quinta-feira, 30 de maio de 2013

Nigéria: Parlamento aprova lei ‘antigay’

Projeto torna crime o casamento homossexual e até adesões a grupos de direitos gays

A Câmara dos Deputados da Nigéria aprovou nesta quinta-feira, 30, por unanimidade, uma lei que torna crime o casamento gay, "relacionamentos amorosos" entre pessoas do mesmo sexo e mesmo a adesão a grupos de direitos gays, desafiando a pressão das potências ocidentais para respeitar os direitos de gays e lésbicas.

O projeto de lei, que contém penas de até 14 anos de prisão, passou no Senado da Nigéria no final de 2011, mas o presidente Goodluck Jonathan deve aprová-lo antes que se torne lei. Dois projetos de lei semelhantes foram propostos desde 2006, mas esta é a primeira vez que foi aprovado pela Assembleia Nacional.

"As pessoas que entram em um contrato de casamento do mesmo sexo ou união civil cometem um crime e são passível de condenação a uma pena de 14 anos de prisão", diz o projeto de lei. "Qualquer pessoa que se registre, opere ou participe em clubes gays, sociedades e organizações ou faz, direta ou indiretamente, demonstração pública de relacionamento amoroso de mesmo sexo na Nigéria comete um delito, devendo cada um ser passível de condenação a uma pena de 10 anos de prisão."

Um porta-voz da presidência não respondeu a um pedido de comentário. Como em grande parte da África subsaariana, o sentimento antigay e a perseguição a homossexuais são comuns na Nigéria, de modo que a nova legislação deve receber apoio popular.

Sob a atual lei federal nigeriana, a sodomia é punida com prisão, mas esta lei caminha para uma repressão mais ampla sobre os homossexuais.

A Grã-Bretanha e outros países ocidentais têm ameaçado com o corte de ajuda internacional os países com esse tipo de projeto. Isso tem contribuído para retardar ou inviabilizar a aprovação de legislações em países dependentes, como Uganda e Malawi.

fonte: Estadão

Atriz de ‘Avenida Brasil’ chora ao relembrar preconceito que sofreu por ter pais homossexuais

Ana Karolina LannesA atriz Ana Karolina Lannes, 13, que interpretou Ágata, a filha da Carminha em “Avenida Brasil”, conversou com o porta UOL e se emocionou ao lembrar do dia em que ouviu no rádio um apresentador criticar sua condição como filha criada por um casal homossexual.

"Ele falou que ia abordar o assunto na rádio sobre mim e sobre meus pais. E me magoou muito", disse ela, que continuou: "Falou que eu ia ser uma criança frustada, com problemas psicológicos, porque não era normal uma criança ter pais homossexuais. E que seria prejudicial pra minha saúde tanto psicológica, quanto física".

Ana Karolina Lannes e os paisDurante bate-papo, Ana Karolina ainda lembrou que o tal apresentador afirmou que seria inevitável ela se tornar lésbica. "Mas era uma coisa que ele não entendia do que ele tava falando, ele não tinha o direito de falar da minha vida. E foi uma das poucas vezes que me magoou com algum assunto sobre meus pais".

Bastante emocionada, a atriz mirim relembrou: "era um programa as 9 da manã, e todo mundo ouvia. Então tinham bilhões de pessoas ouvindo o que ele estava falando".

Karol perdeu a mãe, que morreu vítima de um AVC, quando tinha apenas 4 anos. Em seguida, ela, que nunca conheceu seu pai biológico, foi morar com seu tio Fábio, irmão de sua mãe. Hoje, a menina vive com o tio e com o companheiro dele, o dermatologista João Paulo Afonso, 30.

fonte: Yahoo

Filme com Glória Pires no papel de lésbica ganha trailer

Longa conta a história de poetisa americana que se envolve com arquiteta brasileira

Glória PiresO trailer de “Flores Raras”, filme de Bruno Barreto em que Glória Pires interpreta uma lésbica, já está na web. No longa, a atriz interpreta a arquiteta Lota de Macedo Soares, que se envolve com a poetisa norte-americana Elizabeth Bishop (Miranda Otto).

Baseada em fatos reais, a produção se passa no Rio de Janeiro, entre as décadas de 1950 e 1960.  O longa foi bastante aplaudido no último Festival de Berlim e tem estreia prevista para o Brasil para 16 de agosto.

fonte: ParouTudo

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Ana Carolina mergulha no pop em novo disco e diz ser contra levantar bandeira gay

Para deixar de lado a imagem de cantora de baladas, Ana Carolina "mergulhou" fundo no pop. Com o novo disco "#AC", ela solta o vozeirão característico em cima de uma programação eletrônica misturada com percussão. "Queria fugir do que eu fiz até então. Tentar fazer pop à minha maneira. Eu tinha ficado muito conhecida como cantora de balada", avalia. Ainda assim, é a mesma Ana. As baladas são poucas, mas estão ali, assim como sua posição em não levantar a bandeira do movimento gay  ("é um preconceito ao contrário").

Ana Carolina #AC

Em entrevista, ela comentou sobre a repercussão do casamento de Daniela Mercury com uma mulher, sua popularidade e a nova parceria com o músico Edu Krieger, que propôs a mistura no novo trabalho. "O eletrônico não parece tão quadrado com a percussão misturada. Formam uma boa dupla. Achei a ideia do Edu ótima. Modernizar de alguma maneira, tentar fazer algo diferente, isso alimenta a carreira. Esse é um disco do groove", explica.

A influência mais eletrônica também está no dia-a-dia. Ana batizou o disco pensando nas redes sociais. "#AC", com a hashtag característica do Twitter, reflete o vício da cantora com a internet. "Fico conectada não sei quantas horas por dia, almoço com o computador na minha frente, vou para o estúdio, canto com o laptop. Não escrevo com caneta e papel há um bom tempo. Estou completamente vitimizada pela internet", diz, aos risos.

Da vida moderna, adaptou as agruras de um relacionamento na música "iPhone". "Os benefícios e os probleminhas que o iPhone traz, não é? Essa coisa da pessoa que liga, você não atende e ele retorna bloqueado só para você atender. As mensagens que pulam na tela e todo mundo na mesa vê", brinca.

As canções "Un Sueño Bajo El Agua", com participação de italiana Chiara Chivello, e "Leveza da Valsa", com Guinga, contrapõem o clima eletrônico do disco com, como ela mesma descreve, "harmonias sofisticadas". Ambas foram lançadas antes do disco ficar pronto e ganharam clipes dirigidos pela própria cantora. Nos futuros shows, no entanto, elas também podem cair na pista: "Estou pensando em fazer um show só com DJ. Uma balada rítmica", comenta.

Os tempos podem ser modernos, mas Ana ainda goza de uma popularidade que a acompanha desde o finzinho da década de 90. O disco, liberado para streaming no iTunes, na terça-feira (28), já tem duas canções nos folhetins globais "Amor à Vida" (com o novo single "Combustível") e "Flor do Caribe" ("Luz Acesa").

"Me considero uma cantora popular. Até por estar na novela, que é um publico grande. Se existe uma coisa que mantém a música popular brasileira sendo ouvida, é a telenovela. Você não tem exatamente um programa musical na TV. Sua música toca 10 segundos na novela e tem milhões de pessoas ouvindo. É um absurdo", avalia.

“Não gosto dessa coisa de levantar bandeira”
Desde que foi capa da revista "Veja", em 2005, com os dizeres gritantes "Sou Bi e Daí?", Ana passou a ser, involuntariamente, uma musa inspiradora para muitos fãs – gays ou não .

À esteira do casamento gay de Daniela Mercury, ela elogia a colega, mas se mantém contrária ao mesmo pensamento que teve na época: levantar bandeira "é um preconceito ao contrário".

"Não gosto disso. Fica essa coisa de 'nós gays contra os heteros'. Isso é preconceito ao contrário. Acho legal a Daniela estar casada e a postura que ela teve, influencia aquela pessoa babaca, ignorante, que gosta da Daniela. Ele pensa: 'Talvez eu esteja errado'. Fico um pouco assim com as pessoas que levantam bandeirinha, mas fica puta se o filho for gay. Não precisa levantar bandeira. É só agir de maneira honesta e respeitosa", explica.

Ana prefere também não comentar as declarações polêmicas  do presidente da Comissão de Direitos Humanos, o pastor Marco Feliciano. "Esse cara não merece que eu fale sobre ele. Mas, de alguma forma, ele ajudou a levantar a discussão".
Sobre a influência sobre as fãs – que gritam por Ana, show após show -, ela culpa sua música, mas não perde a chance: "Imagina se eu fosse gostosa tipo Juliana Paes?", gargalha.

fonte: UOL

Letícia Spiller encarna drag queen em novo filme

Atriz afirma que é "um filme engraçado de forma profunda"

Letícia SpillerLetícia Spiller deixa de lado a sofrida Antonia de “Salve Jorge” e vira a alto-astral Rochanna, no longa “O Casameto de Gorete”, do diretor Paulo Vespúcio Garcia.

A atriz, que também produz o filme, demorou mais de uma hora para virar a drag durante as filmagens em Barra do Piraí, interior do Rio de Janeiro. “Esse filme é sobre um amor incondicional. É uma comédia sobre diferenças, porque somos todos diferentes”, contou ao “UOL”.

O longa, ainda sem data de estreia, conta a história de uma radialista travesti (vivida por Rodrigo Sant’Anna) que para receber uma herança do pai é obrigada a se casar. O ator, que faz a Valéria do programa “Zorra Total”, disse que o personagem tem mais drama que todos os seus outros personagens.

“É uma comédia para toda a família, com bastante humor, mas é um filme engraçado de forma profunda”, contou Letícia.

fonte: ParouTudo

Distrito Federal: Travesti joga sangue em servidor público que não quis dar dinheiro

Suspeito, supostamente com HIV, se cortou e ainda mordeu um funcionário. Caso ocorreu na manhã desta terça, em Planaltina; polícia procura suspeito.

Um travesti de 40 anos, supostamente portador do vírus HIV, se cortou e ameaçou contaminar servidores da administração de Planaltina, no Distrito Federal, que se negaram a dar dinheiro para que ele almoçasse, segundo a Polícia Civil. O suspeito também agrediu uma pessoa com mordidas, segundo a corporação.

A reportagem tentou contato com a administração de Planaltina, mas não recebeu retorno até a publicação desta reportagem.

Segundo a Polícia Civil, o travesti estava no local para receber atendimento na área social. Durante a conversa com uma servidora, ele pediu dinheiro para poder almoçar e ameaçou transmitir HIV caso não fosse atendido.

O travesti chegou a quebrar seus óculos de sol e se cortar. O sangue atingiu um dos funcionários. A polícia informou que o travesti fugiu. O caso está sendo investigado pela 16ª DP, em Planaltina.

fonte: G1

“Se eu tivesse um filho gay, aceitaria”, diz atriz Denise Fraga

Denise FragaDenise Fraga é conhecida por papéis leves e cômicos na TV, mas, agora, o público tem a opurtnidade de ve-la em uma trama onde exige o seu lado mais contido, sério. É assim a personagem da atriz no novo filme de Tata Amaral, já em cartaz, em que Denise interpreta a protagonista.

Além dos cinemas, a atriz está no ar com a série "3 Terezas", do GNT. Em entrevista, Denise falou além de seus trabalhos sobre sua vida pessoal.  Aos 48 anos, a atriz é casada com o diretor Luiz Villaça, com que tem dois filhos, Nino, de 15 anos, e Pedro, de 13.

Ao ser questionada de como lidaria com um filho gay, Denise afirma que não teria problemas. "A gente evoluiu muito. Se eu tivesse um filho gay, aceitaria. Tenho muitos amigos gays. Ainda existe muito preconceito, mas caminhamos a passos largos, declarou.

A atriz diz ainda que sua geração escolheu ter filhos, diferente da geração anterior que o filho fazia parte do casamento. "Nós nos apropriamos dessa escolha e viramos pais obcecados, deslumbrados com a maternidade. Queremos ser legais. E pagamos o preço de ser amigos dos filhos, porque, uma hora, eles vão querer que você dê limites", concluiu.

fonte: A Capa

França: País celebra 1º casamento gay sob forte segurança

Cerca de 200 agentes de segurança ficaram em alerta contra uma eventual interferência de conservadores. Cerimônia foi realizada na prefeitura da cidade de Montpellier, no sul do país.

Vincent Autin e Bruno BoileauVincent Aubin e Bruno Boileau são os primeiros homossexuais a se casarem na França depois de o país aprovar a legalização da união gay. Sob aplausos, os dois entraram juntos no salão da Prefeitura de Montpellier, que abrigou o evento na tarde desta quarta-feira. Minutos antes, cerca de dez manifestantes conservadores protestaram contra o evento, mas foram expulsos por seguranças e jornalistas. Segundo autoridades, cerca de 200 agentes de segurança ficaram em alerta contra uma eventual intervenção.

A prefeita da cidade, Helene Mandroux, celebrou a cerimônia, ao lado de uma foto do presidente François Hollande, que assinou a lei. A socialista e ministra francesa dos Direitos das Mulheres, Najat Belkacem, também compareceu ao casamento.

- É com grande prazer que eu vos declaro casados pela lei - anunciou Helene, com grande comemoração da plateia de ao menos 500 pessoas.

Havia planos para transmitir a cerimônia em um telão e servir bebidas para que pessoas em uma praça próxima pudessem brindar ao casal. No entanto, a ideia foi abandonada pelo temor de protestos de conservadores contrários ao casamento.

Para compensar, a própria prefeitura disponibilizou uma transmissão ao vivo pelo site da cidade no sul da França. Aubin e Boileau estão juntos há seis anos, desde que se conheceram em um fórum de música na internet. A França se tornou este mês o 14° país a autorizar casamentos homossexuais, numa medida atraiu acalorados protestos de conservadores, católicos e ultradireitistas.

- É um momento estressante para Victor e Bruno. Há pessoas que tentam marcar esse dia simbólico com palavras de ódio - disse Elodie Brun, coordenadora da Associação do Orgulho Gay local, que Aubin dirige.

O ministro do Interior da França, Manuel Valls, advertiu no domingo que não iria tolerar interferências de opositores ao casamento gay nas primeiras cerimônias a serem celebradas nesta semana.

- É intolerável que pessoas queiram atacar aqueles que estão realizando um ato importante de suas vidas. Distúrbios contra a ordem pública não serão tolerados - forçou o ministro.

fonte: O Globo

Tribalistas lançam música de apoio ao casamento gay

TribalistasJoga arroz! Arnaldo Antunes, Carlinhos Brown e Marisa Monte criaram uma música especialmente para a campanha do Casamento Civil Igualitário, idealizada pelo deputado Jean Wyllys (PSOL-RJ).

O revival dos Tribalistas tenta sensibilizar políticos e a sociedade brasileira frente ao novo modelo de família que já é realidade no Brasil.

"Seu juiz já falou, que o coração não tem lei. Pode chegar, pra celebrar o casamento gay!", diz o início da faixa.

"Maria com Antonieta, Sansão com Barlomeu", brinca a letra da música de autoria do trio. Abaixo você confere a faixa. Aumenta o som e dá o play!

fonte: A Capa

Itália: Membro do partido de Berlusconi propõe lei por união civil de gays

Projeto vai permitir parcerias civis entre casais homossexuais

Italia ManifestantesUm membro do partido conservador de Silvio Berlusconi PDL (Povo da Liberdade) vai apresentar a legisladores um projeto de lei que permite com que casais homossexuais adquiram a união civil. A inovação da centro-direita italiana, liderada pelo senador Giancarlo Galan, acontece após a publicação em um jornal nacional de uma carta de um jovem de 17 anos. Na mensagem, ele faz um apelo por tolerância e igualidade e descreve o esforço como sua “última alternativa antes do suicídio”.

Sob a grandiosa sombra do Vaticano, a Itália está muito aquém da igualidade ideal para homossexuais, sem nenhuma legislação que permita a união ou medidas para deter a violência homofóbica e a discriminação na área trabalhista.

A carta publicada no “La Repubblica”, em 25 de maio, fez com que a porta-voz do movimento de centro-esquerda no Parlamento, Laura Boldrini, fizesse um apelo por uma legislação pela igualidade. Ela também pediu para conhecer o jovem, que se identificou na mensagem como David Tancredi. Alguns parlamentares conservadores também se manifestaram, dizendo que a falha da Itália em melhorar os direitos civis para lésbicas e gays não é mais aceitável.

Entre esses conservadores está Galan, senador do PDL que afirma ter se sentindo tocado pelas palavras de David Tancredi. Ele vai apresentar um projeto de lei para garantir que casais do mesmo sexo possam se registrar em união que garanta a eles os mesmos direitos legais, financeiros, e hereditários que heterossexuais casados. O projeto não propõe direitos de adoção para gays, mesmo que Galan tenha dito que apoia a causa e espera que a medida não tarde a ser sugerida.

Ele diz que sente-se confiante em conseguir apoio de colegas do PDL. Outros alto membros da legenda, incluindo os ex-ministros Sandro Bondi e Mara Carfagna, também já demonstraram apoio à aprovação de parcerias civis para homossexuais.

fonte: O Globo

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