terça-feira, 21 de maio de 2013

Partido do Feliciano entra com pedido de suspensão do casamento gay no Supremo

psc-logoO Partido Social Cristão (PSC), legenda que abriga o deputado federal Marco Feliciano (SP), presidente da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, entrou com um pedido para que o Supremo suspenda a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que autorizou o casamento gay. 

O argumento do partido é que não cabe ao CNJ decidir algo sobre o tema. O relator do processo será o ministro Luiz Fux, que poderá suspender a regra do CNJ até que uma decisão final seja tomada ou levar a decisão para o plenário do STF.

“[A resolução] não foi submetida ao devido processo legislativo, sendo incluída no mundo jurídico com força de lei, mas maculada de inconstitucionalidade e vícios de formalidade. [...] O CNJ usurpa atribuições dos membros do Congresso Nacional e do PSC”, escreve o partido em seu mandato de segurança. 

fonte: MixBrasil

Filme sobre Liberace põe em evidência direitos dos gays em Cannes

Behind The CandelabraUm filme sobre o relacionamento entre o extravagante pianista Liberace e seu jovem amante deslumbrado, apresentado no Festival de Cinema de Cannes nesta terça-feira, jogou os holofotes nos direitos dos gays durante o maior evento anual da indústria do cinema.

O diretor Steven Soderbergh disse ter lutado cinco anos para conseguir financiamento para “Behind the Candelabra” porque alguns investidores achavam que o filme somente teria apelo para um audiência gay e, ao custo de 25 milhões de dólares, seria um risco financeiro.

Por fim, ele obteve a verba do canal de TV a cabo HBO, da Time Warner, e fez o filme com Michael Douglas no papel de Liberace e Matt Damon como Scott Thorson, com quem o pianista manteve um romance secreto por cinco anos.

Soderbergh disse ser coincidência o fato de o filme estar sendo lançado durante um debate mundial sobre os direitos dos gays e casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas admitiu que isso foi muito oportuno.

No mês passado, a França se tornou o 14º país a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo, uma iniciativa adotada nos Estados Unidos por 12 Estados e o Distrito Federal. Liberace foi uma grande celebridade, mas negava publicamente sua homossexualidade, já que na época ser gay era um grande tabu.

"Ao fazer o filme, o aspecto sócio-político disso não estava de fato em minha mente, mas eu me concentrei em ... tentar tornar esse relacionamento o mais crível e realista que eu pudesse", afirmou Soderbergh em entrevista à imprensa, tendo ao lado Douglas e Damon.

“Quando esse assunto vem à tona, de direitos iguais para os gays, eu fico esperando que daqui a 50 anos estejamos olhando para trás e perguntando por que isso foi sequer debatido e por que levou tanto tempo.”

Douglas e Damon disseram que estavam ambos ansiosos por trabalhar com Soderbergh, que anunciou seu plano de se aposentar do cinema depois deste filme.

Os dois também ficaram impressionados com o roteiro baseado na autobiografia de Thorson, “Behind the Candelabra: My Life with Liberace” (Atrás do Candelabro, Minha Vida com Liberace), lançado em 1988, um ano depois da morte do pianista, aos 67 anos, em consequência de doenças relacionadas com a Aids.

No filme, Thorson, um ingênuo camponês de 18 anos, do Estado do Wisconsin, conhece Liberace, de 58 anos, em Las Vegas, em 1977, e vai viver com ele, desfrutando de um glamuroso estilo de vida, com champanhe, carro luxuosos e roupas espetaculares.

Uma irreconhecível Debbie Reynolds faz o papel da mãe de Liberace, Frances, enquanto Rob Lowe é o cirurgião plástico que opera Liberace e Thorson.

O relacionamento começa a se deteriorar quando Thorson se torna dependente de drogas e, para financiar o vício, vende joias que Liberace lhe presenteou. Liberace busca então outros homens mais jovens para saciar sua voracidade sexual.

fonte: Extra

França: Historiador se mata em Notre Dame após protestar contra casamento gay

Ativista de direita de 78 anos se matou a tiros diante do altar da igreja. Pouco antes, ele publicou post chamando união gay de 'lei infame'.

A igreja de Notre DameO historiador francês Dominique Venner, de extrema-direita, cometeu suicídio nesta terça-feira (21) na catedral de Notre Dame de Paris, pouco depois de ter publicado em seu site um post protestando contra o casamento gay.

O texto do ativista de 78 anos chama o casamento igualitário, promulgado pelo presidente francês François Hollande no sábado, de "lei infame".

O suicídio provocou a saída de todas as pessoas da igreja, um dos grandes monumentos turísticos da capital francesa, informou a polícia.

O incidente ocorreu às 16h locais (11h de Brasília).

Segundo os primeiros elementos da investigação, ele se matou a tiros, diante do altar.

fonte: G1

Minas Gerais: Belo Horizonte mira no fundamentalismo religioso em sua Parada Gay

Parada Gay Belo HorizonteA cidade de Belo Horizonte marcou para o dia 14 de julho sua XVI Parada do Orgulho LGBT, abrindo a programação da IX Semana BH Sem Homofobia, que será realizada entre os dias 15 e 20 de julho. O tema deste ano será “Estado Laico: sua religião não é nossa lei!”, chamando atenção para o fundamentalismo religioso cristão que toma conta da política brasileira.

A concentração para a caminhada começa às 11h, na Praça da Estação, centro da capital mineira, percorrendo a Rua da Bahia, Avenida Afonso Pena até a Rua Professor Morais. A Parada é organizada pelo Centro de Luta pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais (CELLOS-MG), que neste ano mudou a tradicional data, será uma semana mais cedo.

A Parada de BH era realizada sempre no terceiro domingo de julho, mas foi adiantada porque “durante os encaminhamentos burocráticos, fomos informados de que haverá um evento na Praça da Estação no dia 21 de julho”, explica Raphael Vieira, do CELLOS-MG.

“O nosso coletivo ponderou sobre os prós e contras da alteração da data e percebemos que, ao inovar neste ano, transformando a Parada num grande evento anterior à IX Semana BH Sem Homofobia, poderíamos potencializar a divulgação e o impacto social e político dessa semana de atividades e reforçar o aspecto engajado da Parada de BH, que é considerada uma das mais politizadas do país”, explica.

Semana
A IX Semana BH Sem Homofobia terá em sua programação mostra de filmes, seminários, cerimônia de premiação aos apoiadores da causa LGBT e festas. A semana, que nesta edição ocorre após a Parada, conta com a parceria de vários órgãos do poder público local, sindicatos, Conselho Regional de Psicologia, Conselho Regional de Serviço Social, universidades e entidades que atuam na defesa dos Diretos Humanos e LGBT.

Os eventos da Semana culminarão com a já tradicional Cerimônia de Entrega do Prêmio de Direitos Humanos e Cidadania LGBT de Belo Horizonte, onde o CELLOS-MG, em conjunto com diversas entidades, pretende lançar um manifesto em defesa do Estado Laico. Mais informações no www.cellos-mg.blogspot.com.

fonte: MixBrasil

Daniela Mercury vai cantar o hino nacional na abertura da Parada Gay de São Paulo

A cantora confirmou que vai cantar o Hino Nacional na abertura da Parada Gay de São Paulo, marcada para o dia 2 de junho.

Daniela Mercury 03Ela concedeu entrevista para alguns portais na última sexta-feira, dia 17 de maio, e pediu que a homofobia se torne crime. “A gente tem um autoritarismo ainda muito forte no Brasil, as pessoas se acham no direito de dizerem para os outros o que elas devem ou não devem ser. A questão não é a homofobia em si. Homofobia é desprezível, é nojenta. Faz parte, talvez, de um mal estar com sua própria sexualidade. Eu acredito que as pessoas homofóbicas não têm compreensão de si, de sua integridade moral como seres humanos. E para os homofóbicos, cadeia!".

Sobre a Parada Gay, ela disse: "Vamos à luta, a Parada Gay esse ano vai ser com mais diversidade ainda, tem que ter mais gente ainda. Eu vou cantar, me chamaram pra fazer um trio elétrico, como eu já estou acostumada com isso, pra mim é uma delícia", contou a cantora.

fonte: MixBrasil

Mateus Solano, a ‘bicha má’ de ‘Amor à Vida’

Ontem estrou a nova novela das nove, da Rede Globo. Quem assistiu?

Mateus Solano 02Não é exatamente o elenco (ótimo) ou o trabalho dos atores a intenção dessa postagem. Se bem que, por falar em interpretação, o que foi que Susana Vieira tomou (ou deixou de tomar) antes de gravar as cenas exibidas ontem? Travada é pouco, parecia iniciante. Mas, se servir de consolo, todo começo de novela é assim, alguns atores exageram, outros minimizam as interpretações até pegarem no tranco dos personagens.

Show quem deu foi o megavilão Félix, interpretado por Mateus Solano -- ou vive-versa. Ao contrário de Susana, o ator parece ter incorporado o personagem logo na estreia. Aliás, só deu ele e seu alter-ego no primeiro capítulo. Sinal claro de que virá chumbo grosso. Segundo especulações de vários sites e blogs, Félix guarda um segredo relacionado a sua sexualidade que será logo revelado ao público.

Na gíria gay, a expressão 'bicha má' é utilizada para caracterizar o sujeito que perde o amigo, mas nunca a piada. No caso do vilão Félix, ela é literal e mais que apropriada. Quem o viu ontem pôde notar algumas pérolas como, por exemplo, chamar a sobrinha recém-nascida de 'ratinha' -- antes de dar um perdido no bebê e jogá-lo na lata de lixo.

O alter-ego de Félix é o filho atencioso e irmão dedicado, carinhoso. O ego atesta o monstro, um gay enrustido -- talvez com homofobia internalizada -- que verdadeiramente deseja a morte do pai (Antônio Fagundes) e da irmã adotada (Paolla Oliveira), e até mexe os pauzinhos para isso acontecer. 

Enquanto o público se dividir entre entusiastas e renegadores do antagonista, o autor (Walcyr Carrasco) poderá nos brindar com as ideias, expressões e jargões que provavelmente serão marcas registradas de Félix. A dicotomia do personagem certamente divertirá. É o contra-ponto necessário a qualquer teledramaturgia. 

fonte: Identidade G

Estados Unidos: Aluna de 18 é presa e expulsa da escola por namorar menina de 15

Kaitlyn HuntO mesmo amor que uniu a estudante Kaitlyn Hunt, 18, com uma colega da escola de 15 anos foi o mesmo que destruiu a vida da mais velha. Kaitlyn foi presa e expulsa da escola por causa da lei que proíbe menores de 16 de namorarem.

Nada teria acontecido se os pais da estudante de 15 não denunciassem Kaitlyn à polícia, no estado da Flórida, EUA. Ao revelar o namoro, a jovem foi denunciada e acusada de abuso sexual.

Logo a história ganhou as redes sociais e rapidamente surgiu o movimento “Free Kate” (Liberte Kate) que já ganhou três mil seguidores.

Para a família de Kaitlyn o fato do namoro ser entre pessoas do mesmo sexo é o principal motivo da denúncia. Os pais da menor acham que a estudante induziu a menor de 15 anos a ter uma relação homossexual.

A mãe de Kaitlyn disse que a família está vivendo um pesadelo e que a filha está em pânico. “Ela está com medo de morrer, não consegue dormir” contou Kelley Hung Smith ao canal 5 da rede ABC. E completou: “Isto é uma sentença de morte para ela, a vida dele pode acabar aos 18.”

fonte: Toda Forma de Amor

Inglaterra: Parlamento vota hoje união gay

O Parlamento britânico deve abrir caminho hoje para a legalização do casamento de pessoas do mesmo sexo na Inglaterra e no País de Gales.

A proposta abriu uma nova crise no Partido Conservador, mas o governo aposta num acordo com a oposição trabalhista para aprová-la na Câmara dos Comuns.

O primeiro-ministro David Cameron enfrenta uma outra rebelião, desta vez liderada pela ala tradicionalista de sua própria legenda.

Cerca de metade dos 305 parlamentares conservadores promete votar hoje contra o texto, que permite o casamento civil e religioso de pessoas do mesmo sexo.

O grupo alega que o partido pode perder votos ao contrariar eleitores que defendem valores tradicionais e são contrários ao reconhecimento de casais gays.

Se for aprovado hoje, o texto seguirá para a Câmara dos Lordes, que poderá transformá-lo em lei.

fonte: Folha de S.Paulo

Pará: Juiz de paz pede demissão para não celebrar casamento LGBT

Juiz de paz alega que decisão do CNJ contraria "princípios celestiais". Cartório de Redenção diz que não pode haver discriminação.

José Gregório BentoO juiz de paz do Cartório do Único Ofício de Redenção, sudeste do Pará, pediu demissão do cargo após decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que obriga os cartórios a realizarem casamento entre pessoas do mesmo sexo. Ele alega que "o casamento homoafetivo fere os princípios celestiais”.

Nomeado para o cargo há sete anos, José Gregório Bento, 75 anos, há mais de quatro décadas é pastor da Igreja Assembleia de Deus, e trabalha como voluntário no cartório civil da cidade, fazendo conciliações e celebrando casamentos.

Segundo o pastor, ele protocolou a demissão porque se recusa a obedecer a decisão CNJ, publicada no último dia 14 de maio, que obriga os cartórios de todo o país a celebrar o casamento civil e converter a união estável homoafetiva em casamento.

“Deus não admite isso. Ele acabou com Sodoma por causa desse tipo de comportamento”, declarou José Gregório. “Acho essa decisão horrível. Ela rompe com a constituição dos homens, mas não vai conseguir atingir a constituição celestial”, completa.

Segundo Gregório, ele recebeu a notificação de que não poderia se recusar a fazer casamentos homoafetivos nesta segunda-feira (20) mas afirmou que, desde a publicação da decisão da Justiça, já havia tomado a decisão de abrir mão do cargo. “Não há lei dos homens que me obrigue a fazer aquilo que contrarie os meus princípios”, alega. “Existe ai uma provocação para um grande tumulto no nosso país. Deus fez o homem e a mulher para a procriação, para reproduzir. Não sei onde vai chegar isso”, questiona.

O pastor afirma ainda que solicitou a demissão ao titular do cartório, Isaulino Pereira dos Santos Júnior, mas que o tabelião pediu que ele permanecesse no cargo. “Ele me pediu para eu ficar e disse que caso alguém solicitasse o pedido de casamento homoafetivo, outro juiz de paz seria chamado para realizá-lo. Mas aqui, graças a Deus,  ainda não chegou ninguém pedindo o casamento homoafetivo".

Cartório nega discriminação
Procurado pelo reportagem, o titular do cartório civil de Redenção negou a versão do pastor. “De fato, ele pediu afastamento do cargo na quarta-feira passada (15), alegando que iria mudar de cidade para cuidar da esposa que estaria internada na UTI de Goiânia, mas não falou nada sobre se recusar a fazer casamentos entre pessoas do mesmo sexo”, alegou Isaulino

Ainda de acordo com o titular do cartório, caso o pastor tivesse pedido exoneração porque não aceita o casamento homoafetivo, ele seria imediatamente afastado do cargo. “Eu iria acatar o afastamento, porque não pode haver discriminação. Caso ele queira sair por esse motivo, eu vou solicitar imediatamente ao juiz da comarca outro juiz de paz”, afirma Santos Júnior, que garante ainda que o pastor não entregou ao cartório nenhuma solicitação oficial de demissão do cargo.

Segundo o presidente da Associação dos Magistrados do Pará (Amepa), Heyder Ferreira, o juiz de paz pode pedir demissão se discordar de uma decisão do CNJ. “Se ele continuar no cargo, é obrigado a cumprir a determinação, mas por ser voluntário, não podemos impor. O cartorário, em compensação, é obrigado a cumprir a determinação”, explica.

De acordo com o último levantamento realizado pelo IBGE, no Censo 2010, 1.782 pessoas declararam viver em casamento entre pessoas do mesmo sexo no Pará.

fonte: G1

Estados Unidos: Gay é assassinado em bairro ‘friendly’ de Nova York

Elliot MoralesNa madrugada de sábado (18), Mark Carson, de 32 anos, foi assassinado com um tiro em uma rua do bairro de Greenwich Village, em Nova York, região conhecida pela sua diversidade e tolerância à comunidade gay.

De acordo com testemunhas, o acusado de atirar em Carson, Elliot Morales, de 33 anos, havia feito insultos com relação à orientação sexual da vítima e, logo depois, efetuado os disparos. O crime foi classificando pela polícia de NY como homofobia. Morales foi preso no dia seguinte, no domingo (19).

Na tarde desta segunda-feira (20), movimentos de defesa dos direitos dos homossexuais realizaram uma marcha em protesto a morte de Carson.

Elliot Morales protesto“Nova York é nossa cidade e não retrocederemos”, declarou Glennda Testone, presidente do "The Center", organização que luta pela liberdade sexual da comunidade LGBT.

Na foto abaixo, cartazes e velas deixados onde o corpo da vítima foi encontrado, próximo ao famoso Stonewall Inn, bar que ficou marcado pela revolta de Stonewall em 1969.

fonte: A Capa

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