domingo, 19 de maio de 2013

Thiago Fragoso no lançamento de “Amor à Vida”: ‘Se eu fosse gay, assumiria’

Ator interpretará um homossexual em 'Amor à Vida' e, comentou sobre as polêmicas de galãs não se assumirem gays por medo de perder papéis bons em novelas

Thiago Fragoso e Mariana VazThiago Fragoso, que é casado com a atriz Mariana Vaz desde 2011, vai interpretar um personagem homossexual em Amor à Vida. Sobre a polêmica de que muitos atores que interpretam galãs mas são gays na vida real não se assumirem por medo de não conseguirem mais papéis bons na TV, ele disse que acredita que isso seja verdade. “Acho que isso que você está falando pode ser verdade. Eu, provavelmente, me assumiria. Mas é uma coisa que não posso falar muito porque na real nunca parei para pensar nisso, afinal, não sou gay. Então, digo que me assumiria, mas é uma coisa muito em teoria", explicou. 

Sobre seu personagem, que fará par romântico com o de Marcello Antony, ele diz que se sente muito à confiante e que acha bom ter a temática homossexual. "Meu personagem é muito alegre e muito bem resolvido com a sua sexualidade. Está sempre tirando sarro dos outros, bem à vontade com aquilo que ele é. Acho que ter vários personagens gays na novela reflete o momento que os brasileiros estão vivendo, embora nossa intenção não seja politizar, mas contar uma história de amor e principalmente o fato de que eles querem ter um filho. É um assunto muito atual. Não sei se vai ter beijo gay ou não, acho que isso não é o mais importante da trama", contou animado.

fonte: Quem

Rio de Janeiro: Agressões contra homossexuais ocorrem mais dentro da família

No total de violências contra homossexuais no Rio de Janeiro, 22% foram praticadas pelos próprios amigos e parentes, nas próprias moradias das vítimas. O ambiente de trabalho e a escola são também áreas de homofobia

O local em que os homossexuais mais sofreram agressões, no Estado do Rio de Janeiro, em 2012, foi o ambiente familiar. É o que apontam dados preliminares de um levantamento divulgados ontem pelo Programa Rio sem Homofobia. Do total de denúncias registradas nos quatro centros de referência no Estado e pelo telefone 0800-23-4567, no montante de violências, 22% foram praticadas pelos próprios amigos e parentes, dentro das casas das vítimas.

”É assustador você ter o ambiente familiar como o principal local de violência contra homossexuais. Dá a noção de quanto é séria a situação de vulnerabilidade em que vivem. Em casa, com seus pais, irmãos e parentes, é que eles sofrem a maior parte da violência verbal e física”, avaliou Cláudio Nascimento, coordenador do Rio sem Homofobia.

O segundo lugar onde a violência se torna mais frequente é a rua, 18%, o que agrava o problema, na visão do coordenador: “Na prática, o direito de ir e vir dos homossexuais está sendo cassado. Se não é surpreendente, é entristecedor. A gente vem debatendo a questão dos direitos humanos, mas nosso país ainda está patinando”. O ambiente de trabalho e a escola também estão entre as principais áreas nas quais existe a prática da homofobia.

O estudo completo será divulgado na próxima semana. Mas, os dados foram antecipados ontem, Dia Internacional contra a Homofobia, data considerada histórica porque, há 20 anos, a Organização Mundial da Saúde (OMS), sediada em Genebra, retirou a homossexualidade da lista de doenças psiquiátricas. No Brasil, o Conselho Federal de Medicina (CFM) teve a mesma iniciativa em 1985.

“O dia de hoje precisa trazer para a sociedade uma reflexão. A religião tem o direito de ter seus dogmas, mas suas doutrinas não podem ser impostas a toda a sociedade. A homossexualidade era considerada doença por questões ideológicas e religiosas. A ciência era usada como escudo”, declarou Nascimento.

Com base na pesquisa, ele antecipou que 38% das denúncias registradas foram motivadas por agressões verbais e 22% por físicas: “Juntos, os casos somam 60 por cento e mostram a situação vexatória a que os homossexuais estão expostos, sendo vítimas de piadas, xingamentos, agressões e todo tipo de humilhações. Isso gera um ambiente hostil”, denunciou.

As agressões físicas mencionadas por Cláudio excluem assassinatos e casos de abuso sexual. A maior parte das agressões foi registrada na cidade do Rio, mas o coordenador acredita que há subnotificação maior nas outras cidades. O coordenador do projeto argumenta que o quadro piora pela sensação de impunidade.

fonte: Agência Brasil

Susana Vieira diz que 'Amor à Vida' é uma resposta à Marco Feliciano

Na festa de lançamento da novela, atriz contou que está apaixonada pela novela e que Sandro Pedroso é o homem que a coloca nos trilhos

Suzana Vieira e Sandro PedrosoVestindo um longo de cobra e cabelos esvoaçantes, Susana Vieira chegou à festa de lançamento de Amor à Vida, que acontece no Espaço Leopolldo, no bairro Itaim Bibi, em São Paulo, acompanhada do noivo, Sandro Pedroso. Sempre sorridente, a atriz afirmou que está muito feliz com a novela e que acredita que a temática homossexual seja uma forma de rebater as declarações polêmicas feitas pelo Ministro dos Direitos Humanos, deputado Marco Feliciano. "Eu acho que isso tudo é pra dar uma resposta pros desaforos que aquele homem lá dos direitos humanos diz", comentou ela.

Sobre a trama, Susana confessou estar apaixonada pela história e pelos colegas de elenco. O clima nos bastidores é ótimo.Estamos todos muito felizes, muito íntimos. Minha personagem é uma matriarca e, como toda mãe de filho gay, é apaixonada por ele. Ela não sabe que ele é um mau caráter", contou ela, se referindo ao papel de Mateus Solano.

fonte: Quem

Venezuela: Gays e lésbicas protestam em Caracas para exigir direitos

“Não à homofobia, sim à inclusão”, gritavam os participantes da marcha que percorreu o centro da capital

protesto CaracasUma centena de homossexuais e lésbicas protestaram neste sábado em Caracas para pedir mais direitos civis, como o casamento entre pessoas do mesmo sexo e o fim da discriminação.

"Não à homofobia, sim à inclusão", gritavam os participantes desta marcha, convocada pelas organizações Diversa Venezuela e COMAC, que recorreu uma área do centro de Caracas.

Cesar Sequera, coordenador geral da COMAC, disse à AFP que o objetivo é exigir que cesse o assédio que ainda sofrem os homossexuais, lésbicas e transexuais na Venezuela e que se aprovem leis que permitam o casamento igualitário.

"Em certos pontos da capital não podem ver dois homens de mãos dadas porque os seguranças os tiram do lugar", comentou Sequera.

Explicou que quanto às uniões legais de mesmo sexo, vários grupos apresentaram iniciativas, mas estas permanecem "engavetadas como resultado do fundamentalismo religioso que domina a Assembleia Nacional" venezolana.

Génesis Sánchez, de 17 anos, comentou que a situação das lésbicas não é tão complicada, como ocorre com homossexuais e transexuais. "É mais aceito ver duas mulheres de mãos dadas", disse.

Segundo Sequera, na Venezuela não se apresentaram formalmente iniciativas de reformas legais que permitam a união entre pessoas do mesmo sexo.

A marcha em Caracas foi convocada depois da celebração, na sexta-feira, do Dia Mundial de Luta contra a Homofobia, quando completam 23 anos desde que a Organização Mundial de Saúde deixou de classificar a homossexualidade como uma doença mental.

fonte: Terra

sábado, 18 de maio de 2013

“Salve Jorge” chega ao fim contribuindo para desmitificar imagem de travestis

Estreante, Thammy Miranda ganhou espaço dentro da trama

Salve JorgeJustamente no Dia Mundial de Luta Contra a Homofobia, 17 de maio, chega ao fim a novela global “Salve Jorge”, escrita por Gloria Perez e cheia de personagens LGBT. Críticas à veracidade da história à parte, Gloria colocou no ar travestis, lésbicas e gays e de quebra abordou ainda o tema do tráfico de pessoas trans para serem exploradas sexualmente no exterior. Só para lembrar, a mesma autora foi a mais corajosa dentro da Globo na questão beijo gay, chegando a filmar a cena (que não foi ao ar) em sua trama “América” (2005).

Muitas são as críticas à novela, principalmente sobre todo mundo falar português na Turquia e os personagens fazerem uma viagem Brasil-Turquia e vice-versa em um piscar de olhos -, mas é preciso lembrar que se trata de ficção, uma obra cheia de licença poética. Afora isso, Gloria deu uma grande contribuição à comunidade LGBT destacando o drama de travestis que são enganadas pela máfia do tráfico.

Com a promessa de terem suas cirurgias de readequação sexual financiadas gratuitamente, além de ganharem muito dinheiro com shows artísticos no exterior, personagens travestis permearam a trama com toque de humanidade. Talvez a principal delas tenha sido Anita (Maria Clara Spinelli), que é enganada por Wanda (Totia Meirelles) para ser levada à Turquia.

O elenco conta ainda com Patrícia Araújo e shows de travestis na boate turca que explora as meninas. Tudo mostrado com o tom devido de crueldade, de escravidão, levando para longe a imagem de que, se apropriando do famoso bordão, travesti é bagunça. Elas não são as vilãs da trama, são as vítimas, sofrem dramas que são – infelizmente – muito reais. Gloria poderia ter focado apenas no tráfico de mulheres, mas ousou ao levar ao ar no horário nobre global travestis sonhadoras, gente de verdade.

Impossível não destacar ainda a atuação surpreendente de Thammy Miranda, que passou boa parte da novela com seu look masculino observado também na vida real. A autora poderia ter transformado a imagem de Thammy, a policial Jo, mas não o fez, teve a coragem de colocar no ar uma mulher masculina, quebrando padrões de gênero construídos ao longo de anos.

Thammy não ficou legada ao papel de escada – aquele personagem que serve apenas para que outro, mais importante, diga suas falas, atue na história. Ela foi ganhando cada vez mais espaço e se tornou peça-chave na investigação da delegada Helô (Giovanna Antonelli) para destruir a rede de tráfico Brasil-Turquia.

Foi Thammy também a responsável por uma das mais comentadas cenas de “Salve Jorge”, quando sobe ao palco da boate turca com visual totalmente feminino para dançar a “Conga” de sua mãe na vida real, Gretchen. Quem apostava que seria uma permanente feminilização da personagem errou quando foi ao ar o capítulo da última quinta-feira, 16 de maio, e Jo estava novamente com seu visual Joãozinho conversando com Helô em um bar na Turquia.

É de se elogiar também que em momento algum Gloria Perez fugiu das críticas e discussões sobre sua história, respondendo a todos os espectadores que chegavam até ela pelo Twitter – ao contrário de outros autores, que se fazem de desentendidos e não respondem quem assiste suas tramas. Licenças poéticas à parte, “Salve Jorge” termina como a novela com maior número de personagens trans e como a trama que mais humanizou essas pessoas.

Agora é esperar a segunda-feira, 20 de maio, com a estreia de “Amor à Vida”, de Walcyr Carrasco, com nada menos do que três galãs interpretando gays (Marcelo Anthony, Thiago Fragoso e Matheus Solano), com direito a abordar paternidade homoafetiva e valores morais de um ser humano como qualquer outro.

fonte: MixBrasil

Daniela Mercury pede prisão para homofóbicos

Daniela MercuryDesde que se tornou uma referência na defesa das pessoas de condição sexual diferente, a cantora Daniela Mercury fala com entusiasmo da causa ao ponto de sugerir a prisão para homofóbicos.

A declaração foi feita em São Paulo, onde foi estrela da Virada Cultural, quando disse, em entrevista para o portal UOL, que “pros homofóbicos, prisão”.

A cantora também confirmou a sua contratação para cantar durante o desfile da Parada Gay da cidade e aconselhou as pessoas que são vítimas do preconceito. “Sejam altivos, plenos, exuberem” ressaltou.

fonte: Toda Forma de Amor

França: Presidente assina lei que permite casamento gay

Lei foi aprovada pelo Conselho Constitucional francês nesta sexta. Ela havia passado no Parlamento em 23 de abril, após intensos debates.

François HollandeO presidente francês, François Hollande, sancionou lei que permite união entre pessoas do mesmo sexo, tornando a França o 14º país do mundo a legalizar o casamento gay.

O diário oficial da França publicou neste sábado a lei assinada por Hollande depois que o Conselho Constitucional do país aprovou a legislação na sexta-feira.

A lei, uma promessa de campanha do presidente socialista, vinha sendo duramente contestada há meses por muitos conservadores na França, onde a aprovação do casamento gay é uma das maiores reformas sociais desde a abolição da pena de morte em 1981.

Opositores promoveram grandes e violentos protestos contra a lei e convocaram outra manifestação para 26 de maio. O líder da oposição ao casamento gay, um ativista político e humorista que atende pelo nome de Frigide Barjot, tem afirmado que o protesto vai levar milhões às ruas do país.

A prefeita de Montpellier, Helene Mandroux, que celebrará o primeiro casamento gay da França em 29 de maio, afirmou que a aprovação da lei marca um grande avanço social.

"O amor venceu sobre o ódio", disse ela, apesar de expressar preocupações de que o primeiro casamento gay atraia protestos violentos.

A França, um país predominantemente católico, segue assim 13 outras nações incluindo Canadá, Dinamarca, Suécia e mais recentemente Uruguai e Nova Zelândia na permissão à união legal de casais do mesmo sexo.

Com índices de aprovação baixos, a lei se mostrou custosa ao presidente francês, com críticos afirmando que ela distraiu sua atenção dos esforços para a recuperação da economia atingida pela recessão.

fonte: G1

Espírito Santo: Gay adota neta de traficantes e menina torna-se Mini Miss Brasil

Antes da conquista, garota viveu o drama de perder a visão do olho direito. Para a capixaba Ana Clara, superação deve-se ao carinho do pai adotivo.

Ana Clara FerraresA rotina de preparação para concursos de beleza e ensaios fotográficos passa longe da vida que Ana Clara Ferrares, de 10 anos, levava há apenas dois anos. A estudante é neta de traficantes presos no Espírito Santo e enfrentou a perda da visão do olho direito em um acidente. Hoje, ela se define como uma criança feliz, após ser adotada aos oito anos pelo missólogo Guto Ferrares, que é homossexual. Em abril deste ano, ela foi eleita Mini Miss Brasil Oficial 2013, em concurso realizado em São Paulo, uma conquista que a menina levou para o pequeno município de Aracruz, no Espírito Santo.

No Espírito Santo, a oportunidade que Ana Clara teve é bem diferente da realidade de crianças com mais de três anos que esperam para ser adotadas. Em todo o estado, segundo o Tribunal de Justiça (TJ-ES), 132 crianças e adolescentes esperam por um novo lar e o número de pretendentes habilitados passa de 750, mas em geral, a adoção de recém-nascidos e menores de dois anos é preferência entre esses pais. Para incentivar essa ação, foi criada a I Campanha de Incentivo à Adoção Tardia, no município da Serra, na Grande Vitória, que acontece de 19 a 24 de maio.

O pai adotivo Guto Ferrares, de 25 anos, contou que os pais biológicos da filha eram foragidos da polícia e ela morava com os avós, em Colatina, no Noroeste do estado, mas eles tinham envolvimento com o tráfico de drogas e foram presos. Ana Clara acabou morando com vizinhos por algum tempo.

Mas as dificuldades não pararam por aí. "Quando ela morava no bairro São Judas Tadeu, em Colatina, um bandido da comunidade foi preso e os moradores resolveram soltar fogos para comemorar. Um dos foguetes caiu em cima da casa que ela morava e o telhado explodiu. Um pedaço bateu direto no olho direito dela e a cegou", contou Guto.

A história de Ana Clara chegou aos ouvidos do pai adotivo através de uma amiga da mãe dele, que é moradora de Colatina. Guto contou que se comoveu com a história e como já tinha vontade de ser pai, mas nenhuma pretensão de se casar, resolveu ver se havia alguma maneira de adotar a garota. "Três meses depois do acidente, a menina fez uma cirurgia no olho e foi nesse dia que a gente se conheceu. Fui bem devagar com ela, de início não falei que eu a adotaria, falei que era um amigo e que ela passaria uns dias comigo, para ver se gostava", lembrou.

Para a garota, as dificuldades foram superadas com a ajuda de um grande aliado: o carinho do pai adotivo. “A adaptação foi fácil porque a minha nova família me recebeu de um jeito muito carinhoso, muito diferente do que eu recebia na vida que tinha antes. Com meu pai foi ainda mais especial, porque na verdade eu nunca conheci meu pai biológico. Ele é a pessoa mais importante da minha vida e hoje tenho uma família completa”, disse a menina.

Guto, que é homossexual, chegou a pensar que seria difícil explicar para Ana Clara que era um pouco diferente da maioria dos pais. "No início, ela não sabia o que era gay. Expliquei à ela que era um pouquinho diferente do que ela estava acostumada a ver, que não namoraria uma mulher. Acredito que a criança é o que os pais passam para ela, adquire valores. Eu sou um pai bem rígido, quero o melhor para ela, portanto em casa não existe preconceito e nem falta de educação", falou.

Guto e Ana Clara 02Ajuda para recomeçar
A menina simpática, descontraída e vencedora de concursos de beleza chegou à casa de Guto totalmente retraída, sem conseguir conversar muito com as pessoas. O pai, então, procurou uma ajuda psicológica para ajudar a filha a superar os traumas de infância.

"Hoje ela é uma criança totalmente diferente, bem resolvida. Na verdade, ela fez um tratamento psicológico só por seis meses, foi uma espécie de preparação para a nova vida, um empurrão. Ela realmente deixou tudo o que viveu para trás, foi muito forte, e passou a me tratar como se eu sempre tivesse sido o pai dela", contou Guto Ferrares.

Guto também comentou as mudanças que a paternidade trouxe para sua vida:

"Eu não paro para pensar que eu fiz parte da evolução dela, penso no que construímos juntos, que ela tornou minha vida mais especial. Hoje ela trata a dificuldade da visão como superação, encara a diferença dela como algo positivo, isso é maravilhoso."

Mini Miss Brasil
Já adaptada à nova casa, Ana Clara Ferrares contou ao pai que sempre teve o sonho de ser modelo, mas se considerava aleijada por ser cega de um olho. O apoio e o conhecimento de Guto foram essenciais para que a menina não desistisse de suas ambições. "Sou missólogo, um preparador de beleza de misses e misters, então tive segurança para conversar com ela sobre isso. Expliquei que ela não era aleijada, que era bonita e poderia ser o que quisesse. Contei que existem modelos de todos os tipos, até mesmo uma que é surda", explicou.

Um dia, a menina pediu para começar a competir em concursos de miss, acreditando que o pai seria o primeiro a apoiá-la, mas essa não a primeira reação. "Tinha medo que ela perdesse algum concurso e ficasse para baixo, não queria vê-la sofrer. Mas ela cabou contando tudo para a psicóloga dela, que me 'deu um puxão de orelha', falou que seria importante para ela", disse.

Desde então, a garota passou a colecionar títulos. Em 2011, ela ganhou o Mini Miss Espírito Santo 2012. No ano seguinte venceu o Mini Miss Brasil Fotogenia 2013 e foi chamada para a seleção do Mini Miss Espírito Santo Oficial, que também venceu. No dia 27 de abril deste ano, ela ganhou o Mini Miss Brasil Oficial e agora vai disputar, na categoria dela, o concurso de Miss Universo em Buenos Aires, no fim deste ano.

Ana Clara gostou tanto da experiência que agora faz parte de seus projetos para o futuro continuar desfilando. "Eu descobri que adoro participar de concursos e desfiles e quero seguir uma carreira."

Guto e Ana ClaraAdoção tardia
Segundo a juíza da Vara da Infância e Juventude da Serra, Gladys Pinheiro, as pessoas dispostas a adotar querem recém-nascidos ou bebês. “Nossa cultura já está mudando, mas ainda precisamos trabalhar e repercutir a importância dessa ação com as crianças mais velhas e os adolescentes. Geralmente, elas costumam ficar em abrigos até atingirem a maioridade”, disse.

Mas essas situação não se encaixa no caso de Guto e Ana Clara. Foi de uma relação inical de amizade que surgiu o amor de pai e filha, sem se importarem se não tinham o mesmo sangue. A idade da menina, então com oito anos, não foi um empecilho. "O melhor de ser pai é poder passar todo o meu carinho e o amor para ela, e esses sentimentos não medem idade e nem deixam espaço para preconceitos", disse.

fonte: G1

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Pesquisa revela qual a opinião do público sobre atores gays assumidos interpretando héteros

Neil Patrick HarrisMuito se especula sobre o que o público pensa acerca de atores homossexuais assumidos interpretando personagens héteros. 

Importantes autores de novela do Brasil, como Gilberto Braga, Silvio de Abreu e Aguinaldo Silva, já declararam que acham que atores com potencial de galã não devem sair do armário, pois quebrariam o encanto das telespectadoras femininas.

A Universidade Clemson, na Carolina do Sul, nos Estados Unidos, resolveu fazer uma pesquisa sobre o tema.

Segundo os dados apurados, o público não vê problemas em atores gays no papel de heterossexuais. O estudo revelou que o fato do ator se assumir não tem efeito sobre sua aceitação perante o público num filme ou num programa de TV.

"As primeiras pesquisas mostraram que as pessoas tendem a perceber uma conexão direta entre orientação sexual e papéis de gênero estabelecidos, especialmente na indústria do entretenimento", explica Paul Merritt, um dos idealizadores da pesquisa.

"No entanto, essas novas descobertas indicam que o conhecimento da orientação sexual de um ator não necessariamente vai afetar seu desempenho e nem deixá-lo fadado a personagens que são estereótipos de gays e lésbicas", continua o psicólogo.

Merritt compara a situação de Rupert Everett, que declarou que após se assumir na década passada não conseguiu mais papéis de heterossexuais, aos novos astros de hoje.

Neil Patrick Harris (foto) faz sucesso como um heterossexual canalha na série "Hom I Met Your Mother". Matt Bommer foi cotado para viver o galã sexual Christian Grey, na adaptação para os cinemas de "50 Tons de Cinza". O gato também deu vida a um stripper desejado em "Magic Mike".

Zachary Quinto, estrela da saga "Star Trek", declarou recentemente que nunca teve tantos trabalhos como depois que se assumiu.

Não precisamos ir muito longe. Aqui no Brasil, Marco Nanini faz sucesso há anos como o Lineu da "Grande Família", personagem que exalta o típico pai de família da classe média brasileira. Alguém acha que ele não convence no papel?

fonte: A Capa

Saiba o porquê 17 de maio ser Dia Internacional contra a Homofobia

dia internacional contra homofobiaNo dia  17 de  maio de  1990,  a Assembléia Geral  da organização Mundial de Saúde, órgão da ONU, retirou a homossexualidade de sua lista de distúrbios mentais, tentando liquidar mais de um século do que chamou “homofobia médica”. Informa fonte do governo estadual: "Os boletins de ocorrência das delegacias do Estado do Rio de Janeiro contarão com a opção "homofobia" entre as possíveis motivações para um crime”. A classificação desse tipo de violência pela polícia é fato inédito no Brasil.

Discriminar gays, lésbicas e transgêneros e matá-los com o aval da lei ainda é fato considerado normal em muitos países membros das Nações Unidas, se bem que  organizações encarregadas de cuidar dos direitos do homem – como o  próprio Comitê dos Direitos do Homem e a Anistia Internacional – condenem repetidamente a discriminação com base na orientação sexual e identidade de gênero.

Enquanto gente morre de fome e inanição e  guerras absurdas continuam acontecendo, cerca de oitenta países no mundo ainda aprisionam  pessoas cujo grande delito é que sentem atração pelo mesmo sexo. Nove deles punem com a morte este “tremendo pecado”: Afeganistão, Arábia Saudita,Emirados Árabes Unidos,Iran, Mauritânia, Nigéria, Paquistão, Sudão e o Yemen.

Em  2005, a  ILGA - sigla da Associação Internacional de Gays e Lésbicas -  entidade  que combate a discriminação e luta pela igualdade de direitos para a comunidade LGBT há 30 anos, liderou um movimento para criar um dia no calendário em que  fosse  exibido, com prioridade, esse comportamento abjeto e absurdo. Assim foi criado o  IDAHO - Dia Internacional contra a Homofobia, celebrado por mais de 40 países.

A importância da presença midiática é tamanha que mesmo no Irã, onde gays são enforcados com a presença obrigatória dos pais (se não comparecerem, também serão enforcados) a brutalidade governamental passou a ser discutida em blogs, sites e emails.

Em 1785, Jeremy Bentham, que hoje poderia ser descrito como um sociólogo, escreveu o primeiro documento  pró direitos dos gays conhecido ao pedir uma reforma de lei na Inglaterra, onde  eram sumariamente enforcados. Temendo represálias,  seu trabalho pioneiro foi escondido até 1978. Correntes emergentes do humanismo secular – que se opunham  a Humanismo religioso - imaginaram que  as idéias de  Bentham influeinciaram  a Revolução Francesa. E, quando a nova Assembléia Nacional começou a esboçar as políticas e as leis da república nova em 1790, grupos de militantes, em Paris, pediram e conseguiram que a liberdade, igualdade e fraternidade fossem estendidas também aos que amavam diferente. Assim, em 1791, a França tornou-se a primeira nação a não criminalizar a homossexualidade.

Ulrichs
Em cada um de nós que luta pela liberdade de expressão - inclusive e principalmente sexual -, brilha um pouco da  chama que alimentou a vida e os ideais de Karl Heinrich Ulrichs (1825-1895), advogado alemão, ativista da causa e teórico da homossexualidade que é considerado o primeiro militante assumidamente gay. Em 1862, 105 anos antes dos enfrentamentos de Stonewall (1969) que deram origem aos movimentos pelos direitos dos homossexuais nos Estados Unidos, Ulrichs revelou aos familiares sua opção sexual e foi compreendido, fato raríssimo ainda hoje.

Um pensamento de ternura
- Para Harvey Milk, primeiro político assumidamente gay, vítima de crime de ódio

- Mais uma vez e sempre pelos gays enforcados no Irã, pelos mortos por skinheads ou mortos por gays enrustidos assassinos

- Para Judy Shepard, mãe de coragem que tenta superar com ativismo pela causa da não homofobia, o desespero de ter perdido o filho Matthew Sheppard de forma brutal

- Por cada um que já foi vítima de chacota, deboche e escárnio na vida social (eu, inclusive!!!), escolar ou profissional e pelas  famílias que apóiam e  compreendem seus meninos e meninas gays, sendo elas  mesmas muitas vezes repelidas e discriminadas, em geral pelos parentes mais próximos

- Por quem precisa viver "na clandestinidade" mesmo sem desejar e apela para casamentos de mentirinha

- Para os excomungados da Igreja Católica Romana e pelos excluídos nas  religiões fundamentalistas

- Para as mães que  que tentam militar em favor  da não homofobia- com boa vontade, é certo - mas não conseguem reinventar a maternidade pois, elas mesmas, são as primeiras a discriminar e não ousam reconhecer isso

- Para travestis e transexuais - que me inspiram especial carinho e que são, às vezes, discriminadas pela própria comunidade LGBT

fonte: MixBrasil

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