segunda-feira, 3 de junho de 2013

Estados Unidos: Pivô Roy Hibbert, dos Pacers, se desculpa por declaração ofensiva aos gays

Em coletiva após jogo 6 contra o Heat, pivô disse que sua marcação sobre Lebron James "não foi homo"; jogador foi multado em 75 mil dólares

Roy HibbertO pivô Roy Hibbert, do Indiana Pacers, se desculpou neste domingo pelas declarações dadas na entrevista coletiva após a vitória de seu time sobre o Miami Heat, no sexto jogo da final da Conferência Leste da NBA, na noite de sábado. Perguntado sobre a marcação sobre LeBron James na partida em Indianápolis, Hibbert concluiu a resposta  qualificando sua atuação como "não homo". O armador também xingou os jornalistas após ser questionado sobre a baixa votação para melhor defensor do ano. Foi multado em US$ 75 mil (R$ 150 mil dólares).

Jason Collins, pivô do Washintgon Wizard que em abril assumiu sua homossexualidade, mandou um recado para Hibbert pelo twitter: "Gostaria de discutir alguma coisa contigo". O pedido de desculpas foi publicado no site da franquia. Nele, Hibbert admite que suas palavras foram desrespeitosas e ofensivas, e que não refletem o seu ponto de vista: "a linguagem que eu usei definitivamente não é própria em um fórum público, especialmente ao vivo na televisão".  

O confronto decisivo entre Miami Heat e Indiana Pacers será nesta segunda-feira. Em Miami, às 21h30m (de Brasília), o Heat tentará fazer valer o mando de quadra e impedir que os Pacers consigam repetir o campeonato de 2000, quando conquistaram seu único título no Leste.

fonte: globoesporte.com

Daniela Mercury estrela 1º beijo gay exibido em horário nobre na Globo

por Tony Goes

Daniela Mercury beijo gayPela primeira vez em 17 anos, a Parada do Orgulho LGBT de São Paulo teve uma protagonista absoluta. A edição de 2013 será lembrada como "o ano de Daniela Mercury".

A cantora baiana foi a grande atração do terceiro carro do desfile, patrocinado pelo governo da Bahia. Só apareceu quando o cortejo já descia a rua da Consolação: quem estava na avenida Paulista não a viu.

Mas não decepcionou. Cantou, discursou, apresentou a namorada Malu Verçosa. E tacou fogo no público, que insistia em pular apesar do frio e da chuva fina.

Foi a estreia de Daniela em eventos desse tipo, e ela já chegou arrasando. Nada mau para alguém que, há menos de dois meses, nem era associada à luta pelos direitos dos homossexuais.

A saída do armário de Daniela foi de uma simplicidade desconcertante. Ela apenas postou fotos no Instagram ao lado de sua futura esposa. Virou notícia no "Jornal Nacional", capa das principais revistas brasileiras e musa da campanha pelo casamento gay.

Também virou alvo dos homofóbicos, claro. Poucos, no entanto, ousam criticá-la por estar apaixonada por uma mulher: preferem dizer que tudo não passa de um golpe de marketing, armado para reviver uma carreira em decadência.

É verdade que, no ranking das cantoras de axé, Daniela já havia sido ultrapassada em popularidade por Ivete Sangalo e Cláudia Leitte. Mas ela foi a pioneira do gênero e, a essa altura da guerra, não precisa provar mais nada para ninguém.

Seu gesto foi espontâneo e corajoso. Duvido que ela tenha calculado as consequências: poderia ter sido rejeitada e afundado de vez. Mas deu sorte, ou talvez tenha captado instintivamente para que lado o vento sopra.

Menos sorte deram suas colegas Joelma e Ana Carolina. A primeira virou sinônimo de ignorância e preconceito depois de ter comparado os gays aos viciados em drogas.

A segunda, bissexual assumida, disse ser contra levantar bandeiras, para não colocar os gays contra os héteros. Pegou tão mal que ela foi obrigada escrever uma carta aberta dizendo que não é bem assim e que sim, apoia a causa LGBT.

Enquanto as duas buscam remendar as declarações idiotas, Daniela Mercury brilha. Foi a grande estrela da Parada, e, junto com uma entrevista de Neymar quando criança, uma das grandes atrações do "Fantástico" desse domingo (2).

O programa fez uma boa cobertura da participação da cantora no evento, não se furtando nem mesmo a exibir o beijo que ela deu na namorada.

Posso estar enganado, mas acho que foi o primeiro beijo gay exibido no horário nobre pela Globo. Não, o beijo de Tuco (Lucio Mauro Filho) em Thiago Lacerda, num recente episódio de "A Grande Família", não conta: era só uma cena de "O Beijo no Asfalto", peça clássica de Nélson Rodrigues.

As redes sociais explodiram em comentários depois do programa. Daniela rompeu um tabu, e a Globo também. E assim se escreveu mais um capítulo da história da TV brasileira.

fonte: F5

Kayky Brito vai interpretar vizinho gay em “Malhação”

Kayky Brito entra para consertar vazamento no banheiro e se encanta com Rodrigo Simas

Kayky Brito e Rodrigo SimasO rosto lindo e o corpo perfeito de Kayky Brito virarão ainda mais desejo de consumo dos gays em breve. O ator gravou participação na novela teen “Malhação”, na qual interpretará um vizinho homossexual de Fatinha (Juliana Paiva) que dará em cima do namorado dela, Bruno (Rodrigo Simas).

Na trama, Kayky será Ricardão, rapaz que surgirá para consertar o vazamento no banheiro do apartamento da moça. Em princípio, Bruno vai achar que Ricardão está cantando a namorada, mas depois perceberá que ele é o alvo.

“Estava um pouco tenso, mas depois que todo mundo riu, fiquei mais relaxado”, contou Kayky, ao site da novela, sobre a cena em que ele usa versos de Rita Lee para cantar o protagonista (“Que tal nós dois, numa banheira de espuma”). “Tentei não fazer nada muito escrachado, preferi focar na expressão facial”, resume o bonitão. Não foi informado quando as cenas serão levadas ao ar.

fonte: ParouTudo

Chuva, protestos e música marcam a Parada Gay de São Paulo

Daniela Mercury e manifestações contra homofobia marcaram evento. Ao contrário da Virada Cultural, parada teve poucas ocorrências policiais.

Parada Gay São Paulo 2013 01Chuva, protestos contra o preconceito e muita música marcaram a 17ª edição da Parada Gay de São Paulo, ocorrida neste domingo (2). O tempo nublado e chuvoso não desanimou o público, que marcou presença desde a concentração, na Avenida Paulista, próximo ao Masp, até o fim, na região da Praça da República, no Centro. Segundo a organização, 3 milhões de pessoas participaram do evento. Até as 22h, a PM não tinha um número fechado de quantos estiveram no evento.

Ao contrário do que ocorreu na última Virada Cultural, que foi marcada pela violência, a parada teve poucos casos de polícia. Segundo balanço das 20h da Polícia Militar, das 2.179 pessoas abordadas, apenas duas foram presas em flagrante: uma por tentativa de furto de uma câmera e outra por usar uniforme oficial do Corpo de Bombeiros sem pertencer à corporação. Seis foram detidas por urinar em via pública.

O clima de paz era nítido desde horas antes do início da festa. Aos poucos a Avenida Paulista ganhava os tons do arco-íris, símbolo do movimento gay. Bandeiras coloridas apareciam nas mãos de drag queens com perucas e roupas extravagantes, de travestis com decotes exagerados, de casais gays e até de casais heteros com crianças.

Parada Gay São Paulo 2013 02Guarda-chuvas e capas eram itens fundamentais, principalmente para quem usava fantasia ou maquiagem carregada. Mas houve quem não se importasse com a precipitação. "A maquiagem vai ficar mais desconstruída ainda. É essa a ideia", disse o maquiador Maurício do Vale. Outros se protegeram sob uma bandeira gigante do arco-íris.

A maioria, porém, torcia que a chuva passasse. Um “sósia” do Papa perdeu a conta de quantos participantes o abordaram para que ele pedisse a São Pedro que encerrasse a chuva. Coincidência ou não, o tempo melhorou no início da tarde. "Vamos aplaudir São Pedro que parou a chuva para a gente", disse um animador no primeiro trio.

Prevista para começar ao meio-dia, a parada teve início com mais de uma hora de atraso. No primeiro trio, o prefeito Fernando Haddad (PT) discursou contra o preconceito. "Existe amor em São Paulo. Vamos lutar contra toda forma de intolerância. Viva São Paulo na luta pela liberdade", disse.

Querida pelo público gay, a ministra da Cultura e ex-prefeita de São Paulo Marta Suplicy (PT) subiu no caminhão e, ao lado de Haddad e do deputado federal Jean Willys, disse ao microfone: "Manda bala, gente! Vamos começar essa parada". Ela discursou sobre os direitos dos homossexuais, que devem ser iguais aos dos heterossexuais, e foi aclamada pelo público.

Apesar de a chuva voltar a cair, com alguns períodos de tregua, o público não desanimou e caiu na dança. Cada trio tocava um tipo de som. Em alguns imperava a música eletrônica, outros tocavam Lady Gaga, mais adiante havia um caminhão de axé.

Parada Gay São Paulo 2013 03Daniela
O trio mais requisitado, porém, foi o da cantora baiana Daniela Mercury. Já na Rua da Consolação, ela começou a cantar alguns de seus sucessos, como "O Canto da Cidade" e “Ilê Pérola Negra”.  Por quase duas horas ela agitou o público, inclusive cantando marchinhas de carnaval. Apesar da chuva, o público não se intimidou e seguiu seu trio.

No meio da apresentação, Daniela beijou a namorada, sendo ovacionada pelo público. A cantora recentemente se assumiu homossexual e, desde então, tornou-se crítica contumaz da homofobia. "A Constituição aceita todo mundo do jeito que é", disse.

Antes de cantar "Qualquer maneira de amor vale a pena", Daniela contou ao público que gravou a música, de autoria de Milton Nascimento, coincidentemente quando conheceu sua namorada. "Feliciano, qualquer maneira de amor vale a pena", cantou, em referência ao deputado Marco Feliciano (PSC). Ligado à ala evangélica da Câmara, o polêmico presidente da Comissão de Direitos Humanos é considerado homofóbico por entidades ligadas aos gays.

Parada Gay São Paulo 2013 04Protestos
Feliciano foi uma das figuras mais citadas na parada. Além das críticas de Daniela, o deputado foi citado em um trio elétrico. “[A Comissão de] Direitos Humanos não é lugar de homofóbico e racista. Fora Feliciano. Não nos representa”, dizia banner fixado na lateral do último caminhão.

Ele também foi lembrado em cartazes levados pelo público. Um deles dizia: “Beijos, Feliciano. Agora eu posso casar!”, em referência à aprovação do casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. Por volta das 18h30 o último trio chegou à Praça Roosevelt, perto da Rua da Consolação, onde o público se reuniu. De lá, os participantes seguiram para a Praça da República.

Apresentações
Fazia oito anos que a parada não contava com shows de encerramento, segundo a organização. Neste ano, duas apresentações foram feitas em palco montado na Praça da República, perto da Rua 24 de Maio, no Centro.

A primeira a subir no palco foi a baiana Mariene de Castro, que cantou clássicos de Clara Nunes. “A parada é um dia em que se comemora o amor e a liberdade”, disse, logo no início de sua apresentação. “É um momento importante para essa luta. Respeito é bom e todo mundo gosta. Isso vem de casa”, acrescentou.

A parada terminou com apresentação de Ellen Oléria. Vencedora do The Voice Brasil e lésbica assumida, ela subiu no palco e, no início do show, beijou sua namorada. Antes de encerrar o show, ela agradeceu os fãs e disse: "O amor venceu a guerra".

fonte: G1

Michael Douglas diz que sexo oral provocou câncer de garganta

Michael Douglas e Catherine Zeta-JonesO ator americano Michael Douglas, que há três anos sofreu um câncer de garganta, afirmou que sua doença foi provocada pelo sexo oral, em uma entrevista concedida ao jornal britânico The Guardian.

Douglas, de 68 anos, que em seu último papel interpreta o pianista homossexual Liberace em "Behind The Candelabra", dirigido por Steven Soderbergh, explica que o câncer não foi provocado pelo cigarro ou álcool, e sim por uma doença sexualmente transmissível.

"Sem entrar em detalhes, este câncer muito específico é provocado pelo vírus do papiloma humano (HPV), que na verdade vem do sexo oral", explicou o ator.

"Estava preocupado por saber se os problemas causados pela prisão de meu filho teriam contribuído para desencadear o câncer, mas não, na realidade se deve a uma doença sexualmente transmissível", completou o ator.

O filho do ator, Cameron, cumpre uma pena de 10 anos de prisão por posse de drogas e tráfico.

Michael Douglas, vencedor de dois Oscar, revelou em 2010 que lutaria contra um câncer com quimioterapia e radioterapia.

"Tenho que fazer controles regulares, agora a cada seis meses, mas tudo está normal há dois anos", disse.

fonte: Terra

domingo, 2 de junho de 2013

Estados Unidos: Igreja Luterana elege primeiro bispo homossexual

Igreja já havia derrubado a proibição de gays e lésbicas em seu clero

Igreja Evangélica Luterana na América (ELCA)Quatro anos depois de revogar a proibição de homossexuais em seu clero, a Igreja Evangélica Luterana na América (ELCA, na sigla em inglês) ordenou seu primeiro bispo abertamente gay na história. O reverendo R. Guy Erwin foi eleito no sábado, 1, para comandar por seis anos a área que abrange a Grande Los Angeles.

“Eu sei que muitos vão ver a minha eleição como um marco significativo para as pessoas LGBT e os nativo-americanos, e eu rezo para que eu possa ser uma representação positiva para ambas as comunidades”, disse Erwin à Glaad (Associação Contra a Difamação de Gays e Lésbicas).

“Houve um tempo em que eu acreditava que eu não seria capaz de servir como pastor na ELCA. Nossa igreja agora reconhece que Deus deu dons e habilidades que as pessoas LGBT podem trazer para a denominação”, afirmou o novo bispo.

foto: ParouTudo

Goiás: Juíza volta atrás de sua própria decisão que proibiu casamento gay

Sirlei Martins da CostaJuíza Sirlei Martins da Costa da 1ª Vara de Família e Sucessões de Goiânia ao voltar atrás de sua própria decisão, proferida em junho de 2012, quando decidiu que dois homossexuais não poderiam se casar por falta de previsão legal.

Posicionamento anterior
Na decisão do ano passado, Sirlei da Costa afirmou que, apesar de não ver problemas no casamento entre duas pessoas do mesmo sexo, somente lei aprovada pelo Congresso Nacional poderia autorizá-lo. Para isso, escreveu, seria necessária ampla discussão social sobre o tema. Já na sentença da última terça-feira, ela segue em outra direção: “inegável que ao cumprir seu dever precípuo de interpretar a norma, o julgador também produz norma”.

Em sua opinião, “não há como negar que o julgamento do STF (ADI 4277/DF e ADPF 132/RJ), o julgamento do STJ (RESP 1.183.378/RS) e até a Resolução 175 do CNJ sejam influenciadores da formação de convicção do julgador no sentido de permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo”. Uma das provas disso, segundo ela, é que após julgamento do STF, Corregedorias de Justiça de dez estados regulamentaram a matéria: Santa Catarina, Rio de Janeiro, Roraima, Paraná, Mato Grosso do Sul, Bahia, Sergipe, Piauí, São Paulo e Rio de Janeiro.

Posicionamento atual
Agora, ela autorizou um casamento gay e recorreu ao artigo 3º da Constituição Federal, que define como um dos objetivos do país “promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor idade e quaisquer outras formas de discriminação”. Sirlei argumentou que a limitação da possibilidade de exercer a intimidade sexual conforme o desejo atenta contra a dignidade da pessoa. E a garantia apenas ao casamento heterossexual é uma restrição de direito, apontou.

A juíza ainda destacou na sentença que a Resolução 175/2013, do Conselho Nacional de Justiça, vincula somente os cartórios a habilitarem o casamento gay. A norma obriga os cartórios a converter a união estável homossexual em casamento, se assim for o desejo do casal. Ao julgador, de acordo com ela, cabem os princípios determinados pelo artigo 93 da Constituição, que trata da prerrogativa de livre convencimento.

“Não encontro nenhum motivo para dizer que o casamento entre pessoas do mesmo sexo pode trazer qualquer prejuízo para a sociedade. A história mostra que o exercício da intolerância é que gera catástrofes. Em corolário a isso, podemos vislumbrar que o exercício e a prática da tolerância podem, quiçá, ser positivos no sentido de promover o desenvolvimento da sociedade.”

fonte: Identidade G

Parada Gay de São Paulo pretende ser mais política e menos carnavalesca

Segundo Fernando Quaresma, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo, parada não pode ser vista apenas como um carnaval fora de época

Parada do Orgulho LGBTMenos carnavalesca e mais política. Este é o tom da 17ª edição da Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros) que ocorre hoje (2) em São Paulo. Durante entrevista coletiva concedida na manhã de hoje (2), Fernando Quaresma, presidente da Associação da Parada do Orgulho LGBT de São Paulo (APOGLBT), disse que a Parada do Orgulho LGBT não pode ser vista apenas como um carnaval fora de época.

"A parada não é um carnaval fora de época. Mas sim o maior movimento de visibilidade massiva de uma parcela da comunidade que sofre diariamente preconceito e discriminação, violência, ódio e intolerância”, disse o presidente da APOGLBT. O tema da Parada do Orgulho LGBT deste ano é Para o Armário Nunca Mais! União e Conscientização na Luta contra a Homofobia.

Quaresma criticou o Congresso Nacional, dizendo que “o Poder Legislativo tem sido omisso no cumprimento de seu papel de fazer lei e garantir o fim da injustiça social”. Sem citar nomes, disse que alguns parlamentares - a quem se referiu como “fundamentalistas religiosos” - estão “atacando o Estado laico e os direitos civis de lésbicas, gays, bissexuais e transgêneros”. Segundo Quaresma, nos últimos 20 anos, mais de 3 mil pessoas morreram no país vítimas da intolerância social.

“A Comissão [de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados], que deveria cuidar dos direitos humanos e das minorias sociais do Brasil, é hegemonizada pelo deputado Marcos Feliciano (PSC-SP) e outros fundamentalistas de plantão. Nesse sentido, nos preocupa a composição dessa comissão, que deveria lutar pelos direitos humanos e das minorias”, declarou.

Presente ao evento, a ministra da Cultura, Marta Suplicy, também criticou a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara. “Temos agora a tragédia grega que é na Comissão de Direitos Humanos na Câmara dos Deputados. Atingimos o ápice da falta de respeito à comunidade e aos direitos humanos. É um acinte uma pessoa com um discurso homofóbico estar presidindo uma comissão que trata exatamente de combater a homofobia e tudo que é contra os direitos humanos”, disse.

fonte: Exame

Cantor do The Wanted diz na TV qual integrante do One Direction é gay

the wanted gay one directSe existe rivalidade entre o The Wanted e o One Direction ela chegou no campo da sexualidade. O cantor Max George, do The Wanted, disse, em entrevista para a TV, que Louis Tomlinson - integrante do One Direction - será o primeiro da banda a sair do armário. A declaração foi em resposta 'a pergunta do apresentador sobre qual cantor da banda rival assumiria e também sobre recente declaração do cantor Lance Bass (ex-N'Sync) de que "em toda boyband tem, no mínimo, um integrante gay". A troca de acusações entre os integrantes da banda começou pelo Twitter quando a sexualidade de Louis foi questionada por Tom Parker dizendo que o cantor estava no armário, apesar do namoro com a modelo Eleanor Calder.

fonte: Toda Forma de Amor

sábado, 1 de junho de 2013

Gastos de casais gays devem movimentar cerca de R$ 6,9 bi em 2013

Os 67 mil casais que se declararam gays no último Censo do IBGE devem movimentar neste ano R$ 6,9 bilhões --metade dos R$ 13,9 bilhões gastos em 2012 pelos 5,8 milhões de turistas estrangeiros que visitaram o Brasil.

São consumidores que fazem parte de um mercado quase inexplorado no Brasil, cuja principal marca é a Parada Gay de São Paulo, evento que acontece amanhã.

Em sua 17ª edição, a previsão dos organizadores da parada é reunir ao menos 1,5 milhão de pessoas na cidade.

Pela primeira vez, o montante que passa pelo bolso desse grupo foi mensurado. Isso porque foi só no levantamento demográfico de 2010 que o IBGE perguntou, pela primeira vez, a opção sexual dos casais entrevistados.

Para chegar aos R$ 6,9 bilhões, o instituto Data Popular, responsável pelo cálculo, considerou a renda do trabalho (formal e informal) e a de benefícios sociais (aposentadoria, pensões) recebidos por esse casais gays. Os valores foram corrigidos e deflacionados para maio pelo IPCA.

Em 55% dos lares dos 67 mil casais homossexuais, a responsabilidade do domicílio é compartilhada --os dois contribuem para arcar com os gastos. Esse percentual é menor (39%) nos lares dos 37,6 milhões de casais heterossexuais, segundo o IBGE.

"Os casais homossexuais são mais escolarizados, ocupam empregos melhores e, por essa razão, têm renda mais elevada. Como a maior parte é de casais sem filhos, concentram menos gastos em itens básicos e têm renda disponível para os mais sofisticados", diz Renato Meirelles, presidente do Data Popular.

Mercado Gay infografico

Cinco em cada dez casais estão na classe alta --aquela cuja renda familiar per capita é acima de R$ 1.019 por pessoa, de acordo com o critério definido pelo governo.

Publicitários e especialistas em consumo consideram que esse mercado está longe de ser explorado.

"Consultamos 40 empresas para pedir patrocínio para a parada e eventos paralelos, mas só Petrobras e Caixa toparam", diz o advogado Fernando Quaresma, presidente da associação da parada. A fabricante de preservativos Olla aderiu ontem, segundo os organizadores.

Do caixa das empresas vieram R$ 450 mil, além de R$ 1,5 milhão da prefeitura para a infraestrutura.

Para o professor Mário Schweriner, coordenador do núcleo de ciências do consumo da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), poucas empresas de poucos setores têm ações consideradas pontuais nesse mercado.

Entre elas, cita empreendimentos lançados pela Tecnisa há cerca de três anos.

"Turismo, cosméticos e moda podemos citar como os que mais avançam. Mas a questão ainda é sair do discurso para a prática", diz.

Para Meirelles, do Data Popular, é forte ainda o preconceito em relação a vincular uma marca a esse público.

"As empresas pensam se devem optar pela diversidade ou se ficam com os outros consumidores. E o desafio nem é esse: é ser democrático", afirma Meirelles.

fonte: Folha de S.Paulo

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