sábado, 6 de abril de 2013

Líbano: Forças de segurança fazem exame anal para descobrir e punir gays

A denúncia é da organização Legal Agenda (Al Mufakkira Al Qanuniyya). Os ativistas informaram que forças militares do Líbano estão orientados a "provar" se homens são gays realizando um exame anal com uma sonda.

Os testes realizados na base da tortura e humilhação ainda estão sendo feitos, apesar de proibidos pelo Ministério da Justiça e pela associação médica.

Os procedimentos são chamados de "testes da vergonha" e consistem no exame do anus do suspeito por um médico para "provar" se ele já fez sexo anal.

O médico verifica a existência de vestígios de esperma, além de fazer uma foto para "estudar" o orifício. Quanto mais largo, maior a possibilidade da pessoas ser creditada como gay.

Somente no ano passado, 36 homens foram submetidos ao testes, época em que o procedimento foi proibido. Ainda assim, segundo a denúncia, continua ocorrendo clandestinamente.

fonte: Toda Forma de Amor

Em ‘Salve Jorge’, transexual na vida real vive traficada que tem a promessa de ser operada na Turquia

Maria Clara Spnilli“Sabe o que é uma pessoa passar a vida inteira presa dentro de um corpo errado?”, dizia o texto da primeira aparição da atriz Maria Clara Spinelli em “Salve Jorge” na última semana. Era uma confissão agradecida a Wanda (Totia Meireles), que, para aliciar Anita, sua personagem, prometeu à travesti uma cirurgia de mudança de sexo. Em menos de um minuto, Gloria Perez resumiu o sentimento de uma parcela excluída da população que Maria Clara conhece bem por ter enfrentado a tal operação.

- O que Gloria está fazendo é um marco. Assim como Taís Araújo teve a responsabilidade de fazer a primeira protagonista negra numa novela das oito, sei que tenho um caminho a trilhar. A partir das próximas cenas, espero que as pessoas vejam a atriz que há em mim e que isso seja maior que a minha individualidade - diz Maria Clara, que estreou cerca de 14 anos depois de Roberta Close ter feito um episódio do programa “Você decide” na mesma emissora.

A participação de Maria Clara foi esticada e ela ganhou um roteiro de cenas fortes. Mas não foi apenas a história de vida da transexual, de 27 anos, nascida em Assis (SP) que contou a favor dela. A atuação no filme “Quanto dura o amor?” (2010) lhe rendeu prêmios de melhor atriz em festivais de cinema como Paulínia, Hollywood e Mônaco.

- A vida é dura. Depois do filme, muita gente que eu admiro veio me dizer que se identificava com o meu trabalho. Conheci produtores de elenco de Hollywood e do Brasil. Autores e diretores me elogiaram. Mas ninguém me chamou para trabalhar.

Nas cenas previstas para irem ao ar na próxima sexta-feira em “Salve Jorge”, o sonho de uma vida diferente e um novo corpo para Anita acabará. Depois de embarcar para a Turquia ao lado do gay Dudi (Marcos Baô), ela descobre ao chegar na boate que será escravizada e terá que se prostituir . Os dois reagem à notícia e acabam sendo espancados por Russo (Adriano Garib). Eles serão socorridos por Jô (Thammy Gretchen), que agora na pele de Cylmara cuida das traficadas no alojamento.

Ver um sonho ruir é maior que a dor a física. Ela vê que a vida lhe deu uma rasteira mais uma vez - observa a atriz.

Mais experiente que sua personagem, a atriz conta que já está descolada com as peças que o destino lhe prega diariamente.

- Nem lembro que sou transexual, porque isso já está resolvido física, social, psicológica e legalmente. Nos meus documentos está o nome de Maria Clara Spinelli. Quando fui fazer o contrato com a Globo, perguntaram meu nome real. As pessoas não sabem se me tratam como homem, mulher, travesti. Tenho que lidar com isso com calma porque elas não têm obrigação de saber.

fonte: Extra

Revistas Veja e Época dão capa a casamento gay

As duas maiores revistas semanais brasileiras, “Veja” e “Época”, colocaram o outing de Daniela Mercury nas suas capas.

capa Época e Veja

A Veja, ao fazer um panorama histórico e científico da questão, considera o casamento homossexual como “questão inadiável no Brasil”.

A Época, que na semana passada já havia dado destaque ao tema na sua publicação paulistana, coloriu sua capa de arco-íris e mostra o quanto a homofobia da cantora Joelma e a infelicidade de termos Marco Feliciano como presidente da Comissão de Direitos Humanos motivaram Daniela e a esposa, a jornalista Malu Verçosa, a se assumirem.

Com vendas na casa do 1,5 mihão de exemplares e com impacto em cerca de 4 milhões de leitores, as publicações fizeram capas dignas do momento incrível e crucial que o país e nós LGBT estamos vivendo!

fonte: ParouTudo

Irlanda: Professores gays sofrem bullying

Entidade pretende que pasta da educação proteja os professores

sala de aulaPrática recorrente nos colégios, o bullying infelizmente não está restrito somente aos alunos. Professores também sofrem e nas mãos dos próprios estudantes.

Em uma conferência da União dos Professores da Irlanda, em Galway, no oeste do país, na quinta-feira, 04, educadores homossexuais disseram sofrer em escolas secundárias com a prática de bullying.

“Nossos colegas LGBT lutam para superar os medos enormes que enfrentam em suas escolas a cada dia”, disse o professor Patrick Hogan, ao jornal “Irish Independent”. “Esses temores não são apenas de perder seus empregos, mas de assédio homofóbico que enfrentam nos corredores de suas escolas.”

Ainda mais triste do que isso são as vistas grossas dos diretores das escolas perante o assédio. Em virtude disso, a associação aprovou uma moção para incentivar o ministro da Educação para proteger melhor os professores gays e lésbicas.

fonte: ParouTudo

sexta-feira, 5 de abril de 2013

Pedro Scooby, marido de Luana Piovani, surge peladão em ensaio da "Marie Claire"

Pedro Scooby 01Pedro Scooby, o surfista gatinho que vem a ser o marido de Luana Piovani, é recheio da edição de abril da revista "Marie Claire". O moço aparece como veio ao mundo nas páginas da publicação.

Scooby já tinha adiantado a novidade no Instagram, postando uma parte da imagem. "O resto da foto você vai ter que comprar a Marie Claire desse mês para ver", escreveu ele.

Agora, a foto com o senhor Piovani sem roupa já circula na rede. O surfista aparece na sessão "Na Cama com Eles" ao lado de Jesus Luz, José Loreto e Fernando Belo.

Pedro Scooby 02
José Loreto 01
José Loreto 02
Fernando Belo
Jesus Luz

fonte: A Capa

Pernambuco: Ator gay é encontrado morto e nu em praia

O corpo do ator Marcelo Rhwushansky, 39 anos, foi encontrado na praia de Enseada dos Corais, no Cabo de Santo Agostinho, no grande Recife, na madrugada desta quinta-feira, 4.

Marcelo RhwushanskyDe acordo com a polícia, Marcelo estava sem roupas e apresentava lesões na cabeça. Também havia sinais de afogamento.

O crime está sendo investigado pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa e uma das linhas é a de que o assassinato possa ter sito motivado pela orientação sexual da vítima.

Marcelo estava em cartaz com a peça "Maldita Herança" no Teatro Barreto Júnior do Cabo. A última apresentação dele foi no sábado, 30 de março.

Outro crime
Em novembro do ano passado, o jornalista e ativista gay Lucas Fortuna foi encontrado morto na praia de Gaibu, vizinha à Praia de Enseada.

Ele tinha vindo de Goiana para o Recife onde participava como árbitro de uma campeonato de voleibol.

Em dezembro, a polícia prendeu dois homens, um de 18 e outro de 20 anos acusados do crime. Mesmo com a informação de que os três saíram do hotel, à noite, para ir até à praia onde Lucas foi morto, não se considerou ter sido um crime homofóbico.

fonte: Toda Forma de Amor

Ator Alexandre Nero rebate no Instagram crítica de fã ao casamento gay

Alexandre NeroDefinitivamente, o Instagram é o novo palco do mundo. Após selinhos entre famosos do mesmo sexo, outings e protestos, todos postados na rede social, o aplicativo agora também conta com discussões abertas sobre o casamento gay. Prova disso, foi a resposta do ator Alexandre Nero (que atualmente vive o advogado Stenio em Salve Jorge) à uma “fã”, que, na madrugada de ontem para hoje (4), postou na conta oficial do ator sua opinião sobre “os rumos da homossexualidade X a família”.

A fã já começa seu comentário com “quero ver quando você estiver com teus filhos em um restaurante e tiver 2 gays se beijando…” e completa “Vc vai conseguir aceitar e explicar aos teus filhos o quão normal isso eh?”. Veja a seguir o post na íntegra:

Alexandre Nero instagram

Alexandre, visivelmente indignado, respondeu a dita “fã”:

“Oi @thaissulzbach gostaria de dar a MINHA opinião, já que foi numa postagem MINHA, que vc deu a SUA.@thaissulzbach, talvez isso tenha vindo pelos meios antigos de comunicação de massa (não sei. preciso pensar melhor sobre), mas sempre há uma maneira extremada da parte deles de falar sobre os acontecimentos. O sujeito é bom ou é mau, ela é santa ou puta, oito ou oitenta, e assim por diante. Quando pensamos termos como “homofóbico” pensamos uma pessoa feia, malvada, de mau com a vida, que odeia a felicidade dos outros, burra, e todos os arquétipos e caricaturas banais de histórias infantis ruins. Preciso lhe dizer @thaissulzbach, que dentro do que compreendo, vc é sim uma homofóbica, pois nada mais homofóbico do que TER MEDO (ver etimologia das palavras) de ver gays por aí beijando na boca e se amando. E não, vc não é amiga de gays, ou se é, eu que não quero uma amiga assim, que não luta pelo amor de um amigo. Eu tenho amigos gays, e luto pelo que ELES amam, e não o que EU amo. O que Feliciano está tentando fazer é manter o que eu ou vc, em outras épocas, chamaríamos de normal. Lembra quando a mulher não podia votar? Vcs conquistaram. Lembra quando negros não podiam estudar? Eles conquistaram…depois de conquistar não serem vendidos como animais. Os gays merecem conquistar os que lhes é de direito @thaissulzbach. Nada mais do que isso. Acho isso tão, mas tão normal que fica difícil pra mim achar palavras pra lhe explicar. Eles somos nós, vc não compreende, isso? Como serão nossos filhos e famílias? Serão diferentes, assim como vc é da sua bisavó, e sou do meu tataravô, graças a deus (se Ele existir ;) Bj querida”.

Nos comentários, várias pessoas apoiando a opinião do ator. Até a publicação desta nota, o post já tinha mais de 2900 curtidas.

fonte: GOnline

São Paulo: 'Fomos impedidos de doar sangue por sermos gays', alega casal

Casal de Rio Preto (SP) diz ter sido vítima de discriminação sexual. Autoridades dizem que cumpriram a lei; norma da Anvisa é questionada.

Casal João Gabriel Araújo e Diego BrancoUm casal gay, inconformado por não conseguir doar sangue, denunciou e questionou a Anvisa e os critérios de doação nesta semana em São José do Rio Preto (SP). Eles alegam terem sido vítimas de discriminação sexual porque foram impedidos de doar sangue no Hemocentro da cidade. As autoridades dizem que cumpriram a lei, mais dois afirmam que foram vítimas de preconceito.

A Resolução - RDC nº. 153, de 14.06.2004 da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), que regulamenta os procedimentos de hemoterapia no Brasil, considera que homens que tiveram relações sexuais com outros homens (HSH) nos últimos 12 meses que antecedem a triagem clínica devem ser considerados inaptos temporariamente para doação de sangue.

A Anvisa publicou em 2011 uma Portaria (MS nº 1.353, de 13.06.2011 DOU 1 de 14.06.2011), que complementa a resolução, dizendo que "a orientação sexual (heterossexualidade, bissexualidade, homossexualidade) não deve ser usada como critério para seleção de doadores de sangue, por não constituir risco em si própria".

Por causa dos riscos, os Hemocentros de todo o país seguem regras estabelecidas pelo Ministério da Saúde. Antes da doação, a pessoa passa por uma triagem rigorosa. Se estiver gripada, com dengue, com infecção ou se tiver feito uma tatuagem recentemente, por exemplo, não pode fazer a doação por um período determinado.

No ano passado, o operador de caixa João Gabriel Araújo procurou o Hemocentro  para doar, mas durante a triagem foi impedido. “Fizeram um monte de questionamentos e perguntaram se eu tinha namorado. Eu disse que tinha, aí falaram que não poderia doar por ter menos de um ano de relacionamento estável. Falaram que a partir de um ano poderia vir doar normalmente”, afirma o operador de caixa.

Depois de um ano de relacionamento estável, o rapaz voltou ao Hemocentro com o parceiro. Os dois saíram de lá sem conseguir fazer a doação. “A gente falou que tinha mais de um ano de uma relação estável. Aí eles negaram e falaram que além da relação estável, tinha de ficar um ano sem relação sexual com o parceiro do mesmo sexo”, afirma João Gabriel.

Inconformados, os dois procuraram a imprensa. Segundo ambos, o fato de serem gays poderia ter influenciado a negativa da doação. Os jovens foram chamados nesta quarta-feira (3) pela direção do Hemocentro para esclarecimentos. “Homossexuais masculinos, que tenham tido relação sexual nos últimos 12 meses, tem de permanecer 12 meses sem doar sangue, isso é a norma atual do Ministério da Saúde”, diz a hemoterapeuta Roberta Fachini.

Pessoas heterossexuais que tenham relações com desconhecidos também não podem doar sangue durante um ano. “Não existe discriminação alguma, não é esse o sentimento. Tanto que homossexual masculino pode doar sangue, depende das condições do relacionamento. Isso tem de ser individualizado”, afirma a hemoterapeuta.

As explicações não convenceram o casal. “Perguntamos se homossexual não pode doar sangue. Eles disseram que simplesmente não. E os que doam e omitem a opção sexual, o que é feito com o sangue? Ele é usado, não é?”, diz Araújo.

O infectologista Renato Ferneda de Souza explica que os critérios são estabelecidos para garantir mais segurança aos pacientes que vão receber o sangue. “Com a entrevista feita e os exames criados o risco é muito baixo, até por isso temos poucos casos de infecções por doenças notificadas”, afirma Souza.

Em nota, o Hemocentro de Rio Preto reafirmou em nota que segue as normas do Ministério da Saúde, mas que incentiva a doação feita por homens e mulheres de qualquer opção sexual. O Ministério de Saúde, também através de nota, falou sobre os procedimentos da triagem.

Leia na íntegra:

"A Portaria 1.353 do Ministério da Saúde, publicada em junho de 2011, estabelece que os serviços de hemoterapia devem acolher aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS), evitando o preconceito e a discriminação. A portaria deixa claro que a orientação sexual (heterossexualidade, bissexualidade, homossexualidade) não deve ser usada como critério para seleção de doadores de sangue.

Para assegurar a qualidade do sangue coletado, a portaria define os critérios para situações de risco acrescido à saúde do doador que oferecem risco à pessoa que receberá o sangue. Por isso, a portaria torna inapto para doação de sangue, por 12 meses, o candidato que tenha se exposto a algumas situações.

Alguns exemplos dessas situações são pessoas que tenham feito sexo em troca de dinheiro ou de drogas ou com seus respectivos parceiros sexuais; que tenha feito sexo com um ou mais parceiros ocasionais ou desconhecidos ou com seus respectivos parceiros sexuais; e homens que tiveram relações sexuais com outros homens e/ou com as parceiras sexuais destes.

O Ministério da Saúde reforça que essas medidas visam a qualidade do sangue coletado. Isso porque o sangue não é comercializado, o sangue não é fabricado, o sangue é sempre retirado de uma pessoa para ser infundido numa outra pessoa que está numa situação bastante vulnerável, de bastante necessidade."

fonte: G1

Casais gays podem declarar parceiros como dependentes no Imposto de Renda

A Receita Federal passou a permitir, em 2011, que casais homossexuais coloquem seus parceiros como dependentes na declaração anual do Imposto de Renda. A conquista foi seguida por uma decisão histórica do Supremo Tribunal Federal (STF), em maio do mesmo ano, que reconheceu por unanimidade a união estável entre casais do mesmo sexo, abrindo precedente para que outros tribunais e órgãos públicos percorram o mesmo caminho.

Casais do mesmo sexo com regime de união estável comprovado podem abater despesas com saúde e educação do companheiro.

Para fazer a declaração conjunta, colocando o parceiro como dependente no IR, é preciso atender aos mesmos requisitos da união estável válidos para homem e mulher. “O casal deve comprovar a união estável homoafetiva por acordo judicial ou contrato feito em cartório”, esclarece a coordenadora de Imposto de Renda da H&R Block, Eliana Lopes.

Para isso, os parceiros precisam ter vivido juntos por ao menos cinco anos, ou adotado um filho. O companheiro declarado como dependente precisa ter renda inferior ao teto de isenção do Imposto de Renda, que em 2013 é de R$ 24.556,65. “Cabe ao casal verificar se é vantajoso optar pela declaração conjunta”, diz.

Segundo a especialista, se ambos possuírem renda e não forem isentos, pode ser melhor, quanto à tributação, declarar em separado.

fonte: Cena G

Piauí: Cerimônia reúne quatro casais de lésbicas em 1º casamento gay

'Hoje é um dia de muita comemoração. Estou muito feliz', disse Lourdes. Casamento foi realizado nesta sexta (5) em capela do Tribunal de Justiça.

casamento gay PiauíQuatro casais de lésbicas oficializaram a relação durante o primeiro casamento civil entre homossexuais no Piauí. A cerimônia foi realizada nesta sexta-feira (5) na capela do Tribunal de Justiça pela juíza Zilnéia Barbosa.

A pedagoga Rosângela Alencar e a funcionária pública Lourdes Oliveira moram juntas há cinco anos, mas só conseguiram oficializar a união nesta sexta-feira. Lourdes foi casada durante 14 anos e tem três filhos de 19, 16 e 14 anos. Ela contou que após separar do marido resolveu morar com Rosângela.

Lurdes PiauiO filho mais velho de Lourdes acompanhou a cerimônia. Karl Marx, 19 anos, conseguiu compreender que a mãe não era feliz no casamento, mas confessou que no início foi difícil entender a relação entre duas mulheres.

“A gente costuma aceitar e achar bonito quando acontece em outra família, mas quando a situação é dentro da sua casa, não é tão fácil assim. Hoje eu sei que a minha mãe está mais feliz assim. Compreendi que ela queria mudar de vida”, disse Karl.

“Hoje é um dia de muita comemoração. Estou muito feliz e sei que aquele receio que tinha da sociedade agora não existe mais. A partir de hoje tudo será diferente”, disse Lourdes.

Morando há oito anos juntas, a psicóloga Alessandra Oliveira e Virgínia Lemos, que é professora, também comemoraram a oficialização do relacionamento.Elas não comentaram muito sobre a vida íntima, mas sabem que agora tudo será diferente. O casal agora pensa em aumentar a família.

“Estamos felizes. Sabemos que agora tudo será diferente. Demorou bastante para justiça reconhecer o casamento entre duas pessoas do mesmo sexo.”, disse Virginia.

“Era um sonho antigo e que agora se torna realidade”, completou Alessandra Oliveira.

Para Marinalva Santana, diretora do Grupo Matizes, que luta pelos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (LGBT) no estado, a cerimônia de casamento civil homoafetivo é um grande avanço. “É uma solenidade histórica, um divisor de águas para os nossos direitos”, ressalta.

O casamento civil entre pessoas do mesmo sexo foi autorizado pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ) em outubro de 2011. De acordo com Marinalva Santana, depois da regulamentação todos os pedidos que chegam aos cartórios piauienses deixam de depender do entendimento individual de cada juiz e passam a obedecer aos critérios estabelecidos pelo Provimento nº 24/2012.

“A partir de agora o véu da censura cai por terra. A união entre homossexuais no Piauí é reconhecida. Estamos cumprindo a lei e nos próximos casamentos comunitários não haverá cerimônias separadas como esta de hoje”, disse a juíza Zilnéia Barbosa.

fonte: G1

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...