terça-feira, 27 de novembro de 2012

Mateus Solano será um gay mau-caráter na próxima novela das 21h

Mateus SolanoDepois de ter participado do remake de “Gabriela”, na pele de Mundinho Falcão, o ator Mateus Solano já tem definido o próximo trabalho na telinha. Ele já foi escalado para a próxima novela das 21h que será escrita por Walcyr Carrasco.

Na trama, Mateus dará vida a um personagem gay mau caráter definido pelo autor como frio, calculista, manipulador e mentiroso. Além disso tudo, ele será casado e terá uma vida dupla.

A novela tem o título provisório de “Em Nome do Pai”. As informações foram publicadas pela coluna Outro Canal, do jornal “Folha de S. Paulo”.

fonte: GOnline

Ator gay de 'Vila Sésamo' deixa programa após acusações de pedofilia

Kevin ClashO responsável pela voz do personagem Elmo na versão americana do programa infantil Vila Sésamo, Kevin Clash, pediu demissão após ser envolvido em um segundo escândalo sexual.

Pela segunda vez consecutiva, ele foi acusado de abusar sexualmente de menores de idade.

Na semana passada, Clash assumiu ser homossexual e disse nunca ter se envergonhado disso. De acordo com os responsáveis do programa, a saída do artista, que atuou 28 anos na produção, se deveu ao quanto as acusações já atrapalhavam seu trabalho.

Um dos acusadores hoje tem 23 anos e disse ter sido abusado oito anos atrás. Clash defende-se afirmando que as relações foram consentidas e que as duas supostas vítimas eram maiores de idade quando houve a relação sexual.

fonte: Cena G

Turquia: Exército quer expulsar militares gays

O Exército turco quer aprovar uma regra contra militares gays, informou o diário turco "Hurriyet". Segundo a imprensa local, a nova medida transforma a homossexualidade em uma grave ofensa dentro do regulamento disciplinar das Forças Armadas turcas. A infração, considerada um "crime" e definida como "intimidade não natural" no projeto de emenda, deverá ser punida com a expulsão do Exército.

Várias organizações de defesa aos direitos dos homossexuais no país criticaram a mudança, considerada uma violação dos direitos humanos. Ativistas dizem, no entanto, que a prática já está em vigor há muito tempo, apesar de não estar redigida nos regulamentos militares.

- Quando se trata de serviço militar obrigatório, um homossexual é considerado doente e é liberado de servir. O Exército define o homossexualismo como uma desordem psicológica e sexual - disse Ali Erol, integrante da comunidade LGBT de Ancara, ao jornal "Hurriyet".

Segundo Erol, a Corte Europeia de Direitos Humanos já condenou muitas vezes o governo turco por práticas preconceituosas, e, se a regra for aprovada, o país deve ser alvo de novos processos.

- A orientação sexual de uma pessoa não pode ser considerada nem tratada como um crime, qualquer prática neste sentido é considerada discriminação - explica Erol.

fonte: O Globo

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Carla Bruni discorda do marido Nicolas Sarkozy e diz que é a favor do casamento gay

Carla Bruni VogueCarla Bruni, cantora e ex-primeira dama da França, é capa da revista Vogue francesa de dezembro. Um close poderoso de Bruni estampa a publicação, que também traz uma entrevista com a bela.

Carla confessa que nunca se considerou uma militante feminista e, sim, uma burguesa. "Gosto de ter um marido. As mulheres da minha geração já não precisam ser feministas. Há pioneiras que abriram a porta, mas não sou nada militante feminista. Contudo, sou uma burguesa", declarou.

Já quanto a questão do casamento gay e da adoção de crianças por homossexuais, Bruni disse que discorda das opiniões de seu marido, Nicolas Sarkozy. "Sou a favor. Tenho muitos amigos, homens e mulheres, que estão nesta situação e não vejo nada de Carla Bruni e Nicolas Sarkozyinstável ou perverso nas famílias com pais homossexuais", afirmou à revista.

Vale lembrar que enquanto esteve no poder da França, Sarkozy não foi nada amistoso com a comunidade gay, sendo contrário nos avanços em torno dos direitos dos homossexuais no país.

fonte: A Capa

Rio Grande do Sul: Parada Livre de Porto Alegre reúne público em um dia de 'liberdade'

Lésbicas, gays, bissexuais e transexuais reafirmaram direitos. Ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, compareceu ao evento.

parada gay Porto Alegre 2012 01Com expectativa de receber um público de 40 mil pessoas, a Parada Livre coloriu o Parque da Redenção na tarde deste domingo (25) em Porto Alegre. A iniciativa reúne há 16 edições a comunidade LGBT (lésbicas, gays, bissexuais e transexuais) em uma grande festa que objetiva, sobretudo, a igualdade. Com o tema “Liberdade e prazer: goze estes direitos”, grupos de movimentos sociais levantaram bandeiras e defenderam ideias ao som de atrações divertidas, que se apresentaram em um palco no centro do parque.

Parada Gay Porto Alegre 2012 02Sob um sol escaldante, beirando os 30ºC, Roberta Lyrá da Silva, de 39 anos, trouxe o sobrinho de apenas um ano para curtir o dia. “Tenho um irmão que é gay e este assunto sempre foi normal na nossa casa”, conta com orgulho. “Ele casou agora e até adotou uma criança”, contou. Perto de Roberta, na sombra de uma árvore, uma turma de amigos preparava bandeiras com as cores do arco-íris para desfilar pelas ruas de Porto Alegre. “Vou participar da caminhada mais tarde e levar o Cristopher comigo”, falou a empregada doméstica apontando animada para a criança.

parada gay Porto Alegre 2012 05Mulheres, transexuais e travestis abusaram das cores e maquiagens para participar da festa. As mais ousadas ganhavam fãs instantâneos que faziam fila para tirar fotos. “Olhando para tudo isso não dá para dizer que não se faz nada. Este movimento é, principalmente, de cidadania e inclusão”, discursou Maria Berenice Dias, presidente da Comissão Especial de Diversidade Sexual do Conselho Federal da OAB. Além da ativista, Mário Humberto Morocini de Azambuja Júnior, da Secretaria Municipal de Direitos Humanos de Porto Alegre, e Fabiano Pereira, da Secretaria da Justiça e dos Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, também conversaram com o público.

Parada Gay Porto Alegre 2012 03O casal Geovane Santos, 25 anos, e Marcio Wickboldt, 27 anos, aproveitaram o dia “de liberdade”, como disseram, para curtir a família e trocar carícias sem medo do preconceito. “Este é um momento para a gente se misturar. É bom estar aqui e ninguém te olhar estranho. Estamos mais à vontade”, comentou Geovane sobre a importância do evento, “Mas não dá para mentir que muita coisa já mudou e que ganhamos muitos direitos”.

parada gay Porto Alegre 2012 04A gaúcha Maria do Rosário, ministra dos Direitos Humanos, passou pela Parada no final da tarde e atentou os presentes para a necessidade de denunciar a violência contra a comunidade LGBT. “Segundo nossas pesquisas, a média de denúncias no Rio Grande do Sul é maior do que os outros estados do país. De um lado, sim, temos mais violência, mas do outro podemos estar tendo uma maior conscientização da importância de denunciar”, falou a ministra ressaltando o avanço das leis homossexuais para uma sociedade mais justa. “A dignidade humana precisa ser respeitada”, finalizou, bastante aplaudida.

Às 17h, a tradicional caminhada acompanhada de sete trios elétricos tomou as ruas de Porto Alegre.

fonte: G1

Héteros também são alvos da homofobia, mostra estudo

homofobiaA discriminação homofóbica atinge não apenas os gays, mas também os héteros no Brasil, revelou um estudo. Segundo pesquisadores do Instituto de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, a homofobia está ligada ao modo como as pessoas percebem as diferenças entre homens e mulheres. Independentemente da orientação sexual, são as roupas, os trejeitos e os estereótipos de masculino e feminino que suscitam o preconceito.

Com base na dissertação de mestrado de um de seus autores, Angelo Brandelli Costa, os pesquisadores compilaram uma série de artigos sobre homofobia no Brasil publicados entre 1973 e 2011. Os artigos foram selecionados em diversas bases de dados acadêmicas a partir de palavras-chave como "homofobia", "preconceito", "discriminação" e "Brasil". Dentre os que foram encontrados, os pesquisadores selecionaram somente aqueles baseados em estudos empíricos feitos no país.

Embora os trabalhos tivessem metodologias e bases diferentes, da análise dos artigos os pesquisadores puderam concluir que a homofobia - ou qualquer preconceito motivado pela fuga da heteronormatividade - é um fenômeno disseminado no país e se faz presente em vários contextos, como no ambiente escolar ou nas relações de trabalho.

Ainda de acordo com a pesquisa, a homofobia no Brasil tem forte vínculo com o sexismo (discriminação baseada no sexo ou gênero) e o preconceito contra o não conformismo às normas de gênero (mulheres que têm comportamento considerado masculinizado, por exemplo). Isso significa que homossexuais que tenham características consideradas compatíveis com seu sexo anatômico tendem a sofrer menos preconceito do que mulheres masculinizadas ou homens com trejeitos femininos. Por esse motivo, os pesquisadores acreditam que, para que sejam eficazes, as ações contra a homofobia devem ter como alvo também o sexismo.

fonte: MixBrasil

França: Primeira mesquita para homossexuais será aberta no país

mesquitaMohammed Ludovic Lütfi Zahed, homossexual de origem argelina, inaugurará no próximo dia 30 de novembro aquela que será uma primeira mesquita para minorias sexuais em França.

O primeiro meio de comunicação de massa a revelar o projeto de abertura de tal mesquita foi o jornal turco Nurriyet que publicou uma entrevista com Zahed. “Na mesquita tradicional, as mulheres devem se sentar na parte de trás e usar um lenço, mas os gays temem ser alvo de agressão verbal ou física - declarou. - Após a peregrinação percebi que os muçulmanos gays que querem rezar necessitam vitalmente de uma mesquita especial”.

Na nova mesquita não haverá separação entre homens e mulheres e as orações serão conjuntas.

fonte: Cena G

Líbia: Homens são presos e correm risco de morte depois de participarem de uma festa gay

libia presosMais um ato de extrema violência está para acontecer com a comunidade gay. Desta fez, na Líbia. Doze homens foram presos enquanto participavam de uma festa gay particular, em Ain Zara, periferia de Trípoli.

A festa acontecia na madrugada de sexta-feira, dia 23, quando foi invadida por um grupo de milícia islâmico, “Al-Nawasi”, que afirma ter a missão de eliminar a corrupção, o consumo de álcool, e os homossexuais das ruas.

Após prender os homens, o grupo postou uma foto em sua página no Facebook que mostra os 12 integrantes virados para a parede, com toalhas rosas cobrindo a cabeça. A imagem era descrita como “terceiro sexo”. Logo abaixo, uma descrição afirma que os homens foram presos por praticarem o “ato de sodomia”.

"A polícia é praticamente inexistente ou impotente em relação à sociedade civil da Líbia, temos um problema real aqui; as milícias, muitas vezes tomam a lei em suas próprias mãos”, afirmou o ativista Khaleed, temendo pela morte dos homens capturados, em entrevista ao Star News Gay.

fonte: A Capa

Piauí: Grupo pede liberação de doação de sangue por homens gays

Grupo Matizes alega que proibição é motivada por preconceito. Portaria da Anvisa impede homens gays de doarem sangue desde 2004.

O Grupo Matizes realiza um protesto, nesta segunda-feira (26), contra a regra da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) que impede homens gays ou bissexuais de serem doadores de sangue no Brasil. O ato público será realizado na sede do Centro de Hematologia e Hemoterapia do Piauí (Hemopi).

O protesto do Grupo ocorrerá um dia após o Dia Nacional do Doador Voluntário de Sangue, celebrado em 25 de novembro. “O índice de doadores voluntários no país já está abaixo do recomendado pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e o nosso entendimento é que os motivos das restrições da Anvisa não são baseados em questões científicas, mas, sim, em preconceito”, afirma Marinalva Santana, da diretoria do Matizes.

De acordo com ela, foram mobilizados defensores da causa para doar sangue e se cadastrar no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea (Redome). As doações vão acontecer entre 10 e 14 horas, na sede do Hemopi, no Centro de Teresina.

Homens gays e bissexuais estão proibidos de doarem sangue desde de 2004, quando a Anvisa baixou uma resolução sobre o assunto. Segundo o Matizes, dois anos depois o Grupo protocolou representação junto ao Ministério Público Federal (MPF), que resultou em uma Ação Civil Publica que pedia a suspensão dos efeitos da portaria da Anvisa.

Em abril de 2007, o Juiz da 2ª Vara Federal proferiu decisão liminar, deferindo o pedido do MPF. Posteriormente, a liminar foi cassada pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, onde, atualmente, o processo está sob análise.

fonte: G1

sábado, 24 de novembro de 2012

Itália: Jovem se mata após ser alvo de piadas homofóbicas no Facebook

Menino era alvo de piadas por usar calças cor-de-rosa e pintar as unhas

Andrea S. tinha 15 anos, estudava em um colégio próximo ao Coliseu e vivia ao sul de Roma. Era extrovertido e, às vezes, ia à aula usando roupas de cores extravagantes e esmalte nas unhas. Sua família e alguns amigos mais próximos dizem que ele estava secretamente apaixonado por uma menina de sua escola, mas nunca faltou quem fizesse piadas sobre sua homossexualidade aparente. No Facebook, um usuário anônimo criou um perfil dedicado ao “garoto das calças cor-de-rosa”.

Na tarde da última quarta-feira (21), Andrea se enforcou na sua casa com seu lenço.

O Ministério Público de Roma abriu uma investigação para determinar se alguém pode ser acusado de “indução a suicídio”. Dois ministros e o prefeito de Roma expressaram seus pesares pelo ocorrido e os colegas de Andrea, do Liceo Cavour, acenderam velas e disseram que sentem uma dor dupla: pela perda de seu companheiro e por serem acusados pela imprensa como supostos assediadores.

A homofobia na Itália é uma doença grave, diagnosticada, mas a direita e, claro, o Vaticano se recusam a combatê-la. Um exemplo: no verão de 2011, a Câmara rejeitou a proposta do Partido Democrático (centro-esquerda) de introduzir a homofobia entre as infrações penais graves.

Votaram contra os partidos conservadores UDC (democrata), Liga do Norte e Povo da Liberdade (PDL), de Silvio Berlusconi. O então primeiro-ministro ainda foi capaz de torcer as leis a extremos inimagináveis​​ e considerou a proposta “inconstitucional”.

Os depoimentos que vêm à luz agora não deixam dúvida de que Andrea pisou em areia movediça por meses. Seus amigos dizem: “Ele não era homossexual, muito menos abertamente. Estava apaixonado por uma menina desde que chegou ao colégio. As unhas pintadas e as roupas cor-de-rosa, das quais ele se orgulhava, eram sua maneira de se expressar. Ele era um garoto muito mais complexo do que dizem, irônico e capaz de colocar em perspectiva sua personalidade extravagante e original, e também o seu gosto pelo cross-dressing”.

Ao final da carta, os meninos do Liceo Cavour, trancados atrás do portão verde, lutando como muitos outros estudantes da Itália contra os cortes do governo de Mario Monti, admitem que, “provavelmente”, Andrea escondeu sua “dor de viver” por atrás de sua imagem alegre e de suas calças cor-de-rosa. Aqueles mais próximos acreditam que a sua personalidade extrovertida, mostrando coragem de pintar as unhas em meio a um ambiente homofóbico, seria armadura suficiente contra os insultos que ele recebia na rua ou nas redes sociais. Mas não foi. Ele só tinha 15 anos e decidiu que o lenço era a única saída. Agora, a rede social que ampliou sua angústia com mensagens anônimas cruéis mostra apoio com uma tag: #ioportoipantalonirosa (eu uso calças cor-de-rosa). Tarde demais.

fonte: O Globo

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