sexta-feira, 17 de maio de 2013

Dois anos após veto, MEC diz que ainda 'analisa' kit anti-homofobia

No Dia Internacional de Combate à Homofobia, o MEC diz que ainda analisa material que teve a distribuição proibida pela presidente Dilma há dois anos

Passados dois anos do veto da presidente Dilma Rousseff a uma série de conteúdos que seriam distribuídos nas escolas da rede pública como forma de combater a homofobia, o material desenvolvido por diversas entidades em parceria com o Ministério da Educação (MEC) ainda não teve um destino definido. Consultada pelo reportagem, a assessoria da pasta se limitou a dizer que a proposta não foi abandonada e que os conteúdos ainda estão em análise.

"O Ministério da Educação firmou uma parceria com o Fórum de Entidades Nacionais da Psicologia (Fenp) e dez universidades federais para debater e analisar todos os materiais educativos que abordem preconceitos, violência nas escolas e qualquer tipo de discriminação, entre eles, os materiais referentes ao Programa Escola sem Homofobia", disse o MEC em nota. No entanto, a pasta não detalhou quando essa análise será concluída.

A distribuição do kit, que estava prevista para ocorrer no segundo semestre de 2011 em 6 mil escolas de ensino médio, foi cancelada em maio daquele ano após pressão das bancadas religiosas, que convenceram a presidente de que o material fazia "propaganda de orientação sexual". Após a polêmica, o MEC disse que o veto de Dilma refere-se a três vídeos: Torpedo, Encontrando Bianca e Probabilidade. O restante do conteúdo, que inclui um caderno com orientações aos professores e boletins destinados aos estudantes, ainda espera por uma definição.

Para o coordenador do Grupo de Trabalho de Combate à Homofobia da Universidade de Brasília (UnB), José Zuchiwschi, a falta de uma definição sobre o kit é um "desrespeito à população". Zuchiwschi  trabalhou no Ministério da Educação durante o governo de Luiz Inácio Lula da Silva e ajudou a articular a elaboração dos materiais. Faz três anos que ele deixou a pasta para assumir o cargo de professor de antropologia na UnB e não poupa críticas ao governo. 

​"Eu já tinha saído (do MEC) quando a presidente vetou o kit, mas foi uma decepção. Aquilo era um trabalho de anos, já havia sido licitado, pago e agora não saber o que fazer com esse material é no mínimo um desrespeito à população", afirma o professor, ao fazer referência ao montante de cerca de R$ 1,8 milhão gasto pelo ministério na produção do conteúdo.

Ele ainda diz que alguns setores conservadores tentaram vender a ideia de que o kit seria distribuído para crianças com 6 anos de idade - quando na verdade o material era volta exclusivamente para alunos do ensino médio. "Dói muito saber que as forças contrárias dos fundamentalistas, não só os evangélicos, mas a bancada católica, tenham boicotado o trabalho e passado para a população a visão de que estaríamos incentivando a homossexualidade". Segundo ele, o material foi produzido por um "grupo conceituado" de acadêmicos, com apoio de entidades como o Conselho Federal de Psicologia e a Unesco. "Nunca passou pela cabeça de ninguém entregar isso a crianças", completa.

Dia de luta contra a homofobia
O especialista ainda diz que neste 17 de maio, Dia Internacional de Combate a Homofobia, é preciso cobrar do governo a necessidade de adoção de uma política de caráter nacional para o combate à discriminação nas escolas, já que hoje apenas alguns projetos isolados são desenvolvidos por prefeituras e governos.

Ele lembra que diversos estudos apontam para a necessidade, urgente, de proteger a população de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. Pesquisa feita em 2009 pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), por exemplo, apontou que 87,3% dos entrevistados têm preconceito com relação à orientação sexual. O levantamento baseou-se em uma amostra nacional de 18,5 mil alunos, pais, professores e funcionários de escola.

"Quem paga a conta desse descaso é a minoria LGBT, que sofre sucessivas agressões na escola e na universidade", diz José Zuchiwsch ao ressaltar que a taxa de abandono do estudos é muito maior nesse grupo da população. "Muitos travestis caem na prostituição justamente por abandonarem os estudos depois de tanto preconceito", ressalta.

MEC diz que desenvolve ações para combater homofobia
Embora ainda não tenha uma definição para o projeto Escola sem Homofobia, o MEC diz que desenvolve algumas ações para combater a homofobia na escola. "O Ministério da Educação possui estratégias e ações voltadas para a educação com relação ao acesso, permanência e sucesso escolar dos estudantes em situação de possível exclusão ou violência. No caso do combate à homofobia, tais ações visam à promoção de uma educação não sexista e anti-discriminatória, que promova o respeito à diversidade sexual", informou a pasta.

Como exemplo dessas iniciativas, o ministério cita o apoio a cursos de pós-graduação em parceria com as universidades públicas para professores e gestores, a produção e divulgação de pesquisas, a inclusão da temática de forma adequada nos editais de avaliação e seleção de livros didáticos, a inclusão do debate nos currículos universitários, entre outras iniciativas sobre orientação sexual e da identidade de gênero.

Deputado critica materiais específicos para combater a homofobia
Um dos maiores opositores ao que classificou como "kit gay", o deputado federal pelo Rio de Janeiro, Jair Bolsonaro (PP), criticou em entrevista ao Terra sobre o casamento entre pessoas do mesmo sexo a distribuição de materiais com conteúdo "homossexual" nas escolas.

"Eles estão pregando na escola o combate à homofobia, já estão fazendo a partir da molecada com 6 anos de idade. Um dos itens ali: distribuição de livros às bibliotecas com a temática diversidade sexual para o público infantil. Ou seja, livros com gravuras de homens se beijando, né, ou em posições homoafetivas, para a molecada a partir dos 6 anos de idade, vai tá estimulando a molecada!", disse o parlamentar.

"A partir do momento que o moleque vê que tem dois meninos, dois homens, se abraçando, mantendo essa relação amorosa, ele passa a ser uma presa fácil para pedófilos. Se um homem quiser abraçar o moleque, ele vai achar que aquilo é normal", emendou Bolsonaro, que acredita que a temática da homofobia não é assunto para se discutir na escola. E ainda lembrou: "Essa briga minha aqui, não é contra os homossexuais, é contra o material escolar".

Entenda a polêmica sobre o kit anti-homofobia
O kit de combate à homofobia - que integra o projeto Escola sem Homofobia - foi desenvolvido por diversas entidades não governamentais, com a supervisão do Ministério da Educação, para ser distribuído a alunos do ensino médio de 6 mil escolas públicas previamente selecionadas. No entanto, após pressão das bancadas religiosas no Congresso Nacional, a presidente vetou o material em maio de 2011. Segundo Dilma, o kit era inadequado e fazia propaganda de orientações sexuais.

O kit é composto de um caderno com orientações sobre atividades que podem ser desenvolvidas pelos professores em sala de aula; de seis boletins destinados aos estudantes; de cartazes para divulgar o programa na comunidade escolar, de cartas endereçadas a professores, além de três vídeos para serem trabalhados em sala de aula. O convênio para a preparação do material teve um custo total estimado de R$ 1,8 milhão e incluía também pesquisas, seminários e atividades de capacitação para os educadores que fossem utilizá-los nas escolas.

Integram a equipe responsável pelo kit a ONG Pathfinder do Brasil, a Global Alliance for LGBT Education (Gale), a Comunicação em Sexualidade (Ecos), a Soluções Inovadoras em Saúde Sexual e Reprodutiva (Reprolatina) e a ABGLT. Entidades como a Unesco e o Conselho Federal de Psicologia defenderam o conteúdo do material.

fonte: Terra

Preta Gil defende artistas que não saem do armário: “Ser gay não é algo de interesse público”

Preta Gil foi uma das convidadas do show de lançamento da campanha "Rio Sem Precoceito 2013", que foi realizado no Circo Voador na noite dessa última quarta (15), no Rio de Janeiro.

Preta Gil 03A cantora, que já se declarou bissexual, sempre levantou a bandeira do direito dos homossexuais.

"Meu público GLS sabe que, onde eu estiver, a homofobia não entra. Já recebi mãe de fã no camarim para ajudar na aceitação da família", disse a cantora durante o evento.

No entanto, Preta diz entender seus colegas artistas que não saem do armário e não assumem publicamente que são gays.

"Ser gay não é algo de interesse público. Ninguém tem obrigação de gritar aos quatro ventos. Mas claro que um ídolo bem resolvido é exemplo para quem sofre", declarou Preta.

fonte: A Capa

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Nicole Bahls insinua que filho de Claudia Raia é gay

Enzo Celulari e Nicole BahlsDesde que participou do reality show "A Fazenda", Nicole Bahls não para de arrumar confusão. A ex-panicat, que agora voltou como integrante do programa "Pânico na Band", fez comentários com relação a sexualidade de um famoso em seu perfil no Twitter.

Tudo leva a crer que as indiretas foram para o filho gostosão de Claudia Raia, Enzo Celulari. Quando começaram a pipocar fotos de Nicole ao lado do moço, a atriz, mãe coruja, comparou Nicole com as antigas chacretes e afirmou que ela não passava de uma "diversão" para um garoto de 15 anos.

"O risco não é mulher com perfil chacrete (risos). É menino com carinha de paquito! Acorda"!", escreveu Nicole no Twitter.

Logo depois, a moça destilou mais veneno. "O namorado está sempre junto... Prestem mais atenção, gente. Gay querendo pagar de galã nas minhas costas... Vou morrer e não vou ver tudo", postou.

Depois de causar um alvoroço nas redes sociais, Nicole apagou as mensagens. Mas, teve gente que deu print screen. Veja abaixo:

Nicole Bahls twitter

fonte: A Capa

Rio de Janeiro: TJ manda cumprir resolução do CNJ e autoriza casamento gay

Ato normativo tira decisão de juiz que indeferia casamentos homoafetivos. Mais de 150 casais de pessoas do mesmo sexo procuraram cartórios no Rio.

O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro anunciou, nesta quinta-feira (16), que vai editar um ato normativo orientando o cumprimento da resolução do Conselho Nacional de Justiça que obriga os cartórios a realizar o casamento de pessoas do mesmo sexo, sem a necessidade da avaliação de um juiz.

Na prática, a decisão retira o poder do juiz Luiz Henrique Oliveira Marques, da 1ª Vara de Registro Público do Rio, de julgar todos os casamentos da cidade. Até então, Marques, que não interpreta o casamento entre pessoas homoafetivas como válido perante a lei, vinha indeferindo todos os pedidos.

Mais de 150 casais em um dia
No primeiro dia de vigência da resolução do CNJ, mais de 150 pessoas procuraram os cartórios para dar entrada ao casamento civil ou para se informar sobre a nova diretriz, como mostrou o RJTV.

Roní Vasconcelos e Gilson Assumpção dividem a rotina em casa há quase 30 anos. Na quarta-feira (15), eles foram até o cartório para dar entrada no pedido de casamento. Se referindo às ações de Marques nos últimos anos, ambos dizem não entender porque todos os pedidos de casamentos eram submetidos ao juiz.

De acordo com o conselheiro do CNJ Guilherme Calmon, a resolução precisa ser cumprida por todos os cartórios do país. .”Se houver alguma medida ou ato praticado por parte dos tribunais na esfera administrativa que seja contraria às determinações do CNJ, esses atos poderão ser cancelados”, garantiu.

fonte: G1

Bolsonaro volta a atacar gays: “Meu filho não brinca com filho de casal gay.”

deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ)Revoltado com a decisão do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) de autorizar o casamento civil de pessoas do mesmo sexo nos cartórios, o deputado Jair Bolsonaro (PP-RJ) voltou a atacar os gays.

"Está bem claro na Constituição aqui: a união familiar é um homem e uma mulher" disse o deputado em entrevista para o portal "Terra".

O parlamentar atacou ainda a adoção por casais do mesmo sexo dizendo que filho dele jamais brincaria com uma criança filha de homossexuais.

"Você acha que eu vou pegar meu filho de 6 anos de idade e deixar ele brincar com outro moleque de 6 anos adotado por um casal gay? Não vou deixar!" ressaltou.

Para o deputado, as decisões da justiça a favor das pessoas de orientação sexual diferente têm "avançado sobre a Constituição". Ele disse também que nenhuma família pode ter orgulho de um filho com orientação sexual diferente.

"Ninguém, nenhum pai tem orgulho de ter um filho gay" disse o parlamentar.

fonte: Toda Forma de Amor

‘Isso tem que ser escancarado de vez!’, diz Anthony sobre casal gay com Fragoso em novela

Dupla encarna um homossexual e um bissexual na próxima trama das 21h

Thiago Fragoso e Marcello AnthonyPara quem ainda não sabe, os personagens de Thiago Fragoso e Marcello Anthony vão viver um casal gay na nova trama de Walcyr Carrasco. Na verdade, Niko é o homossexual da história. Já Eron, personagem de Anthony, é um pouco mais complexo: “É a primeira vez que o assunto está sendo abordado dessa maneira, bem direta, sem nenhum subterfúgio, até porque o meu personagem não dá a menor pinta de que é bissexual. Ele, inclusive, já namorou mulheres antes. A gente não vai cair naquela coisa do estereótipo do casal gay. Seremos um casal normal, como qualquer outro. Acho que, hoje em dia, isso já não está sendo o mesmo tabu que já foi. Acho que essa novela vai contribuir muito para que o povo olhe isso com outros olhos. Isso tem que ser escancarado de vez!”, explica Marcello.

Para Fragoso, a sedução pelo papel de um homossexual aconteceu por conta da naturalidade com que o personagem se expõe na trama: “Fiquei seduzido para fazer esse personagem depois que o Walcyr (Carrasco, autor da novela) me disse que o Niko é um gay que não transparece isso. Ele não dá a mínima bandeira de que é homossexual. Isso também é normal e me deixou mais tranquilo, porque percebi que vou poder fazer, acima de tudo, um ser humano, uma pessoa, e não uma caricatura que possa ser julgada ou classificada de qualquer forma diferente”.

Marcello dá uma apimentada no papo e deixa uma questão no ar: será que finalmente vai  acontecer o primeiro beijo gay em rede nacional? “O pessoal já brinca comigo, perguntando se vai acontecer o beijo gay na TV e eu respondo brincando também. Não sei se vai rolar ou não, mas acho que esse assunto já é passado também. Hoje em dia isso é normal e precisa ser tratado como tal. Há uma grande possibilidade das pessoas torcerem pelo casal, para que eles fiquem juntos. Tô muito curioso para saber sobre o retorno do público”.

Thiago termina decretando a importância da exposição de personagens como os dois nos dias de hoje: “Vai ser um divisor de águas porque quero que a gente consiga mostrar uma família feliz, segura, amorosa, em que todos se amam. Quero que o público torça por esse casal e que isso vire um marco na TV, assim como já fazem com qualquer outro casal heterossexual”.

fonte: Globo.com

Mais de 80% dos LGBT europeus se sentem intimidados em centros de ensino

Um relatório apresentado nesta quinta-feira pela Agência Europeia de Direitos Fundamentais (FRA) aponta que mais de 80% dos estudantes e universitários homossexuais, transexuais ou bissexuais de União Europeia (UE) e Croácia já se sentiram intimidados ou ameaçados nas instituições de ensino que frequentam.

Esta é a maior pesquisa realizada sobre o grau de discriminação sofrido pela comunidade LGTB (lésbicas, gays, transexuais e bissexuais) na UE.

'Descobrimos que mais de 80% dos entrevistados em todos os países afirmaram ter sido alvo de comentários negativos ou intimidações na área educativa', lamentou Dennis van der Veur, um dos porta-vozes da FRA, durante a apresentação de uma antecipação do relatório na sede desta agência, em Viena.

Segundo a FRA, 'os Estados-membros devem garantir que os alunos LGTB se sintam seguros nestes centros, por isso seria preciso iniciar campanhas de sensibilização, assim como políticas contra o assédio homofóbico'.

Entre os estudantes ouvidos na pesquisa, 66% confessaram que não revelam sua orientação sexual nos centros de ensino.

Os resultados da pesquisa, que consultou 93 mil pessoas entre abril e junho do ano passado, também revelaram que 26% dos entrevistados foram 'agredidos ou ameaçados com atos de violência nos últimos cinco anos'.

Por outro lado, 19% dos participantes admitiram já ter se sentido discriminados no ambiente de trabalho ou ao procurar emprego.

De todos os grupos que responderam a pesquisa, os da comunidade transexual são os que refletiram maior nível de marginalização e denunciaram ter sido alvo dos índices de violência mais elevados.

A FRA explicou que o objetivo de divulgar estes dados é 'ressaltar a necessidade de promover e proteger os direitos fundamentais das pessoas LGTB, de modo que estas também possam levar uma vida digna'.

fonte: G1

MTV dedica programação desta sexta contra a homofobia

O VJ Didi participará de programas dedicados a combater a homofobia

VJ DidiEmissora mais gay friendly do Brasil, a MTV vestirá a camisa a favor dos direitos LGBT e vai celebrar o Dia Internacional Contra a Homofobia, na próxima sexta-feira, 17, com programação voltada ao tema.

Na porta da emissora, que fica no bairro do Sumaré, em São Paulo, acontecerão shows ao vivo e um grande beijaço. Os organizadores pedem para os telespectadores que forem de fora da capital paulista postarem seus beijos com a hashtag #BeijaçoMTV no Instagram.

O Especial MTV #homofobiaNÃO será apresentado por Chay Suede, Juliano Enrico, Didi, Gaia, Titi e Chuck a partir das 18h com música ao vivo na rua e artistas convidados.

O cartunista Laerte, o VJ PC Siqueira, o colunista do UOL Vitor Ângelo e o advogado Dimitri Salles da OAB, entre outros, participam de um debate, às 20h, sobre  as mudanças da sociedade, os avanços e desafios do movimento contra a homofobia.

Para encerrar, às 21h, a emissora exibe o documentário  ”Voz MTV – Homofobia Não” com depoimentos e participação do historiador e ativista LGBT João Silvério Trevisan.

O canal musical também pede a participação do público em histórias que envolvam homofobia. Quem já tiver sido agredido física ou moralmente, ou conheça alguém que tenha sido, por motivos homofóbicos,  pode escrever para o email homofobianao@mtv.com.br com um número de telefone para a produção do canal fazer contato.

Para assistir aos shows na emissora e participar ao vivo com suas histórias, quem for de São Paulo pode se dirigir à sede da MTV que fica na Av. Prof. Alfonso Bovero, 52, próximo à estação Sumaré da Linha 2 – Verde do metrô.

fonte: ParouTudo

Cartórios não podem a partir de hoje rejeitar pedido de casamento gay

Decisão determina ainda conversão de união estável em casamento. Cidadão deverá reclamar à Justiça caso cartório se recusar a fazer.

A nova resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que obriga os cartórios de todo o país a celebrar o casamento civil e converter a união estável homoafetiva em casamento começa a valer a partir desta quinta-feira (16).

A decisão foi divulgada na edição desta quarta-feira (15) do "Diário de Justiça Eletrônico".

Pelo texto, os cartórios não poderão rejeitar o pedido, como acontece atualmente em alguns casos. A regra ainda poderá ser questionada no Supremo Tribunal Federal (STF).

Segundo o presidente do CNJ e autor da proposta,Joaquim Barbosa, que também é presidente do STF, a resolução visa dar efetividade à decisão tomada em maio de 2011 pelo Supremo, que liberou a união estável homoafetiva.

Conforme o texto da resolução, caso algum cartório se recuse a concretizar o casamento civil, o cidadão deverá informar o juiz corregedor do Tribunal de Justiça local. A recusa em concretizar o casamento, diz o texto, "implicará a imediata comunicação ao respectivo juiz corregedor para as providências cabíveis".

Reportagem publicada pelo mundalternativo mostrou que, no último ano, pelo menos 1.277 casais do mesmo sexo registraram suas uniões nos principais cartórios de 13 capitais, segundo levantamento preliminar da Associação de Notários e Registradores do Brasil (Anoreg-BR).

Atualmente, para concretizar a união estável, o casal homossexual precisa seguir os trâmites em cartório. Até agora, para o casamento, eles pediam conversão da união estável em casamento e isso ficava a critério de cada cartório, que podia ou não conceder.

O casamento civil de homossexuais também está em discussão no Congresso Nacional. Para Joaquim Barbosa, seria um contrassenso esperar o Congresso analisar o tema para se dar efetividade à decisão do STF.

"Vamos exigir aprovação de nova lei pelo Congresso Nacional para dar eficácia à decisão que se tomou no Supremo? É um contrassenso."

De acordo com Barbosa, a discussão sobre igualdade foi o "cerne" do debate no Supremo. "O conselho está removendo obstáculos administrativos à efetivação de decisão tomada pelo Supremo e que é vinculante [deve ser seguida pelas instâncias inferiores]."

fonte: G1

Rio Grande do Sul: Cerimonialista cria empresa para organizar casamentos gays

Com aprovação de leis, Rossano Gastaldo enxergou oportunidade no nicho. Casal de Porto Alegre realizou cerimônia religiosa e firmou relacionamento.

Rossano e a sócia Cristina VoguelLonge dos tabus, a união homossexual passou por uma repaginação em 2013. Tanto do ponto de vista jurídico quanto social, os casamentos LGBT (Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Transgêneros), apoiados em leis de reconhecimento, passam a se tornar um nicho no mercado de eventos também. De olho na nova área, um empreendedor de Porto Alegre lançou no início deste ano uma empresa voltada apenas aos cerimoniais gays.

“Percebi isso e vi que não podemos deixar uma fatia tão importante da população sem um atendimento sofisticado”, explica Rossano Gastaldo, 29 anos, criador da That’s Amore. No mercado há quatro anos, o produtor trabalha com Cristina Vogel, que realiza eventos desde 2006. A partir da nova legislação, a dupla passou a ser questionada para realizar festas entre pessoas do mesmo sexo também.

Nos serviços da nova empresa, Rossano cuida de todos os detalhes. Desde a supervisão da montagem da festa, o recebimento de materiais contratados, a coordenação dos fornecedores, a orientação aos pais e padrinhos e o cerimonial da festa propriamente dito. Roteiros são pensados para que tudo siga uma ordem.

Além disso, para os clientes mais exigentes, a That's Amore pretende também assessorar em todos os quesitos, da escolha do local da festa à papelaria. "O nome foi inspirado em uma música, 'That's Amore', cantada por Dean Martin. E o conceito é bem esse, disseminar o amor para todo mundo. Quero falar sobre o que une um casal e fazer isso", conta o empreendedor.

Rossano é economista e cursa pós-graduação em marketing pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Durante as aulas, desenvolveu um trabalho que investigava as possibilidades de abrir o novo negócio. “Levantei dados e percebi que, por não existir uma estrutura familiar tradicional, sobra dinheiro para estas pessoas. E este dinheiro normalmente é investido em viagens e estudos, e pode ser usado para festas e comemorações também”, completa o empresário.

Segundo o Censo 2010, o Brasil soma 60 mil casais homossexuais, dentre 37,5 milhões de casais do mesmo sexo. A Pesquisa Out of Now Global, realizada por uma empresa holandesa que levanta tendências e estudos da comunidade LGBT, aponta que 36% está na classe A, 47% na classe B, e que a comunidade gasta em média 30% a mais do que heterossexuais em bens de consumo. Ainda no nicho, de acordo com a Associação Brasileira de Turismo para Gays, Lésbicas e Simpatizantes (Abrat-GLS), o perfil movimenta R$ 150 bilhões por ano. “É uma oportunidade de mercado muito grande. E se o mundo gay não começar a se posicionar, o mercado não vai expandir. Temos que criar esta demanda”, aponta Rossano.

Além da oportunidade, Cristina acredita que a conquista do direito do casamento entre homossexuais é um avanço. “No casamento hétero a gente orienta a cerimônia religiosa e a civil. Já no homossexual, o que existia era apenas a união homoafetiva, então normalmente se chama um celebrante”, explica a empresária. Fato que irá mudar. Na última terça-feira (14), o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) aprovou uma resolução que obriga os cartórios de todo o país a celebrar o casamento civil e converter a união estável homoafetiva em casamento. “O celebrante normalmente trazia elementos para a cerimônia, falava bem e apresentava algumas simbologias”, complementa a gaúcha.

RossanoPara a produção do evento, algumas diferenças do casamento considerado "tradicional" são meticulosamente pensadas. A começar pelo espaço dos encontros entre produtores e clientes. No escritório onde Rossano e Cristina trabalham, as paredes são forradas por quadros com fotos de casamentos heterossexuais.

“Estou montando meu próprio espaço para tratar com exclusividade e discrição todos os detalhes”, revela Rossano, que valoriza a identidade dos clientes.

Casal gay casa no civil e religioso
Quem aproveitou a oportunidade de firmar no papel o relacionamento de anos foi o produtor cultural Anderson Lee Lopes, de 39 anos, e o professor de geografia Tiago Bassani Rech, de 29 anos. No último dia 20, o casal se uniu em cerimônia religiosa de uma casa de umbanda no jardim do Museu Julio de Castilhos, casa histórica localizada no centro de Porto Alegre. Cerca de 150 convidados celebraram a união e participaram de uma janta em um restaurante da cidade.

“Estamos juntos há oito anos e fizemos a festa bem com a nossa cara. No convite, por exemplo, não sabíamos quem iria convidar, como nos convites héteros. Então escrevemos: ‘Anderson e Tiago convidam, ou Tiago e Anderson convidam, como preferir’”, contou com bom humor Anderson. "Na cerimônia religiosa, entramos em fila juntos, seguidos pela minha mãe e avó, e o pai de santo, que é meu pai de sangue também”.

O casamento civil foi realizado um dia antes no cartório. “Uma amiga nossa cantou o hino da umbanda em capela, decoramos com muitas flores e os convidados deveriam estar vestidos de branco. Somos muito brincalhões, então deixamos o ambiente muito descontraído”, emociona-se.

Agora, Anderson aguarda a transferência de Tiago para Porto Alegre. O professor dá aula em uma instituição de Pelotas e pretende morar junto com o marido até julho. “O dia em que casei foi o mais feliz da minha vida”, finaliza Anderson.

fonte: G1

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