terça-feira, 28 de maio de 2013

Mato Grosso: Justiça condena jovem a 15 anos de prisão por matar travesti em Cuiabá

Réus já tinham sido condenados por morte de outro travesti na capital. Vítima foi morta com socos, pauladas, chutes e facadas em lagoa.

Um jovem de 21 anos foi condenado pelo Tribunal do Júri de Cuiabá a cumprir 15 anos de prisão em regime fechado pela morte de Maildo Silva de Souza, de 25 anos, em Cuiabá. O crime ocorreu em junho de 2011 próximo da Lagoa Encantada, nos fundos do mini-estádio do bairro CPA 3. Na ocasião, a vítima, que era travesti, foi morta por quatro pessoas com golpes de faca, chutes e pauladas. As agressões se concentraram principalmente na região da cabeça, o que fez com que o travesti tivesse o rosto desfigurado. O julgamento ocorreu nesta segunda-feira (27).

De acordo com a decisão da juíza Mônica Catarina Perri Siqueira, da Primeira Vara Criminal da capital, o jovem foi considerado culpado diante do crime, que impossibilitou qualquer defesa da vítima. A juíza considerou que o crime foi cometido de forma cruel e por motivo torpe. Em relação ao segundo réu, um jovem de 24 anos, a justiça absolveu o rapaz, já que não foi comprovado a participação e culpa dele no crime. Durante todo o processo o jovem negou ter participado do homicídio. Inicialmente foi levantada a hipótese de que o travesti devia quantia de R$ 200 pela compra de pasta base de cocaína. No entanto, conforme a decisão, não foi comprovada tal dívida de entorpecente.

''Usando de dissimulação, [o réu] atraiu a vítima para a morte e, sem qualquer compaixão, em um ato de verdadeira selvageria a atacou com golpes de faca, pedaços de madeira, socos e chutes", diz trecho da condenação. Os jovens estavam presos desde setembro de 2011 na Penitenciária Central do Estado (PCE).

Além dos dois réus, outros dois adolescentes foram denunciados pelo Ministério Público. Um deles responde em liberdade sob as condições de não sair da cidade onde mora, comparecer mensalmente na comarca, não frequentar bares e casas de jogos após às 23h e ser acompanhado pelo Conselho Tutelar pelo período de seis meses.

Os dois jovens de 21 e 24 anos já foram condenados pela morte outro travesti chamado Alisson Otávio da Cruz, de 20 anos, em abril deste ano. Um deles foi condenado a 15 e outro a 16 anos de prisão em regime fechado pelo crime. Os assassinatos dos dois travestis ocorreram em um intervalo de 11 dias.

fonte: G1

Reino Unido: Após ameaças de morte, duas paquistanesas muçulmanas se casam

As duas pasquistanesas precisaram sair do país de origem para selar união

Rehana Kausar e Sobia KamarUm casal de lésbicas do Paquistão fizeram história como o primeiro casal gay muçulmano a se casar no Reino Unido.

Rehana Kausar, de 34 anos, e Sobia Kamar, de 29, tiveram uma cerimônia civil no início deste mês em Leeds, West Yorkshiree.

Acompanhadas de advogados e dois amigos, o casal usou vestidos brancos tradicionais na ocasião e, em seguida, pediram asilo político alegando que suas vidas estariam em perigo  caso voltassem para casa.

Vindas de Lahore e Mirpur, as jovens disseram ter recebido ameaças de morte de opositores no Paquistão, onde atos homossexuais são ilegais e considerados contra a religião islâmica.

Desde que a notícia sobre o casamento começou a se espalhar, ambas afirmam que passaram a receber ameaças de morte também no Reino Unido. As informações são do tabloide britânico Daily Mail.

Até mesmo o escrivão aconselhou que o casal pensasse seriamente sobre a decisão, por conta dos pontos de vista de alguns muçulmanos sobre relacionamentos gays.

Rehana Kausar afirma que essa é uma decisão muito pessoal e que está em um país que lhe garante esse direito.

— Não é problema de ninguém o que fazemos com nossas vidas pessoais. O problema com o Paquistão é que lá todos acreditam que ele é responsável pela vida de outras pessoas e pode decidir melhor sobre a moral dos outros, mas esse não é o caminho certo e estamos nesse estado por causa do nosso clérigo, que sequestrou nossa sociedade, que já foi tolerante e respeitava os direitos individuais.

Sua parceira, Sobia Kamar, diz que Rehana é sua alma gêmea e que ambas estão profundamente apaixonadas.

Elas se conheceram no Reino Unido, após deixarem o Paquistão para estudar, e moraram juntas durante um ano até decidirem se casar.

Um parente não identificado definiu a cerimônia como controversa e condenou as jovens por não terem seguido as leis do casamento islâmico, além de ressaltar que elas jamais poderão voltar ao Paquistão.

Muitos estudiosos da sharia, a lei islâmica, veem a homossexualidade como um delito punível. Não há punição específica prescrita, mas, em casos extremos, os homossexuais podem ser condenados à morte.

fonte: R7

Rio de Janeiro: Estado tem pelo menos quatro grupos neonazistas

Alvos são nordestinos, negros e homossexuais. Em 15 meses, há registro de 386 casos só de homofobia. Por ironia, um dos acusados é alagoano e outro é filho e neto de negras.

Rio de janeiro grupo neonazistaHá exatamente um mês, a prisão em Niterói de seis homens e uma mulher chamou a atenção para a existência de grupos até então desconhecidos no Rio: os de neonazistas. A maioria dos detidos vestia camisas de exaltação à ideologia, e alguns tinham tatuagens com o símbolo da suástica e a cabeça raspada, imitando os skinheads. A média de idade deles é de 30 anos: o mais velho tem 34 e há, ainda, um menor de 16. Eles trabalham em empregos de baixa remuneração e dois são universitários.

Os alvos do bando são nordestinos, negros e homossexuais. Por ironia, um dos acusados é alagoano e outro é filho e neto de negras, mas todos são contra as chamadas minorias. Numa analogia à Alemanha de Adolph Hitler, a grosso modo, os grupos enaltecem a raça pura. Há informações de pelo menos quatro deles atuando no estado: eles estão em Niterói e São Gonçalo, na Região dos Lagos, na Baixada Fluminense e até na capital. A Delegacia de Repressão a Crimes de Informática (DRCI) investiga se há crime por incitação ao preconceito.

Não há estatísticas que revelem exatamente quantas pessoas foram vítimas desses grupos, mas, de acordo com levantamento exclusivo solicitado pelo GLOBO à Polícia Civil, de 9 de fevereiro do ano passado até a última sexta-feira, foram registrados 386 casos só de homofobia no estado, praticamente um caso por dia. Desse total, 123 vítimas foram mulheres que denunciaram crimes de injúria, ameaça ou lesão corporal. A contagem só pôde ser feita porque a chefe de Polícia Civil, Martha Rocha, instaurou a portaria 574, criando um campo no registro de ocorrência para a inserção do termo homofobia, referente ao crime presumido. Também foi determinada a inclusão do nome social de travestis e transexuais no boletim. Mas, por enquanto, para crimes de racismo, não é possível fazer a mesma contagem, pois não há um espaço específico para esse tipo de anotação.

Habeas corpus negado pelo TJ
O crime de racismo, um dos delitos pelo qual responde o grupo de Niterói, é inafiançável. Os integrantes foram flagrados agredindo o potiguar Cirley Santos de Araújo, de 33 anos, por ironia, aos pés da estátua do índio Arariboia, em frente à estação das barcas do município, numa manhã de sábado. Eles continuam presos. Passaram quatro dias em Bangu 2 e, no momento, aguardam julgamento no presídio da Água Santa, depois de dois pedidos de habeas corpus negados pelo Tribunal de Justiça do Rio. Além dos crimes de racismo e formação de quadrilha, eles são réus em processo que corre na 1ª Vara Criminal de Niterói por lesão corporal leve e corrupção de menor. Apenas um deles, o estudante de gastronomia Caio Souza Prado, de 24 anos, tem antecedentes criminais por lesão corporal e injúria.

No passado, o desempregado Cirley foi amigo de um dos agressores, Tiago Borges Dias Pitta, de 32 anos. Mas, segundo a vítima, ao perceber a intolerância de Tiago a negros e gays, acabou se afastando. Em consequência disso, o nordestino conta que passou a ser perseguido. Ao reencontrá-lo no dia 27 de abril, foi xingado e agredido:

— Tiago gritou que eu era um nordestino de merda e me deu um soco na cara. Depois, falou “Heil Hitler” (saudação nazista que significa salve Hitler), erguendo um dos braços. Há três anos, ele já tinha me atacado com um canivete. Dessa vez, eles me pegaram de surpresa — disse Cirley, que, na agressão, teve a lente direita dos óculos escuros quebrada.

Material de propaganda nazista
A amizade entre Cirley e Tiago vinha desde 1999, embalada pelo rock de bandas heavy metal. Um frequentava a casa do outro, inclusive nos aniversários. A mudança de Tiago começou há cerca de sete anos, quando ele passou a enaltecer ideologias neonazistas.

— Ele dizia pertencer ao grupo White Power, poder branco. Há pelo menos uns quatro grupos desse tipo aqui no Rio — contou Cirley, que pesquisou as gangues.

No dia em que Tiago, Caio, Carlos Luís Bastos, de 34 anos; Davi Ribeiro de Morais, de 32; Philipe Ferreira Ferros de Lima, de 22; Jéssica Oliveira Charles Ribeiro, de 27; e um menor foram detidos, a polícia apreendeu farto material de propaganda nazista no carro de um deles. Havia cartazes, duas bandeiras com a suástica (símbolo do nazismo) e cartilhas com alusão a Hitler, além de quatro facas, bastões e um soco inglês. Os integrantes alegaram que estavam indo para um churrasco, mas a mãe de Davi, a dona de casa Iracema de Morais, de 60 anos, desconfia que o evento seria uma espécie de “iniciação” para a inclusão de novos adeptos ao neonazismo, incluindo o filho dela:

— Davi sempre foi sério e calado, mas trabalhador. Não bebe, não fuma. Nem palavrão ele fala. Ele não tem tatuagem pelo corpo, nem cabelo raspado. Não consigo entender o que aconteceu. Eu e a avó dele somos negras. Que preconceito é esse? Só posso atribuir isso à cabeça fraca dele, pois ele é facilmente influenciado. Só podem ser más companhias.

Davi trabalha como estoquista, ganha salário mínimo e cursa faculdade de fisioterapia. É pai de um menino de 7 anos. Recentemente, ele reclamou que teve a conta do Facebook cancelada.

— Eu perguntei por que isso aconteceu. Ele respondeu que havia escrito umas bobagens — disse sua mãe.

O pai dele, Durval de Morais, trabalha com população de rua e diz que vai resgatar o filho. Para os pais de Davi e de Philipe, o grupo se formou a partir de encontros em shows de rock. Depois de se conhecerem, os integrantes passaram a trocar mensagens racistas pelos sites de relacionamento.

— Ele é alagoano e filho de nordestinos. Meu bisavô era neto de escravos. É um menino calmo. Quer fazer faculdade de administração. Só pode ter sido o rock. Eu preferiria que ele tivesse morrido num acidente a passar por tudo isso. Estou vendendo até o carro para pagar o advogado — disse X., pai de Philipe, pedindo para não ser identificado.

As defesas dos réus dizem que todos têm emprego e endereço fixos. Tiago, que deu endereço errado à polícia, é administrador. Jéssica é telefonista e namorada do estudante M.P.B., de 16 anos. Morador da Zona Sul, Carlos ganha a vida como enfermeiro, enquanto Philipe é atendente.

Ataque em ônibus
Há cerca de um ano, o ativista de direitos humanos Felipe Gomes, de 32 anos, foi vítima de um grupo homofóbico — formado por dois homens e uma mulher — ao defender um cadeirante que embarcava num ônibus, em São Cristóvão:

— Eles começaram a gritar com o motorista e o deficiente físico por causa da demora. Eu perguntei: “será que vocês não veem que ninguém está isento disso?” Um dos homens me disse: “Você não é nem homem para se defender. É um veado, e ainda quer defender os outros”. Depois, me jogaram do ônibus em movimento.

Felipe disse que procurou a polícia, mas, na hora de identificar os agressores, foi desencorajado a denunciar, pois disseram que seria difícil chegar aos autores. O registro acabou não sendo feito.

fonte: O Globo

Astro da NFL assume posição contra casamento gay: ‘Não estou com isso’

MVP pelo Minnesota Vikings, Adrian Peterson garante amar os gays, mas frisa que não acredita na união estável entre duas pessoas do mesmo sexo

Adrian PetersonAstro da NFL, o running back do Minnesota Vikings Adrian Peterson, eleito o MVP da última temporada, jogou mais fogo na polêmica sobre a liberação do casamento gay nos Estados Unidos. No domingo, o presidente Barack Obama falou abertamente pela primeira vez sobre o seu apoio ao casamento entre pessoas do mesmo sexo. Nesta segunda-feira, o MVP da NFL não compartilhou da mesma opinião.

Em entrevista à Rádio NFL, o jogador se mostrou contra o casamento gay.

- Eu não estou com isso. Não é algo em que eu acredite - disse o jogador.

Mesmo assim, Peterson garantiu ter parentes gays e deixou claro seu amor e respeito por todos.

- Eu não concordo, mas tenho parentes gays. Eu não sou preconceituoso em relação a eles. Trato-os da mesma forma. Eu os amo, mas é cada um na sua - frisou Peterson.

Coincidência ou não, Peterson jogou ao lado de Chris Kluwe no Minnesota Vikings. Seu ex-companheiro de clube, além de ter posição diferente de Peterson, é um dos maiores defensores dos ativistas gays. Adrian teve palavas amigáveis para seu ex-parceiro.

- Ele era um grande amigo meu aqui no time. Um cara muito legal. Ele provavelmente é um dos caras mais inteligentes que eu já tive por perto. Ele é diferente - garantiu Peterson.

O MVP acredita que a saída de Kluwe, que acertou com o Oakland Raiders, nada tem a ver com a sua defesa a favor do casamento gay.

- Eles conhecem Kluwe. Sabem que ele é sincero.

fonte: globoesporte.com

Por que sair do armário? Gays como Félix, de “Amor à Vida”, são amargos e invejosos, diz especialista

Psicóloga avalia os danos provocados nos homossexuais que optam por levar uma vida de aparências, assim como o vilão Félix, de “Amor à Vida”.

Mateus Solano 03O vilão Félix (Mateus Solano) tem roubado a cena em apenas uma semana de exibição da novela “Amor à Vida”. Logo nos primeiros capítulos, foi revelado ao público que o personagem tem uma vida dupla. O "homem de família", como ele se auto intitula, escondia até pouco tempo atrás da mulher que é gay.

Na vida real, são muitos os casos de homossexuais que escondem sua verdadeira atração sob um casamento de fachada. Em entrevista, a psicóloga Vera Oliveira avaliou as razões para a geralmente tão complicada decisão de sair do armário.

"Os motivos são vários e vão desde o medo de serem descriminados pela sociedade, família e colegas, até o medo de sofrerem agressões (de origem física ou moral) nesses mesmos núcleos. Muitos homossexuais estabelecidos financeira e profissionalmente sentem medo de se assumirem e por conta disso perderem essas conquistas", considerou a especialista.

A exemplo do administrador do hospital San Magno, ser bem sucedido pode dificultar ainda mais o desejo de se assumir publicamente. "Na grande maioria das vezes, o que leva um homossexual a resistir em sair do armário, tendo ele uma posição social de destaque, é o fato de sentir, por conta do preconceito forte imposto pela sociedade, que tanto seu sucesso quanto posição social correm sérios riscos de serem desconsiderados", explicou Oliveira.

Amor A Vida Edith Félix amante

Após ser descoberto com outro homem, Félix confessou para a mulher Edith (Bárbara Paz) que sente atração por homens desde a juventude, mas que estava disposto a se reprimir em favor da família. "Assim como na trama da novela, o que pode acontecer na vida real é a pessoa dizer para a esposa que foi um deslize, que isso não vai perdurar, que não é uma decisão e sim um descuido ou ainda o homem assumir para a esposa que só tem essa atitude heterossexual para ser aceito como um homem normal, e a partir da descoberta, se propor a enfrentar a realidade sexual", observou a psicóloga.

Os danos ocasionados pela manutenção da uma vida de aparência podem ser graves e refletir numa própria personalidade deficiente. "Pode-se perceber no personagem, o que também percebo na minha experiência profissional, que homossexuais que insistem em ficar no armário, fingindo uma condição social, sexual e afetiva de mentira, tendem a ser pessoas amargas, frustradas e na maioria das vezes invejosas e agressivas. Brigam internamente com uma figura que não é real, sentem-se infelizes", afirmou a profissional.

Famosos que saíram do armário
A mais recente declaração homoafetiva que chocou a opinião pública foi da cantora Daniela Mercury, que revelou seu amor por Malu Verçosa em uma rede social. Ricky Martin, Elton John, Anderson Cooper também decidiram se assumir mesmo com uma carreira já consolidada.

fonte: Caras

segunda-feira, 27 de maio de 2013

Grandes empresas ainda têm receio de associar marca ao público gay, dizem especialistas

por Rodrigo Bertolotto

São paulo GayAinda há um temor das grandes empresas no Brasil de associarem suas marcas ao mercado LGBT. Essa é a conclusão ao ouvir especialistas e a organização da Parada Gay de São Paulo, que acontece no próximo dia 2 de junho.

Nesta edição, a parada terá como maiores patrocinadores a Caixa Econômica Federal e a Petrobras, duas estatais – a única empresa privada é a fabricante de preservativos Olla.

"Nesse ano procuramos por quarenta agências e empresas que nos disseram 'não'. Cada vez com uma justificativa diferente. Temos que cobrar uma posição dessas empresas, fazer uso político do nosso consumo, exigindo uma postura de parceria, assumindo que estão do nosso lado", disse Fernando Quaresma, presidente da entidade que organiza a Parada do Orgulho LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais e Transsexuais).

A manifestação que parte da avenida Paulista está longe (não apenas no espaço) de suas similares de San Francisco (EUA) e Amsterdã (Holanda), que contam há anos com bancos, montadoras de carro, cervejarias e telefônicas entre seus "sponsors".

"Há muito receio e, sobretudo, falta de diálogo interno nas empresas sobre o tema. O apoio às Paradas e outros eventos da comunidade LGBT indicam isso, o que não acontece com as mesmas empresas presentes nos EUA. Em parte, a matriz das empresas com sede nos EUA tolera a omissão de suas filiais brasileiras", relata Reinaldo Bulgarelli, professor da Unicamp e FGV (Fundação Getúlio Vargas).

Ferdinando Martins, coordenador do programa USP Diversidade, concorda com essa situação. "Há receio ainda das empresas em se associarem ao público gay. Alguns anos atrás, houve o caso de uma empresa automobilística que se comprometeu a apoiar a parada, mas na hora H mudou de ideia, deu o apoio financeiro, mas pediu para isso não ser divulgado", conta Martins.

Há vários bancos que oferecem produtos voltados para o público homossexual (como crédito imobiliário para casais do mesmo sexo), mas não associam sua marca a evento da comunidade.

"As empresas que temem esse mercado estão bobeando e perdendo uma chance de crescer", afirma Samy Dana, professor de economia da Fundação Getúlio Vargas. Dana usa a expressão "homosexualis economicus" para esse gay que é primeiro reconhecido como consumidor antes de conquistar direitos como cidadão.

"Reduzir cidadania a consumo é algo empobrecedor, mas cidadania sem inclusão econômica, sem que o mercado enxergue e até considere aquele segmento específico, também é empobrecedor", argumenta em outras palavras Bulgarelli.

Para o organizador da Parada Gay de São Paulo, ela sairia mesmo sem a ajuda de patrocinadores e da prefeitura de cidade, que apoiou depois que viu o potencial turístico do evento (só perde em arrecadação para o GP de Fórmula 1). "A Parada em 1997 começou pela luta de seus militantes. Fazíamos cartazes com a ajuda de sindicatos, como dos trabalhadores na construção civil e costureiras, e ocupávamos a avenida Paulista. Se hoje não tivéssemos a ajuda dos órgãos governamentais, continuaríamos sendo movimento social e ocupando a Paulista.", afirma Quaresma.

A prefeitura, com órgãos como a SPTuris e a secretaria da Participação e Parceria, ajuda na logística da Parada, afinal, 40% dos participantes são turistas, gastando uma média de R$ 1.272 em aproximadamente quatro dias de estadia na cidade.

fonte: UOL

Mato Grosso do Sul: Universidade avalia postagem de professor contra “bichonas” e ele pode ser demitido

Kleber KruegerUm professor da UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul) causou polêmica ao publicar, em seu perfil do Facebook, uma mensagem em que chama os homossexuais de “viados” e defende o fechamento de “cursos de gente colorida” e “formadores de bichonas”.

O texto, publicado na última sexta-feira (24), já foi retirado da página. Nele, Kleber Kruger, 24, professor substituto do curso de ciência da computação e sistemas de informação, critica pichações feitas em paredes da universidade, que fica em Campo Grande.

“Hoje cheguei na Federal e encontrei algumas paredes dos cursos de computação e engenharia pichadas com frases como: ‘O amor homo é lindo’, ‘Homosexualismo é lindo!’, ‘Fora machismo’… aaah, se fu***, seus viados fila da p***!!!”, diz o texto publicado pelo professor.

Kleber Kruger facebook

Na mensagem, Kleber diz que “tá na moda defender homossexualismo” e que a onda de raiva aos homossexuais é provocada por eles mesmos. Em um comentário na própria postagem, o professor considera que a pichação das paredes da universidade foi uma “provocação”. “Depois eles tomam uma surra, morre um viado lá no Campus, sai no jornal e pronto!”, finaliza.

O jornalista Guilherme Cavalcante, 27, que é aluno de mestrado na UFMS, afirma que ficou surpreso ao ler o texto e considera que a mensagem publicada por Kleber revela despreparo do professor. “Espero que ele reflita sobre o que falou, que entenda que o mundo é diverso e que o professor também tem uma função social”.

Demissão
Na internet, uma petição virtual recolhe assinaturas para pressionar a UFMS a demitir o professor, que tem um contrato temporário com a instituição. O documento, direcionado à reitora Célia Maria Silva Correa Oliveira, alega que “nenhum estudante gay deve continuar a ser submetido ao constrangimento de ter aulas e de ser avaliado por pessoa homofóbica”.

A petição pede o afastamento do profissional e substituição “por um professor mentalmente equilibrado”. O documento virtual foi criado no domingo (26) e já foi assinado por 318 pessoas.

A assessoria de comunicação da UFMS informou que o conteúdo da mensagem publicada pelo professor será analisado pela administração superior, que vai decidir se abre um procedimento administrativo ou encaminha o caso para a comissão de ética da universidade.

As penalidades vão desde uma advertência até o rompimento do contrato e afastamento do professor. Não há prazo definido para a conclusão dessa análise.

Arrependimento
O professor disse que está arrependido e que lamenta o que considera ter sido um “mal entendido”. “Foi um momento em que não pensei para falar. Estou envergonhado e muito arrependido”.

Kleber explicou que a mensagem foi um desabafo pessoal contra as pessoas que picharam as paredes da universidade e comparou os xingamentos às reações de torcedores que agridem verbalmente os adversários. “É como se eu, que sou são paulino, xingasse um corintiano depois de perder um jogo”.

Kleber também fez questão de deixar claro que não fez o comentário como professor da UFMS e garantiu não ter preconceito contra homossexuais. “Sei de pessoas que sofrem muito com isso, que têm pais que não aceitam”.

Surpreso com a repercussão causada pelo texto, o professor disse que, se tivesse oportunidade, pediria desculpas às pessoas que se sentiram ofendidas.

fonte: Lado B

Rio de Janeiro: Igreja evangélica de Cabo Frio reconhece a homoafetividade

Teologia inclusiva é conhecida por não discriminar a relação homoafetiva. Fiéis se reúnem aos domingos em busca da fé em Deus.

Ministério Incluir em CristoAs igrejas evangélicas recebem diversas denominações. Existe a assembleia, metodista, batista, entre tantas outras. Mas uma nova vertente, a chamada Ministério Incluir em Cristo, trouxe um novo panorama para Cabo Frio, na Região dos Lagos do Rio de Janeiro.

Fundada nos Estados Unidos pelo pastor Troy Perry há pelo menos 40 anos, inúmeras igrejas que seguem a teologia inclusiva estão espalhadas em mais de 40 países, principalmente ocidentais. Com o passar do tempo, diversas denominações que seguem a política da inclusão foram surgindo. A de Cabo Frio é uma delas. Foi fundada há seis meses, no bairro Itajurú, sob o comando do pastor Alexandre Costa, de 34 anos. Apesar de ter inaugurado a igreja no município, o contato com a teologia inclusiva já havia acontecido há 10 anos.

"Passei a minha adolescência na igreja metodista e presenciei a exclusão de homossexuais. Isso me fez perceber que eu também não seria aceito naquele lugar. Daí eu saí dessa igreja e conheci um pastor de uma igreja tradicional que me apresentou a teologia inclusiva. Não aceitei a nova ideia de imediato porque era tudo desconhecido, mas com base em estudos, eu notei a presença de Deus e entrei para uma igreja no Rio de Janeiro", relembra Alexandre Costa.

Por não ter nenhuma instituição religiosa na cidade que entenda o comportamento homossexual, há 10 anos os adeptos à 'nova' teologia reunia os fiéis nas chamadas células até o dia em que Deus teria revelado uma missão para os dirigentes da futura igreja. "Por duas vezes eu estava em igreja evangélica em Duque de Caxias (Baixada Fluminense) e fui surpreendido por revelações que diziam que eu iria para uma região de muitas águas e que o meu rebanho seria de pessoas diferentes, distantes do entendimento da própria pessoa que Deus usou para falar comigo. Daí eu vim para Cabo Frio para passear, me apaixonei pela cidade e decidi morar aqui, mas sem nenhuma pretenção de abrir igreja", conta o pastor auxiliar Alessandro Brittes, de 40 anos de idade.

Ricardo Souza, de 40 anos, é um dos recém frequentadores da igreja. Como os pastores, o agente de turismo sempre esteve envolvido com a religião, mas nunca se sentiu bem em uma igreja por causa do preconceito. "Eu frequento igrejas evangélicas desde quando eu era criança, e há dois meses venho aqui e fui muito bem acolhido. Cresci com outras referências bíblicas mas não tive nenhum problema para me adaptar ao novo olhar para a religião. Estou feliz aqui, é como se fossemos uma família", comentou com satisfação.

Lidando com o preconceito
Conseguir um espaço para chamar de 'casa de Deus', não uma das tarefas mais simples. Apesar da cidade ter eventos voltados para o público homossexual e reunir um grande número de pessoas todos os anos, abrir uma igreja com um olhar diferenciado das demais não foi tão simples. "Antes mesmo de ter a igreja, alguns pastores da região estiveram na Câmara Municipal para nos criticar e que usaria a inflência política para impedir o nosso trabalho. O preconceito ainda existe, as opiniões contrárias também, mas conquistamos o preconceito de outros líderes religiosos ainda que eles não concordem com a nossa visão", disse Alexandre Costa.

Mas apesar de hoje terem uma igreja que respeita o homossexual, o número de frequentadores ainda é pequeno. "As pessoas ainda têm medo de sofrer preconceito ao dizer frequenta a nossa igreja porque a homofobia no interior é maior. Por isso, muitos acompanham o nosso trabalho pelas mídias sociais, ou por telefone, além dos que vêm aqui. A média de frequentadores é de 20 pessoas, e nem todas são homossexuais", ressaltou o pastor.

Diferença para outras igrejas
Por terem base em um estudo evangélico que não aponta a discriminação, surgem as dúvidas quando o assunto é a homossexualidade. Nas demais igrejas que seguem o evangelho, a questão gay é vista como um pecado, como sugere a passagem bíblica "Com homem não te deitarás como se fosse mulher; é abominação".

Em entrevista, Alessandro Brittes afirma. "O antigo testamento mostra diversas coisas que seriam proibidas, como comer camarão, ou o fato da mulher ser isolada no período menstrual, e até mesmo a morte aos filhos rebeldes. Essas escrituras são antigas e, por isso, é preciso voltar no tempo para contextualizar e aplicar nos tempos atuais. Cristo não recrimina ninguém, pelo contrário, diz que é preciso nos entender como pessoas diferentes, sem condenação. As pessoas interpretam o texto da forma como é mais conveniente para elas", rebateu.

Com a orientação sexual fora da 'lista de pecados', o pastor Alexandre Costa reafirma a ideia de que o Ministério Incluir em Cristo segue os mesmos mandamentos de Deus e que as atitudes pecaminosas são as mesmas vistas por outras igrejas. "Não temos uma relação do que pode, ou não pode. As pessoas precisam ser conscientes do que é certo ou errado para não cometer erros. O mau caratismo, por exemplo, é um pecado. Mas como pode uma relação homossexual, com amor, respeito, fidelidade, ser um exemplo de algo ruim? Não há nada na bíblia que afirma a homoafetividade como pecado, mas a forma como as pessoas conduzem a sua vida afetiva, com promiscuidade etc", garantiu o pastor.

fonte: G1

França: Extremistas veem a mão da Maçonaria em favor do casamento gay

por Luiz Felipe de Alencastro

protesto FrançaA manifestação francesa deste domingo (26) contra o casamento gay ocorreu num clima de tensão. Houve, na véspera, o esfaqueamento de um soldado francês por um desconhecido no metrô parisiense.

Embora as autoridades não tenham feito ligações com o bárbaro assassinato de um soldado inglês por dois islamistas nas ruas de Londres, a imprensa sublinhou o perigo de ressurgirem na França ataques de fanáticos isolados.

A manifestação contra o casamento gay acabou em briga entre a polícia e um pequeno grupo, que iniciou um quebra-quebra. Não se trata de um ato isolado e nem foi isso que caracterizou o evento.

Há duas semanas, os festejos da vitória do PSG no campeonato francês de futebol também tumultuaram as ruas da capital francesa. De um modo geral, a crise econômica e social vem gerando enfrentamentos urbanos em várias cidades europeias, incluindo até as capitais da Suécia e da Suíça, considerados dois dos mais países pacíficos do continente.

De fato, há vários dias registram-se incidentes nas ruas de Estocolmo, e o recente desfile carnavalesco em Berna acabou em pancadaria.

Na realidade, o fator mais marcante da manifestação do domingo em Paris foi a reiteração das posições políticas de uma direita dura e renitente. Os fatos são conhecidos. Depois do voto dos meses de fevereiro e abril do Parlamento francês e do julgamento favorável do Conselho Constitucional do país, o presidente François Hollande promulgou no dia 18 de maio a lei autorizando o casamento homoafetivo.

Apesar de todos esses trâmites democráticos e legais, a oposição da direita continuou forte, provocando o ressurgimento de velhas teorias conspiratórias.

Assim, certos meios mais extremistas e mais tacanhos veem --como a direita francesa e europeia dos séculos 18 e 19-- a mão da Maçonaria por trás da campanha em favor do casamento homoafetivo.

A França é o 8° país europeu e o 14° país do mundo a adotar essa medida, e o ministro do interior, Manuel Valls, condenou a radicalização da direita, ironizando o reacionarismo dos manifestantes de domingo.

Estrela ascendente do governo Hollande, Valls observou que a manifestação se desenrolava no momento em que o Festival de Cannes premiava o filme francês "La Vie d"Adèle", do realizador franco-tunisino Abdellatif Kechiche.

Fazendo alusão ao fato de que o filme conta uma paixão entre duas jovens mulheres, Valls argumentou que uma página estava virada: "Cada um deve poder viver tranquilamente o seu amor…está fora de questão que seja posta em causa a vontade de homens ou de mulheres de se casar [entre sí]".

No campo da oposição gaullista, há setores que marcam sua inquietação com os efeitos políticos e eleitorais da radicalização da direita em torno de posições reacionárias e anticonstitucionais.

Ex-primeiro ministro da presidência de Nicolas Sarkozy, o deputado François Fillon e muitos de seus seguidores mais moderados, recusaram-se a participar da manifestação de domingo.

fonte: UOL

França: Popularidade do presidente avança após defesa de gays

A taxa de aprovação do presidente da França, François Hollande, apresentou uma ligeira melhora neste mês em relação a abril, segundo pesquisa divulgada neste domingo (26).

O levantamento, realizado pelo Ifop para o jornal francês Le Journal du Dimanche, mostra que 29% dos entrevistados estavam satisfeitos com Hollande em maio, um aumento de quatro pontos porcentuais em relação ao mês passado.

Por outro lado, a pesquisa indicou que 71% dos franceses continuam insatisfeitos com o desempenho do presidente francês, que está há pouco mais de um ano no cargo.

Apesar da modesta melhora, o grau de aprovação de Hollande é o segundo menor desde que ele assumiu como presidente, de acordo com o jornal.

A pesquisa apontou que a determinação de Hollande em aprovar a recente lei que autoriza o casamento de pessoas do mesmo sexo e aparições públicas mais convincentes estão por trás do pequeno avanço de popularidade.

A sondagem foi realizada entre 16 e 25 de maio e envolveu 1.901 entrevistados. As informações são da Dow Jones.

fonte: Agência Estado

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