educados e não viveram em ambientes como lamentavelmente é o teu - disse Bolsonaro, em resposta à cantora.

fonte: Extra Online

Lea T. abre o jogo: ‘vou sofrer preconceito o resto da vida, mas espero que as próximas gerações não sofram’

Lea T. Blue ManInstalada na suíte presidencial do Copacabana Palace, a modelo transexual brasileira Lea T., filha do ex-jogador de futebol Toninho Cerezo, descansa depois de um dia de fotos para uma campanha, na Praia de Ipanema. Na sessão, usou maiô engana-mamãe e posou para o fotógrafo Terry Richardson, conhecido como o rei da pornografia fashion. Lea é tratada como a grande estrela deste Fashion Rio, onde vai desfilar para a grife de moda praia Blue Man. Será sua primeira vez usando biquíni na passarela. E isso, ela reconhece, é um risco. Embora tenha feito tratamento hormonal, psicológico e psiquiátrico para fazer a mudança de sexo, ela decidiu adiar a cirurgia por estar aceitando melhor seu corpo. Por isso, avisa: vai "esconder" o pênis.

- Descobri uma técnica: puxar tudo para trás e grudar com esparadrapo. Parece que funciona - diz Lea, que fala baixo e devagar. - Espero que as pessoas entendam a proposta. Afinal, eu não sou uma mulher, não sou Gisele Bündchen. As pessoas já exigem o impossível de uma mulher, imagine de uma transexual.

Ao receber o convite para desfilar no Rio, Lea consultou seu melhor amigo e mentor Riccardo Ticsi, estilista da Givenchy. Foi ele quem lançou a modelo transexual no mundo da moda, depois de colocá-la na campanha e na passarela da maison francesa provocando polêmica. Desde então, Lea se transformou em ícone fashion. Posou nua para a "Vogue" francesa e estampou a capa da revista "Love" beijando Kate Moss na boca. Foi Riccardo também quem incentivou a modelo a aceitar a proposta da Blue Man:

- O Riccardo achou simpático e engraçado. E me disse: "O máximo que pode acontecer é aparecer um volume na calcinha. Mas e daí? A gente ri junto depois - conta a modelo, que tem 29 anos e começou a carreira há pouco mais de um ano.

Nascida Leandro Cerezo, ela conta que nunca se sentiu gay e, na verdade, se sente uma mulher num corpo masculino. Quando decidiu ser transexual, adotou o nome Lea T.. Lea vem de Leo. E T. vem de Tisci, sobrenome do estilista da Givenchy, considerado por ela um "irmão". Os dois são amigos há mais de uma década, e ela chegou a trabalhar como assistente dele na maison.

A modelo diz que não se acha bonita, trata sua transexualidade como "distúrbio de gênero" e diz que diariamente sofre preconceito. Certa vez, levou um soco na boca numa boate em Miami ao defender uma amiga que foi tratada "como vagabunda por estar acompanhada de gays". E diz que sofreu muito quando decidiu se tornar uma transexual. Pensou até em se matar. Ela conta que fica irada quando alguma amiga transexual é vítima de homofobia:

- Eu parto pra cima. Não quero nem saber. O povo tem que me segurar porque fico perigosa.

Lea mora em Milão e não pretende investir tudo na carreira de modelo. Na Europa, é contratada da agência Women ("Uma ironia este nome", brinca). No Brasil, integra o casting da Way Models. Seu maior arrependimento foi não ter cursado Veterinária.

Quando recebeu o convite de Tisci para posar para a campanha da Givenchy, aceitou sob a condição de declarar ser transexual. Estava decidida a passar "uma mensagem ao mundo" e ajudar, de alguma forma, as outras transexuais que sofrem preconceito e se veem, muitas vezes, sem espaço no mercado de trabalho e relegadas à prostituição.

- Quero falar de pessoas como eu (transexuais) de uma maneira mais respeitosa. E mostrar também que tenho o apoio da minha família. Sei que vou sofrer preconceito para o resto da vida, mas espero que as próximas gerações não sofram com isso.

Solteira, ela explica que pode se apaixonar tanto por um homem quanto por uma mulher ("Gosto é das pessoas", diz). No Brasil, admira Roberta Close ("Ela calou a boca de muita gente") e Rogéria.

Pioneira ao abrir as portas do segmento fashion para as transexuais, Lea hoje é a pessoa mais famosa de sua família, embora faça questão de citar o pai como o grande ídolo do clã Cerezo. A modelo diz receber apoio em casa e revela que, vez por outra, até eles se confundem:

- Meu pai e minha mãe, às vezes, me chamam de Leo.

fonte: O Globo

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